domingo, 29 de março de 2020

SINTRA: SR. PRESIDENTE, PENSE NOS UTENTES DE COMBOIOS

Aumento de infectados em Sintra

De Sexta-Feira para hoje, torna-se catastrófico o número de infectados em Sintra pelo Covid-19, que de 8 passaram para 116 e hoje atingiu os 148. 

Não se conhecem preocupações de Sua Excelência, não há notícias de nenhuma reunião de emergência para apreciar a gravidade da situação no nosso concelho.

Os munícipes estão entregues à sua sorte, sem saberem quando acabará a "reflexão" de Sua Excelência e que Planos foram impostos para nos protegerem.

E se as informações sobre a evolução da pandemia não podem ser apagadas, fica a faltar-nos com todo o rigor, quantos óbitos já ocorreram neste concelho.

Que indignação mostrou à CP?

O cidadão Basílio Horta, político presidente da segunda maior autarquia do país em população, atrás de António Costa, parecia utente de transportes públicos..

Claro que poucos acreditaram, mas tal facto obrigá-lo-ia - por razões tão amplas - a preocupar-se com os transportes públicos que servem o município de Sintra.

Neste segmento, para penalização dos sintrenses, voltou a falhar rotundamente com declarações inaceitáveis de um político, de que a Câmara "estava" satisfeita.


Falhou Sua Excelência mais uma vez e, com a pandemia a alastrar-se, parece ter-se tornado surdo e mudo perante os perigos diários aos passageiros da CP.

E utentes de comboios, praticamente todos trabalhadores e dignos do maior respeito, continuam a viajar em condições mais perigosas, sem serem protegidos.


António Costa, que o político Basílio Horta perseguia como utente do Metro e foi eleito para Primeiro-Ministro anunciou "lotação reduzida" nos transportes públicos...

Todavia a CP, como poderosa de um outro país, decidiu eliminar circulações, muitas delas em horas de ponta, penalizando os utentes em tempo e perigos de contágio.

Só em ligações para o Rossio (e regresso) foram eliminadas 44 circulações, muitas às horas de maior afluência, respondendo assim ao Primeiro-Ministro. 

E que fez Sua Excelência agora na função de presidente da Câmara para defender os munícipes que, abnegadamente, se dirigem aos seus postos de trabalho?

QUE SE SAIBA NADA, porque se o tivesse feito já teria surgido a dar a boa nova, mesmo que embrulhada num "Vai ser", "Vamos" ou o tal "Delay" ilusionista. 

Amanhã, centenas de sintrenses ocuparão as carruagens, ficarão mais expostos a contaminações, sem poderem contar com Suas tão pouco confortáveis ilusões.

Abale Senhor Presidente, proteja-se e deixe a Autarquia entregue aos Vereadores da Protecção Civil e da Solidariedade Social pois são capazes de nos entender.

Sintra Merece Mais. 

sábado, 28 de março de 2020

QUANTOS DANÇARÃO PELO FIM DA EPIDEMIA?

São momentos duros os que vivemos. 

As famílias estão compartimentadas, procurando proteger-se por núcleos, todos na defesa comum dos outros membros e de TODOS os cidadãos que devemos proteger.

Quantos de nós poderão ser vítimas? Não o sabemos, mas temos que ter a força suficiente para não abdicarmos do respeito pela vida que todos merecem. 

Vai ser um período longo, vamos ter de ser fortes. Dos sacrifícios resultará a vitoria pela sobrevivência dos nossos familiares, de Amigos e Desconhecidos. 

Um destes dias - ainda longe - haverá danças pelo fim da epidemia, festas onde podemos não estar, mas que estejam bem os nossos Filhos, Netos a Amigos.

Talvez uma obra de arte venha a assinalar este período difícil, como sucede na Torre da Câmara Municipal (Rathaus) de Munique lembrando a peste de 1515. 

Dança dos tanoeiros, pelo fim da epidemia de peste (Munique)

Todos os dias, o "glockenspiel" toca para apreciação de centenas de pessoas que, em frente, mesmo debaixo de chuva ou neve, esperem pela celebração.

Às horas certas, toca o carrilhão da torre só que, agora, o novo vírus afastou os assistentes, retidos em casa por regras fixadas pelas autoridades. 

Aquela imensa praça, sempre cheia de pessoas à espera do "glockenspiel", estava desoladamente deserta no início da passada semana. 


Nada ficará igual

O tempo passa, em cada dia fica-nos o vazio pelos perigos que estão, até, dentro das nossas casas, fazendo perigar todos os nossos familiares. 

Quando acabar, o POVO voltará à rua, dançando e cantando, numa alegria que esconderá as tristezas e os ADEUS que não puderam ser feitos.  

Nascerão Homens e Mulheres novos a lutar por significativas alterações sociais, e será um mundo novo em que os trabalhadores não aceitarão perder direitos.

Já há medidas de "protecção" aos que ganharam milhões explorando trabalhadores, agora prontos para despedimentos, férias compulsivas a trabalhar e lay-off.

Agravar-se-à a desprotecção aos trabalhadores, com governos feitos à garantia de elevados benefícios às grandes unidades da exploração desenfreada.

Será avaliada a sofreguidão de quem rapa tudo, de políticos sem capacidade para cargos que exercem, de gente que falhou em todas as fase da luta.

