quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

SINTRA...O PERU QUE SE SAFOU NESTE NATAL...(*)

Foto retirada de: https://www.youtube.com/watch?v=ZLR2E1_DQCk

Neste Natal...o Chico salvou-se. Pode continuar a agitar a cauda para se alindar ou alinhar as penas, com exibições próprias de peru que quer passar por pavão.

O Chico, que é peru, continuará os ensaios canoros, se possível no monte florido que o verwalter escolheu para local de poiso e convívio de aves de arribação.

Há dias, o Chico voava não chegasse tarde à cerimónia de beijar a pata da patinha agora admirada e poder elevar, com duas asas, o autor da peça "puzio no poleiro".    

Mas do que o Chico, que é peru, mais gosta é mostrar-se no Largo da Horta, ouvir música e arfar de leque aberto em bicos-de-pata, para que lhe vejam os ocelos.

E que bem o peru, o Chico, abre os Olhos...do leque caudal. Diz-se que "O Chico não pertence ao mundo dos Abrolhos...só quer que para ele tenham Olhos"...

Sente-se outro quando à entrada das Quintas surge o vulto baixo, anafado, de rosto avermelhado e reconhecido: O feitor, o verwalter das Quintas, o que atribui rações...

O Chico, tão peru, nem dá tempo a que as penas se alinhem, logo voa de carúncula ao alto, para que o feitor veja e aprecie os feitos e jeitos tão elegantes e variados.

E o Chico, peru desejoso das alturas, aos tratadores gruguleja para ser notado. 

O feitor, criado na bondade cristã, atira-lhe uns milhos e isso basta para o Chico arfar em todas as direcções, arrastar-lhe mais as asas e debicar-lhe os pezinhos.

O Chico, peru, é um viciado por poleiros e já tinha feito por isso quando era outro o feitor, mas depois tudo se complicou com os falsetes de muito grugulejar.  

verwalter  gosta dos pigarreados do Chico? Nem pensar. mas se Chico é o único na capoeira que o enaltece...o louva...lhe bate asas...tem de lhe dar paparoca.

Como o verwalter precisa do Chico, que é peru. Mete-se no meio das outras aves, houve o cacarejar das galinhas, emita o clarinar dos galos, saltita como gafanhotos.

Por isso, o Chico foi metido num nicho onde se mistura com espécies de arribação que, se destacadas ou influentes, irão merecer espaço nas peruagens periódicas.

Um dia, disseram-lhe que um avental o favoreceria e logo o Chico passou a andar num frenesim de loja em loja buscando o que melhor se lhe ajustasse.

Por isso, de semana, o Chico, que é peru, tem trejeitos de pavão, e aos Domingos, sem avental, exibe-se no adro celestial, em busca de mãos estendidas. 

Safou-se neste Natal pois o feitor, inchado de elogios e apreciador de penas roçando pelo chão, lhe deixou uns grãos de milho híbrido paa contar com ele mais um ano.    

Quando o feitor se for embora, o Chico talvez esconda o avental até se fixar em quem seguir para oferecer os seus dons e grugulejar ao novo feitor.

Moral da história: Nem peru nem pavão, é mais uma ave de ocasião.



(*) Esta é apenas uma história de Natal, de tal forma que a foto representará um Perú que há muito terá sido comido...como comidos são todos os perus, Chicos ou Não. 



domingo, 23 de dezembro de 2018

PRESIDENTE DA REPÚBLICA...SUGESTÃO DE UMAS VIGÍLIAS...


Alguns cidadãos, num legítimo direito, quiseram expressar a sua indignação face à progressiva degradação da vida portuguesa, sem que políticos a resolvam.

Tiveram o arrojo de concorrer nesse direito com organizações políticas e sindicais, certamente julgadas como de exclusividade para tais eventos de contestação.

Daí que, apoiantes de greves diversas, entre elas nos transportes que impedem milhares de trabalhadores de chegarem ao seu trabalho, se tenham logo demarcado.

