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quarta-feira, 5 de abril de 2017

SINTRA, MAIS CLAREZA SOBRE O DESEMPREGO

O site da Câmara Municipal de Sintra, ao serviço da maioria no poder (sem que contra isso se insurjam defensores das mais amplas liberdades...) promovia - em 2 de Março de 2017 - as virtudes da actual gestão, nitidamente em saldos de época eleitoral:

Sob o título Sintra é o concelho onde o desemprego mais desce  surge um texto confuso num português que, no Liceu Camões, chumbaria qualquer aluno. Veja-se: 

Site da CM Sintra - 2 de Março de 2017: "O município de Sintra registou a maior queda, a nível nacional, do desemprego. A taxa de desemprego em Sintra desceu mais 1,68% em outubro face aos 5,93 %, em setembro do ano passado, de acordo com estatísticas do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Desde o início deste mandato, em outubro de 2013, a taxa de desemprego desceu 28,74%, considerando outubro de 2016."

Oito dias depois - 10 de Março de 2017 - Basílio Horta, num programa de unidade clubístico/politica, diria: "Maior descida do desemprego em todo o país, Sintra 23,9%".  

Primeiro caso: Existindo Estatísticas de Janeiro de 2017, porquê citar dados de "Outubro face aos 5,93% em Setembro do ano passado"? O português pode corrigir-se numa escola. Todavia, escrito em 2017, de que anos são o Outubro e o Setembro?

Segundo caso: Basílio Horta ao afirmar "Maior descida do desemprego de todo o País, Sintra 23,9%" a que vectores recorreu? Aos mesmos? Então enganou-se. Mas Sua Excelência certamente não se engana. Terá sido, sim, pouco esclarecedor.

Às vezes, na política, a imprecisão das palavras e números não ajuda à transparência, levando a que - mesmo que sem intenção - só pessoas desprevenidas acreditem.

Verdade sobre desemprego

Sintra não tem acompanhado descida do Desemprego a nível Nacional

Receando que Sua Excelência não esteja devidamente informado, é com profunda - e transparente - humildade que nos disponibilizamos na ajuda esclarecedora.

Para melhor percepção, deve dizer-se que boa parte dos inscritos no Centro de Emprego de Sintra não se desempregaram ou empregaram em Sintra. São residentes.

E quem veja os milhares de Sintrenses que diariamente enchem comboios, saindo do seu concelho porque é noutros que encontram trabalho, sabe do que falamos.   

Em 5 de Dezembro, escrevemos sobre o tema (por favor clique para rever) e agora, como não gostamos de eleitoralismos, apreciemos o período citado no site.

A transparência institucional obrigaria a que se dissesse que o Desemprego tem descido a nível Nacional desde antes de 2013, fortemente influenciado pelos que abalaram.

Sendo verdade que entre Outubro de 2013 e Outubro de 2016 o número de desempregados inscritos em Sintra desceu 28,741%, diga-se que a nível Nacional a descida foi de 30,127%. Ou seja, em Sintra desceu menos...

Analisemos de outra forma: - Em Outubro de 2013, Sintra tinha 20775 (3,1519%) inscritos no Centro de Emprego, de um total Nacional que foi 659.121.

Em Outubro de 2016, com 14804 inscritos no Centro de Emprego, a percentagem de desempregados em Sintra subiu para 3,2144% do total Nacional que foi 460.548. 

Agora 2017: Pelos dados do IEFP, em Janeiro Sintra tinha 2,993% do total Nacional (13.916 em 464.821); em Fevereiro subiu para 3,1374% (14367 em 457.920).

Temos pois que, entre Janeiro e Fevereiro deste ano, passaram a existir mais 451 desempregados inscritos no Centro de Emprego e Formação Profissional. 

Será isto a "Maior descida do desemprego de todo o País, Sintra"?

As Ofertas de Emprego 

Em princípio, considerar "Ofertas de Emprego" é mais credível para avaliar a criação e movimentação de postos de trabalho dentro do Concelho de Sintra.

