quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

SINTRA: ENALTECER MENTINDO...SERÁ QUE RESULTA?

 


Frente à entrada para a estação da CP em Sintra

A quem louvar e agradecer ?

É razoável que se tenham cuidados especiais quando súbitos acessos de gratidão nos envolvem e não sabemos como os devemos expressar sentidamente.

O que mostramos só pode ter paralelo em mentes iluminadas deste "paraíso terrestre" que é Sintra, embora Lord Byron já tenha sido esquecido pelos aristocratas.

À estação de Sintra chegam milhares de visitantes e convidados que, razoavelmente, à primeira vista, deitam a fugaz piscadela de olho, para apreciação do anunciado. 

O vídeo que segue reflete "paixão" e encherá de orgulho qualquer cadete bamboleante, ficando Sua Excelência estupefacto de orgulho pela obra feita. 

Cumpre, com muito respeito - não vá queixar-se ao Ministério Público - expressar a alegria pela profundidade da obra, justificando outro Conselho...o do Disparate.

impressionante imagem desta manhã

Que técnicos, que responsáveis, possuem esta visão sobre mobiliário urbano, desrespeitando pessoas com deficiências  ou para prevenir acidentes?

Sugerimos o slogan de próxima campanha eleitoral: "Venha a Sintra e leve um galo na cabeça" (para turistas: "Come to Sintra and take a cock 
on your head).

Para ser mais sugestiva (a mentirola até terá graça...) use-se uma imagem graciosa, com impacto e certa ternura, garantindo uma fila de candidatos ao prémio...


Ainda bem que Sua Excelência conta com visionários do bem estar colectivo e responsáveis pelo espaço público, uma sorte que nem entre anjos se encontra.

Creia que, assim, se falará sempre no nome de Sua Excelência. 

É a técnica da comunicação qualificada, não pela obra mas pelo destaque. 

Ficou-nos a dúvida: Tal como frente aos Paços do Concelho surgiram vasos que impediram um cidadão de ali reclamar, aqui será para afastar quem vende "turismo"?

Este exemplo, por si só, justifica que se enalteçam as qualidades de Sua Excelência, verdadeiro criador do bem estar sintrense e lídimo autarca.   

Sintra, continua a brilhar depois da "emoção" e "paixão" pelo Jardim Romântico.

Parabéns a Sua Excelência. 

Esperamos ter conseguido, desta forma, louvar os intervenientes.


terça-feira, 1 de dezembro de 2020

PANDEMIA: ARMA PARA NOS "AJUSTAREM" À MENDICIDADE

Escultor: Arne Maeland - 1999

Em Bergen, à porta de um banco desde o final do século passado, este mendigo antevia que no Século XXI a qualidade das condições de vida iriam piorar.

Ainda vestido ao estilo de classe média, a face virada para não ser reconhecido e os pés já descalços, é a expressão da desolação pelo futuro que se avizinhava.

O mendigo, junto a uma fonte de exploração da riqueza a que os governos dão cobertura, já se rendia a um futuro de miséria que, agora, se começa a desenhar.

Diga-se, a propósito, que na época em que esta bela estátua foi colocada, a Noruega era um país repleto de felicidade com excelentes condições de vida.

O Plano de Relançamento da Europa

A pandemia justificou a vocação para retirar médicos dos Centros de Saúde, dando lugar ao abandono de milhares de doentes que ficaram sem consultas.

Como resultado, aumentaram as mortes em doentes comuns numa desproporção significativa com as verificadas entre os infectados pela Covid-19.

Seguiu-se o lay-off (sem impedir despedimentos ou impondo a reintegração de despedidos logo que regresse a normalidade) verdadeiro brinde para o patronato.

Trabalhadores em lay-off passaram a suportar custos logísticos que seriam das entidades patronais (água, eletricidade, internet) ou a ter horários desordenados.    

A pandemia, com a conivência política, ajuda à perda de direitos de quem trabalha e é a mais tenebrosa arma para tornar os trabalhadores mais pobres e explorados.

Tentando adoçar as vítimas, António Costa soprou com milhares de milhões a fundo perdido e logo os grandes patrões se posicionaram a pretexto de pagar salários.

Era incerto. Um "repugnante" holandês, sabendo histórias anteriores, entendia que teria de existir controlo muito rigoroso sobre o dinheiro que viesse a ser aplicado.

