quarta-feira, 13 de novembro de 2019

CHEIRA A NATAL EM MUNIQUE

Cumprindo o habitual rigor na Calendário, ontem ao fim da tarde chegou à Marienplatz, em Munique, mesmo em frente à Rathaus, a árvore de Natal 2019.

Foi imediatamente colocada no local onde ficará até ao último dia dos Mercados de Natal, que este ano serão inaugurados a 27 de Novembro, pelas 17 horas.

Agora mesmo a árvore imponente com quase 15 metros, já satisfaz a ansiedade por estes dias tão festivos, de encontro de Amigos e partilha de momentos felizes.

Há momentos era grande a azáfama 

Está a ser decorada com 3000 lâmpadas e, dia 27, o respeitado Burgomestre Dieter Reiter, na Varanda da Câmara, fará breve intervenção e acenderá a Árvore. 

A honra de oferecer a árvore coube ao distrito de Freyung Grafenau, cujas florestas fazem fronteira com a República Checa. Tem quase 1000 km2 e 80.000 habitantes.

Até ao Natal serão centenas de milhar as pessoas que passam pela Marienplatz, que compram recordações e adornos da Natal para as suas casas.


Milhares - debaixo de chuva ou neve - esperam pelo Carrilhão representar a História de Munique desde 1568 com o casamento de Gulherme V e Renata de Lorraine. 

São dias de festa, onde se bebe glühwein ou as crianças bebem Kinder-Punsch sem álcool  e feito com sumo de uva um ginja.

Os comerciantes fazem nessa época uma significativa receita financeira, que os ajuda no resto do ano.

Como sempre, sem ilusionismos, cumprindo os 14 dias antes da Inauguração, a árvore é o símbolo da sociedade organizada que se preocupa com Pessoas.

Cheira a Natal em Munique. Que maravilha. 




terça-feira, 12 de novembro de 2019

SINTRA: BASÍLIO HORTA VIRÁ A PROMETER BICICLETAS?

De uma página deste blogue, publicada em 9 de Fevereiro de 2018 (por favor clique para rever)  retirámos um pedaço, suficiente para conhecermos Sua Excelência. 

"
A "opção" bicicleta ao gosto de Basílio Horta

Se não bastasse quanto sofremos, ainda Sua Excelência, que se desloca para e de Sintra em confortável viatura, parece recomendar, por afirmações, o uso da bicicleta.

Mas uso para quê e para quem? 

Vejamos um curioso uso autárquico em Sintra, fora do preconizado que não satisfará os desejos de Sua Excelência: - Lúdicos, mobilidade saudável e económica.


A pé ou de bicicleta pela Volta do Duche...a cinza pelo Parque da Liberdade

Neste belo trajecto, a pé ou de bicicleta, Sua Excelência e seus Acompanhantes teriam 500 metros de saudável e arejado convívio, experiência inolvidável, visitando e vendo o estado em que se encontram os Parques da Liberdade e dos Castanheiros.

Seria mais. Seria a passagem à prática das recomendações ciclísticas...

O tempo - sabemos que precioso para Sua Excelência - não constituiria uma assim tão grande preocupação, já que poderia cumprimentar alguns artistas locais. 

Em contradição - sabemos que nos perdoará - porque permite Sua Excelência um trajecto com mais de 2 quilómetros para acessos - em viatura - ao Valenças?

Trajecto Paços do Concelho ao Palácio de Valenças por automóvel

Com a dinâmica ciclista de Sua Excelência (por favor clique) todos pedalavam para o trabalho, pela Várzea serra acima, com imagens correndo mundo, convergindo a Sintra milhões de bicicletas, tornando-nos o Reino das Mesmas...ainda sem Rei.

Jovens ou mais idosos, debaixo de chuva ou ao frio, sujeitos às intempéries, diariamente, dia ou noite, antes ou depois de um dia de trabalho, teriam a suprema realização de pedalar - e suar - subindo ou descendo os caminhos de Sintra.