Entre os manifestantes não vimos banqueiros, devedores de milhões, corruptos conhecidos ou figuras cada vez mais ricas à custa dos sacrifícios dos trabalhadores.

Só curiosidade Senhor Presidente da República?

Quando soubemos, de viva voz pelo Senhor Presidente da República, que se meteu no carro particular e foi ver a adesão à concentração ficámos preocupados. 

A manifestação terá causado preocupações bem maiores. Diz-se que duas dezenas de milhar de polícias em campo. Também haveria mobilização das forças armadas? 

Será que o Senhor Presidente, recordado do ELP e da "Maioria Silenciosa" do 28 de Setembro de 1974, tinha dados que o levassem a tão grande preocupação?

E quem se desligou, nessa época, do movimento popular que fez barricadas para proteger a democracia e a liberdade? Que contradições temos nas nossas vidas...

Felizmente ninguém deu pelo Senhor Presidente e perderam-se as selfies que, desta vez, poderiam ser promocionais para quem contesta a degradação do regime. 

Presidente e Sindicalistas em vigília? 

O Senhor Presidente e as vanguardas do Sindicalismo, estas usando viaturas pagas com dinheiro dos trabalhadores, deveriam fazer algumas vigílias neste Natal. 

É que começam a existir contornos de escravatura e mal pareceria se ambos, um sendo de todos os portugueses e outros pelas responsabilidades, se alheassem.  

Na zona de Sintra - e não só - há grandes superfícies comerciais abertas até às 23 e 24 horas, com trabalhadores a saírem e a entrarem pela madrugada. 

Há trabalhadores a entrarem e a saírem 10 horas depois, sem pagamento de horas extra, com tempos a gozar posteriormente por vezes sem escolha.

Como seria interessante o Senhor Presidente entrar às 23,30 horas, tão em segredo como foi aperceber-se da manifestação e escutar os trabalhadores. 

E os Sindicalistas, madrugada adentro, manifestarem-se contra este regime em que as famílias ficam desestruturadas, exigindo o fecho a horas aceitáveis.

Os Sindicalistas de hoje talvez pudessem fazer uma reciclagem do que deve ser a sua função e como se ligarem aos trabalhadores da forma mais justa: na luta. 

Vivendo esta experiência do que hoje é exigido aos trabalhadores, o Senhor Presidente certamente ditaria opiniões para que haja uma sociedade mais justa.

Umas vigílias seriam um marco na defesa dos trabalhadores. 

Ainda estão a tempo neste Natal.



segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

SINTRA: ESCOTEIROS E COISAS QUE SUA EXCELÊNCIA DIZ...

O médio cargo público para o qual Sua Excelência - indigitado por um Partido que aprovou a actual Constituição - foi eleito, requer coerência no que passa ao público.

Infelizmente, casos sobre casos, situações sobre situações, não apoiam que se diga isso sobre Sua Excelência, facto que não servirá devidamente a democracia. 

Podíamos lembrar aquela conversa na Benfica TV, onde não disse perante Fernando Seara alguns dos comentários feitos em Sessões de Câmara, antes o elogiou. 

Dessa conversa, ficará na história aquela da "cunha" para uns bilhetes, que Seara, homem com bagagem, denominaria de "empurrões democráticos"...

Depois, mesmo avisado, decidiu avançar com a Majoração do IMI em 30% geradora de tão forte contestação que decidiu anular tudo...prometendo abrir um inquérito...

Claro que o prometido inquérito em causa própria foi uma escapatória para a frente, nada se sabendo posteriormente, que conclusões e atribuição de responsabilidades.

Podíamos continuar os exemplos (que ficarão para depois) se até o Agrupamento 93, dos Escoteiros de Sintra, não fosse metidos nesse estilo de confusões.


