quarta-feira, 18 de setembro de 2019

SINTRA: TRÂNSITO...UM "ENTRETENIMENTO" DESVIACIONISTA...

A falsidade de "#é este o caminho" prometido...

A forma como surgiu em Consulta Pública o Projecto de Revisão do Regulamento de Trânsito e Estacionamento de Sintra ficará nos anais do desviacionismo.

Quando Basílio Horta o submeteu a aprovação em Sessão de Câmara de 16 de Maio de 2019, o prazo fixado era de 30 dias...depois, necessariamente, alargado. 

Claro que Sua Excelência não teria pressa nenhuma e, certamente em equipa com o seu vice, face a não existirem estudos técnicos de suporte, desviou até às eleições.

Foi um infeliz plano para desviar as atenções de actos e promessas mais antigas que não cumpriu...ocupando os munícipes com a ameaça de parqueamentos pagos.

O "desviacionismo" faz parte das virtudes de maus politicos (como este caso sugere), contando com louvações de intelectualóides que traem a sociedade.

Em vez de evoluir, Sintra foi colocada ao dispor de um político retrógrado, do passado, notoriamente ávido de se perpectuar, servindo mas não os munícipes.

As frequentes colagens a personalidades relevantes não escondem o afã da carência de visibilidade, de mistura com a popularidade dessas figuras para seu favor.

...Provada na indiferença pelo prestígio de Sintra

Sentimos a pouca vocação do Presidente da Câmara para ser Autarca. Mas, espalhando-se por aí, de boca larga, a ambição pelo cargo, precisa de mostrar-se.

Não pela obra feita, pelas soluções a bem da sociedade sintrense, mas pela prática deplorável de sistemáticos anúncios em vez de problemas solucionados.

Já não colhe a alusão a milhões disponíveis - que soa a falsete - pois tais valores estão servindo a Banca que deles dispõe sem aplicação em obras da comunidade.

No campo da defesa histórica de Sintra e respeito pelo Turismo promovido internacionalmente, a indiferença é concomitante com o seu Vice-Presidente.

Depois de vários anos de alertas sobre o Centro Histórico, nem Sua Excelência nem o seu Vice sentirão embaraço pela Rua dos Arcos e visitantes que lá passam...


Rua dos Arcos (Por debaixo do Paris) imagem que não envergonha autarcas (18.09.2019)

Da mesma forma que a água do tanque do Parque da Liberdade, sem renovação adequada, constitui um perigo para a higiene pública e vida dos animais. 

Valerá deixar estas imagens? Será que os Autarcas responsáveis percebem?

Para completar, por hoje, o trânsito...então as alterações inventadas em Março de 2018 não eram para tirar as viaturas do Centro Histórico? Até houve louvações...

Anarquia hoje, tal como ontem. Carros de cima, de baixo (sinais não respeitados)

A preocupação e os objectivos pouco perceptíveis passam pela pressão sobre os residentes para a fixação de zonas de estacionamento pago. 

Tem de haver planos. Já hoje os sintrenses estão quase impedidos de irem à sua Vila Histórica, até à sua União de Freguesias, quiçá para não verem o que se passa.

Ontem, as duas figuras, incapazes de resolver os problemas de trânsito, rodoviários e ferroviário em Sintra, optaram por passar por acompanhantes no Metro de Lisboa.

Perguntar-se-à se é com politicos assim que António Costa conta...

Mais do que problema politico...grave problema partidário

Insistimos em esclarecer que não envolvemos nas práticas do Presidente e do seu Vice os restantes membros do Executivo Camarário, sintrenses que valorizamos. 

Confiamos que, um destes dias - esperamos breves - se posicionem contra a politica do poder imposto, para bem dos sintrenses e contra ambições pessoais.  

O que se passa em Sintra, com difusões de promessas, investimentos confusos, falta de soluções e actos nitidamente hostis, faz-nos retroceder ao 24 de Abril.

Quem trouxe para Sintra tal candidato tem de responder pelas consequências, sob pena da vida no Poder Local se transformar numa miragem enganadora.