E se Sua Excelência, na viatura que o transporta, os lobrigasse, não deixaria de lhes dar a salvação, o estímulo para pedalarem cada vez mais pela vida fora.

Percebe-se, então, como se torna difícil resolver os problemas da mobilidade e acessibilidades dentro do concelho de Sintra. 

Principalmente, porque as sociedade evoluem, a vida moderna é mais exigente, os períodos laborais são mais largos, mas tudo vai ficando na mesma. 

Ao menos que os responsáveis se sintam bem. Que pedalem... 

Talvez estejamos perante uma crise de pedais, permitindo que se fala em "passes metropolitanos" por um lado e bicicletas por outro...sem soluções.

Ora bolas! 


Sintra não merece isto."

 🔃

A pequenez autárquica com ciclovias na cartola

Não caros leitores, não estamos a falar de anões, estamos a falar do ilusionismo pensante, da tentativa de manipulação, da prática dos educadores.

Prometem-se pedaços de ciclovias para "incrementar a mobilidade e a segurança rodoviárias" e "acesso pedonal" para "atravessar o IC19" e nos meterem no Alegro.

O mesmo político que há vários anos não consegue recolocar a passagem pedonal sobre a linha férrea e que ligaria a Rua Heliodoro Salgado ao parque da Portela.

Enquanto vai cicloviando a candidatura para 2021, Basílio Horta - utente do Metro de Lisboa na campanha eleitoral - alheia-se dos transportes em Sintra.

São evidentes as poucas preocupações com os incómodos por que passam os utentes dos transportes públicos, pois se as tivesse já teria resolvido. 

Um só exemplo na mais populosa freguesia sintrense, onde pessoas - insistimos pessoas - desesperam à espera de transportes, desprotegidas das intempéries.

 Mem Martins: Junto à estação da CP, às vezes uma hora de pé, à chuva, ao vento

Os responsáveis pelos transportes em Sintra, por respeito pelas pessoas, já deviam ter resolvido, há muitos anos, este incómodo junto à estação de Mem Martins.

AS soluções de mobilidade das populações não se resolvem com bicicletas...

Solução urgente para os transportes...

Vítimas da sentida indiferença dos autarcas responsáveis pelos maus transportes que servem Sintra, outros castigos vão surgindo aos utentes. 

Com razoável frequência, os comboios atrasam-se ao longo do trajecto porque alguns revisores, em vez de darem a partida, continuam fiscalizando os bilhetes.

Sucede, então, que a longa espera dos maquinistas, se reflecte na chegada atrasada às estações, implicando que às vezes se percam ligações a autocarros. 

Por sua vez, ao contrário do que seria razoável, como os horários dos transportes rodoviários não são ajustados aos comboios, os utente são disso vítimas.

Pior, contra tudo o que é praticado pela Europa fora, não são conhecidas situações em que os motoristas (vendo o comboio) fiquem à espera de passageiros...não...

...É vê-los arrancarem à pressa, não vá alguém ainda correr para o apanhar....

E tudo isto se passa e agrava no dia a dia, sem que políticos competentes assumam de uma vez por todas a defesa da efectiva mobilidade das populações.

Depois, ciclicamente, inventam-se ciclovias...boas obras para quem as faz...

Ficamos à espera de, por altura das eleições, se prometerem bicicletas...

Até quando Sintra se manterá assim?


sexta-feira, 8 de novembro de 2019

SINTRA E A EMBUSTICE COM FÍFIAS ALVISSAREIRAS

Às 7:19:45 h de hoje estava assim o local...qual ponte?

No início de 2018, a aldrabice alvissareira anunciava - com a intimidade da autorização - que a ponte pedonal sobre a via férrea seria reposta "brevemente".  

E, de tal forma surgiam as "Alvissaras" (com foto da ponte que já não existia), que muitas pessoas julgavam já ter sido instalada naquela zona da Estefânia.

Tão imprópria e desonesta manipulação mereceu umas notas em 16.11.2018 (por favor clique) ficando-se à espera que alguma vergonha atingisse os anunciantes.