Cadeia Comarcã

Vejamos, então, na Acta da Sessão de Câmara de 25 de Setembro de 2018 (página 231)  o que muito claramente foi dito por Sua Excelência: 
"Em relação aos Escuteiros há uma coisa em que vamos ter que pensar um pouco. A nossa prisão está cedida aos Escuteiros, e fui recuperar o processo. Trata-se de uma página A4 de um contrato de cedência por 50 anos, sem renda, de um espaço municipal. Cinquenta anos sem remuneração e num espaço central do concelho? Se isto não é gestão danosa não sei o que é gestão danosa". (A cor é de nossa responsabilidade).
Disse mais: "É que isto não é nosso, mas dos contribuintes. Aquele local seria o centro informativo da Vila de Sintra.Quem chegasse a Sintra entrava no edifício e podia ver uma descrição profunda do que é o Palácio da Pena, o Palácio da Vila, a Vila Histórica e até o concelho. Era no fundo a exposição do concelho para quem nos visita". (A cor é de nossa responsabilidade).
Certamente, acrescentaríamos nós, um bom espaço para a Parques de Sintra se dedicar a proteger o nosso prestígio turístico, higiene pública e política.

Justa indignação dos Escoteiros

Claro que tal afirmação foi mal recebida e os Escoteiros do Agrupamento 93 reagiram manifestando a sua indignação pelo Facebook e directamente a Sua Excelência. 

Sucede que há poucos dias, no Facebook da Câmara Municipal, com o rosto de Sua Excelência (não fosse ser de algum escriba) surgiu este texto destemperado:


Pelo novo texto, Sua Excelência torna-se no político simpático, até aprecia "o magnífico trabalho e espírito de dedicação que têm demonstrado ao longo dos anos".

Agora já não é a "gestão danosa", talvez já nem seja dos "Contribuintes".

Depois Sua Excelência escreveu que "têm sido propagados boatos e falsidades sobre esta questão" "pelos mesmos de sempre". Claro que nunca por Sua Excelência.  

Naturalmente que Sua Excelência, na revisão que estará fazendo, não esquecerá as instalações do News Museum que terão sido cedidas por 20 anos.

Se Sua Excelência tem nos seus objectivos entregar as instalações da antiga cadeia a qualquer outra entidade era bem mais bonito ser claro. 

Não ficam muito bem estes rodeios - facilmente louvados por qualquer alvissareiro - porque há compromissos a respeitar muito mais importantes do que a quem servir. 

Sintra vive nisto. Pagam-se rendas para um parque de estacionamento que está às moscas. Paga-se renda e constrói-se uma Pousada que será propriedade alheia.

Ficámos a saber é que a prisão cedida aos Escoteiros é que é gestão danosa. 

Que coisas sabemos pela boca de Sua Excelência. 



Breves notas: 

Não deixa de ser curioso como Sua Excelência, alheio por exemplo à Rua dos Arcos e sua sujidade, em pleno Centro Histórico, tenha tido sensibilidade para "recuperar" o processo da cadeia, celebrado com o Escoteiros...

domingo, 16 de dezembro de 2018

UM CACHORRINHO GULOSO...O TÓTÓ...


Os nossos dias são preenchidos com coisas que vemos por aí e mesmo que a vista se vá cansando, cansam-nos mais casos sem vergonha que saltam como pulgas. 

Lembramo-nos do homem que, para o asno andar mais depressa, lhe punha à frente uma cenoura, levando o simpático animal a esforçar-se...sem o devido prémio.

E Sintra, com gente boa de espírito rural, não foge a infiltrações de pendor aristocrático que, na essência, devem merecer cautelas pelas intenções escondidas.

Neste quadro, as lebres alvissareiras facilmente se transmutam em cachorrinhos lambedores de mãos que, pelo cheiro, dêem a miragem de um pitéu qualquer.

Para nós, entre a vocação alvissareira emporcalhadas tiradas louvadoras que não conseguirão atingir o pitéu, uma consulta a médico especialista ajudaria.

É que, apesar de tudo, numa perspectiva de humanismo, dói sempre vermos alguém andar  até à comida...e os ocultos ofertantes retirarem a paparoca do nariz.

Os cachorrinhos gulosos ajustam-se a tudo e ficamos sem compreender se é um problema de glutonatria ou de paroxismo incontrolável. 

Cachorrinhos assim nem merecem cheirar a salsicha.

