terça-feira, 11 de maio de 2021

SINTRA: NEM PODEMOS CONFIAR NA DISTRIBUIÇÃO DOS CTT

 Quando nem podemos confiar nos CTT


Hoje trazemos um alerta para quantos esperam por correspondência que nunca mais chega a fim de poderem prevenir-se sobre eventuais graves consequências.

É sobre a correspondência a ser distribuída em Sintra, mais concretamente dependente da Central de Distribuição localizada entre Sintra e Mem Martins. 

Por várias vezes se apresentaram reclamações junto dos CTT pelos atrasos na entrega de correio sem que tenham sido tomadas medidas para superar o problema.

Inclusive, em plena pandemia, até nos foi deixada na caixa de correio uma Carta Registada da Conservatória de Registo Automóvel dirigida a outra Rua e Número.

Quem responde pelas consequências?

Sabíamos - e dependíamos - de correspondência remetida em 29 de Abril de 2021, mas a longa espera não teve êxito até ao dia de hoje. 

O Senhor Carteiro passava acelerado à nossa porta, mas cartas nem em sonhos. 

Havia compromissos com as Finanças, documentação bancária urgente...nada. 

Hoje, depois de uma passagem rápida, seguimos a mota e tivemos a sugestão de irmos à Central de Distribuição pois devia lá estar a correspondência.

Assim fizemos e, após a chegada, cinco minutos bastaram para nos serem entregues os seis envelopes que acima reproduzimos e que estavam retidos.

Ficámos sem saber - em rigor - se é o Senhor Carteiro que não as traz ou se é na Central de Distribuição que não lhas entregam...ou se é uma guerra postal. 

Sabemos que há muitas pessoas que aguardam correspondência, nomeadamente para pagamento do IMI às Finanças, pelo que aqui fica uma história de hoje. 

Não podemos estar à mercê destas situações que os responsáveis dos CTT não resolvem e que podem ter consequências graves para os destinatários. 




 




quinta-feira, 29 de abril de 2021

SINTRA: A NOTÍCIA NECESSÁRIA PARA NOS PREPARAR

 

A verdade que o Sintra Notícias desvendou

No dia 7 deste mês o "Sintra Notícias" desfez as ilusões (clique para rever) propaladas sobre um apelidado Hospital de Proximidade de Sintra.

Como o "Sintra Notícias" não inventa textos, a informação prestada tem contornos de preparo para atenuar coisas menos certas que foram ditas ao longo dos tempos.   

Notarão os leitores que, com a proximidade de eleições, passou a chamar-se de "Novo Hospital", mais pomposo para votos do que "Hospital de Proximidade".

A nova difusão Camarária circunscreve a estrutura a "três unidades": "Ambulatório programado", "serviço de urgência básico" e "unidade de convalescença". 

Admitimos que, só por modéstia do promitente - inverdades não podem chegar a tanto - se omitiu a grandeza de tal estrutura vir a servir 400.000 putativos votantes.

"Hospital" ou "Urgência Básica"?

Recordemos palavras do ex-Ministro da Saúde em Janeiro de 2017: “não é um novo hospital, como o senhor presidente da Câmara de Sintra referiu”;

Nessa altura, o Presidente do Hospital Fernando da Fonseca foi muito claro em declarações feitas ao Jornal "Público" sobre um "Novo Polo Hospitalar em Sintra":

"Um polo é melhor, porque depende na mesma do HFF e podemos evitar que as pessoas venham aqui à urgência".

"Lá vamos fazer cirurgia de ambulatório, consultas externas, ter meios complementares de diagnóstico e terapêutica e camas de convalescença".

O agora difundido pelos responsáveis camarários e chegou ao "Sintra Notícias" em Abril de 2021 não pode passar de mera troca dos vocábulos usados em 2017. 

A alusão à "unidade de convalescença" omite que se destina a doentes que estão ocupando camas no Hospital Fernando da Fonseca e precisam de ser libertadas.

Aliás, é bem de ver que, sem Serviço de Banco 24 horas e Internamentos nessa sequência, as camas de convalescença são para outro tipo de pessoas acamadas. 

Por seu turno, "ambulatório programado" e "serviço de urgência básico" enquadram-se no conceito de Centros de Saúde com mais Recursos Técnicos e Urgência Básica.

Ora, "Urgência Básica" - mesmo com deficiências - já existe uma unidade em Mem Martins...mesmo ao lado do Centro de Saúde recentemente inaugurado.

Parece, assim, que no meio deste cardápio de ilusões, os canais de assistência médica andam aos tropeções, sem que um Hospital com todas as valências exista.

Bem, a menos que umas dezenas de milhões se destinem a servir a economia de empresas de construção, de equipamentos e outros, que não a dos munícipes.

Assim se pode aferir do oportunismo político em ciclo eleitoral, iludindo-se os utentes com um pseudo "Novo Hospital" e continuarmos a correr para o Amadora-Sintra.

