quinta-feira, 26 de maio de 2022

SINTRA: UMA NOVIDADE...A "RÁDIO SEM LIMITES"


Junto dos ouvintes

Há uns meses que no espaço sintrenses se pode acompanhar a Rádio Sem Limites (por favor clique para conhecer) um interessante projeto de entretenimento.

Tendo como virtude a independência de não funcionar com servilismos, não deixa de nos colocar, por vezes, factos que são omitidos noutras paragens.

Joaquim Silvestre (que tantos conhecerão mas não identificam) dá a cara pelo projeto de poder oferecer aos sintrenses - e ao mundo - verdadeiras curiosidades. 

É um projeto com carências? Evidentemente que sim, mas irá progredindo estamos certos, justificando que, aos poucos, vá aumentando os seus ouvintes. 

Neste campo o importante é a vontade de seus "carolas" para que a Rádio Sem Limites tenha cada vez mais ouvintes e possa ter matéria informativa regional. 

Iremos acompanhar o progressivo desenvolvimento nos campos noticioso, entrevistas regionais, anúncio de eventos e...boa música. 

Desejamos os maiores êxitos à nova Rádio, além de tudo...LIVRE. 


quinta-feira, 19 de maio de 2022

Sintra: Quantos Estudantes Sintrenses na Faculdade de Medicina?

"Trata-se de um projeto que apresenta uma enorme valia social e cultural para o município a que tenho a honra de presidir" (carta do presidente da Câmara à Reitora da Católica).

Valia social

Pela ata da sessão de Câmara de 10 de Julho de 2018, a instalação da Faculdade de Medicina da Católica no "Campus" de Sintra gerou "enorme satisfação".

Prometeram-se "esforços" para melhorar acessibilidades e meios de transporte a usar por estudantes entre a Faculdade de Medicina e o Hospital da Luz em Oeiras.

A inauguração em 14 de Setembro de 2021 (haveriam eleições a 26 desse mês) gerou qualificados  entusiasmos que fizeram esquecer os três anos decorridos.

Quantos sintrenses ficaram orgulhosos por Sintra ter uma Faculdade de Medicina com apoios camarários da qual nunca iriam ter benefícios diretos ou indiretos?

É legítimo perguntar-se que reflexos se sentiram na vida dos sintrenses com as "mais valia social e cultural" que Sua Excelência destacou à reitora da Católica.

O discurso e a vida 

Quem, hoje como há três pretende ligar-se à zona da Universidade Católica para aceder ao seu posto de trabalho, como encontra a acessibilidade no Cacém?

Ou quem, ao fim do dia em sentido inverso, quer entrar no IC19 para regressar a casa, que dificuldades iguais de há três anos continua a encontrar?

E acessibilidades por transportes públicos para a população em geral, quando os "esforços" propalados pareciam direcionar-se a estudantes que não sintrenses?

Parece que andam por lá umas obras em rotundas ou nem isso. 

Quantos estudantes sintrenses?

Os elevados custos do Curso, num inglês ajustado a estudantes desse mundo fora, como foram ajustados aos jovens sintrenses que desejam carreira médica?

Em fim de ano letivo, Sua Excelência, com igual acuidade, deveria dar-nos um balanço de quantos jovens sintrenses frequentaram a Faculdade de Medicina. 

Aliás, uma justa e boa gestão, deveria ter contemplado - como contrapartida dos apoios sintrenses - um número de bolsas para jovens residentes em Sintra.

Se isso se concretizou - esperamos que o "êxito" de Sua Excelência o faça brilhar - teremos todos muita satisfação em conhecer a realidade da gestão. 

A nada ter resultado em benefício dos sintrenses e seus estudantes, então as velas não enfunaram com os aproveitamentos políticos pretendidos. 

Devemos saber os investimentos diretos da Câmara e benefícios recolhidos.


segunda-feira, 9 de maio de 2022

SINTRA...A GRAÇA SERVIÇAL DE LOUVAR DEUS...

Antes (des)graça 

Sobre o tom rosa, o Louva-a-Deus equilibra-se entre o subir e o cair  

Volta não volta, voam por aí curiosos Louva-a-Deus a que devemos estar atentos pelas suas artes de exibição em voos baixos, em busca da devida compensação.

É uma espécie curiosa, que voa e ora, buscando um ou outro galho onde trepar não exija boas regras nem a consulta de manuais onde a verdade se sobreponha. 

Com ventos de feição, avaliam como dar o salto certo e, tendo 5 olhos grandes e abertos, julgam que a sua graça os fixa com iguais no centro da espécie.
 
Uns, pseudo nobres, usam na caminhada as pernas ambulatórias já que as raptatórias são indispensáveis às louvações que induzem à apreciação da espécie.

Outros, sonham com ventura de olhos perspicazes os verem e agarrarem na ansiedade pela subida,  oferecendo-lhes qualquer coisa que reforce as energias.

Uns e outros possuem antenas olfativas que os orientam para onde a comida possa ser mais gratificante e compense dos esforços despendidos a favor da causa.