Até Julho de 2015 as "Ofertas de Emprego" repartiam-se pelos Centros de Emprego de Sintra e Amadora. Vejamos a partir daí as "Ofertas" registadas só em Sintra:

Nos últimos 5 meses de 2015 houve 1758 "ofertas de emprego" (média de 352/mês); em 2016: 3778 "ofertas" (média 314/mês); "Oferta de Emprego" em Sintra baixou.

Agora 2017: Em Janeiro e Fevereiro registaram-se 381 "Ofertas de Emprego", sendo 171 em Janeiro e 210 em Fevereiro (média de 190/mês).

Também na "Oferta de Emprego" a baixa é notória.  



Em síntese, são estes os dados reais e que deveriam merecer cuidados especiais por parte de quem tem responsabilidades na sociedade em que vivemos. 

Pode colocar-se a questão: São estes dados que justificam tão grandes entusiasmos, como se de obra feita, levando-a quase para os domínios do fantástico, da exaltação?

Se formos claros...até a "transparência" é mais transparente. 

Sintra merece mais. 



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

SINTRA...DESEMPREGO E MEIA-INFORMAÇÃO CAMARÁRIA

Quem passar pelo site da Câmara Municipal de Sintra, pode correr riscos de ficar iludido, caso não consulte melhores fontes (por favor clique para rever). 


Em simultâneo, não admiraria que um ou outro entertainer mais ousado fizesse a exaltação de tamanhas virtudes na redução do desemprego em Sintra, porque a notícia quase sugere um resultado fantástico, certamente devido a medidas sem paralelo...

Um dado a ter em conta é que grande parte dos sintrenses (se não a maior parte) desloca-se para concelhos vizinhos onde se encontram os seus postos de trabalho. A corroborar isto, os milhares que ocupam comboios e entopem as vias rodoviárias. 

Outro dado, as grandes superfícies apresentadas como fontes jorrando empregos (os políticos são uns exagerados...) vão reduzindo cada vez mais os postos de trabalho.

Isto é, a eliminação de postos de trabalho no pequeno comércio que foi destruído, não foi compensada com mais postos de trabalho nas grandes superfícies.

Voltemos ao aparente brilharete camarário

"Desemprego desce em Sintra"...grande título que omite dados relevantes, nomeadamente que no período em análise o Desemprego desceu em todo o país. 

Mas a notícia do site oficioso da Câmara (aliás que apenas está ao serviço de uma parte dos nossos representantes, já que a Oposição não tem lá espaço) não diz mais.

Não diz que no período citado (Outubro de 2013-Outubro de 2016) o Desemprego reduziu a nível Nacional 30,127%, enquanto que em Sintra ficou pelos 28,742% !!!!

Para ajudar a compreender, em Outubro de 2013 Sintra tinha 3,1519% (20775 desempregados) do total Nacional e em 2016 eram 3,214% (14804 desempregados), pelo que a quota-parte sintrense em vez de reduzir ou manter-se aumentou.

Mais um dado que o site não refere num trabalho fraco em que só serve o título: Em Outubro de 2013 havia um equilíbrio entre Homens e Mulheres (49,17% - 50,83%) que se modificou significativamente em 2016 (44,8% - 55,20%), sem que fosse citado. 

Terá Sua Excelência o Presidente da Câmara pensado melhor nestes números antes de serem publicitados? Quem fez o trabalho de casa que seria devido? Quais as razões do aumento em  4,37% de Mulheres Desempregadas?

"Desemprego desce em Sintra", tal como apresentado pode ter várias interpretações que Sua Excelência, certamente desejoso da maior transparência, não aprovará. 

Esperemos melhores dias, em que um prometido Plano garanta melhores conteúdos...


Nota: esperemos que não venham falar dos últimos 12 anos sobre este tema


segunda-feira, 14 de março de 2011

SINTRA: DESENVOLVIMENTO (IN) SUSTENTÁVEL…

Há anos que os sintrenses são “mimados” com as mais fogosas (ou fugidias?) palavras. Cansa tanto de “desenvolvimento”, de “parcerias”, “protocolos”, “Edenes” e até de “elan”, sem que o concelho evolua para os patamares prometidos.