O Partido Socialista - e o seu Secretário-Geral - não podem iludir-se com politicas como as praticadas em Sintra, exigindo-se enérgicas posições em conformidade.

A colocação em "Consulta Pública" - sem estudos credíveis - do complexo Projecto de "Trânsito" e "Estacionamento", configura algo estranho que nos custa a definir.

Os sintrenses não podem estar sujeitos a situações como estas. 

Só a retirada da "Consulta Pública" permitirá um #caminho certo em Sintra.

Esgotou-se o tempo destas politicas de força e destes políticos. 

Sintra não merece isto. 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

INIMAGINÁVEIS CLONES...OU METEOROS CADENTES?

Embuste dos clones

Disseram-nos e juramos não ter acreditado, que num zapping pelas TVs veríamos uns clones parecidos com figuras - sem grandes rasgos - que aparecem por Sintra.

Que andavam no metro lisboeta, validando bilhetes, como se fossem utentes daquele meio de transporte, disfarçados de vítimas diárias a caminho do trabalho. 

Sugeriam-nos tratar-se de clones, recheados de hipocrisia, sorrisos de plástico ou de botox, meteoros cadentes ávidos de um qualquer chefe se lembrar deles.

Não seriam, realmente, meteoros cadentes? Sem brilho, só ambicionando mostrar rugas e uns pelos no núcleo, com cauda  apagada e sem jeitos de reconversão?

As peças vistas falavam em comboios da CP sem mostrar carruagens, sem vermos sintrenses apertados ou em transbordos certamente indignados. 

Aceitámos como sendo os clones da manipulação, do embuste, figuras de pacotilha, sem qualidades políticas que vivem longe das vítimas que diariamente fazem. 

Como se utilizassem comboios. Como se os problemas dos verdadeiros utentes os preocupassem. Verdadeiros clones de vocação totalitária no dia a dia.

Que embuste...passearem-se os clones no Metro de Lisboa...

Agora também devemos contar com clones....

Entre clones, em que fase entra a decência politica?


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

SINTRA: DOS MILHÕES NÃO USADOS EM SOLUÇÕES...

Um pouco de História, para entendermos...


O imponente Palácio Real de Nápoles, depois de bombardeado durante a Grande Guerra, foi uma das prioridades de reconstrução

Para meditação sintrense, vamos sintetizar a crise política e social italiana no pós-guerra, com imenso património histórico destruído por bombardeamentos. 

Diremos que a recuperação não foi fácil, pois a seguir ao fim da II Grande Guerra as convulsões sociais agravaram-se devido a governos pouco estáveis. 

Com campo aberto, as organizações à margem da Lei disputaram territórios para controlo de diferentes ramos da economia local concorrendo com o Estado legítimo. 

O estacionamento, o lixo e urbanismo foram negócios controlados,  usando-se figuras de autoridade alternativa que aplicavam justiça aos transgressores.

As organizações ilegais tinham a sua escala de influência e zonas de controlo a que não fugiam objectivos de ascensão ao estatuto de dirigente comunitário.  

A partir dos anos 80, com Governos estáveis, iniciou-se o combate à corrupção e a organizações ilegais, melhorando a vida nas cidades e a segurança dos cidadãos.

Das receitas globais, uma parte destinou-se à recuperação do Património destruído, muito tornado da Humanidade pela UNESCO, agora visitado por milhões de pessoas.

O Poder Político soube reforçar-se, prestigiar-se, tendo a capacidade de tomar medidas rápidas e adequadas aos tempos modernos e ao serviço da sociedade.

A Itália não aferrolhou, não entregou o dinheiro dos cidadãos para Caixa de Bancos: - Investiu e hoje é a 4ª. maior economia da Europa e 11ª. do Mundo.   

A vida floresce, as ruas estão seguras e são dadas respostas aos cidadãos.

Sintra, sem soluções e muitas contradições  

Tenhamos como pressuposto que Sintra, a conseguir manter-se como Património da Unesco, continuará a ser no futuro um destino procurado por milhares de visitantes.