São espécies que têm em comum a obsessão por ninhos nos gabinetes, uns por necessidades insectívoras, outros para reforço do meio onde nasceram.

Também há quem lhes chame de "cavalinhos", quanto a nós nome mais apropriado para as virtudes de tal espécie já que fazem exibições de saltos e altos voos.

São a (des)graça com que nos deparamos...e não há graça que lhes baste.   

"Insetos" que vivem do canibalismo 

Se estudarmos os Louva-a-Deus com cautela, veremos que à débil aura de simpatia se sucede um canibalismo feroz, sendo agressivos devoradores de princípios.

Voam por aí, agarram-se a galhos onde trepam na ânsia do cimo, prontos a comer qualquer coisa recorrendo, se necessário, à técnica dos empurrões

O Louva-a-Deus, é ambíguo, bipolar, tanto se disfarça no adro da igreja como se esconde no poço iniciático, fixando-se sempre (e só) em peças que seleciona.

Insectívoro voraz, seleciona petiscos que o alimentem bem, desde pulgões que infestem a horta cochonilhas S. José ou Fogo Bacteriano típicos de Pereiras.

Na selva vivente, Louva-a-Deus há que mais parecem libelinhas dançantes, ávidos do esvoaçar à roda de pulgões experientes na arte de apanhar presas.

Impacto das mutações genéticas

No nosso território há de variados géneros, podendo observar-se exemplares típicos como o Nilomantis floweri, pseudempusa pavonina ou Iris oratoria.

Especialistas em genética dizem que - graças ao hortelão - a espécie floweri acabará por ser dizimada pela pavonina. A Iris oratória acasalará com a sophronica.

Complicaram-se os últimos tempos: A espécie pavonina, que estava quase a entrar na horta, foi comida pela espécie Liturgusa parva que, ameaçou fugir e regressou. 

Enquanto isso, a espécie Yersiniops sophronica, obcecada por trepar ao galho de curador, faz repetitivas voltas e reviravoltas, alternando-as com louvações.

Mais recentes mutações tem levado à perceção de que, a mais pequena ameaça ao líder da espécie, leva alguns Louva-a-Deus a sentirem dores reflexas. 

A recolher: "Louva-a-Deus tanto reza que perde o tempo da dignidade".

Neste território tão extenso, Louva-a-Deus é uma espécie em evolução.
 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

SINTRA...DITO HOSPITAL DE PROXIMIDADE...O QUE É?

Extrato do Despacho 10048/2021, de 8 de Outubro, do Secretário de Estado da Saúde

Leitores de Títulos

A manchete do Jornal de Sintra de 22 de Abril findo, destaca o "Hospital de Proximidade de Sintra" "O tempo e o Modo", com chamada para as páginas 8-9.

Quem apenas ler as gordas da manchete, pode deslumbrar-se e ir por aí, ruas e bairros, a levar a boa nova de que a população de Sintra irá ter um Hospital.

A ênfase da manchete não se ajusta a só na página 8 se falar no Despacho 10048/2021 sobre "gestão e funcionamento do HPS" e acessos na discreta página 9. 

Pesem as frequentes alusões a um "Hospital", não conseguirão convertê-lo no hospitali traditional que os sintrenses reivindicam e, inequivocamente, precisam.

Como se deduzirá facilmente do Despacho, não #é este o caminho que os sintrenses esperam de um Hospital para 400.000 habitantes. 

Descrito e Não Dito

Como acima mostramos (e assim consta do Despacho), o dito hospital (HPS) funcionará com "serviços de urgência básica" e "Internamento de convalescença".

Então nenhum jornalista se dedicou a perguntar - antes de qualquer publicação - o que isto quer dizer em termos de assistência hospitalar ampla às populações? 
  • Alguém perguntou - mas ainda não escreveu - se na Unidade funciona o "Banco de Urgências" 24 horas por dia, como sucede nos Hospitais?
  • Se para essa Unidade os serviços de socorro devem levar TODOS os casos de assistência médica urgente suscetível de implicar internamento?
  • Se não há Obstetrícia para onde vão grávidas e parturientes?
Por outro lado, relevante, algum jornalista perguntou sobre o que é:
  •  Internamento de Convalescença...se a Unidade é Básica sem Internamentos?
  • Ou Convalescentes virão de outro hospital para libertar camas?
Neste quadro, como se fala em 400.000 utentes, como se Todos forem abrangidos?

Qualquer jornalista poderá apurar estas questões e depois, com dados completos, difundir pela opinião pública que certamente agradecerá.



Nota: O Despacho 10048/2021 do Secretário de Estado da Saúde, distingue dois respeitáveis Autarcas de Sintra nomeando-os como membros da "Comissão de Acompanhamento", liderada pelo Presidente do Conselho de Administração do Hospital Professor Dr. Fernando Fonseca. 

Na peça do Jornal de Sintra apenas é referida a nomeação (posterior) dos mesmos Autarcas como membros da "Unidade de Missão" proposta posteriormente pale presidente da Câmara...Obviamente, não é a mesma coisa.