Razoavelmente, uma das maiores preocupações dos autarcas de Sintra, muito antes dos futebóis e da publicidade virtual, deveria ser o desemprego, cujos números oficiais – sempre inferiores aos reais – não deixam de subir.

Sintra, sendo o terceiro município com mais desempregados depois de Lisboa e Vila Nova de Gaia, justificaria um pelouro específico que incentivasse e agilizasse a instalação de empresas de média e grande dimensão.

Entre Dezembro de 2007 e Janeiro de 2011 os inscritos no desemprego aumentaram 36,99%, com 13.237 contra 18.134, sendo 9.170 mulheres e 8.964 homens.

Em Janeiro deste ano, o grupo etário entre os 35 e 54 anos representava o maior número de desempregados (9.369), seguindo-se o grupo entre 25 e 34 anos (4.227). O grupo com menos de 25 anos registava 1.491 jovens à procura de emprego.

Para se compreender o desemprego em Sintra, diga-se que – com menos de um ano nessa situação – existiam 6.986 pessoas em 2007, passando para 10.480 em 2011.

Diga-se, ainda, que os mais penalizados são os que têm maior escolaridade. Com efeito, os desempregados com 3º. Ciclo EB, Ensino Secundário e Superior, somam 10.872. Com menos habilitações há menos desempregados: - com <1º. Ciclo, 1º. e 2º. Ciclos EB, registam-se 7.262.

Finalmente, em Janeiro de 2011 estavam desempregadas em Sintra 1.358 pessoas com Curso Superior, contra 1.047 em Dezembro de 2007.

Em síntese, o facto de desempregados com maiores habilitações não terem espaço para exercer as suas capacidades, enquanto que os menos qualificados apresentam um número muito baixo de desemprego (611 em Janeiro de 2011), é indicador credível do tipo e qualidade empresarial existente no concelho de Sintra.

Este é o panorama do “desenvolvimento sustentável” que amiúde é repescado pelos responsáveis autárquicos, conforme os planos de imagem que pretendam gerir.

Como estamos a apreciar dados recentes, no meio da propaganda o que ressalta é o marasmo a que o concelho chegou.

Verdadeiramente insustentável.

Fernando Castelo   

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SINTRA: 18.097 DESEMPREGADOS INSCRITOS EM JULHO

No passado dia 20 de Maio ( aqui neste blogue ) abordámos os números do desemprego em Sintra, uma situação demasiado preocupante que deveria ter originado medidas de emergência adequadas ao seu combate.

Umas pinceladas de cosmética procuraram iludir a questão, porque nos tempos que correm o espalhar de intenções e projectos é mais fácil do que concretizá-los.

A situação é esta: enquanto a nível nacional o desemprego oficial teve uma ligeira baixa, em Julho, cá por Sintra, o desemprego aumentou…

Segundo os dados oficiais, em 31 de Julho havia 18.097 desempregados inscritos, ou seja, mais 66 do que em Abril (18.033), mês em que, segundo a propaganda feita, o Fórum Sintra teria criado mais 3300 postos de trabalho, sendo 2500 directos.

Claro que, no anterior artigo, ainda pedimos ao Senhor Presidente da Câmara que nos ajudasse a saber quantos postos de trabalho tinham sido efectivamente criados…mas só nos apercebemos de ter repetido os 3300…

Tendo descido em Maio (-57) e Junho (-108), provavelmente por razões sazonais, o desemprego voltou a aumentar em Julho (+229 do que em Junho).

Diga-se que em Julho aumentaram os desempregados em todos os grupos etários.

Ao nível da escolaridade, só baixou o número de candidatos a emprego com habilitações inferiores ou iguais ao 1º. Ciclo da Escola Básica. Todos os desempregados com 2º e 3º Ciclos EB e Secundário aumentaram. Foi significativo o aumento no grupo do Ensino Superior (+105 do que em Junho).

