quinta-feira, 2 de julho de 2020

SINTRA: BASÍLIO HORTA, A POLÍTICA DO TROPEÇÃO

De tropeção em tropeção

Basílio Horta, que não pode ter sido escolhido pelo PS pelas suas qualidades para autarca, tem feito jus ao seu carisma desadequado à defesa da vida dos munícipes.

Tais qualidades pululam quando um ou outro fã se roça no tapete da bajulação, não só habilidosamente à espera de algo ou por gratidão a recompensas tidas.

E assim Sua Excelência vai vivendo, desaparecendo de dar a cara pelos problemas que passamos e não deixando de difundir acções que louvadores saúdam...

Sua Excelência tropeça demasiado para as responsabilidades do cargo que ocupa, dizendo ou desdizendo, contando certamente com o esquecimento colectivo.
"Nós não devemos esquecer...nós não devemos esquecer", palavras recentes  de Sua Excelência, no 25 de Abril em que disse "participei nesta luta pela liberdade". 
 O falhanço das medidas (não) tomadas pelo presidente da Câmara, foi um tropeção no combate ao Covid19 com reflexos gravosos na vida de milhares de pessoas.

Desde o início e depois com casos conhecidos em Sintra, resguardou-se no dito pela Directora-Geral de Saúde aproveitando-as para justificar a inacção na pandemia.

Sem poder adiar por mais tempo, numa atrasada sexta-feira (dia que os manuais recomendam para más notícias) debitou umas coisas para diluir a má imagem.

Na sexta-feira (20.3), Sua Excelência, pouco visível no combate, ressuscitaria com as habituais vacuidades: "Vamos", "vamos", "temos", "vai"...até "Delay"!

Seguindo regras de manuais para boas notícias, anunciou para a segunda-feira seguinte  a "1ª. Reunião do Conselho Municipal", sem indicar qual deles entre vários. 

Até hoje, pesem várias pesquisas no site camarário - que Sua Excelência coordenará - não conseguimos apurar se a Reunião se realizou e que conclusões se retiraram.

O tropeção dos Centros de Diagnóstico 

Lesto face à exigência colectiva, logo Sua Excelência anunciou 3 (três) Centros para Despiste Rápido da Covid-19, novo tropeção, pois só um abriu e limitado.

Na Sessão de Câmara de 19.5.2020, foi dito que no único Centro "não são feitos testes" e reduzida a afluência, pois o número de infectados "tem vindo a aplanar".

Nota-se que, aquando da Sessão Camarária em que "tem vindo a aplanar", havia 899 infectados e, um mês e meio depois, em Sintra conhecem-se 2753!!!

Este um resultado de que Sua Excelência terá um dia de responder pela insuficiência da actuação, falta de intervenção que, como responsável, está obrigado a ter.

Site camarário e a desinformação

Neste panorama tão preocupante sobre a segurança sanitária em Sintra, o site camarário dá todos os sintomas de ser uma fonte de informação oficiosa não credível.

A pandemia a crescer e o site camarário de que Sua Excelência é responsável, a limpar a ineficácia no terreno com gratuitas notícias de diversão.

Ora nos desviou para um "alerta" sobre "notícias falsas", ora meteu os munícipes mais crédulos  em busca de "um milhão de máscaras através das caixas de correio".

Recentemente, perante queixas pela falta de transportes, anunciou "Vimeca reforça oferta de serviços rodoviários" que em Sintra apenas envolveu três curtas carreiras.

Sobre a Scotturb, a transportadora com maior cobertura do território, que esteve vários meses com reduções de oferta próxima dos 60%, manteve o silêncio.

Colaborando na propaganda, o site que exclui espaço para a  Oposição, entra num estranho "Esclarecimento" sobre afirmações de dois Vereadores da Oposição.

"O município de Sintra esclarece os factos ocorridos", é uma peça inacreditável, pois os Vereadores da Oposição fazem parte do Município.

São demasiados tropeções, aproveitamentos, quiçá tentativas de aproveitar clivagens entre partes, sem cláusulas mas que qualquer nomeação supera.

Será que Sua Excelência não tem - numa altura de tanta gravidade - mais nada que fazer do que contestar afirmações de dois Vereadores? 