Tal exige soluções adequadas à procura e ao desenvolvimento, sem pacóvias espertezas ou meias-tintas tão próprias de personalidades de antanho.

Sucede que, em vez de aplicados no desenvolvimento municipal, estarão mais de 140 milhões de euros a descansar na banca quiçá à espera das eleições de 2021.

É uma estranha obsessão por amealhar, numa ideologia que ultimamente inventou uns tentáculos para mais receitas de estacionamentos em zonas residenciais.

Sem notórios sintomas ou constatação de desenvolvimento, quais os objectivos - e quem está aproveitando - do nosso dinheiro? Não a sociedade sintrense.      

Exemplos de boas práticas estruturais

Puxamos aqui dois exemplos de soluções em Itália, ambos onde a Unesco encontrou fartos motivos para conceder estatutos de Património da Humanidade.

O Centro Histórico de Nápoles (Património Mundial da Unesco) tem, no alto da Colina Vomero, o Castel Sant'Elmo,  linda fortaleza medieval com mais de 500 anos.


Castel Sant'Elmo

Para se chegar perto, foi construído em pouco mais de dois anos o Funicular Central, com a extensão de 1270 metros, capaz de transportar 420 pessoas.

Funicular Central, incluído na Rede Urbana com custo de 1,10€

O túnel do Funicular Central foi aberto na colina e passa sob grandes edifícios. Rápido e silencioso, transporta anualmente mais de 10.000.000 de passageiros.

Soluções semelhantes serviriam a Pena a partir do Ramalhão e/ou da Vila, protegendo o ambiente e incentivando à maior permanência de visitantes.

Também no estacionamento mostraremos o que é vulgar lá fora mas, em Sintra, parece tornar-se problemático pois os decisores preferem o aluguer de terrenos...

Quando nem houve capacidade (ou empenho?) para a construção de um silo com vários andares no parque do Urbanismo está quase tudo dito...vejamos, 

O Palácio Real de Caserta é uma grandiosa construção só comparável a Versailles e foi distinguido pela UNESCO, em 1997, como Património da Humanidade.


Reggia di Caserta, a grandiosidade da obra na Piazza Carlo III, em que sob a grande área verde que se vê, foram construídos dois pavimentos subterrâneos para estacionamento.  

As colecções interiores e a riqueza das salas são impressionantes.


Teatro no interior do Palácio Real de Caserta

Um dos salões do Palácio Real de Caserta

A visita de milhões de pessoas obrigou a respostas adequadas ao estacionamento de viaturas ligeiras e de autocarros, sem a desorganização que se vê em Sintra.

Como já dissemos antes, sob a Piazza Carlo III (fronteira ao Palácio) um grandioso parque - tornado jardim à superfície - garante lugares a automóveis e autocarros.


Será que em Sintra se vive noutro mundo? Os milhões de euros dos sintrenses que estão disponíveis à Banca não servem para projectos inadiáveis em Sintra?

Fica, mesmo uma dúvida: até que ponto o dinheiro dos sintrenses está garantindo a estabilidade de uma instituição bancária? Que segurança temos?

Será essa a função de uma autarquia? E que risco corremos todos nós?

Uma situação que deve ser aclarada urgentemente.

Sintra precisa de Autarcas (com A grande) vocacionados para o efectivo desenvolvimento sustentado, prestigiando o bom nome de Sintra.







segunda-feira, 9 de setembro de 2019

SINTRA: ESTRANHO "JOGO" DE TRÂNSITO E ESTACIONAMENTO

"Políticos" que nos obrigam a meditar...

Pessoa amiga, em que confiamos, relatou-nos pormenores de reunião havida com o Vice-Presidente da CMS, que não seria diferente se ocorrida com o Presidente.

Apesar da ênfase no dito por Rui Pereira, não escamoteemos as responsabilidades de Basílio Horta, neófito na vida autárquica mas que tudo faz para se manter.

