domingo, 14 de fevereiro de 2021

EM PEDAÇOS VOS DIGO, SONHOS DOS NOSSOS DIAS

Os nossos Sonhos

Ao longo de muitos anos, os caminhos tortos ou, melhor dizendo, de curvas e contracurvas, deram-nos ensejo a recordar essas fases, certamente de pouco mérito.

Foram desabafos, sonhos e desilusões, observações do quotidiano, recordações de grupos e de pessoas que, na nossa vida, justificaram momentos para a posteridade. 

Num modesto Álbum intitulado "Em Pedaços Vos digo", foram sendo guardadas palavras soltas, para "Ti, que não és o melhor que tenho. Porque és tudo". 

De lá se retirou esta pequena inconfidência.  


O SONHO 

Difícil a dobra do encanto

que está no invisível.

 Faz rugir forte,

na mudez.


Segura no peito a dor

do silencioso.


Chegar ao fim do dia

sem o hálito quente

do sol da vida.

 

Contar, pelas estrelas,

o dia que nada deixou

à partida.

 

Se eu pudesse,

já hoje,

dar-te o beijo

que nos falta,

teria outra

ribalta

no imaginário.


Seria o beijo do encanto,

Ou da fábula macilenta

que termina bem.


Como nos contos

da infância,

há sempre alguém.

 

Difícil é esperar,

apenas.

 

sábado, 30 de janeiro de 2021

SINTRA: BASÍLIO HORTA, O FALHANÇO DE UM FACEBOOKIANO

Imagem que vale por mil palavras


No meio da tragédia que vivemos, ocultando aos sintrenses números de Óbitos, Infectados e Surtos activos, Sua Excelência optou por se mostrar no facebook.

A imagem de mão no bolso, publicada pelo autarca-facebookiano, é o símbolo mais ajustado a um político que desespera na ânsia de se promover a todo o custo.

Ficará na História de Sintra como um ferrete no sentido negativo do que deve ser o Poder Local Democrático e ao serviço das populações e suas carências.

De qualquer forma, de costas voltadas, sem mostrar a cara, mão no bolso, passa uma mensagem deplorável de quem quer parecer político mas não se ajusta. 

Como na política também se pode ser humanista, permitimo-nos sugerir que, junto de Jorge Coelho, esse sim especialista em marketing político, lhe peça umas lições.  

Eram 17:58 horas de 18 de Janeiro de 2021, nesse dia a "Incidência Cumulativa" até 12.1.2021 (mesmo ocultando o número real de infectados) foi de 942...

A imagem é uma ofensa a todos os sintrenses, uma vergonha para o Partido Socialista que escolheu tal político para gerir um concelho com 400.000 pessoas. 

Sem acção não passaremos da cepa-torta

A preocupação das vítimas não nos inibe de repudiar os post's de cariz manipulador que anunciam como de hoje o que ainda virá e que ontem não foi prevenido.

A mais oportunista promoção política tem sido praticada pelo utilizador Basílio Horta, que ora "está em Sintra", ora "está em Câmara Municipal" ou noutra companhia.


Com tantos e tão graves problemas que estão envolvendo os sintrenses - a exigirem esforço e dedicação sem limites - onde ocupa tanto tempo o político? 

- Entre 23 de Junho e 31 de Outubro (130 dias), cerca de 150 post's;
- Entre 01 de Novembro e 29 de Janeiro (92 dias), cerca de 94 post's.

Sem contabilizar as respostas que dá a alguns munícipes que a ele se dirigem.  

Claro que Sua Excelência exultará com mensagens bonitas de quem o acredite ou lhe deva gratidões nem sempre compreendidas ou por influências partidárias. 

Seria um político de mão no bolso que os Sintrenses queriam para resolver os seus problemas e apontar caminhos para o futuro? Evidentemente que não. 

E muito menos um autarca cujo #caminho é a utilização do Facebook.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

SINTRA: PARQUE DA CAVALEIRA, NEM CONTRA A COVID SERVIU

Exemplo da onerosa utilização do parque da Cavaleira (dia 14.1.2021)

O ilusionismo dos "clones"

Devemos dizer aos nossos leitores que não acreditamos em "clones", mas que eles existem, estamos certos de que existem mesmo. 

Ainda há pouco tempo, numa Sessão qualquer que era seguida através do facebook, uma voz que nos induzia a "clone"  de politico pouco confiável...prometia...

Por má audição e sem paciência para o "clone", só fixámos algo sobre o parque da Cavaleira que, sem uso, poderia servir para estrutura de apoio à luta contra a Covid.

Saltou-nos à mente que Sua Excelência, a ter um eco do dito pelo "clone", logo anunciaria uma tenda hospitalar para servir os sintrenses vítimas da pandemia.

A focalização de surtos de contágio em Lares permitiu ocultar o alheamento pelas concentrações nos transportes e nalgumas grandes superfícies do concelho.

Também a ocultação de Óbitos, Infectados e Localização dos Surtos nas diferentes freguesias do 2º. maior concelho do país, serviu para nos iludir sobre os riscos.

Enquanto Sua Excelência exultava "num parque romântico, contemplativo", milhares de sintrenses, trabalhadores, eram infectados em transportes públicos.