História mal contada dos 400.000 utentes

Será que quem propala que serão 400.000 os utentes da tal unidade a que chamam de "Polo", "Proximidade" e agora "Novo Hospital", tem suporte para o que diz?

Importa responsabilizar quem usa o ilusionismo político para fins promocionais, falhando na verdade de um planeamento adequado com reflexos futuros inaceitáveis.

Mesmo que fosse um Hospital no seu sentido lato, qual seria a população servida ou que a ele iriam recorrer para socorros urgentes ou outro tipo de assistência?

Vejamos: 

. Utentes de Casal de Cambra iriam recorrer à Cavaleira (a 25 quilómetros) quando o Hospital Fernando da Fonseca (HFF) está a cerca de 7 quilómetros e meio?

. Residentes de Queluz e Belas, a pouco mais de 2 quilómetros e meio do HFF, iriam meter-se a caminho do "Polo" da Cavaleira que está a mais de 16 quilómetros?

. A assistência urgente a doentes de Massamá e Monte Abraão, que vivem a perto de 5 quilómetros do HFF, preferiria os 14 quilómetros até ao "Novo" da Cavaleira?

. A população do Cacém e S. Marcos, preferirá fazer mais de 12 quilómetros para a "Proximidade" da Cavaleira ou seguir para o HFF que está a cerca de 7kms?

Segundo o Censo de 2011, só por esta ventilação, temos 152 660 potenciais utentes de recursos hospitalares a quem o dito Hospital de Proximidade não servirá.

Mandam as regras da honestidade a que quem está na política se obriga que afirmações desgarradas não possam ser aceites sem apresentação dos estudos. 

Este o quadro que gostaríamos fosse desmentido com a realidade dos factos e toda a planificação envolvente que uma Unidade Hospitalar a sério implica.

Os Munícipes de Sintra, há tantos anos enganados com sucessivas promessas de um Hospital que só tem servido para jogos eleitorais estão fartos...

A mensagem passada ao "Sintra Notícias" tem contornos de nos preparar para o falhanço da construção de um apelidado "Hospital", que o não será.

"# A VERDADE É O NOSSO CAMINHO"


sábado, 24 de abril de 2021

SINTRA: ABRUNHEIRA E OS AUTARCAS DE VISTAS CURTAS

Abrunheira, destruições que pagamos...

A Abrunheira, uma das zonas mais populacionais da União de Freguesias de Sintra continua a ser um território sem merecer a dedicação dos políticos eleitos.

Frequentemente, condutores menos cuidadosos ou com espírito de destruição, deitam abaixo os pilaretes colocados para proteção de passeios, deixando-os assim:


Dois poderão ter sido derrubados por algum dos veículos pesados que todo o dia entram e saem da Abrunheira, sem espaço de manobra e poucos cuidados.

Um, derrubado em plena passagem de peões, deve ter tido outras causas, nomeadamente para a abertura de mais um lugar de estacionamento. 

Hoje, ainda lá estão dormindo e a reparação, que terá custos que os cidadãos irão suportar, será feita sem que se pense na solução indispensável para o local.

Abrunheira, devassada... 

Devassada por veículos pesados que circulam nas suas ruas típicas de aldeia, não só compromete a segurança como o conforto dos seus moradores. 

(Junto ao entroncamento com a EN 249-2 (0u 249-4?)

Abrunheira, desrespeitada...

Acresce a anarquia frequente, de gente desrespeitosa que estaciona de qualquer forma e que dificulta o trânsito, causando ainda mais problemas à circulação.  

Um exemplo (foto de arquivo)

Abrunheira, abandonada...

Consideremos, ainda, que a zona da Abrunheira é onde se situa a maioria dos polos empresariais de Sintra, contribuindo generosamente para a economia. 

Então, a que se deve atribuir o quase abandono a que se assiste por parte das autoridades camarárias e da freguesia, sem as atenções exigíveis à boa gestão?

A escola há longos anos que requer condições de ensino e segurança ajustadas aos novos tempos, sem que surjam vislumbres de preocupações pelo Poder Local.

O Posto da GNR, publicitado em 2001 pelo partido no poder, depois mudou de local mas não passou de uma indigesta especialidade que os Abrunhenses comeram.

Os transportes públicos, que eram diretos para a Vila de Sintra, deixaram de o ser, dificultando ainda mais o acesso à assistência no Centro de Saúde.  

Sobre a entrada da Abrunheira há muitos anos que se reclama uma rotunda para facilitar entradas e saídas, além da circulação na Estrada Nacional ser facilitada.

Há dias, na Estrada de Mem Martins, num espaço com cerca de 24x24 metros, foi construída uma rotunda que facilitará a circulação entre a Estrada e vias laterais. 

Então na Abrunheira é que não é possível essa solução? Num espaço muito maior, com cerca de 25x45 metros? 

Ou será que alguém exerce pressões para que tal solução não seja tomada?

Fica mais uma vez o registo do abandono que se vê um pouco por todo o lado e que exige atenção por parte dos Autarcas para defesa do bem estar das populações. 

