terça-feira, 16 de julho de 2019

SINTRA: RETIRADA IMEDIATA DO PROJECTO OU DEMISSÃO

"Acresce o facto de a utilização do veículo privado ter aumentado exponencialmente em relação ao transporte público, gerando grandes perturbações no sistema de transportes urbanos (...)" Do "Projecto de Revisão do Regulamento de Trânsito e Estacionamento do Município de Sintra" colocado em Discussão Pública por Basílio Horta

Impensada leveza ou de falhanço em falhanço?

A paciência tem limites mas exige que se releia o "Preâmbulo" do "Projecto" que, dizendo  "Trânsito", está vocacionado para repressão através de Estacionamentos.

O teor do documento posto em "Discussão Pública" pelo presidente da Câmara (Basílio Adolfo Horta) implica que Sua Excelência reconheça o seu conteúdo.

Outra coisa não será admissível, pois Sua Excelência, pelo elevado cargo, está obrigado a conhecer o que diz e subscreve, sem sintomas de leveza manifestos.

Mesmo assim, surgindo no documento perspectivas injustas que não consideram a realidade das causas e seus posteriores reflexos, o político volta a falhar.

Que transportes urbanos?

O que entenderá Sua Excelência por "transportes urbanos"? Em tempo, A satisfação que mostrou sobre transportes foi totalmente adversa aos interesses de Sintra.

As ligações ferroviárias (grande alternativa pendular da mobilidade dos utilizadores) têm-se degradado com indiscutíveis maus reflexos na vida dos sintrenses e turistas.   

Dos "transportes urbanos", cujas "perturbações" invoca, que fez Sua Excelência em 6 anos para garantir um rede adequada à vida de milhares de pessoas? NADA!

Poderá aqui ler (por favor clique) a realidade dos transportes rodoviários em Sintra, pois numa área superior ao dobro de Cascais as circulações são menos de 70%.

Claro que isso a Sua Excelência não dirá nada...ou dirá nada com suporte. 

Veículo privado, o único recurso

É má a visão de Sua Excelência sobre o recurso a viaturas privadas, parecendo culpar todos os que - sem outra forma - precisam de chegar ao seu destino.

A defeituosa apreciação já não reflecte - antes confirma - que só o desconhecimento da realidade sintrense faz subscrever tão injusto e despropositado conceito.

Sabe Sua Excelência - viajando em viatura que os munícipes suportam - que milhares de sintrenses entram e saem dos seus locais de trabalho de noite e madrugada?

E que, só de carro, se consegue chegar a zonas para estacionar nas proximidades das Estações, onde as viaturas devem ficar durante várias horas até ao regresso?

Se assim não estiver garantido, Sua Excelência advoga que passem a ser mais uns milhares de utentes do IC19, aquela via congestionada que sabemos?

Ou no conceito de Sua Excelência - que viaja confortavelmente em viatura suportada pelos municipes e sem custos de parqueamento - devemos andar de trotineta?

Sua Excelência deveria, isso sim, criar parques e silos gratuitos juntos às Estações (como é por esse Europa fora), evitando o recurso forçado ao IC19.

O recurso de Sua Excelência talvez #seja o caminho para futuras concessões de exploração por entidades desconhecidas dos munícipes e receitas de milhões. 

Projecto de "Arame Farpado"...

O Projecto de Estacionamento que Sua Excelência colocou em discussão é, pois, uma opção agressiva, como de "arame farpado" contra os que mais precisam. 

Com pequeninos passos, surgem toques limitativos da vida dos cidadãos, medidas repressivas e provas de poder ou de força  em vez de soluções pensadas.

É contra a escalada repressiva que nos manifestamos, diremos mesmo que resistimos, porque a sentimos de um político que há 6 anos pouco de útil apresenta.

O surgimento deste Projecto (só a retirada suportará a bondade das intenções) dá indicadores de ambições pouco transparentes, nomeadamente de futuro.

Mais uma vez Sua Excelência perdeu o passo na intervenção em Sintra.