São apenas o TóTó...



sábado, 15 de dezembro de 2018

ASMA...DE UMA PESSOA SAUDÁVEL A UMA PESSOA EM CRISE


Este vídeo mostra, à esquerda, a respiração normal de um indivíduo, com a esfera a atingir os 100% e de seguida baixando. 

Ao meio, a esfera atinge pouco mais de 70%, num indivíduo asmático.

À direita, em pleno ataque de asma, o organismo só recebe 30% de oxigénio.

Portanto, não descurem este problema, porque um ataque de asma pode ser fatal. 

Tratem-se ao primeiro sinal de deficiências respiratórias...

Somos todos precisos cá por este mundo.




terça-feira, 11 de dezembro de 2018

SINTRA...RECORDAR O MUSEU DO BRINQUEDO...


Esta imagem fará sempre parte da vida de crianças e, em 31 de Agosto de 2014, encerrou por invocadas incapacidades camarárias em poder apoiar o Museu.

Parecia - era essa a palavra de ordem - que a Câmara Municipal não podia isto...não podia aquilo...impedida de apoiar, era privado, tudo problemas para o apoio.

Pouco tempo depois, a Câmara Municipal de Sintra já podia apoiar o News Museum, cedendo-lhe o imóvel por 20 anos e não se sabe bem se mais alguma coisa.

Passado tempo, a mesma Câmara já podia construir uma Pousada da Juventude cuja propriedade é - em cada pedra colocada - das Infraestruturas de Portugal.

Arrendar um terreno, no primeiro ano a 10.000 euros por mês, para estacionamentos, sem que - praticamente - lá estivessem carros, não impediu lucros de terceiros.     

O Museu do Brinquedo é que não. A falta de cultura dos decisores não era motivo suficiente. Alguém já contaria com tal espaço...ou um problema de ancianidade.

E fechou, as crianças que se deliciavam com os seus cerca de 60.000 brinquedos que fossem para as superfícies comerciais, o Museu do Brinquedo era incómodo.

Hoje, pelos vários exemplos, nada nos tira a convicção de que, pelo menos, foi uma injusta maldade para com as crianças da nossa terra, do nosso País.

Vamos rever brinquedos 

Nas nossas deambulações por Munique, vamos frequentemente ao Museu do Brinquedo,  instalado em parte da antiga Câmara Municipal (Altes Rathaus).

Dá-nos alegria ver as crianças a apontar brinquedos com os quais nunca brincaram, a conhecerem o mundo dos seus pais e avós e como eles passavam o tempo.

As nossas salas de aula, carteiras com mais de um aluno, a respeitável Professora

A Banda Militar 

Animais e carros em folha..

Um tuk-tuk daquele época

O histórico "carro da bomba" com escada...ou

O carrossel de corda...

Reprodução de uma cozinha antiga

Finalmente uma peça de corda, muito antiga...igual a uma que tenho no meu museu familiar.

Passamos felizes estes momentos de convívio com os objectos do mundo em que fomos crianças, uma situação que não é para todos, porque recordar é Cultura.

O Museu do Brinquedo de Sintra ter encerrado foi uma perda irreparável.

O meu Amigo Friedrich, sábio de meia idade e coleccionador de pedras, dizia-me há dias: "Onde tenho mais calhaus para escolher é na política".


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

SINTRA: TEMPO DAS CRIANÇAS? ENTÃO FAÇAMO-LAS FELIZES

Hipocrisia dos políticos portugueses para com as crianças


Quando da montra das Galerias Kaufhof retirava estas imagens, meditava na hipocrisia compulsiva, transversal aos políticos portugueses que ignoram as crianças.

Lá, milhares e milhares de crianças, levadas pelos pais, vivem intensamente esta montra. Apontam os animais, gritam para alguns...o pescador...o moinho...o urso...

Porquê? Porque os Centros Comerciais, as Grandes Superfícies encerram às 20 horas em dias de semana e todo o Domingo, fomentando o convívio das famílias.

Há, frequentemente, vários filhos por casal e aos fins de semana, enchem comboios, para visitas a Parques, Palácios e Museus com entrada gratuita para crianças. 