Sintra não pode ser gerida assim, merece o maior respeito.




quinta-feira, 18 de junho de 2020

SINTRA: O ENTUSIASMO DE VIVERMOS ENGANADOS...

Devemos confessar que ontem esperámos pelo saltinhos patéticos de quem nos governa a propósito do anúncio de uns tantos jogos para uma competição europeia.

António Costa não saltitou, mas via-se-lhe a alegria por ter uns jogos de futebol, em princípio sem espectadores, facto que limitará os contágios com Covid-19. 

O mais Alto Magistrado da Nação discursou e falou às voltas, como um parafuso de rosca moída, sem sélfies mas na unidade fraterna com o cheiro da reeleição.

Ficámos sem saber que medidas diárias tomam para garantir aos cidadãos os direitos que têm no acesso à saúde, ao trabalho, à segurança nos transportes. 

Que se lixem os cidadãos que, nesta fase e com más perspectiva futuras, começam a sentir o sofrimento por que vão passar as suas famílias num futuro próximo.

Inventou-se o modelo de sermos admirados pelo que fazemos, parece até, pelo que dizem, que o mundo nos inveja, tudo de boca aberta, pelas virtudes exibidas.

Aumentam  número de infectados na Região de Lisboa? Então fazem-se as contas, em tantos mil habitantes os detectados são poucos, abaixo das médias...

Então, para isso, ocultam-se onde são os casos, um lápis azul fortíssimo impede os cidadãos de saberem onde são os óbitos, que podem ser vizinhos do lado. 

Se ao nível governamental isto se passa, depois no Poder Local tudo se completa, às vezes com a fidelíssima de quem acha todos os momentos de louvações.

A gestão ao sabor de habilidades

Scotturb, em 18.6.2020 continua em Plano de Contingência com horários de Sábado

Uma da formas de contágio mais citada é a dos transportes, com incidência nos rodoviários, porque há regras que aparentemente ninguém fiscaliza. 

As pessoas reclamam pela falta de transportes, a transportadora há meses que está em Plano de Contingência, concentram-se dezenas à espera de uma carreira. 

Mas o Primeiro-Ministro, que a nível partidário parece gostar de dar saltinhos, está-se nas tintas por exigir que as transportadoras cumpram com os compromissos. 

No caso de Sintra até é curioso que a Scotturb - com a ajuda camarária - se prepare para acabar quase com as carreiras que fazia, ficando o território ao seu gosto.

Bem, ao gosto da Scotturb, com o apoio quase certo da autarquia. 

Na sessão de Câmara de 19 de Maio deste ano, mesmo em estilo soft, dois Vereadores alertaram para queixas que recebem sobre algumas carreiras.

O Vice-Presidente, respondeu: "tivemos uma boa resposta das empresas" e "adaptámos os horários dos autocarros com os novos horários das escolas".

Tão conhecedor o Vice de Sua Excelência, que para ele utentes de transportes públicos serão os estudantes...ficando a empresa livre para o incumprimento...

Os outros, que diariamente precisam de se deslocar para o seu trabalho, que se lixem e viajem em condições pouco aceitáveis e esperem horas por transportes.

Neste quadro nos movemos, com políticos que gostam que vivamos enganados, que precisam de um ou outro - ou outra - que os elogiem...mesmo que sem sentido.

Os 2105 infectados em Sintra e dos Óbitos quantos ocultados, é o espelho da manipulação com que somos enganados...

E há quem, sem saltinhos, ainda se disponha a dizer-lhes que #é este o caminho.


segunda-feira, 8 de junho de 2020

SINTRA: SR. PRESIDENTE, RESPEITE-NOS...E...DEMITA-SE!

"Nós não devemos esquecer...nós não devemos esquecer", Basílio Horta em mensagem sobre o 25 de Abril



Sr. Dr. Basílio Horta, está obrigado a respeitar-nos

Pelos dados hoje divulgados, Sintra subiu ao segundo (2º.) lugar do pódio que envergonha todos os sintrenses, vítimas das políticas hábeis de Sua Excelência.


Um vergonhoso lugar no pódio da epidemia

A realidade sintrenses que corre mundo

Desde o princípio da pandemia que o recurso a discursos de circunstância nos foi deixando pasmados com o vazio completo das medidas a tomar, com reflexos hoje. 