Infelizmente, a vida veio a mostrar que as regras de seriedade, da verdade e respeito pela palavra, da responsabilização colectiva pelo dito se arredam de muita gente.

O que leva alguma gente a tal? Entende-se mas nem se compreende nem se aceita, porque é um mau exemplo para os vindouros que devem saber da dignidade.

O que foi escrito acaba por nos envergonhar a todos, a todos os cidadãos que, gostem ou não dos políticos que nos governam, exigem um mínimo de seriedade.

Estamos em crer que o invocado autorizador não terá mesmo dito tal coisa pois isso exigiria a sua demissão por falsas declarações...

Mas "Fífias alvissareiras", na desafinação musical de especialistas são embuste.  

Fica o registo.

Ajustem entre eles quem aldrabou - com a devida intimidade da autorização.

SINTRA NÃO MERECE ISTO...NEM SE PODE VIVER NISTO!




Este é uma velha preocupação já aqui exposta em 17 de Dezembro de 2013 (por favor clique) e em 30 de Julho de 2019 (por favor clique) 





quarta-feira, 6 de novembro de 2019

SINTRA: BASÍLIO HORTA, A OBSESSÃO PELO "INVESTIMENTO"...

"Rigorosos, temos, no Turismo, um objectivo de rigor e excelência", Basílio Horta 

No lote de entrevistas que espalham virtudes do político Basílio Horta, fomos repescar uma de 6 de Agosto de 2018, pobre de seiva para a comunidade sintrense. 

Merece leitura a "Diplomatic Magazine" que conta "com um conjunto de colunistas e colaboradores de reconhecido mérito no mercado nacional e internacional".

Sem Ficha Técnica de suporte parece estar disponível para contactos...que não se conseguem, pois havia matéria que poderia clarificar o que foi escrito. 

CONTACTOS Para mais informações, preencha o formulário abaixo: 
([contact-form-7 id=”1950″ title=”Contact form 1″]

Todavia, o "formulário abaixo" não funciona para a indispensável ligação.  

As políticas de Basílio Horta

Numa revista com tal âmbito, Basílio Horta surge em foto sobreposta ao Palácio Nacional de Sintra (sem gestão ou responsabilidade camarária) e fala de investimentos e turismo. 

A peça "By VICTOR SALES GOMES" que terá sido de respostas escritas, surgiu a 6.8.2018,  quando Sua Excelência complicava a vida de sintrenses e turistas com más "soluções no trânsito".

Falou Sua Excelência de "prudência e delicadeza"(...)"adequadas à monumentalidade de Sintra"...e..."Rigorosos, temos, no Turismo, um objectivo de rigor e excelência".

Aludiu - sem citar suporte credível - à nacionalidade dos visitantes. Sabe dos que chegam de comboio? Dos trazidos por operadores? Dos que só vão à Serra?

A quem iludirá Sua Excelência?

A entrevista não apresenta contornos de espontaneidade já que Basílio Horta não diria tudo tão bem arrumadinho se um entrevistador fizesse perguntas pelo meio.

Teve, certamente, um objectivo de propaganda que, usando a imagem turística de Sintra, conduza a que investidores estrangeiros explorem o nosso território.

"Rigorosos, temos, no Turismo, um objectivo de rigor e excelência" escrito de Sua Excelência que não tem correspondência na vida real de Sintra.

Quatro (4) vezes falou em "Turismo residencial" sem explicar o que é, numa mistura com "resorts e unidades hoteleiras" "adequadas à monumentalidade de Sintra".

Falou também Sua Excelência em "Logística" sem indicar de que tipo.

Não disse, ao citar "Projectos de Relevante Interesse Municipal", a quanto ascendem os benefícios já concedidos em impostos e que benefícios Sintra obteve.

Pode inferir-se que Sua Excelência parece obcecado em ceder Sintra aos retalhos pelo "investimento"(13 vezes dixit) e "custos de contexto" do "licenciamento".