Lá foi António Costa, abotoando a farpela mendicante, a casa do holandês para o demover de cortes e desmentir o que na Europa sabem e nós por cá também.

Quando os milhões que iriam encher algumas almas empresariais de grande porte já eram favas contadas, eis que Polónia e Hungria vetam acordo.

Sem Relançamento a fundo perdido, as pobres Confederações adiam alavancar a economia para prosseguir a chinezação dos salários e novas escravaturas.

Ao saber-se dos 3 mil milhões logo os vampiros reclamaram a sua quota, sem que se lhes exija explicações sobre onde param os milhões e milhões de lucros anteriores.

Com vampiros desejosos de sugar milhões em subsídios, resultará a redução do poder de compra e, quem trabalha, continuará com os mesmos problemas.  

A Senhora Ursula von der Leyen foi muito clara sobre aplicação do dinheiro 

Depois de ouvirmos a Presidente da Comissão Europeia fiquemos atentos aos mecanismos da aplicação dos 3 mil milhões de euros disponibilizados pelo SURE.

"Reforço" da economia paralela

Em cada "crise", ao invés das medidas para que os salários dos trabalhadores e a economia se aproximem do padrão europeu, mais aumentam as diferenças sociais.

Inventam-se taxas para os consumidores, impostos de toda a espécie que afetam quase sempre as camadas trabalhadoras e pequenas e médias empresas. 

Os reclamantes de grandes subsídios (dizem logo que a fundo perdido) querem-nos com pretexto de capital investido, um fingimento que pode ajudar à corrupção.

Elevadas taxas e impostos afogam pequenas empresas, levando a que, para sobreviverem, recorram à economia paralela guardando os impostos do Estado. 

Em 2013 estimava-se que a economia paralela seria superior a 25% do PIB, com valores que se aproximariam dos 45 mil milhões de euros.

Os governos, no fito de ganharem votos, em vez de reestruturarem a economia para uma evolução mais justa, assobiam para o lado, e a economia paralela prospera.

Os subsídios a fundo perdido por si só não irão reforçar a capacidade produtiva e aumentar os níveis de emprego ou salariais sem medidas acessórias justas. 

Esperemos que os grandes grupos económicos não sejam os beneficiados.

Temos o dever de exigir a boa aplicação dos Subsídios Europeus. 


terça-feira, 24 de novembro de 2020

SINTRA: DO BRILHO DA "ESCURIDÃO" AO NOJO A 20 METROS

Desconforto "estético"

Lendo "gostosas" palavras que, sistematicamente, denotam a militante tendência de chegar fundo ao coração de Sua Excelência, somos levados a meditar nos porquês.

Realmente o destinatário, pesem as profundas verves do autor, ainda não compensou os escuros anseios de quem o elegeu por virtudes certeiras e emocionais.  

Com notória injustiçaSua Excelência não correspondeu ainda a tantas e servis manifestações de apreço, dos Escoteiros à Gandarinha, até pela oferta da Pousada.

Sua Excelência não será de ferro e algo o levará a não premiar devidamente quem gostaria de ter um qualquer carguito (talvez curador) de avental à cintura, obediente.

Em tese, pode imaginar-se um nítido desconforto pela ingratidão de Sua Excelência perante tantos "ecos" sibilinos de quem vive dobrado no sentido "estético". 

A 20 metros da "paixão singular"...do outro lado da rua o plural do nojo

Da "Escuridão"...a 20 metros o nojo sem "Ecos"

Estávamos de boca aberta com o "Eco" espalhador do tão aristocrático "Auto de Consignação" para um "Jardim Romântico" quando vimos o nojo a 20 metros.

Imagens de hoje...no dia da "paixão" ainda tinha um pombo morto

Perante a "grande capacidade de discernimento individual" de Sua Excelência , o único "Eco" louvador  sintrense terá cuidado em lhe esconder o que mostramos.

Esteve Sua Excelência perto e passa pelo local talvez várias vezes ao dia, mas o "Eco" que saberá discernir a cor da pomada dos sapatos, não o alertou para isto.. 

Está assim este espaço, "lixeira a céu aberto" ,sem que o "Eco" na sua grande paixão se erga na defesa ambiental para que sintrenses e turistas lá não vomitem.

Esta sim a "Escuridão" que Basílio Horta tem destinado aos sintrenses, desta vez na Estefânia, mas que podemos encontrar frequentemente por todo o concelho.