Portanto, pelos dados, só alguns trabalhadores com menos habilitações conseguem aceder a um posto de trabalho, justificando que os políticos tenham cautelas ao falar em desenvolvimento, a que por vezes associam sustentado. Sustentado em quê?

Existindo no Executivo Camarário professores de facto, deveria ser compulsório que estudassem as razões pelas quais os desempregados com mais habilitações é que não encontram colocação em Sintra. Claro que o trabalho, por envolver a vida das pessoas e perante a falta de resposta camarária à sustentabilidade do concelho, seria bem árduo.

Claro que é mais fácil aprovar gastos que muitas vezes nos surpreendem.

Claro que tal levantamento seria um importante contributo para a vida colectiva e permitiria o desenvolvimento da cultura empresarial qualificada de que Sintra tanto carece. 

Só assim – se nisso houver interesse – se poderão criar estruturas com influência na evolução da economia, com reflexos sociais adequados à estabilidade das famílias.

As famílias, compostas por pessoas iguais aos autarcas e a governantes, não vivem para depender de actos caridosos ou piedosos, largamente publicitados e eleitoralmente aproveitados. Vivem à procura dos seus justos rendimentos de trabalho,  com os quais saberão definir o que de melhor conseguem para os seus membros.

Trabalho sim, caridade não. 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

SINTRA – DO FUTEBOL AO DESEMPREGO

Futebol

Há dias, um sintrense que muito considero enviou-me uma mensagem que entendi como entusiástica: “Sintra tem 3.791 jogadores de futebol inscritos”.

Inopinadamente, respondi ao amigo que, em Fevereiro de 2012, estavam registados no Centro de Emprego de Sintra 21.261 desempregados.

Não foi a resposta mais feliz perante a grandeza futebolística, justificativa de subsídios (“correntes” e em “capital”) para clubes que os sócios devem manter. E para árbitros. Até mais de cem mil para uma associação lisboeta do chuto futebolístico.

Muitos dos inscritos serão jovens cujos pais – apesar de subsídios camarários – pagam a frequência em escolas de futebol, ansiosos de que os filhos (cujos custos na educação às vezes evitam) se tornem especialistas a pontapear, driblar e fugir às caneladas da vida dadas – por ironia – pelos magnânimos subsidiários.

Desemprego

A minha resposta teve razões, agravadas em Março, quando em Sintra foram registados 21.988 desempregados (mais 717 do que em Fevereiro), sendo 11.284 homens e 10.704 mulheres.

Sintra destacou-se pelo pior, aumentando num mês 3,4%, enquanto que a média nacional se fixou nos 2,06%.

Na Sintra das vaidades discursivas, os desempregados com mais habilitações escolares (Curso Secundário com 6540 e Superior com 1833) são 38,08% do total.

Nos núcleos intermédios (2º. Ciclo EB com 3699 e 3º. Ciclo EB com 5728) encontram-se 42,87% dos inscritos.

A mais baixa taxa de desemprego – 19,05% - encontra-se nos que têm menos habilitações literárias (<1º. Ciclo com 717 e 1º. Ciclo com 3471).

Desenvolvimento reprodutivo, precisa-se

Existindo professores no Executivo Camarário, não se conhecem estudos para identificar as razões pelas quais os mais habilitados não conseguem colocação.

Os dados conhecidos são o corolário do que se passa há vários anos, espelhando – a menos que esteja enganado – a falta de qualidade administrativa.

Aparecerem por aí ministros aos tropeções, talvez para jogos de influência e propaganda, não resolverá o grave problema. O futuro exige desenvolvimento, consultas a novos mercados e investidores que criem novos postos de trabalho.

Se a CM de Sintra pagasse a tempo e horas aos seus fornecedores (em 31.12.2011 devia – com mais de 360 dias – 6.246.722,24 €) contribuiria de forma determinante para a criação ou manutenção de muitos postos de trabalho.