Em 2014 (p.f.clique), dizia Basílio Horta do Plano da Abrunheira-Norte: "um dos investimentos mais importantes que Sintra teve, senão o mais importante".

"Segundo a autarquia, o investimento ronda os mil milhões de euros e serão criados 600 postos de trabalho"(Público de 23 de Outubro de 2014).  

Do habilidoso teve que nunca teve, aos dias de hoje, começou a ver-se o político.

É a politica do palavreado sem suporte, desajustado a projectos que não se vêem nem nos permitem ajuizar da compatibilização de intenções com a prática seguida.

Sua Excelência é o exemplo politico do lançador de foguetes para o ar antes de tempo sem que, ao menos, se vejam as canas cair ou as obras surgirem.

Passado este tempo é difícil iludir o que não  tem feito por Sintra e seu Turismo.

Turismo: Mais de um ano depois da entrevista

As alterações feitas no trânsito - segmento determinante - têm motivado alguns operadores turísticos a optarem por outros destinos acessíveis, que não Sintra. 

Pessoas singulares, chegam e abalam desiludidas com o pandemónio criado.

A inacreditável confusão existente na zona da Estação da CP desacredita Sintra, sem que Sua Excelência tome as medidas adequadas e que nos prestigiem. 

Como é possível falar em Turismo sem recuperar o Centro Histórico? Ou oferecendo aos visitantes instalações sanitárias insuficientes e desadequadas?

Instalações precárias em Zona de resguardo de trens
   
Será que Sua Excelência é frequentador destas instalações sanitárias públicas? Achará que são compatíveis com a respeitabilidade que o destino Sintra exige?

Era isto que Sua Excelência deveria ter dito à "Diplomatic Magazine" e o que ia fazer para adequar ao prestígio de Sintra a qualidade na recepção aos visitantes.

Deveria, ao invés, explicar porque investiu mais de 140 milhões de euros na banca em vez de os aplicar no bem estar e qualidade de vida dos donos: os munícipes.  

Sintra tem fortes razões para estar farta das promoções políticas de Sua Excelência.

Sintra não merece isto. 


sexta-feira, 1 de novembro de 2019

SINTRA: BASÍLIO HORTA, AUTARCA NÃO FICARÁ NA HISTÓRIA

Foto de Sónia Caetano publicada no Correio de Sintra

A foto desta Terça-Feira podia ser de todos os dias (por favor clique). É a imagem do desespero que afecta utentes de comboios da CP na linha de Sintra.
  
As frequentes eliminações de comboios geram excessos de lotação que se reflectem em horários por cumprir e prejuízos para os utentes além de desconforto.

Hoje em dia, a nenhum passageiro está garantido que chegue ao seu destino a horas e são e salvo, situação que deveria preocupar os autarcas locais.

O que se passa nos comboios da Linha de Sintra ultrapassa o surreal pela falta do respeito devido aos passageiros desse determinante meio de transporte.

Casos como o que mostramos podem repetir-se e assumir proporções de difícil controlo,  que autarcas e governantes deveriam acautelar.

Enquanto Sua Excelência viaja comodamente em viatura de gama alta, com motorista, os munícipes (que suportam esse conforto),  são vítimas dos transportes.

Basílio ligado a piores mobilidades em Sintra

Ver-se Basílio Horta no Metro de Lisboa, em propaganda do PS sobre transportes, é um engano pela sua inabilidade em resolver - como devia - os transportes de Sintra.

Sua Excelência ficaria bem na função para que foi eleito se exigisse a urgente solução deste problema que afecta milhares de Pessoas, Munícipes e Visitantes.  

Com efeito, sem suporte credível, Não deixou de fazer afirmações desajustadas (por favor clique) à degradação dos transportes ferroviário e rodoviário em Sintra. 

Antes do Basilismo ainda tinhamos quatro (quatro) circulações ferroviárias por hora entre Sintra e Rossio...agora, com aumento de residentes e turistas, temos só duas.

Aceitou que a CP, a pretexto de Meleças, reduzisse para três as ligações directas ao Rossio e, a seguir - com nova alteração - passou a duas vezes por hora...