"Horário de Funcionamento - Segunda a Sábado - 9:00 - 20:00" 

A economia floresce, ninguém deixa de comprar alimentação ou de andar bem vestido e calçado pelo facto das lojas encerrarem aos fins de semana.

O que se passa em Portugal envergonharia uma classe politica e os sindicalistas que, vivendo de quotizações pagas pelos trabalhadores, deixam a situação agravar-se.

Nestes dias, em Sintra, uma grande superfície estará aberta até às 24 horas, com trabalhadores que chegam a entrar ao serviço cerca das 3 da manhã.

Quantos estão descoordenados com Jardins de Infância? Têm de pagar mais e pedir a outros para irem buscar seus filhos? Quantos com turnos de 10 horas? 

Há políticos com horários destes? Alguém tira selfies a trabalhadores às 4 da manhã esperando-os sem que tenham transporte público? Sindicalistas a essa hora?

Que vergonha quando uma sociedade se vai descontextualizando, vai perdendo os seus filhos que deixam de gozar a vida, esvaziada a juventude de acompanhamento.

Depois, um Ministro com ar seráfico, fala dos problemas da demografia...

Como tratamos as nossas crianças?

Para captar as fotos seguintes tivemos de ir logo à abertura para que as crianças não ficassem nas fotos, uma preocupação permanente da própria sociedade.

Dentro de pouco tempo a máquina e carruagem (Lego) são invadidas por crianças. É essa a intenção pois este espaço destina-se ao seu entusiasmo, à alegria de tocar.

Uma complexa construção em Lego com luzes e interruptores no interior

Bem cedo, com dia mal despontado, no Hofgarten as crianças respiram ar puro

No Englischer Garten um avô foi passear o seu neto

Tratamos mal as nossas crianças, as dos mais humildes trabalhadores, quantas raras vezes vêem os pais juntos...que não têm pais para lhes dar o beijo da manhã.

Que vergonha temos sentido e não nos cansamos de transmitir, porque a vida é muito mais que aquilo a que destinam os nossos jovens, os nossos filhos, os nossos netos.

Pedimos um dia ao mais Alto Magistrado da Nação para intervir de forma a que as crianças até aos 17 anos não pagassem entrada nos Parques e Palácios de sintra. 

Era um legítimo pedido, um acesso oneroso a que as crianças do meu País tinham direito Cultural de aceder, tratando de uma empresa de capitais públicos.

Não o convidei para selfies numa linha de montagem com caras bonitas e beijar em fila. Pedi para crianças visitarem o que é delas e faz parte da sua História. 

A resposta, que ainda hoje guardo com desânimo, foi esta: 

"Compreendendo os sérios motivos das suas preocupações, lamento informar V. Exa. que a Presidência da República não dispõe de meios que lhe permitam dar seguimento favorável à sua solução". 

Gostaria de estar por perto quando nestes próximos dias alguns políticos andarem a visitam crianças por aqui e por ali, com selfies ou sem elas.

Com políticos assim não vamos a parte nenhuma. 


domingo, 2 de dezembro de 2018

MUNIQUE: IGREJA DE S. MIGUEL E OS SENTIMENTOS...

Porque hoje é Domingo...

Desculpar-me-ão quantos, muitas vezes pacientemente, passam por este blogue e lhe dedicam tempo das sua vidas ao ler o que por aqui se vai escrevendo.

Talvez a proximidade do Natal, a vida começar a ser longa, pessoas que amámos e perdemos, vivos ou não, os bons e maus momentos, nos leve a mais meditação.

Este é texto de sentimentos, de afectos quase irrecuperáveis, onde queremos afogar as mágoas sentados no Kaufhof bebendo uma Weissbier Dunkel da Paulaner.   

A nossa vida tem dois locais de culto preferidos onde recordamos aqueles que amamos e amámos, estejam próximos ou distantes e por eles colocamos uma vela.

Um:- A Igreja dos Mártires, ali no Chiado, frente ao local onde trabalhámos tantos anos, onde passámos grande parte da nossa juventude, nos tempos dos sonhos. 