Oficialmente, há 1615 munícipes infetados, vivem ao nosso lado e não sabemos em que condições foram contagiados, o que deveria preocupar Sua Excelência.

Em vez disso, Sua Excelência surge supostamente preocupado com a desarticulação dos dados ao invés da identificação dos focos, freguesias e comunidades.

Desde o início da pandemia, sem acções concretas - teve sempre meios financeiros disponíveis - optou antes pelo adiamento e, depois, as ilusões como saída.

Sintra já ia com casos graves assinalados e Sua Excelência ainda falava em "reflexão", "vamos começar a articular", uma "1ª. Reunião do Conselho Municipal". 

Enganou-nos ao falar em 3 Centros de Atendimento que tinha de saber ser apenas Um. Usou máscaras que, pelos erros na distribuição, foram desviantes da realidade.

Se Sua Excelência em vez da promoção com vista a futura reeleição desse valor aos munícipes teria brilhado na sua defesa nos vários estratos e locais.

Preocupou-se com os transportes? Impôs (competia-lhe) a reposição de carreiras rodoviárias suspensas a pretexto do Plano de Emergência (que continua)?

NÃO!

A indignação (?) de Sua Excelência ligou-se com o "alarme social" pela contagem feita na Direção Geral da Saúde, dados que não conseguiu se apagassem.

Porque, facilmente se retira a convicção, o desejo de Sua Excelência seria que os dados da Direcção Geral de Saúde fossem publicamente censurados pela omissão.  

Com a população tão preocupada, então o site camarário que serve Sua Excelência fez por nos desviar para o "Galardão" atribuído a praias que os infetados não utilizam.


Nítida propaganda desviante, enquanto sintrenses são infetados e alguns morrem

Sua Excelência devia - sim - dar toda a prioridade, com os custos que sejam necessários, para medidas sanitárias eficazes que defendam as populações.

O lamentável 2º. lugar do pódio deve-se às más políticas de Sua Excelência, à atrasada visão estratégica do combate, ao afastamento que tem das pessoas.

Os infetados, sejam quantos sejam, têm o direito de Sua Excelência os respeitar totalmente e providenciar até ao limite, para que sejam eliminados focos em Sintra.

Respeite-nos...Demita-se! 

A quem serve a ocultação de Óbitos por Concelhos?

Porque será que Sua Excelência não manifesta idêntica indignação pela ocultação dos Óbitos por concelhos, números que certamente o indignariam muito mais?  

Ao princípio havia - por vezes - a décalage que nos trazia preocupações e ansiedade sobre o que surgiria no dia seguinte, mas de autarcas nunca vimos preocupações. 

Parece indicar que, na questão dos Óbitos, ao invés de Infectados e Recuperados, a ocultação dos municípios é bem aceitada no jogo da limpeza de imagem.

Todos os dias, à hora certa, ficamos às espera dos óbitos anunciados.

Todos os dias, a Sua Excelência servirá que sejam ocultados os Óbitos em Sintra, ficando assim liberto de se saber o seu número para não "causar alarme social".

Demita-se, Senhor Dr. Basílio Horta, não é dono das nossas vidas. 

Sintra não merece o sofrimento que todos estamos a passar. 

quarta-feira, 3 de junho de 2020

SINTRA: ESTRANHA "OMISSÃO" DE NOTIFICAÇÕES MÉDICAS

Quatro dias sem "notificações" de  infectados em Sintra

Entre os dias 29/5 e 1 de Junho, ocorreu a estranha omissão de 182 infectados em Sintra, situação assaz preocupante que pode descredibilizar o Ministério da Saúde.

Vejamos as letras pequeninas (que aumentámos...) do Relatório de Situação nº. 92, de 02 de Junho de 2020, emitido pela Direcção Geral de Saúde. 


(Estrelinha que levará à luz)

(A redentora luz sobre a verdade)


Repudiamos que se liguem as "actualizações" - antes "Omissões" - ao esforço meritório de Clínicos que merecem todo o nosso respeito e efusivamente saudamos.

Então quem participou ou influenciou na omissão da escalada de pessoas contaminadas em Sintra, face ao número elevadíssimo que teria de ser conhecido?

