sexta-feira, 21 de setembro de 2018

SINTRA: SENHOR PRESIDENTE...FRENTE AO PARIS

Centro Histórico tem donos: A Humanidade


É uma pena que Sua Excelência não nos dê sintomas de se preocupar com o Centro Histórico, talvez um problema da culpa de companhias e conselheiros.

Ou, o que é humanamente possível, tratar-se-à de um problema de visão.

Sua Excelência descanse. Hoje não lembraremos os dias passados desde a montagem daquela estrutura na frontaria do Hotel Central...que cresceu até ao Paris. 



  
Vamos falar, para conforto de Sua Excelência, da tília que se tornou parte integrante de uma clandestina cozinha e passou a ser apenas utilitária.

Se apreciar a primeira foto, além de fios, tem uma carinhosa envolvente, não fosse a árvore constipar-se com algumas gotas de água aquando de chuva. 

Por debaixo...isso conhecerá Sua Excelência quando por ali perto almoce. 

A entidade ocupante - Sua Excelência apurará saber se fornecedora de catering no Mont Fleuri - graças ao alheamento camarário terá ajudado à árvore secar.

E terá Sua Excelência conselheiros que lhe ocultam isto, coisa que não se faz. 

E agora, depois da árvore seca, continuará Sua Excelência a ignorar, mantendo aquela utilitária árvore de pé, fazendo parte do mobiliário daquela boutique alimentar?

Assim vive Sintra sob a gestão de Sua Excelência, com mais este falhanço.

Era este o caminho prometido? 

Sintra não merece isto. 


  

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

SINTRA: "CAPITAL" DOS PILARETES? TRÂNSITO E GANDARINHA

Obsessão por alterações no trânsito?

Poucas horas tinham decorrido sobre a retirada das Propostas apresentadas pelo Presidente da Câmara para Alterações no Trânsito e algo surgia como prova vital.

A notória obsessão por se fazer sem esperar que outras pessoas credíveis sustentem diferentes soluções para o trânsito na Vila de Sintra torna-se preocupante.

Com efeito, a primeira conclusão que se vai tirando de tanto afã é que a politica posta em prática se prende com a eliminação de espaços para estacionamento livre.

Veja-se as imagens seguintes, porque falam melhor que palavras.

Desde o início da Rua Bernardim Ribeiro, os pilaretes passaram a vedetas


Depois, na Visconde de Monserrate, há pilaretes para todos os gostos, como vemos:

Para baixo...

Para cima

Entenderão que seja para proteger e bem-estar dos peões? Ou terá sido para acabar com os poucos espaços onde alguns carros ainda estacionavam gratuitamente? 

Como caminham os peões? Com um pé em cima e outro em baixo? 

Mas, se a intenção era "proteger" peões, é curioso que tal desvelo termine aqui, precisamente onde é maior a circulação de viaturas numa bifurcação:


Em tese, pode dizer-se que os dois falhados Planos de Alterações no trânsito só conseguiram eliminar espaços gratuitos e prejudicar utentes de transportes.

Pode admitir-se, mesmo, que em breve surjam louvações e com pompa e orgulho de anuncie ser Sintra a primeira Vila sustentável em pilaretes... 

A zona de obras da Gandarinha

Do outro lado da Rua que dá acesso de veículos pesados às obras da Gandarinha, há poucos dias o muro sobre o Parque da Liberdade sofreu danos relevantes.

Os danos, ainda na Rua Luiz de Camões, poderão ser susceptíveis de fazer perigar pessoas, quer nessa Via quer no Parque, exigindo a rápida reparação:


Desconhecemos se alguém da Câmara apurou das condições em que estes danos foram causados e que providências se tomaram para a reparação? E Quem suporta?

O pouco falado silo automóvel da Gandarinha

No entusiasmo de alguns sobre as Alterações no Trânsito Não se fala no silo auto em construção na Gandarinha para mais de 100 carros e acesso público e pago. 

Isto é, além das remoções (a propósito para onde seguiram as pedras retiradas?) é em pleno Centro Histórico que vai haver um rentável silo de parqueamento público.