Sua Excelência o Vice, que desde 26 de Março de 2018 teima num estranho Projecto de Trânsito e Estacionamentos, não se terá suportado em exigíveis estudos técnicos. 

O que é isto em Sintra? O segundo maior concelho populacional do País entregue a políticas destas? De complicações em complicações até à destruição final.

Permite que se deduza pela incapacidade política nas soluções, alheamento por 18 meses de confusões com piores transportes públicos e incómodos generalizados.

Esperar-se-ia que os quase 20 anos de escola autárquica em Sintra tivessem ajudado a conhecer em pormenor as dificuldades, abrindo a visão para soluções. 

Sua Excelência o Vice, que chegámos a admitir - pela experiência de tantos anos - como um sintrense capaz de resolver (bem) tantos problemas, desiludiu-nos.

Sintra precisa de soluções fortes para o futuro e não de complicações estéreis ou persecutórias, sejam a visitantes, residentes, trabalhadores ou operadores. 

Falta de visão que lesa os munícipes

Imagens recolhidas ontem, dão à estampa o cenário comum de há mais de um ano, fazendo perguntar que eventuais interesses estarão escondidos ou à espera: 

Parque da Cavaleira pouco depois das 13 horas...carreira vazia à chegada e à partida. Custos suportados pelos munícipes a 466,66€/dia (no primeiro ano a 333,33€/dia)

Somos levados a admitir que a fúria por parques pagos nas freguesias se baseia na necessidade de receitas que diluam os custos deste arrendamento sem nexo.

Volta do Duche a frequente concentração de viaturas continua...à esquerda um autocarro fez ali o seu parqueamento

No Largo Afonso de Albuquerque esta viatura "descansou" horas sem que se vislumbrasse uma municipal autoridade entre a Portela e o Parque das Merendas 

Sintra há anos que se debate com a passagem de milhares de veículos a que, recentemente, se juntaram também múltiplos veículos de animação turística. 

Na grande maioria das situação o objectivo é aceder à Serra, com fortes concentrações de que resultam perigos vários na segurança e poluição ambiental. 

É isso que obriga a soluções com visão de futuro, para que os visitantes cheguem facilmente aos monumentos históricos sem as actuais resistências.

Tudo o que terá sido dito por Sua Excelência o Vice é confrangedor e exige uma análise rigorosa do Partido que o indigitou pelas responsabilidades assumidas.

O que Sua Excelência o Presidente e o seu Vice querem impor acaba por se tornar demasiado óbvio pela ausência de soluções capazes. Inacreditável.

Evitemos o ridículo

Sintra merece o máximo respeito e não se gere como se fosse uma enorme quinta cujos feitores decidam a seu belo prazer onde plantar parques de estacionamento.

Por outro lado, na Serra há áreas geridas por uma Empresa de Capitais Públicos que ainda não foi municipalizada e cujos acessos são parcialmente de tal Empresa.

Dizer-se que a Estrada da Pena será cortada a veículos particulares já em Outubro é uma falácia...tal como quando se dizia ser cortada em Setembro do ano passado. 

Se os responsáveis se sentassem e pensassem, saberiam que todo o trânsito vindo de Cascais e que chegue pela Estrada dos Capuchos só pode seguir pela Pena...

Por outro lado, ao que terá sido dito, apenas muda o padrão dos veículos que acedem e, sem estacionamento, duplicarão a subida, para levar e ir buscar.

Terá de ser uma história mal contada, da carochinha, para nos distrairmos do principal objectivo do Projecto que é a criação de parques pagos nas freguesias.  

🔃 

No contexto das informações conhecidas, Sua Excelência o Vice só o pode ter dito como pontos de confusão para entretenimento de quem o contesta.

Justificam-se pois todas as vias de contestação ao ambicionado Projecto de Trânsito e Estacionamento de Sintra, que terá destinatários poderosos à espera.

Nitidamente, Presidente e seu Vice são políticos com prazo esgotado em Sintra. 

Não merecem Sintra.