Já este ano (desde 23 de Junho) a CP eliminou mais circulações de Meleças sem que Sua Excelência exigisse a imediata reposição, vitimando mais os passageiros.

É "politica de ocasião" dizer-se que a Câmara "está satisfeita com os transportes" (2016) e depois ter afirmações nitidamente de oportunidade, a que a CP nada liga. 

Sintra com largos milhares de utentes e de turistas, justifica que se comparem as ligações que a CP oferece nas linhas Sintra/Rossio e Cascais/Cais do Sodré:

  • Sintra/Rossio - 39 ligações directas com 40 de regresso;
  • Cascais/Cais do Sodré - 70 ligações directas com 69 de regresso.
      Ligações intermédias nas Linhas de Sintra e de Cascais:
  • Meleças/Rossio - 21 ligações com 22 de regresso
  • Oeiras/Cais do Sodré - 33 ligações com 32 de regresso.

E as Ligações rodoviárias, entre o interior dos concelhos e a Sede do Município:

Dias de semana:
  • Em Cascais cerca de 566 circulações vão ao Centro da Vila.
  • Em Sintra cerca de 393 com ligação à zona da Portela.
(Não incluímos as carreiras 434 e 435 (turísticas) que não servem residentes).

Se Sua Excelência fizer contas certas, notará que em Sintra (área 3 vezes maior que Cascais) a operadora Scotturb só efectua diariamente 41% das suas carreiras.

Só a antítese do Poder Local permitiria o mau gosto de dar sinais de agrado aos (maus) transportadores, alheando-se do agravamento de serviços para os utentes. 

Trânsito e Estacionamento fazem parte da mobilidade

No quadro da mobilidade e transportes públicos é indispensável incluir "Trânsito e Estacionamento", porque tudo se liga em Projectos para soluções integradas.

As respostas da ferrovia, a que os transportes rodoviários devem ajustar-se, terão inegáveis incidências na fluidez do trânsito e recurso ao estacionamento.

Se assim fosse previsto e planificado, não precisariam muitos milhares de munícipes (além dos que por cá trabalham) de recorrer regularmente a viaturas próprias.

Todavia, isso teria um senão: - O porquinho que precisa de Zonas de Estacionamento pago nas Freguesias (está no limbo) não engordaria quem delas quer receitas.

Suporta esta opinião o facto de em 6 anos nem Sua Excelência nem o seu Vice providenciarem melhores transportes...mas impuseram "Estacionamentos" pagos.   

Não têm decidido a bem dos cidadãos como foi o caso das "Alterações" impostas em Março de 2018, em que os utentes de transportes públicos foram sacrificados:

- A carreira 467, deixou de ligar à estação da CP em Sintra e a 433, que era rápida e directa da CP ao Centro Histórico, passou a dar uma volta de quilómetros.

Pelo contrário, nada foi feito para acabar com o acesso em duplicado de autocarros de turismo ao Centro Histórico, aumentando a poluição...que dizem combater. 


Aspecto da Volta do Duche a qualquer hora do dia

O Projecto de Trânsito e Estacionamento que esteve em discussão mostrou a visão de aumento de receitas à custa da retirada do direito de parqueamento livre.

Aliás, seria estultice acreditar-se que Sua Excelência e seu Vice abdicariam de parques pagos nas freguesias, que suspenderam até uma nova oportunidade...

Claro que Sua Excelência não quererá ficar na história de Sintra, basta-lhe o conforto da cadeira autárquica que lhe abre portas...e prepara renovação de votos. 

Não é de políticos assim que os sintrenses querem e precisam, que criam "condições de acolhimento amáveis" para "investidores" esquecendo as populações.  

SINTRA E OS SINTRENSES MERECEM MAIS. 


quarta-feira, 23 de outubro de 2019

SINTRA: SR. PRESIDENTE DA CÂMARA, LICENCIOU O PERIGO?