Da "Escuridão" sintrense surgem Sua Excelência e seu "Eco" repetidor, quase de braço dado nos caminhos da ilusão de Sintra, cintilantes como lâmpadas fundidas.    

Os sintrenses exigem melhor futuro e não merecem isto.




quinta-feira, 19 de novembro de 2020

SINTRA: TEMPOS DE ESCURIDÃO...OU DE PRESBITISMO?

 "Em tempo de escuridão, fazemos um parque romântico, contemplativo, de lazer, no coração da vila de Sintra" (Basílio Horta no "auto de consignação" do Vale da Raposa -16.11.2020)

"Escuridão" envolvente

Anteplano elaborado por De Gröer, com a sua rubrica 

A notícia chegou pelo Regiãonline (p.f.clique)  e o merecido crédito levou-nos a meditar sobre a escuridão política que envolve Sintra e nos ilude sobre o futuro. 

"Escuridão", dita por Sua Excelência que julgará Sintra lhe ter sido consignada em 2013, gerou réstias de solidariedade humana face aos sintomas de presbitismo.

Não diz a peça jornalística se o auto foi assinado de manhã ou de tarde, mas certamente a uma hora em que o cansaço contribuiu para negros esquecimentos.

Quando a pandemia da Covid requer, em cada minuto, o planeamento de ações para a protecção colectiva de cidadãos, Vale da Raposa soa a desviacionismo...

Parece-nos que discreta cábula professoral lhe citou Étienne De Gröer, omitindo-lhe que o Plano de Urbanização de Sintra não era de "Execução" mas de "Princípios".

Com que ardor algum "especialista" de soprar "ecos" o terá galvanizado sobre o "Jardim Romântico" no Vale da Raposa, esquecendo nódoas do Centro Histórico.

De "momentos inolvidáveis" ao "remate"

Parece que o Acto da "Consignação" (denominação especialmente escolhida?) gerou momentos da mais pura "paixão", "gratificante" e incómoda sabujice.

Embora não apreciemos as ilusórias práticas políticas de Sua Excelência, fazemos-lhe a justiça de sentir incómodos por tantas e frequentes provas de servilismo.

Será que é fácil perder-se a noção de que, na vida, o nosso nome é o maior valor que temos a respeitar, para que os actos não sujem a nossa respeitabilidade?

Com efeito, as pilhérias laudatórias de serviço, quantas vezes difundindo promessas e ilusões que não passaram disso, recomendaria o bom senso da reserva.  

Do presbitismo ao "lacaio de libré"

O abandono da Fonte do Plátano

Quando no Parque da Liberdade nos confrontamos com este terrível abandono, a vergonha envolve-nos e temos ganas de chamar tudo a quem nos vai traindo.

O Parque da Liberdade, pela sua História, espécies que encerra e pela história de tantas  Pessoas que nele sonharam, talvez merecesse o pódio das preocupações.

Que terríveis falhas de visão ou de discernimento individual ou colectivo, que não filhas da ignorância, usadas na suja manipulação concomitante com servilismo.

Rua dos Arcos, manhã de 19.11.2020

À volta da Rua dos Arcos, em pleno Centro Histórico da Unesco

Há quantos anos os sintrenses e quem visita a Sintra de que se fazem reportagens e se espalha pelo mundo, têm imagens destas mesmo onde o coração pulsa?

Sua Excelência passa por lá, come por cima, qualquer atento lacaio de libré até é capaz de, num destes dias, encher artigos em página de jornal que não paga para ler.

Nesta ofensa a Sintra não há emoções, paixões, decisões dos eleitos a louvar. 

A "Escuridão política" são estas imagens de Sintra o o desrespeito de Sua Excelência com o silêncio de qualquer "lacaio de libré" na defesa do Centro Histórico da Unesco. 

Quando se cita Étienne De Gröer sobre transformações no Vale da Raposa,  custa-nos a admitir que não se sinta vergonha pelo "Parque Municipal" e Centro Histórico.

É deprimente que qualquer "lacaio de libré" exulte e se emocione com a decisão dos eleitos e não se endireite na defesa dos valores patrimoniais que mostramos.

Compreendem-se as mentirolas, imaginamos os objectivos, mas há linhas que os munícipes que amam Sintra não podem tolerar mais, sob riscos sérios. 

O Vale da Raposa - se um dia se concretizar - será relevante, mas hoje não nos pode desviar nem um milímetro da realidade sintrense que é NEGRA

SINTRA NÃO MERECE ISTO.