Pretendendo justificar-se com um "não alarmismo", o presidente da Câmara de Sintra não cumpriu o sagrado dever de bem informar, sensibilizar e defender-nos.

Surgir um "clone" a iludir-nos sobre uma estrutura de apoio a sintrenses por falta de capacidade do Amadora-Sintra, certamente que criou expectativas falsas.    

O parque da Cavaleira - oneroso falhanço de estacionamento e insinuadora estrutura de apoio a sintrenses vítimas da Covid - continuou sem utilidade. 

O Hospital Fernando da Fonseca, num esforço tremendo dos seus profissionais para salvar vidas e assistir doentes, é obrigado a enviá-los para longe de onde vivem. 

A estrutura inventada pelo "clone" para servir os sintrenses esvaziou-se, era conversa fiada de alguém que fará da criação de ilusões o pior caminho que devemos seguir.  

Todavia o "clone" - tal um ser deambulante - cumpriu o seu ilusionismo: Mentiu! 

Fim do Parque da Cavaleira 

Na Sessão de Câmara de 2 de Dezembro de 2020, en passant, como gato sobre brasas, Basílio Adolfo Horta disse: "(...) enviei uma carta a acabar com o contrato. Portanto, no final deste ano acaba o contrato". Tão claro que não disse o ano (*).

"Portanto, no final deste ano, acaba o contrato" (Basílio Horta, Sessão de Câmara 2.12.2020)

O parque da Cavaleira foi uma Proposta de Sua Excelência em 15.5.2018: "Extra-Ordem porque é urgente (...) fazer ali o parque de estacionamento".


Era o parque maravilha, de "agora será já para 1500 carros" "porque vem aí o verão e temos de ter estacionamento" a "há ruas e alamedas com árvores"..

Desbravou-se o terreno, criaram-se estruturas sanitárias, um pavilhão/receção da Parques de Sintra, carreiras que partiriam cheias a caminho de Sintra e da Pena...

Sem passageiros as ligações rodoviárias acabaram. Passariam a ir se alguém o pedisse na receção. E o espaço continuou deserto depois da receção estar fechada.

O parque da Cavaleira ficará na história de Sintra como um marco das teimosias políticas falhadas, sem planificação territorial e má aplicação de dinheiros públicos.

Exemplo da ligeireza nos "investimentos", quando medidas de fundo, bem estudadas e justificadas, deveriam ter previsto soluções para o futuro. 

Agora, pergunta-se: Como poderia o parque da Cavaleira ter a Estrutura de Apoio na luta à Covid se a Câmara previa acabar o contrato de arrendamento?  

FOI #O CAMINHO DO FALHANÇO, QUE OS SINTRENSES ESTÃO A PAGAR.




(*) - Consta por aí, pelo que carece de confirmação, que só encerrará em Outubro de 2021, o que - a ser verdade - não bate certo com o dito por Basílio Horta na Sessão de Câmara. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

SINTRA: SR.DR. BASÍLIO HORTA, UMA NÚVEM SOBRE A COVID?

 


No dia 15 deste mês, perguntámos ao Sr. Dr. Basílio Horta (por favor clique para rever) se sabia ou não dados de dias anteriores à peça do SOL de 8.1.2021.

Sabíamos o que estávamos a perguntar, pois Sua Excelência, utilizador frequente do Facebook, teve ensejo de logo partilhar tal peça, num oportunismo inacreditável.

A uma Sexta-feira (8.1.2021) com dados fechados a 27.12.2020, era enganador o título "Sintra é o concelho com menor taxa de contágios da Grande Lisboa".

Atente-se no pormenor: "Da Grande Lisboa"...e não "da Região de Lisboa e Vale do Tejo", mesmo assim uma mentira pois Mafra e Cascais tinham menos infetados.

Nos dias anteriores, em Lisboa e Vale do Tejo, os dados reais indiciavam um acréscimo preocupante a conhecer em 11.1.2021, como veio a suceder.

Sua Excelência, que possuirá dados mais atualizado que os vulgares cidadãos permitiu-se  a um desaforo politiqueiro: "temos de continuar este caminho".

Assim, três dias depois, o Boletim da DGS nº. 315, alterava a "Incidência Cumulativa" de Sintra para 473, num aumento significativo sobre os anteriores 317.

Passou-se e é criticável que se induza tantos milhares de pessoas a interpretações incorretas, suscetíveis de se refletirem de forma negativa na sociedade.

Acresce que, adeptos ou não das práticas politicas promocionais de Sua Excelência, o cargo que ocupa recomenda cautelas verbais a bem da protecção colectiva.

Neste momento difícil, com milhares de sintrenses obrigados a vários riscos nos transportes, de Sua Excelência não têm a mais pequena palavra de solidariedade.

Com Sintra hoje englobada no patamar mais alto da "Incidência Cumulativa a 14 dias", até ao momento nem uma palavra do seu Presidente de Câmara. 

Sua Excelência que tanto se dedica a atualizar o Facebook, ainda não apareceu - como fez em 8 deste mês - a pronunciar-se sobre o "Risco mais elevado" de hoje.

Diga-nos a verdade sobre os surtos e onde se localizam. 

Temos o direito de saber para nossa defesa colectiva.