Há sintrenses válidos para retomarem o nosso destino.   

A DEMISSÃO "#é o melhor caminho".


Nota importante: 

Entretanto, publicamente em sessão de esclarecimento, o Vice-Presidente disse: "Dou-lhe a minha palavra de honra e eu demito-me, demito-me das minhas funções na câmara se houver durante o meu mandato parquímetros no Cacém ou na Agualva ou em Massamá ou Queluz (...).

Então este Projecto é uma forma dos munícipes se entreterem em dialéctica...estéril. 

domingo, 14 de julho de 2019

HISTORIA DE DOMINGO: O SOBA QUE SOFRIA DE DIPLOPIA...

Estória de régulos...

Havia, num belo Oásis, um aprendiz de Soba que anos a fio foi servindo sem que fossem conhecidas outras virtudes maiores pese a leitura da cartilha political beduína.

Um dia, tal beduíno foi às Caldas de um Oásis nos antípodas (internamentos ideológicos) e dos precários candidatos a Grão-Soba escolheu um para ser cooptado.


Dança do Pássaro...(retirado do youtube)...Sempre a mesma dança...

Com dança encriptada, numa emotiva e rápida exteriorização, expressou-se:


Vem para Soba, amigo,
Dou-te tudo que anseias
Já que das Caldas partiste
Em busca de horizontes...
Não serves? Deixa comigo,
Temos cubatas a meias,
Com tua lança em riste
Dinheiro será aos montes!

Terás cubata dourada, 
Têvês e mais fantasias,
Além de gente vassala.
Entrada escancarada
Um leque de mordomias:
- Muda então de sanzala. 

Segues um novo caminho, 
Porás cravos ao peito
Ou rosas adormecidas!
- À direita? Pois alinho, 
fica melhor ao meu jeito,
São visões não esquecidas.

- Na sanzala, ao entrar,
Todos se vão levantando
Sempr'em pose de respeito.
- As portas...de par em par
Abertas...e tu passando,
Respeitinho...a preceito. 

E assim o precário, que nas Caldas tinha Portas fechadas a Grão-Soba, teve quem lhe desse um tapete voador e espalhasse pelas estepes suas fantásticas virtudes...

Entronizado de Grão-Soba, o ex-precário cedo mostrou erros de palmatória nos zeros que esquecia e baralhava os dados na estranha linguagem tamaxeque.

Mesmo assim, alguns autóctones, à míngua de restos de mandioca lhes cair no prato, faziam cânticos tribais de apoio ao Grão-Soba e sua glorificação.

Rapidamente passou a ter sintomas da diplopia, com visões claras à direita e distorcidas à esquerda, que ele geria uma vez por ano usando um cravo no "Bubu".

A reserva era rica, muitos visitantes deixavam patacas e o ex-precário das Caldas, agora Grão-Soba, tudo amealhava por transtornos obsessivo compulsivos.

Os resquícios da velha ordem levaram a que à passagem do Grão-Soba todos se levantassem e, antes, as portas fossem abertas de par em par.

Como se "constrói " um Grão-Soba

No deserto, as ambições a Grão-Soba (que portas fecham) aconselham o abandono da cubata original esperando sinais de fumo de um qualquer régulo amigo.

Claro que, os deserdados das Caldas precisam de maus cultivadores da ideologia rosácea para aproveitamento em podas políticas de resultados duvidosos.

Depois há seitas, pedintes de avental, bailarinos diplomados em danças repetidas, sempre na mira de confundirem a plebe na mira de umas boas propinas.

Os ventos contra-alísios, lançam no ar nuvens de areia que outros serviçais acham divino esperando que o seu Oásis se converta no paraíso.

O Grão-Soba em construção torna-se, assim, na figura mandante, convicta da omnipotência, de lança em riste pronta a agredir quem o conteste.

Neste quadro, depois da diplopia, começam os sintomas do umbiguismo...

DIzem nas estepes: "Grão-Soba nunca é solução...é pássaro com pouca visão". 