Subsídios socialmente justos sim, mas sem comprometerem as obrigações financeiras assumidas e o desenvolvimento económico.



quarta-feira, 15 de julho de 2020

SINTRA: NEGRAS NUVENS PAIRAM SOBRE SINTRA


Sintra pode dizer-se que está de luto porque nunca teve algum político na sua riquíssima história que a cobrisse de tão negro manto, por actuações sucessivas. 

Doravante, aquele autarca que, com sacrifício mas respeito, fomos tratando por Sua Excelência, deixou de ter, pelos actos políticos apenas, tal elegância no trato. 

A partir de agora, para que todos saibam, apenas e pela condescendência que todos os incapazes políticos podem merecer, passará a ser o Ocupante do Cargo.

Não existindo dados públicos para "Casos Activos" pode dizer o que entenda, já que em "infectados" o campo é mais difícil porque há informações diárias.

Ontem, Sintra atingiu o preocupante número de 3219 infectados, com 369 nos últimos 10 dias depois dos dados não terem estado disponíveis.

Covid a "rampa" da promoção

Ao Primeiro-Ministro já terão chegado os zunzuns de que em Sintra, território com quase 400.000 pessoas, tem sido desastrosa a gestão do Ocupante do Cargo.

Daí frequentes empurrões que, desvirtuando os interesses da vida local, possam satisfazer ambições de manutenção no cargo a quem nunca devia ter cá aparecido.

Apreciemos, então, o Ocupante do Cargo - certamente ainda à espera de máscara - numa intervenção em que o Primeiro-Ministro mais parece um subalterno.

Titubeando, alheou-se do total de infectados, para aludir ao "decréscimo sintomático dos casos activos em Sintra", onde numa "só freguesia houve um ligeiro aumento".

Omitindo as freguesias a que se referia (não haverão outras?) voltou a dividir-nos pelos receios: "será nesta?", "será naquela?", "perto ou longe de mim?".

Esperar-se-ia que, finalmente, apresentasse condolência às Famílias de Sintrenses  vítimas do Covid-19, que serão boa parte dos 547 Óbitos na Região de LVT.*

Passou ao lado, beneficiando do encobrimento desses dados em Sintra. 

Como se escapa à preocupação nuclear

Mostrando-se conhecedor, estava obrigado - para nossa prevenção - a indicar onde se localizam surtos e a apontar onde se correm maiores riscos de contágio.

Era a altura ideal para confirmar o que fez desde a primeira hora do Covid-19 e quais as medidas imediatas ou extraordinárias para a nossa defesa sanitária.

A reunião era sobre a pandemia mas, lesto, o Ocupante do Cargo em Sintra saltou sobre brasas para o campo promocional, totalmente fora do contexto.

Foi um desvio sem nexo, dissertando sobre "taxa de desemprego", sendo notório e visível o contributo que deu no avolumar das rugas na testa do Primeiro-Ministro.

(Revejam-se os rostos do Primeiro-Ministro e da Ministra da Saúde, esta mesmo usando a devida protecção)

Não citou postos de trabalho extintos em Sintra, mas falou sobre Desempregados, omitindo que a maior parte deles apenas é residente porque trabalham na periferia.  

Como nem sempre é fiel aos números, vejamos o que disse: "estávamos em grande progresso" "com uma taxa de desemprego de 4,6%" até  "pleno emprego". 

Para a promoção ser mais consistente ainda disse: " o ano passado por esta altura não chegava a 8000 desempregados , hoje temos 14,3 mil desempregados".

Vejamos então, até que ponto o Ocupante do Cargo sabia do tema:
  • 2019 - Entre Março e Junho o número mais baixo de desempregados foi 8400.
  • 2019 - Junho: 8400, ou seja 3,04% do Total Nacional e 9,45% de LVT *
  • 2020 - Fevereiro: 8893, ou seja 3,03% do Total Nacional e 9,61% de LVT *
  • 2020 - Maio: 13890, ou seja 3,612% do Total Nacional e 10,691% de LVT *
  • 2020 - Junho ainda não tem dados publicados. 
Então, onde foi o Ocupante do Cargo em Sintra buscar os dados que divulgou?