Não serão desculpados autarcas imberbes mais preocupados com "notícias falsas" do que desinfectar ruas, jardins e eliminar canais de contaminação pública.

Muitos não comemoraremos, mas os sobreviventes dançarão no fim da epidemia.

E surgirão Homens e Mulheres novos, em lutas cada vez mais duras.

Para a vitória todos se devem resguardar. Respeitem as regras de defesa.


ASSIM, MESMO QUE ESTEJAMOS LONGE, TODOS DANÇAREMOS POR CÁ!


terça-feira, 24 de março de 2020

SINTRA: PRESIDENTE DA CÂMARA ESTARÁ DESAPARECIDO?

Sua Excelência em quarentena?

400.000 sintrenses andam ansiosos por nada saberem de Sua Excelência que há dias  falou em "Reflexão", Câmara "atenta", "Temos olhado com serenidade", "Vamos começar a articular" e "Segunda-Feira a 1ª. Reunião do Conselho Municipal". 

Ora, que o site que serve a Câmara tenha profusamente publicitado as medidas tomadas na dita Reunião do Conselho Municipal, nada nos foi dado conhecer. 

Estará Sua Excelência em quarentena? Se está que alguém tome rapidamente as medidas que a situação que vivemos exige porque a gravidade não se compadece. 

Que azar o dos sintrenses com políticos que falham nas decisões rápidas. 

Transportes públicos e contaminações


Revemos frequentemente o vídeo acima, porque nele aparecem, entre outros, Sua Excelência e seu Vice, mostrando-se como utentes do Metro. 

Isso dá-nos um agradável conforto porque, inesperadamente, criámos a convicção de utentes habituais de transportes urbanos, um feliz exemplo político.

No entanto, espelhando um inegável espírito de sacrifício ou incapacidade pelo que a CP decide (suprimiu 44 comboios), ainda não vimos preocupações com tal.

Por tão forte indiferença, pelo menos às horas de ponta nenhumas regras de segurança que previnam contágios entre passageiros estão salvaguardadas.

Que políticos temos em Sintra que pouco acautelam aos seus munícipes?

Depois, volta não volta, há uns flashes de propaganda. 

É a má politica de que os sintrenses são vítimas. 

SINTRA e OS SINTRENSES NÃO MERECEM POLÍTICOS DESTES.


domingo, 22 de março de 2020

SINTRA E POLÍTICOS "DESAPARECIDOS ANTES DO COMBATE"

Políticos sem perfil

Nos momentos difíceis é que se conhecem os políticos cuja capacidade de decisão e liderança correspondem às responsabilidades assumidas. 

Entrar na política para sobreviver à custa dela durante uns anos, usar a política como garantia de futuro a qualquer preço, degrada a imagem dos bons políticos. 

Sintra, prestigiada outrora, há dias envolta neste drama de emergência sanitária à escala mundial e o seu Presidente quase desaparecido antes do combate.

Há tantos dias conhecidos os perigos. Denunciados. O caos nos comboios lotados de trabalhadores que ficam entregues à sorte de se tornarem ou não vítimas.

Nestes dias, de Sua Excelência nada, estivemos quase a oferecer alvíssaras a quem o visse nos transportes públicos ou a inteirar-se do estado do concelho.

Alguém nos alvitrava que tivesse ficado retido em Bruxelas quando o vimos no Facebook a mostrar o vazio de decisões, sem medidas preventivas relevantes. 

Palavras de autarca "ressuscitado..."

O que disse Sua Excelência? Como foi capaz?

"Reflexão", "temos olhado com serenidade", "nossa câmara está atenta", "vamos pôr em prática o Plano Municipal de Emergência". 

A futilidade política como acção relevante: - Será na "Segunda-feira a 1ª. Reunião do Conselho Municipal", uma fuga atenuante para a falta de decisões atempadas.   

Entende-se a linha do site camarário, pelo qual é responsável, cuja opção de preocupações se centrou em "notícias falsas" em vez de actos para a defesa de vidas.

Vejamos o que disse Sua Excelência sobre a evolução do Covid-19 em Sintra:


"Soubemos porque desde há algum tempo estávamos a monitorizar a Idanha"...(Basílio Adolfo Horta, eleito autarca para o bem e segurança de 400.000 pessoas).

Então, com a gravidade da situação, deixou arrastar o patamar de obrigações a que está vinculado e só amanhã reúne um 1º. "Conselho Municipal"? Para quê?

Por outro lado, como foi possível que Sua Excelência, que falou no estar-se há algum tempo a "monitorizar a Idanha" tenha falhado a comunicação aos Bombeiros?


As estruturas de apoio a situações de emergência teriam de ser a primeiras envolvidas, assim dando às populações a segurança e transmissão de confiança. 

É o inacreditável na política, o falhanço mais uma vez da política de Sua Excelência, a falta de sensibilidade para grandes problemas que exigem grandes soluções.

Foi em políticos destes que caímos, sem perfil, sem interesse comunitário.

Acabou o espaço de manobra. Sintra tem de livrar-se de políticos deste figurino.

"Neste combate só vale quem esteja ao nosso lado desde a primeira hora".  

Vá-se embora...Sintra tem políticos capazes de a viverem.