Votos de um Bom Domingo. 

quinta-feira, 11 de julho de 2019

SINTRA: PRESIDENTE E SEU VICE PERDERAM A CONFIANÇA!

"(...) as especiais responsabilidades que a inscrição como Património Mundial acarreta, designadamente na zona de Paisagem Cultural, determina, ao nível da mobilidade e do trânsito, preocupações de exigência de acordo com as melhores práticas internacionais". Do Preâmbulo do Projecto de Revisão do Regulamento de Trânsito e Estacionamento do Município de Sintra (em Discussão Pública)


Ramalhão: "Acolhedor" abrigo que a inscrição como Património Mundial justifica (as garrafas vazias e o lixo completam as "exigências de acordo com as melhores práticas internacionais")

Quem sabe e é cúmplice da situação?

Já o sabíamos mas esperámos que algum alvissareiro encartado desse a notícia em primeira mão, louvando - se preciso - os responsáveis pelo descrédito de Sintra.

Há uns dias que um autocarro da Scotturb indicando "SERVIÇO OCASIONAL" recolhe no terreiro do Ramalhão turistas transbordados de outro autocarro.

Terreiro do Ramalhão, hoje: forma expedita de chegar à Serra sem perdas de tempo

Segundo soubemos (mas carecendo de confirmação) tal decorrerá de uma parceria que, assim, facilita o acesso à Pena sem filas ou espera junto à Estação da CP.

Em termos práticos, diremos que o acesso à Pena tem a carreira 434 mas, usando a figura da Scotturb, outros autocarros da empresa fazem o circuito dito "Ocasional".   

Tais visitantes, turistas a que devemos o maior respeito, que leram ou ouviram maravilhas sobre Sintra, entram num dos mais nojento locais disponíveis em Sintra.

Isto é - e a Câmara Municipal tem responsabilidades nisso - o imundo terreiro, com lixo por todo o lado, de acesso pouco cuidado, tornou-se Sala de Visitas a Sintra.   



Centenas de garrafas (que serviram para uso sanitário) estão espalhadas sem que alguém providencia pela sua recolha e limpeza do local

 Neste terreiro, o Trânsito e o Turismo são a vergonha de quem fala em Lord Byron ou na História Patrimonial de Sintra.

Que ideia estes visitantes irão fazer da nossa Terra? Chamar-nos-ão desleixados? Porcos? Perguntarão se não há responsáveis minimamente dignos de Sintra?

Que pensarão dos responsáveis locais que andarão com insónias sobre que mais fazerem contra os cidadãos, em vez de medidas para o bem estar colectivo?

Então e o outro terreiro...o da Cavaleira?

É indesmentível que o terreiro do Ramalhão, se devidamente recuperado, com estruturas adequadas, seria o parque de estacionamento privilegiado para Sintra.

Porquê, então, o recurso ao oneroso arrendamento do terreno na Cavaleira que, há mais de um ano, consome o nosso dinheiro sem benefícios práticos?

Mas, aqui, levanta-se outra questão: Então Sua Excelências não anunciaram que a Scotturb iria fazer a ligação à Vila e à Pena a partir da Cavaleira?

Quem autorizou que seja naquela lixeira do Ramalhão que a Scotturb recolhe turistas que demandam Sintra na expectativa de verem um lugar de sonho?

Que vergonha senti hoje ao ver o que as fotos limitam na gravidade.

Depois da anarquia criada no trânsito desde de 26 de Março de 2018, agora mais agravada com um impensado "Projecto" de Estacionamento, a confiança acabou.  

Suas Excelências demitam-se a bem de Sintra porque ainda estamos a tempo de um político qualificado assumir o destino dos sintrenses.

O PS, um partido democrático com longa história, não pode tolerar mais tempo este estado de coisas, que em cada dia traz mais danos a Sintra e à sua imagem. 

Sintra e os Sintrenses não merecem isto. 


terça-feira, 9 de julho de 2019

SINTRA, A INVENTONA DO ESTACIONAMENTO CONCESSIONADO

Uma imagem em Sintra: - E Se Suas Excelências se preocupassem com isto?