Na realidade, enquanto se falava no bairro da Jamaica e Seixal, ou Amadora e Loures, ou Odivelas e Cascais, era em Sintra que estava o risco mais elevado...

TVI (29/5/2020) território de Sintra assinalado como Amadora

O noticiário da TVI no dia 29 de Maio até limpou Sintra do mapa, assinalando o nosso território como se se tratasse da Amadora.

Sintra, em quatro (4) dias aumentava de 182 os infectados, atingindo 1355 casos e subindo na escala dos municípios mais atingidos para 4º. lugar no ranking.

Tudo leva a crer que foi preciso a Ministra da Saúde vir a Sintra ou até ter dado um murro na estrutura da verdade, para que viesse a público a "Actualização". 

Promoções baratas de Sua Excelência

Infelizmente, com mágoa o dizemos, a grave situação em Sintra do Novo Coronavírus foi mais uma pedrada no charco das promoções políticas de recurso. 

Com impensável atraso sobre o início do surto, só o sucedido num lar na Idanha faria Sua Excelência aparecer, barriga para a frente, a anunciar medidas na nuvem.

Estava no zero e fazia de entertainer: "reflexão", "temos olhado com serenidade", "nossa câmara está atenta", "vamos por em prática", "vamos começar a articular".

Só então anunciava: "segunda-feira 1ª. Reunião do Conselho Municipal".

Seguir-se-ia a promoção de 3 Centros de Atendimento quando teria dados para ser só um, em que três terão sido os laboratórios concorrentes e pouco mais se soube...

No sinuoso caminho da gestão sem fins colectivos mas de promoção pessoal, um dia a zeros na contabilização de infectados fez saltar as trombetas do êxito:
"Temos de continuar este caminho", "obrigado a todos que se têm protegido e aos que têm trabalhado para proteger os outros"(8/5).
 O êxito de Sua Excelência em facebook subliminar: O seu caminho, ele grato aos que se protegeram e a ele próprio por ter trabalhado para proteger os outros. 

O falhanço de quem dá sinais de querer perpetuar-se no Ninho de Mont Fleuri sentiu-se no dia seguinte com a detecção de 48 novos infectados que foram aumentando.

Sem medidas de protecção sanitária, com fontes de contágio nos transportes, como o caso da Scotturb que continua reduzindo em 60%, era preciso desviar o tema. 

Foi a manipulação pelas máscaras...era preciso que todos andassem a caminho das caixas de correio à espera das máscaras e não falassem nos contaminados. 

Outro rotundo falhanço, as caixas de correio na grande maioria continuam vazias e, como se sabe, ontem a verdade teve de ser conhecida com os dados publicados.  

Sua Excelência tornou-se um político com fins e práticas que Sintra não merece.

Sintra merece mais...que os Sintrenses a tomem para Si.

terça-feira, 26 de maio de 2020

SINTRA: 1107 INFECTADOS...QUE AUTARCAS? QUE GOVERNO?

Do falhanço completo à indiferença pelos cidadãos

Com os números de infectados hoje conhecidos, há fortes razões para os sintrenses se levantarem contra a incompetência dos políticos que os governam.

Qual o papel do Presidente da Câmara de Sintra - desde o início da pandemia - para as medidas sanitárias mais adequadas à protecção dos munícipes?

Atrasado, apareceu a anunciar 3 Centros de Atendimento, como que para adormecer uns tantos saloios, mas depois só um abriu e com limitações.

Recentemente, foram as máscaras usadas para desviar os sintrenses da dura realidade sanitária, distraindo-os para "caixas de correio" como se fosse guloseimas.

Hoje, Sintra com 1107 infectados, está no 6º. lugar dos municípios mais atingidos e Sua Excelência calado depois de ter dito que "Temos de continuar este caminho".

Sintra (2,690% e 29 casos) cresce mais do que a cidade de Lisboa (1,10% e 24 casos) e mais do que os dados de infectados a nível Nacional (0,71% e 219 casos).

Nesta situação, não se vê nenhuma medida contra a concentração de passageiros nos transportes públicos, certamente uma das formas de contágio a combater.   

E o Primeiro-Ministro, em conjunto com Sua Excelência, que têm feito para que os transportes públicos sejam controlados e não sejam focos de contágio?