Tal silo fica mesmo dentro da Área Protegida pela Unesco, não fica ao lado como a Volta do Duche e sabemos do que se passou quando um silo auto esteve previsto.

Então sobre o silo na Gandarinha não se levantam vozes? As bandeiras da vitória na luta da Volta do Duche foram enroladas e guardadas para recordações periódicas?

Aristocracia de primeira linha, exibicionista, perdeu os seus valores? Ou bastou um oportuno assento em vulgar conselho para calar o sentido crítico?

Foi uma pena neste caso da Gandarinha não haver pioneirismo na difusão, para orientar as massas gloriosamente resistentes e garantir o registo de mais uma vitória.

Sintra não merece isto



sábado, 15 de setembro de 2018

SINTRA: "O CURADOR ENSANDECEU", HISTÓRIA DE HOJE?

"Se o tigre não te ligar, caminha à sua volta e lambe-lhe as patas", palavras de Shian Tsé

A actividade "O Curador Ensandeceu" inserida na "Noite nos Museus" e dinamizada pelo MU.SA neste sábado (15.9) pelas 21,30 horas, faz lembrar outra história.


🔃


Arrastar de asas...

Passaram cinco (5) anos sobre o artigo aqui publicado a propósito da Colecção Bartolomeu dos Santos" a cujo texto se pode aceder clicando neste espaço.

O teor do Protocolo era vago, não fixava limites aos custos a suportar pelo Município de Sintra, tinha compromissos sem tecto e obrigações quase incalculáveis.

Na altura conheciam-se eruditas pressões, arrastavam-se asas, surgiria um Protocolo como resposta, porque o dinheiro a investir, esseseria dos cofres camarários.

Tal Protocolo, a ser celebrado, constituiria um compromisso municipal por quatro anos prorrogáveis, com cargos, remunerações e despesas diversas.

Haveria lugar para um Curador com remuneração equivalente a Director-Delegado e um Conselho da Tutela, com uma Presidente e seis Conselheiros (...um Conselho...).

A não celebração do Protocolo, decidida no 1º. Executivo de Basílio Horta, recusou compromissos municipais indeterminados e defendeu o dinheiro dos munícipes.

Ressaltava - para quem estava atento ao móbil das exaltações - que alguém tinha ensandecido, roçando as asas de contente, na miragem de uma escolha.

Peru que sonhe ser pavão, exagera sempre no abrir das asas.    

Supositícias ambições um poleiro ficaram por terra, mas ficou latente a espera por melhores dias em que tudo abrisse a um novo arrastar de asas...

"O Curador Ensandeceu" deu-nos este reviver...sem sabermos porquê!

Colecção valiosa em condições normais

Sendo a Colecção Bartolomeu dos Santos culturalmente valiosa, foi uma pena não ter  repetido os moldes de outras Exposições Individuais e Colectivas que teve.

Com efeito, esteve presente em vários municípios entre eles Olhão, Amadora, Seixal, Cascais, Vila Franca de Xira, Azambuja e Lisboa além de múltiplas no estrangeiro.

Pode dizer-se que a Exposição de obras do prestigiado Artista se comprometeu por  empurrões não claramente visíveis que transcenderiam a normal contratação.

Foi uma pena não termos tido acesso cultural à Colecção, apesar de - ao que tudo indica e por não termos conseguido confirmar - não existirem peças sobre Sintra.    

O surgimento do MU.SA

Surgiu, então, a excelente alternativa Cultural feita com património Sintrense. Em Maio de 2014 é então anunciado o MU.SA (por favor clique para rever).

O anúncio do MU.SA, inserido no Dia Internacional dos Museus e o lema: "As colecções criam conexões", abriu portas a valiosas peças que estavam armazenadas.


A deliciosa obra de Dorita Castel-Branco 

Passámos a poder apreciar temas sobre Sintra - de sintrenses e consagrados autores  - de Cristino da Silva, Júlio Pomar, Anjos Teixeira e Leal da Câmara, 

Ainda de Maria Almira Medina, Dorita Castel-Branco, Milly Possoz, Hoffmann, Alfredo Keil e José D'Ávila; Almada Negreiros e tantos outros de extensa lista.