Avenida Raul Solnado, perigo junto ao Hospital Cuf

Avenida Raul Solnado (entrada e saída do hospital CUF)

Quando foi inaugurado este hospital em 3 de Junho de 2019, Sua Excelência apurou que entradas e saídas respeitavam a elevada circulação automóvel no local?

Talvez não. Na época, Sua Excelência vivia o Projecto de Trânsito e Estacionamento Pago em várias freguesias (ZEDL - Artºs 39.º a 46) a que agora chama "portagens". 

Ou seja, a análise do trânsito na Avenida Raul Solnado terá sido cometida ao mesmo Pelouro que tanto estudou o trânsito de Sintra com os resultados conhecidos.

Especialistas e peloureiro não se aperceberam que frequentes entradas e saídas não deviam ser tão directas para a Avenida, fazendo perigar pessoas e viaturas?

Uns tempos antes, na mesma via e mais à frente, uma grande superfície justificou escapatórias na entrada e saída para atenuar os perigos da circulação no local.

Avenida Raul Solnado (acesso e saída do Decathlon)

À falta de cuidados prévios sobre a segurança rodoviária e de peões, temos diariamente graves problemas no local, responsabilizando Sua Excelência.

5 Obstáculos no passeio logo a seguir à saída do Hospital (sinal luminoso, travessia de peões, marco quilométrico, paragem de autocarro e...carro estacionado)

Mesmo que o hospital CUF aumente o número de lugares de estacionamento os perigos decorrentes da saída directa sobre uma das faixas rápidas são evidentes.

Temos então um cenário preocupante que exige urgentes medidas correctivas:

. As viaturas que entram ou saem do hospital devem ter uma escapatória lateral direita de forma a evitar acidentes e a não concentrar viaturas paradas na Avenida. 

Sinal vermelho...bloqueia trânsito e impede saídas de viaturas do hospital 

. O sinal de trânsito parece estar deslocado pois, quando vermelho, faz acumular trânsito e impede saída do hospital. Talvez transferido para antes do Hospital...

. A paragem do autocarro (próxima do sinal) deveria ter escapatória, como acontece no lado contrário, para que a viatura não fique parada na via;


. O passeio é para os peões e não para estacionamentos, uns para não pagarem estacionamentos, outros porque o parque do hospital não tem capacidade. 

Isto são situações que os responsáveis deveriam ter tido em conta aquando do licenciamento das obras e do destino, com consequências posteriores.

O que mostramos - e outros munícipes têm vindo a salientar - exige rápidas medidas de Sua Excelência, pois não basta citar investimentos que depois ficam assim.

Fica mais um alerta, veremos quanto tempo leva a resolver.

Sintra e os sintrenses merecem mais. 


segunda-feira, 21 de outubro de 2019

SINTRA...A FOTO DO DIA...QUE NOS FARÁ MEDITAR


A foto é de há momentos, bem antes das 7 de manhã, tirada de dentro do carro. 

Esta criança, levada pelos pais, percorre quase um quilómetro para chegar à entrada da Abrunheira, nesta manhã em que, embora fresca, não chove. 

Momentos depois, a carreira passará longe da morada, pois a operadora, certamente com aprovação camarária, só fará o circuito mais longo duas vezes ao dia.

Por tal limitação, na zona só há transporte para Mem Martins às 7,25h e às 16,30h. Ou se vai a pé ou recorre-se a viatura privada...desistindo do transporte público.

Fico a meditar na CRIANÇA que a esta hora deveria estar no conforto da sua caminha, e nos PAIS que, certamente, desejam o maior conforto para a criança. 

Há factos da vida que nos incomodam, que nos indignam, a que somos incapazes de responder e nos fazem sofrer. 

Ainda na passada Sexta-feira a primeira circulação da carreira 446 não apareceu, obrigando alguns passageiros a caminharem para a Estrada Nacional. 

Na paragem, ao colo de sua Mãe, ficou a menina com menos de dois anos que, esperta, dá os bons dias aos outros companheiros de viagem. 