Em vez de lotações reduzidas as transportadoras reduziram - isso sim - circulações, obrigando a maiores concentrações de utentes, quase todos trabalhadores. 

A Scotturb - beneficiando de estranhos silêncios oficiais - reduziu circulações em cerca de 60% e, ainda hoje, continua a aplicar o Plano de Contingência.

Actualmente, só as carreiras turísticas foram repostas, havendo 40 circulações diárias para a Pena...a carreira que é uma mina pelos preços praticados. 


Basílio Adolfo Horta, tão intimo de António Costa que com ele viajou no Metro de Lisboa em campanha eleitoral, recolheu-se e não ligará a contágios nos transportes.

Por seu turno, ao Primeiro Ministro faltará tempo para apreciar os alertas sobre o que se passa em Sintra com a (i)mobilidade dos residentes que têm de trabalhar.

Cartas para Primeiro-Ministro (5, 9 e 18 de Maio), para Ministro das Infra-Estruturas (4 de Maio) e Autoridade Metropolitana dos Transportes (20.5) não tiveram êxito.

Permite-se que a transportadora faça o que entende e por que razão não impõem a imediata reposição dos horários que vigoravam antes? Ficam para o futuro?   

É inacreditável que tais políticos não assumam as responsabilidades e obriguem à fiscalização dos serviços que devem prestar e eliminem focos de contágio. 

Tais políticos denotam menos respeito pelas populações e tornam-se responsáveis pelo agravamento dos focos de contágio que ameaçam cidadãos.

Neste quadro, com Governo e Autarca alheados da boa e regular gestão dos transportes, os habitantes ficam desprotegidos e a sua saúde sempre em risco. 

É inacreditável, porque os cidadãos merecem o maior respeito.

Exige-se que Governo e Autarquia tomam as medidas adequadas à segurança sanitária dos passageiros dos transportes públicos de Sintra.

Ou será que perderam autoridade? 


Nota sobre as declarações da Senhora Directora-Geral de Saúde

Nas declarações de hoje, referiu que o aumento na Região de Lisboa teve ligação com "3 pequenos focos na área de Almada e Seixal". 

Será que Sintra não faz parte dessa mesma Região? Mas não se fala em Sintra e porquê?

Em Sintra, pelos dados de ontem foram 72 novos casos e hoje 29, como é possível que se fale de Almada e Seixal que, nos últimos dois dias, em nada se aproximou?

Alguma força oculta se move para que os casos de Sintra não sejam falados?


segunda-feira, 25 de maio de 2020

SINTRA: 25 DE ABRIL, DO SITE À MENSAGEM DE BASÍLIO HORTA

                             "Nós não devemos esquecer...nós não devemos esquecer", Da mensagem do Presidente da CMS, Basílio Horta, sobre o 25 de Abril

As múltiplas preocupações com a pandemia e ameaças à vida nas famílias, às nossas crianças e aos mais idosos, não ajudaram à celebração do 25 de Abril.

Foram múltiplas as preocupações, uns fechados em casa, outros arriscando porque os seus postos de trabalho não abdicavam da sua presença. 

Foram as promessas de máscaras que se têm diluído e, não chegando no devido tempo, aparecerem depois da pandemia só para garantir alguma encomenda... 

Em Sintra, com um Presidente tão longe dos munícipes, perdeu-se a "mensagem" difundida pelo site de serviço, supostamente de Abril...sem falar na Revolução.

Esperámos - nestes 30 dias - a rotineira adulação, o rastejar louvador a Sua Excelência pela arte do que disse, mas desta vez até tal serviço falhou.   

Como "não nos devemos esquecer" e Abril é quando um Homem quiser, a mensagem da Comemoração neste 25 de Abril de 2020 ficará para memória futura.   

Do site camarário

Como estas coisas nunca surgem por acaso, e se o fossem estariam ligadas à incompetência e bloqueamento político dos envolvidos, apreciemos o site.



Para se aceder à "Mensagem do Presidente da Câmara Municipal de Sintra" temos de ver a foto e clicar onde, entre "Vivas", um cartaz escreve "VIVA GEN.SPÍNOLA". 