Tudo isto com os custos normais da instalação, sem outras complexas e onerosas cláusulas, sem nomeação de cargos de destaque, sem vaidades satisfeitas. 

Reviravoltas...ou cambalhotas

Nestes cinco anos não esquecemos as entusiasmadas pressões que levariam a cargos e um leque de compromissos bem pagos com dinheiro público.
     
Afigura-se-nos que a difusão contínua de novidades com figurino de primus inter pares, ainda redundará num bico-de-obra para os destinatários.

Tudo uma questão de grugulejar...


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

SINTRA: SR. PRESIDENTE, DA "LEBRE" AO TRÂNSITO FALHADO

Perigo das lebres difusoras...

Sua Excelência, pela certa, não deixará de retirar as devidas ilações pelo inêxito da segunda fase das alterações de trânsito que a Câmara quer impor em Sintra.

Antes, porém, numa atitude que - quanto a nós - Sua Excelência não merecerá de um munícipe, iremos alertar para os riscos de surgimento de eventuais "lebres". 

Coçadela em pé de orelha

Com efeito, correm-se riscos diversos quando, com nebulosas intenções, os projectos surgem em público muito antes dos seus normais decisores os avaliarem.

Antes de Vereadores conhecerem as Propostas que iriam à Sessão de Câmara de 11 deste mês, já eram públicas "novas medidas" no trânsito a partir de 22 de Setembro.

Obviamente que não se admitindo infiltrações, o dever de reserva pode ter sofrido um descuido, que uma lebre correu a difundir com ostentação imprópria.

Claro que, neste caso, a lebre perdeu o fôlego e passará de cabeça baixa pelos Paços do Concelho, mas receamos que este episódio não sirva para se repensar.

Como é possível, até neste campo, nos depararmos com situações destas?

Falhanço da segunda fase do trânsito

Estamos em crer que o episódio acima descrito acabou por ajudar ao falhanço, levando os munícipes não bajulantes repensarem mais e muito sobre o tema.

Esperávamos que Sua Excelência, face ao inêxito das alterações a partir de 26 de Março, as suspendesse como sinal de humildade que reverteria a favor da imagem.

Não o fazendo, deixou que o problema criado se arrastasse num manto acolhedor para os responsáveis directos pelos erros impostos e danos daí emergentes.

Ao invés, desviou o tema para a Cavaleira com um arrendamento urgente justificado por Sua Excelência com "porque vem aí o Verão", que falhou nos objectivos.

O Verão passou e os sintrenses andam boquiabertos sobre como foi possível tudo se ter passado em Sintra com as consequências tão negativas a vários níveis.

Para quando a solução devidamente planificada?

Se a primeira fase tinha sido, notoriamente, uma manifestação de Poder em que o nexo passou de lado, a Proposta de agora não fugia aos mesmos princípios.

Sem objectivo final e sequência de etapas a cumprir, sem Parques periféricos adequados e capacidade de transportar pessoas, a Proposta era inexequível.

Como é possível num destino histórico como Sintra, oferecerem-se estacionamentos pavimentados com tout venant e sem condições mínimas adequadas?

Cavaleira: é em "ofertas" deste tipo que se suporta o turismo sintrense? 

Para ajudar ao conhecimento de quem louva este "parque" da Cavaleira, mostramos um dos parques de estacionamento que servem o Neues Schloss em Bayreuth:


Depois temos os acessos: Se Sua Excelência subir à Serra nos autocarros actuais, em pé e aos tombos, perceberá que tal percurso exigirá só lugares sentados.

Por isso, carece de definição o tipo de viaturas licenciáveis e passíveis de aceder à Serra, capacidade e tamanho, para não se eliminarem algumas...e surgirem muitas.

O recurso de Sua Excelência ao adiamento das Alterações ao Trânsito (diz-se que até final do ano) talvez permita um Projecto lúcido e devidamente ponderado.

Tanta coisa há para repensar Senhor Presidente e depois apresente um Projecto de cima abaixo, com Objectivo Final e Planeamento das progressivas etapas.

É assim que se faz a gestão de tudo...inclusive do Turismo e Respostas a dar.