Aguardemos...

  

Nota: Com tantas pessoas que andam sempre por ali, não haverá quem anote a matrícula dos causadores do dano e informe a União de Freguesias?  Seria uma prova de cidadania. 




  


segunda-feira, 5 de abril de 2021

SINTRA: BASÍLIO HORTA...COM DÚVIDAS? DÁ QUE PENSAR...

 Terrível esquecimento...ou encenação?

Cavaleira: afinal só termina em 30 de Novembro de 2021

O pedacinho de vídeo acima dá que pensar, porque sugere que o atual ocupante do cargo de presidente da nossa Câmara não conhece o processo...titubeia...pergunta...

Ao mesmo tempo, facilita a mensagem subliminar de que algo não é dele, mostra-se baralhado sobre a data da rescisão do arrendamento do parque da Cavaleira.

Daí que, "muito rápido", passe o ónus da Cavaleira para o Vice-Presidente (Rui Pereira), pondo-lhe às costas o macaco da responsabilidade pelo que se passou.

É muito feio, mesmo considerando que na política - que deve ser espelho da verticalidade - podemos ser confrontados com incríveis contradições.

Quem fez a Proposta para a Cavaleira?

Sessão de Câmara de 15.5.2018

Foi evidente que a Proposta para o "negócio" da Cavaleira teve em Basílio Horta o responsável, talvez sem bases solidas e estudos que evitassem o falhanço.

Isso não impediu que logo em primeiro lanço houvesse quem se congratulasse.

Muito do que tal personalidade disse quando da Proposta (e talvez antes para "sensibilizar" a Oposição) não teve qualquer confirmação nos dois anos seguintes.

Era o "Verão" que vinha aí...eram as "ruas e alamedas com árvores"...tudo assim, saído de um verdadeiro manual de afirmações políticas desapoiadas.

Quase dois anos antes da pandemia, o parque da Cavaleira já era oneroso encargo municipal, desenquadrado das necessidades do nosso turismo.

Integrou o plano repressivo da pilaretagem que empurrou para parques de estacionamento pagos e até justificou restrições em transportes rodoviários.   

Foi um falhanço rotundo, a teimosia em desvalorizar tantas sugestões que indicavam outro local - definitivo - que melhor serviria o turismo e ligações ao Centro e Serra. 

A personalidade que ocupa o cargo de presidente da Câmara não pode fugir às responsabilidades da Cavaleira e custos que, à vista, foram improdutivos.
 
No meio, a terceira versão...

Sessão de Câmara de 2.12.2020

Na Sessão de Câmara de 2.12.2020, disse o Presidente da Câmara: "Portanto, no final desta ano, acaba o contrato". Acreditou-se que seria 31.12.2020...

Escutando, de novo o pedaço de vídeo que publicamos acima, temos de pensar algo que, só por princípios humanitários, nos abstemos de manifestar com dureza.

Depois de passar para o lado os detalhes, o remate: "Porque neste momento não há movimento", "o movimento não tem sido aquele que nós esperávamos". 

"Neste momento"? Nunca teve, sabe-o bem. Um falhanço total certamente por decisões sem estudos e suporte adequados, quase teimosias ligadas ao trânsito. 

Quem esteja com menos atenção, pode ser levado a pensar que o principal responsável...nada teve a ver com o arrendamento da Cavaleira...

Talvez haja quem julgue que a pouco cuidada gestão de relevantes fundos dos munícipes foi por responsabilidade de quem - ao lado - irá prestar os "detalhes". 

Até quando, este político em Sintra?

Para sermos francos, enquanto sintrenses que apenas desejamos melhor para Sintra e o futuro das suas gentes, estas atitudes políticas são deprimentes. 

Temos consciência de que estamos a viver no segundo mais populoso concelho do País, que Sintra tem um vasto território que exige competências na sua gestão.

Hoje a Cavaleira, centenas de milhares de euros gastos sem quaisquer benefícios para a população, salvo escassos viajantes que aproveitaram transportes gratuitos.

Ontem a Pousada de Juventude que não será nossa, falada em 600 mil euros quando da aprovação e - ganhas as eleições - ser investimento de mais de 3 milhões.

Agora, a história do hospital ou os transportes que falham, até ao lixo e abandono por aqui e por ali, tudo deprimente para os filhos mais nobres desta terra: - os munícipes.

E a confusa história da Majoração do IMI, depois do "agora funciona" que redundou na anulação de tudo e promessa de um inquérito sem resultado conhecido?

Sintra não é um município para políticos caçarem votos deixando as ilusões proliferar sem reflexos na indispensável melhor qualidade de vida das populações.

Quem trouxe e serve Basílio Horta para Sintra terá de prestar contas a todos nós. 

Aquele bocadinho do vídeo, a indecisão e o dedo a apontar o "termina agora...", são o espelho de um autarca que ainda agora está longe de saber de Sintra.

Dá que pensar...

Sintra não merece isto!