Outro, a Igreja de S. Miguel em Munique, a maior igreja renascentista dos Alpes, nosso primeiro encaminhamento quando chegamos à bela cidade de Munique.


Igreja de S. Miguel com as torres da Frauenkirche ao fundo 
Interior da Igreja de S Miguel
O Arcanjo S. Miguel 
Igreja de S. Miguel. Altar 
Igreja de S. Miguel. Nave esquerda 
Igreja de S. Miguel.
Igreja de S. Miguel. Nave direita. Imagem de Nossa Senhora e velas por alguém

Sentimentos, reflexo das sociedades...

No entanto, este ano, sentimos particularmente algumas peças de crianças que foram incentivadas a escrever algo a quem apreciem ou recordem.

Ao Longo da nave direita, centenas de mensagens de saudade

Da criança que recorda o "seu hamster..."

"Querido Avô, obrigado pelo tempo que viveste..."
 "Querido papá, não posso acreditar que vocês não estão  mais vivos (avô e eu+papá e eu)"


Finalmente - desculpar-me-ão - ninguém poderá ficar indiferente à expressão tão forte dos sentimentos pela mensagem que encerra: "Pela memória estarão sempre aqui". 




Ninguém poderá ignorar como uma sociedade vive tão intensamente os seus, onde os sentimentos se notam em todos os momentos,

Como dissemos, esta é uma mensagem de sentimentos, de Cultura Familiar.

Os sentimentos são o que nos liga à vida. 

Desejo-lhes um Bom Domingo e desculpem...precisava de desabafar...


terça-feira, 20 de novembro de 2018

MUNIQUE, MERCADOS DE NATAL UMA TRADIÇÃO

Tudo a postos para os Mercados de Natal (Christkindlmarkt)

Manhã de 19.11.2018 (já nevou esta noite) 

Com o rigor habitual, 14 dias antes da Inauguração Oficial dos Mercados de Natal em Munique, foi montada a Árvore de Natal na Marienplatz, frente ao edifício da Rathaus.

No próximo dia 27, pelas 17 horas, o Ober Burgomestre de Munique, Dieter Reiter, fará da varanda da Rathaus uma saudação aos presentes e inaugurará os Mercados.

Farchant, Município Honrado este ano

Este ano a Árvore de Natal foi oferecida pelo município de Farchant, tem 25 metros de altura, pesa 4,5 toneladas e contará com 3.000 lâmpadas à sua volta.

Farchant é um município integrado no distrito de Garmisch-Partenkirchen e a sua população não chega aos 5.000 habitantes. É das mais belas regiões da Baviera.

Por perto, tem a Abadia de Ettal, o Linderhof Schloss e a montanha Zugspitz.

Abadia de Ettal

Linderhof Schloss

Zugspitz (o ponto mais alto)

Zugspitz

comboio de cremalheira em parte do percurso

O município de Farchant, com a escolha para oferecer a Árvore de Natal, foi motivo de  grande honra para seus habitantes, tendo direito a espaço no pátio da Rathaus.

Pátio interior da Rathaus (visto da Torre principal)

Durante os Mercados de Natal, o município de Farchant promoverá a sua região nos aspectos turisticos, culturais e gastronómicos, entre outros.

Tradição todos os anos renovada

Os Mercados de Natal têm um grande peso nas receitas de centenas de pequenos comerciantes pois neles se movimentam muitos milhões de euros. 

Além disso, é uma tradição Cultural que remonta ao Século XIV.

Lá teremos o Glühwein (vinho quente em canecas coleccionáveis), espetadas de fruta com chocolate e uma variedade fantástica de decorações natalícias.

Diariamente, na varanda da Rathaus poderemos apreciar música ao vivo.

Neste momento, os vários stands estão a encher-se de produtos que serão postos à venda logo que os Mercados sejam oficialmente Abertos.

Desejamos, desde já, um Natal Feliz para todos e que bons tempos se avizinhem nas suas (nossas) vidas. 