O facto de não termos no carro cadeira para bebé inibiu-nos de as levarmos para a paragem mais distante onde poderia haver alternativa de transporte.

Desabafamos hoje o desgosto que isso nos causou.

Nesta Sintra que não é a Volta do Duche também a vida não é fácil. 

Tenham uma boa semana e fica o desabafo...

...Pode ser que chegue a quem ainda dormirá a estas horas.

   

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

SINTRA: MONSTRO DA GANDARINHA SILENCIA CONSELHEIROS?

Há dias, a propósito do abandono em que está a Vila Histórica e do do turismo a ela associado, aludia-se a "conhecedores" com "assento" em conselhos existentes.

A citação - oportuna - do "gabarito" de membros dos "conselhos" de Opinião e Cultura, leva-nos a meditar nos porquês do seu silenciamento em casos relevantes. 

Correndo o risco de nos tornarmos ainda mais "velhos do Restelo" do que já éramos, voltamos ao que, com contornos de cumplicidade, silencia a Gandarinha.

 Gandarinha antes das actuais obras de "recuperação"

É facilmente visível e mensurável a área que era ocupada pelo edifício que existia e que, naturalmente, se desejava fosse recuperado para uma utilização interessante. 

Provavelmente, com estudos adequados e ajustes devidamente justificados, o espaço de construção poderia ser aumentado sem que constituísse agressão ao local.

Porque a Gandarinha - facto que se admite não ter sido dito ao Sr. Dr. Basílio Horta enquanto Presidente da Câmara - está dentro da Área Protegida da Unesco.

Mas Basílio Horta, o da "atracção" do "investimento", teórico de que o "investimento depende do licenciamento", licenciou o monstro e exigiu um silo público.

Hoje, as consequências de decisões que chocam com o espírito do lugar, paisagem e Zona protegida pela Unesco, são dolorosas para quem ama Sintra e sua História. 

Toda esta construção ocupa o espaço assinalado na foto anterior 

Efeitos na paisagem em termos inacabados, pois há vários pilares à espera de cobertura


Deve perguntar-se como foi possível esta obra avançar numa agressão inqualificável ao Património Histórico e ao Lugar? 

Lembramo-nos do que foi dito e objectado contra a construção de um Hotel na Quinta de Santa Theresa em S. Pedro. Outros tempos...

Terminamos como começámos, agora perguntando das razões de tanto silêncio público dos "conselheiros" com "assento" nos "Conselhos de Opinião e de Cultura"...

Sintra não merece isto.


sábado, 12 de outubro de 2019

SINTRA, SR. PRESIDENTE, QUE SENTIMENTOS SOBRE A VILA?

"Sintra não é só a Vila"..."Sintra não é só a Volta do Duche" (ditos qualificados)

Podemos dizer que, pese o facto destes pequenos ditos nos chocarem, temos de dar razão a quem os profere, normalmente pessoas qualificadas e adeptas do poder.

Claro que, tais pequenas frases - quanto a nós - não corresponderão ao sentir profundo dos autores, antes serão eco de afirmações em ambientes mais recatados.

É uma pena, desoladora pena, que conceitos de políticos sem grande estigma, expressos em fóruns restritos, só possam ser conhecidos de forma pouco ortodoxa. 

Imaginamos então, nas privadas reuniões partidárias, ouvidos bebendo frases e palavras dos lideres para as repetirem quando calha, desconsiderando o local.  

"Sintra não é só a Vila"

Ora, as frases acima citadas e proferidas a qualquer propósito, não podem ser dos próprios mas corresponderão a escutas de pessoas mais qualificadas.  

Para suportarmos esta nossa convergência, teremos de dar razão a quem profere a frase, meditando nas imagens da Vila abandonada a que Sua Excelência não liga.

Porventura, pelo território sintrenses que não na Vila, encontrará Sua Excelência igual bebedouro onde mitigar a sua sede? Bebendo um cocktail de salmonelas?