"Não nos devemos esquecer"...que Spínola se demitiu na sequência da "Maioria Silenciosa" de 28 de Setembro de 1974, a que se acresce que...

...ao publicar-se tal foto/mensagem, alguém esqueceu que Spínola acabaria por fugir para Espanha a seguir à tentativa de golpe de 11 de Março de 1975.

Se tal fosse pouco, a que despropósito também se publicou a foto que segue?

Foto histórica, com o "ar do tempo" que Sua Excelência classificou de "esquerdismo violento"

Uma foto de Maio, com Trabalhadores no seu Dia. Cartazes: "Viva o 1º. de Maio", "Dia Internacional do Trabalhador" e "POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO".

O site a iludir Abril com multidão de Maio, ajudando  o Presidente por este ano não ser como habitual com "o nosso povo...o nosso povo" "em íntima ligação connosco".

Como se Sua Excelência vivesse alguma vez a Luta do Povo Trabalhador.

Entre enganos, foi #este o caminho para a mensagem de Sua Excelência...  

Da mensagem do Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta

Quando a sociedade portuguesa passa momentos tão difíceis, era expectável a exaltação de Abril e do Movimento Libertador com palavras de confiança no futuro. 

Mas não. Foi mais um dizer abril, sem falar do Abril Libertador.

Juntando-se a políticos falecidos, falou de "luta" e "combate" com "gente corajosa que amou a liberdade"..."conheci-os de perto e participei nesta luta pela liberdade".  

Com tais virtudes de lutador "pela liberdade", que pena ter omitido que, já vitorioso, em 2 de Abril de 1976 se levantou e votou contra a Constituição da República.

Vejamos a Mensagem de Sua Excelência, ainda disponível em www.25abril.sintra.pt


rictus facial de Sua Excelência sugere constrangimentos, quiçá pelo coronavírus ter fechado o comércio florista, impedindo-o de ter cravo vermelho na lapela.

Esperava-se de Sua Excelência uma mensagem institucional, saudando os Militares que arriscaram a vida pela Revolução que pôs fim a 48 anos de ditadura...

...Ou saudasse os antifascistas que deram a vida a lutar pelo Povo e lembrasse torturas que eles sofreram no Aljube e cadeias da Pide por lutarem pela Liberdade... 

...Ou condenasse o regime totalitário, em que os repressores do poder exigiam, à sua passagem, que as portas estivessem abertas e todos se levantassem.    

Mas não. Sua Excelência preferiu a auto-elevação, de participante na luta pela Liberdade, quase de braço dado com figuras já falecidas que conheceu de perto.

Mensagem enrolada, com umas cinco (5) vezes de insistência repetitiva...recurso que faz recear falhanços dialécticos na política pela falta de conteúdo.

"Tinha de o fazer...tinha de o fazer", "o nosso povo...o nosso povo", "custou bastante a alcançar...bastante a alcançar", "lembramos destes homens...destes homens".

Culminaria com "não nos devemos esquecer...não nos devemos esquecer"

Nunca, desde Abril de 1974, na História da Sintra Democrática, algum Presidente entrou nos caminhos da individualização, antes se mostraram gratos à Revolução.

O 25 de Abril é a festa de um Povo que se libertou do fascismo. 

Isso é que deverá ser comemorado...SEMPRE. 


sexta-feira, 22 de maio de 2020

SINTRA: MÁSCARAS A "TAPAR" OS INFECTADOS COM COVID19

Oportunismo político com as máscaras




Hoje, quando em Sintra os infectados com o Covid19 ultrapassaram os 1000, devem atribuir-se responsabilidades aos políticos que pouco fizeram para o evitar.

Percebeu-se isso quando em 18/5 o site oficial do poder sintrense lançou a confusão com as máscaras, desviando os munícipes do grave aumento de infectados.

"Sintra distribui 1 milhão de máscaras", "serão entregues nas caixas de correio", como se brindes a fazer correr interessados de chave em punho, várias vezes ao dia.

"Bolas, ainda não chegaram", "vá vendo", "que ansiedade, nunca mais", "na minha rua nada", "será que alguém assaltou a minha caixa?". Preocupações diversas. 

Foi o seguimento do anúncio da abertura de 3 Centros de Atendimento, promessa de 21 de Março, que como outras não se confirmou, apenas abrindo Um na Agualva. 