Nota: embora não seja benfiquista, sabemos que dia 27 muitos adeptos do Benfica estarão em Munique (onde o clube joga) pelo que não deixem de aproveitar a sua estadia para assistir a muitos dos eventos ligados com a Cerimónia de Abertura dos Mercados que será às 17 horas. Que levem boas recordações de Munique. 





segunda-feira, 19 de novembro de 2018

SINTRA: CONGRESSO COM "IDEIAS" REQUENTADAS...

Chamaram-lhe, recentemente, Congresso Economia Sintra 20/30, um nome pomposo que foi enriquecido com o fantástico qualificativo de "histórico".

Decorre da democracia a facilidade com que se classifica de fantástico ou de histórico qualquer facto, como muleta que ajude a subir ao pináculo.   

Provavelmente, quem o disse, pouco saberia da "história" e caracterização do nosso concelho para alternativas de futuro, mas foi bonito no palavreado político.

Pena que o moderador - político consagrado - agora também ligado ao segmento da queijaria, fosse arrancado de cena quando lembrava esquecidas debilidades...

E as "Conclusões" que sempre são retiradas destes eventos, evaporaram-se...

Recolha triplicada...

Partimos do princípio de que, na politica, quem for minimamente capaz, pode alterar frases, recolhas ou conclusões de forma a parecerem diferentes...sendo o mesmo. 

Pode dizer-se, sem receio de desmentido, que quase tudo que agora foi dito (e "histórico") já constava com mais explanação e soluções, em anteriores estudos. 

Com efeito, no Plano de Desenvolvimento Estratégico do Concelho de Sintra "Sintra 2015" havia propostas concretas que superavam as agora abordadas.


Levantamento efectuado em 2005

Não se estranhe, já que o anterior Presidente (Professor Fernando Seara) recorreu à equipa de Braga de Macedo que agora surge como "Conselheiro" da Cultura.

A Braga de Macedo bastaria mostrar o estudo que fez em 2015, pouco havendo a acrescentar à caracterização do concelho e soluções preconizadas.  

Parecendo este Congresso ser sucedâneo da "Sintra 2015", pode dizer-se que - em alguns pontos - é um eco da ExpoSintra, realizada entre 3 e 7 de Outubro de 2001.

Que raio de coisas fomos encontrar...até frases quase iguais...embora - de forma alguma - pensemos ter-se tratado de plágio...mas que são tão parecidas...

A ExpoSintra de 2001




Este evento ocorreu entre 3 e 7 de Outubro de 2001 (Era presidente Edite Estrela e vereador Rui Pereira) nas antigas instalações da Messa, em Mem Martins.

Nessa altura, foi dito que "Sintra é o concelho que mais capacidade teve de atrair o investimento e onde foram criadas mais empresas e postos de trabalho".

Falou-se no "tecido", na "situação privilegiada que potencia o desenvolvimento turístico", "incrementar o investimento privado (...)", não esquecendo que "para um turismo de qualidade é necessário ter infra-estruturas de qualidade".

Estiveram representantes do Comércio e Industria, do Turismo, houve uma Feira do Livro e outra de Artesanato, também uma Exposição de Artes Plásticas.

Em tese...

Pode inferir-se - sem riscos - que o recente Congresso Economia Sintra 20/30 repescou conclusões antigas, foi o mesmo do mesmo, pouco tendo de "Histórico".

Na realidade pouco havia a inovar sobre as recolhas anteriores, bastando recorrer a algumas figuras com linguagem tecnocrática, o que é sempre de bom tom.

Um Quadro do Grupo José de Mello Saúde não falou sobre a saúde no concelho quando está para breve um hospital privado...que poderá contar com parcerias...

Outro, Presidente da CP, apresentou um cocktail de dados sem que deixasse qualquer indicação de que as ligações ferroviárias a Sintra seriam melhoradas.  

Restou, pois, os cumprimentos comuns nestas coisas, as altas considerações e estimas, a mostra de relacionamentos antigos...a qualquer coisa de disponibilidades.  

Foi bonito com o patrocínio oficial da Presidência da República.