Trânsito ou um processo vingativo?

O processo iniciado em 26 de Março de 2018, sob o pretexto de trânsito nunca teve contornos muito visíveis, num falhanço que deveria envergonhar os autores.

O aparecimento em Sintra de tuk-tuks e outras novidades, com políticos capazes teria levado à pacífica fixação de regras, tendo em conta a natureza do lugar.

Havia contingentes a fixar, controlo da qualidade do ar, áreas de intervenção, exigência de provas para Guias Turísticos e controlo sobre as diversas actividades.

O que seria normal resolver-se arrastou-se sem solução criando-se condições para provas de poder, apreciadas por saudosos do 24 ou encapotados progressistas.

Enquanto complicavam às pessoas a oferta rodoviária, Suas Excelências arrendavam por cerca de 10.000€ mensais o terreiro da Cavaleira que está às moscas...

Tivessem sido outros os Autarcas (com A grande) e estaria tudo resolvido.

Estacionamento Concessionado de pendor repressivo

Vestes de pendor democrático nem sempre se compactuam com democracia.

Sem capacidade para resolver os problemas sintrenses, o recurso a manifestações de poder teria de centrar-se num campo previsivelmente de indiferentes.

Outro falhanço de avaliação, que tem causado mal estar generalizado.

Preocuparam-se, porventura, os Presidente e Vice-Presidente da Câmara, ao que se julga saber responsáveis pelo desvario criado, com melhores transportes públicos?

Nada disso! Pelo contrário, têm aceitado de forma politicamente comprometedora a redução de comboios e, dentro do território, a tão má qualidade rodoviária. 

Os invés, a pretexto do trânsito mas preocupados com mais receitas e uma estranha obsessão por parques pagos, desenvolvem uma escalada sem tréguas.

Os dois políticos, destacados na falta de carisma autárquico para resolver os reais problemas das populações, vão-se tornando inimigos do Poder Local.

Neste quadro, à pressa, surge o Projecto de Revisão do Regulamento de Trânsito e Estacionamento de Sintra garantindo receitas a supostos concessionários.

Daí que, no Preâmbulo, "Trânsito" não passe de eufemismo, pois o dito "Regulamento" quase só regula poderes de futura entidade que tenha a concessão.

Falemos do "ilusionismo" do Preâmbulo

O "Preâmbulo" do Projecto é uma peça que deveria ser isoladamente editada e profusamente distribuída pelos sintrenses para avaliação dos argumentos. 

Em termos práticos, pouco tendo a ver com o "Trânsito", não deixa de invocar as "Especiais responsabilidades que a inscrição como Património Mundial acarreta (...)". 

Estaremos a ler bem? O abandono que se vê pelo concelho e, especialmente, na zona Histórica, adequam-se ao que consta de tal documento? Que coisa...

...ou se estendam a zonas residenciais bem distintas desde o bairro da Estefânia a Queluz-Norte "exigências de acordo com as melhores práticas internacionais"?

Que raio de confusão andará nos pensadores políticos que não resolvem o indispensável e depois julgam que nos enganam com textos e palavreados destes?

Não seria bem melhor tomarem atenção e medidas adequadas ao lixo que um pouco por todo o lado se observa e que deveria ser atempadamente removido?



Lixo acumulado há semanas. Fotos desta manhã às 11:46 e 11:54.

Ou será que para Sua Excelências a alusão a Património Mundial é alternante?

Percebe-se, então, que o Projecto - fala em trânsito mas não passa de uma peça para garantir receitas de estacionamento - está muito mal acondicionado. 

A ansiedade colocou o Projecto em Discussão Pública, esquecida de que vinham aí eleições importantes, acabando por justificar o adiamento até à véspera delas. 

Ainda haverá quem entenda que "#é este o caminho" prometido pelo PS?

Certo, certo, SINTRA NÃO MERECE ISTO.