Hoje, quando os infectados chegaram aos 1006, "não nos podemos esquecer...não nos podemos esquecer" de como fomos abandonados por políticos oportunistas.

Há um preocupante número de infectados porque não foram tomadas medidas firmes ou impostas regras tendentes à eliminação de fontes de contágio.

Não se admite a incapacidade do Presidente da Câmara em tomar decisões atempadas para proteger os 400.000 habitantes de que fala quando lhe convém.

Progressão do Covid19 em Sintra

Depois de 15/5, nos últimos 7 dias, Sintra teve 164 infectados, crescendo 19,477%. Lisboa teve 236, crescendo 12,613% e a nível Nacional 1617, mais 5,657%.

É um desprestígio para Sintra, que vá subindo de lugares neste dramático pódio, ficando a compreender-se porque, em vez de acção, surja a diversão das máscaras. 

Que medidas de combate aos contágios?

Praticamente Sua Excelência desapareceu. Mas para dar sinal de vida, desloca-se comodamente protegido em viatura confortável, talvez sempre desinfectada. 

Ter-se-à esquecido - ou a influência que pretende mostrar anda muito em baixo - do que passam os sintrenses que trabalham e de deslocam de comboio ou autocarro.

É altamente criticável que saiba - estamos certos que lhe dizem - o que tem sido a nossa vida dependente da CP e da Scotturb que continua Plano de Contingência.

A Scotturb, pelo que faz, até pode comprometer Sua Excelência, pois procede como entende e nada lhe é exigido cumprir com rigor para servir os utentes. 

A Scotturb, reduziu quase 60% das carreiras em Sintra e não as repôs para os sintrenses...mas logo que abriu a Pena...repôs as carreiras regulares. 

E Sua Excelência não sabe? Impossível. Tem obrigação de saber. 

O que Sua Excelência não mostra é poder para intervir na defesa das populações, de quem trabalha, de quem faz a riqueza deste país. 

Falou em Povo na mensagem de 25 de Abril, mas não defende o Povo.

Os comboios vão se enchendo, impedindo distanciamentos. 

As carreiras rodoviárias, pela sua redução, em horas de pontas andam muito lotadas, passageiros sentados e outros de pé, sem que apareça fiscalização. 

E Sua Excelência não sabe? É por não saber que não actua? 

Estão aqui as maiores fontes de contágio, que a falta de sensibilidade alimenta.

Anunciar, mais de 2 meses depois do início da pandemia, "mascaras" na "caixa do correio" é escamotear as responsabilidades que lhe cabem na insensibilidade.

Sua Excelência é responsável pela ausência de medidas de protecção.

Se não as toma, demita-se. 


terça-feira, 19 de maio de 2020

SINTRA: SR. PRESIDENTE, INTERVENHA JUNTO DA SCOTTURB

No passado dia 4 alertávamos para o facto da Scotturb ainda não ter reposto as circulações em Sintra segundo o horário que vigorava antes do início da pandemia.

Na realidade, o período de contingência tinha terminado e essa operadora rodoviária continuava a praticar de semana horários reduzidos ao nível de sábado.

Até hoje, a operadora rodoviária de que Sua Excelência dizia em 2016 "não temos tido problemas", continua a prejudicar os utentes com a redução de circulações.


Com efeito, a pretexto do "Plano de Contingência" a Scotturb continua a reduzir quase 60% das circulações dentro de Sintra,  sem que vejamos a Câmara actuar.

Há carreiras com mais de duas horas entre elas. Como é possível aceitar?

Observe certas carreiras a certas horas: Por exemplo a 417 que vem de Cascais ao fim di dia e avalie que protecções as pessoas podem ter contra contágios. 

Claro que hoje já surgiram fartas carreiras para a Pena, a carreira que é uma autêntica mina financeira com preços elevadíssimos que a Câmara permite.


Perguntar-se-à a Sua Excelência

Tendo apreciado Sua Excelência a validar bilhete (que comprou certamente...) no Metro de Lisboa, será que em Sintra os transportes rodoviários não lhe interessam?

Será que os munícipes Sintrenses, que utilizam o comboio para se dirigirem ao posto de trabalho não merecem empenho de Sua Excelência para o ajuste rodoviário?