Parque dos Castanheiros - Volta do Duche, Foto de 11.10.2019  (tem água) 

Será que Sua Excelência, publicamente, ratificará que se diga que "Sintra não é só a Vila", uma vez que é o mais alto responsável por este abandono tão denunciado?

Será que Sua Excelência, político que falará na higiene pessoal e colectiva, sente que "Sintra não é só a Volta do Duche", achando natural esta sujidade?

Volta do Duche...a privilegiada. Foto de 11.10.2019

Graças ao fino trato como Sua Excelência acolhe reclamações ou sugestões dos munícipes, uma refeição debaixo do Paris, seria a cerejinha máxima do turismo.

Rua dos Arcos, zona "privilegiada" da Vila

São singelas imagens, a que Sua Excelência - admite-se - dará a sua bênção pelos anos em que se arrastam sem que as altere aos amigos e residentes da Vila.

Estes privilégios (e há outros como o Netto, a militante eliminação de transportes directos ou uma creperia ambulante com árvore embrulhada em cima) emocionam.

Se Sua Excelência almoçasse no Paris quase se chamuscaria no acesso à entrada

Como é a outra Sintra, a não aristocrática?

Não iremos longe para avaliar do empenho de Sua Excelência e como os Munícipes se sentirão orgulhosos da Sintra alheia à Volta do Duche...Vamos à Abrunheira.

A aldeia da Abrunheira fazendo parte da matriz da Vila de Sintra, pelo que é sugerido, terá a sorte de não ser "A  Volta do Duche", portanto no "território" das...obras.

Não falaremos do trânsito, de maus transportes públicos, da escola, da distância quer ao Centro de Saúde na Vila (tão difícil no acesso) ou à Extensão na Várzea.

Falaremos na higiene pública, nos contentores de reciclagem que nem sempre são despejados ou urbanos que deitam mau cheiro para casa dos residentes. 

Um restaurante que julgamos Sua Excelência conhecer, deveria ter contentores dentro do seu parque privativo com regular esvaziamento dos resíduos.

Mas é no exterior, frente a habitações, que se depositam os resíduos da exploração, forma simpática e higiénica de bem acolher os comensais e bebedores. 

Contentor de vidros há muitos dias cheio
Um excelente solução...(foto de ontem)

Imaginará Sua Excelência o que estamos a pensar? Que "Sintra não é só a Volta do Duche" ou "Sintra não é só a Vila". É também isto, grosseira falta de respeito.

Finalmente, o turismo

Para Sua Excelência não iremos desvendar nenhum segredo, pois alguém estará incumbido de lhe fazer chegar as mensagens, neste caso sobre Turismo. 

Lemos com espanto algo no "Diplomatic Magazine" e a importância do turismo chinês em que o Peloureiro do Turismo não tem voz, substituído por Sua Excelência. 

Será que Sua Excelência informou das condições em que muitos turistas se recebem em Sintra? Falou dos transbordos feitos na Ramalhão, naquele terreiro sujo?

Dois autocarros da Scotturb aguardavam mais turistas a chegar

Dizem-nos que todos os dias se passa disto. Ontem, pela manhã, dois autocarros esperavam turistas que ainda não tinham chegado. 

Turistas que tinham chegado em autocarros de turismo aproveitavam para conviver com o agradável ambiente oferecido, lixo acumulado e outras espécies. 

Um autocarro, mais pequeno, de outra empresa, chegaria depois para embarque de turistas que já estavam à espera, partindo certamente para a Pena.

À direita a viatura mais pequena que recolheu os turistas

Será que com a complacência de Sua Excelência e do seu Vice-Presidente, o turismo de Sintra pode ser tão maltratado e desprestigiado? ou...

Suas Excelência, incapazes da resolução dos problemas de trânsito, depois do oneroso parque da Cavaleira criaram no Ramalhão uma zona de transbordos?

Perante isto, os slogans de que "Sintra não é só a Vila ou a Volta do Duche" estão perfeitamente enquadrados na realidade da vida no concelho. 

Suas Excelências são os responsáveis. 

Sintra não merece isto.