Para Sua Excelência é indiferente que a Scotturb pratique à semana horários de Sábado,  eliminando múltiplas circulações em hora de ponta, com consequências?

Ou Sua Excelência - pelo facto da Scotturb efectuar menos cerca de 60% de carreiras - se torna adepto do recurso à viatura particular...e estacionamentos pagos?

Por outro lado, com o à vontade que a Scotturb penaliza os seus Utentes que pagam passe à Autoridade Metropolitana, haverá no circuito quem lhe dê cobertura?

O facto da se tratar de uma empresa sediada em Cascais é irrelevante se tomarmos em conta o serviço que presta naquele território vizinho. 

Sua Excelência não pode ignorar o que se passa, porque é matéria em que a Câmara Municipal de Sintra tem obrigatoriamente de intervir. 

Que pena Sua Excelência não ser utente da Scotturb...e vestir a pele dos Munícipes Sintrenses, pois teria, certamente, muita matéria para resolver. 

Os sintrenses não merecem isto. 


  

   

quarta-feira, 13 de maio de 2020

SINTRA, O REGRESSO DOS PIRILAMPOS


Em 21 de Março de 2011, neste modesto blogue, publicava-se algo da vida do seu autor, relembrando os tempos das ilusões da meninice, que da vida seriam depois.

Pouco tempo depois dessa publicação, os pirilampos foram desaparecendo, não só do jardim como da Fonte da Sabuga onde, à noite, também os ia encontrar.

Era grande tristeza por não encontrarmos tão pequenos - mas de grandeza ímpar - insectos, que emitem luz quando na época de acasalamento. 

Ontem à noite, talvez pela humidade e ar mais quente da noite, ou pelo ar mais puro que agora temos, voltei à alegria de os ver bailando na escuridão do meu jardim.


Recordando o escrito em 21 de Março de 2011

Neste Dia da Poesia, uma modesta contribuição comemorativa

PIRILAMPEJO

Tenho um pirilampo no jardim,
minúsculo farol em plena relva
onde se arrasta, noites sem fim,
como se estivesse numa selva.

Apressado sobe à minha mão,
centímetro e vinte de contente,
pirilampa, espalha luz no chão,
mas no alto é muito mais luzente.

Alumia-me a alma por fases,
sem electrões ou pilhas alcalinas,
enche o meu pensamento com frases
do meu pai, na solidão das campinas.

Sentava-me ao colo e a lenda
servia de engodo ao deitar,
vaga-lume num copo, era prenda
certa, com moeda ao levantar.

Chegada a noite, era seguir
o pequeno pisca-pisca banqueiro.
Já apanhado, bastava pedir,
Para de noite me fazer dinheiro.

Agora crescido, devo-lhe muito,
tenho-o a ele,  não o meu pai,
tudo mudou, é outro o intuito,
da sua cauda, moeda não cai.

Quando à noite a cauda cintila,
busca o pirilampo seu amor,
que piscando para ele desfila
perdida numa noite de calor.

Mais tarde, fundidos na luz eterna,
com curto-circuito na barriguinha,
apaga-se o sonho, a lanterna,
mas sobe no céu uma estrelinha.

Devo aos vaga-lumes gratidão
pelo que me deram, quando menino.
Como companheiros de solidão
Iluminaram sempre meu destino.

6.5.2003

(In "Em Pedaços, vos digo")

O esclarecimento que Vos devo: Naquela época, a criança irrequieta apenas tinha, à noite, as estrelas. E que lindas elas eram, quando o céu estava limpo, pois de ozono nem se falava. Cedo tinha de ir para a cama, porque a iluminaçao, por candeeiro a petróleo (de que guardo um exemplar) estava sempre dependente da poupança do combustível. Para me convencer a deitar-me, meu pai apanhava um pirilampo e convencia-me de que, se me deitasse, tão simples e pequeno insecto se dedicaria a fazer-me uma moeda. Na verdade, pela manhã, lá estava uma moeda de um ou dois tostões dentro do copo de vidro. Talvez venha daí a ingenuidade de, muitas vezes, acreditar nas mentiras que me dizem, tão diferentes desta de meu pai.

Saudações amigas,

Fernando Castelo