Mesmo admitindo que estivesse a usar dados fidedignos, como é possível falar em "taxa de desemprego de 4,6%" (sobre que universo?) e dizer "pleno emprego"?

E Sintra vive assim, cada vez com o futuro mais negro, nunca tão negro, fazendo esquecer todas as pestes que por este território têm passado ao longo de anos.

Temos o direito de exigir a verdade: 

Quantos milhares de infectados, quais os focos nas freguesias, medidas tomadas e a tomar que nos garantam segurança. 

Ninguém tem o direito de, seja a que título seja, nos ocultar o que se passa no nosso concelho ou manipular a verdade do que se passa na nossa terra.

Sintra não pode estar mais tempo sujeita a isto.







* LVT = Lisboa e Vale do Tejo

  Dados recolhidos do Site do Instituto do Emprego e Formação Profissional -                Publicações Estatísticas

domingo, 15 de julho de 2012

SINTRA: DESENVOLVIMENTO OU DESEMPREGO ESTRATÉGICO?

(Artigo publicado no Jornal CORREIO de SINTRA, edição de 10.7.2012)

No passado mês de Maio, acompanhando a evolução nacional, os desempregados inscritos no Centro de Emprego de Sintra baixaram ligeiramente para 21.635 (em Abril 22.003), número que continua a gerar as maiores preocupações.

Dos 21.635 desempregados, 64,627% (13.982) possuem habilitações iguais ou superiores ao 3.º Ciclo de Escola Básica, sabendo-se que 1.828 têm Curso Superior.

É uma situação insustentável a que os responsáveis autárquicos já deveriam ter respondido com incentivos para a fixação de empresas credíveis em Sintra, garantindo trabalho a técnicos mais habilitados. Daí adviria a redistribuição da riqueza através de mais emprego, com inegáveis reflexos no bem-estar social.

Para a população sintrense, nomeadamente a desempregada, o empolamento político de gastos com benefícios sociais ou desportivos, sem correspondência em medidas para o desenvolvimento, não passa de estratagema para captação de votos.

Ano após ano, enquanto o Passivo Exigível da Câmara Municipal aumenta (em Dezembro de 2011 era de 158.556 milhões de euros) o concelho não mostra progresso na mesma proporção.

Apercebemo-nos de que, no meio de mandatos ou quando actos eleitorais se aproximam no horizonte, Sintra é deslumbrada com o foguetório lançado por várias estrelas do firmamento político, local ou nacional e no fim tudo fica na mesma.

Misturando promessas com desenvolvimento sustentável, ficam dúvidas sobre o que entendem os nossos políticos como evolução da sociedade.

Notícias enfatizadas, avidez promocional e correrias velozes aqui e ali, acabam por espelhar as incapacidades dos seus mentores, para não lhe darmos outros nomes.

A Casa das Selecções – história iniciada em 2001 – foi ilusionismo. O jornal “Record” (11.04.2002) noticiava: “Gilberto Madaíl, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e Fernando Seara, seu homólogo da Câmara de Sintra, procedem segunda-feira ao lançamento da primeira pedra da Casa das Selecções, em Sintra”. Foi-se…

Da Cidade do Cinema, que em 2008 era para o presidente da Câmara de Sintra o investimento “mais relevante na Área Metropolitana de Lisboa nos próximos dois a três anos (…)”, nada se sabe passados quatro (4) anos.

Com dinheiros do jogo, que deveriam ter sido aplicados em Sintra ao longo de anos, entregou-se a uma associação de Lisboa (um dia perceberemos…) a promoção da Capital do Romantismo, enquanto que os qualificados técnicos estão em Sintra.

Em Fevereiro de 2011, o site que publicita êxitos camarários anunciava: “Fórum Sintra cria 3.300 postos de trabalho”. Um “quiosque” no Palácio Valenças recebia inscrições. Criaram-se ilusões e omitiu-se que anteriores trabalhadores iriam regressar. Entre Março e Junho (reabertura em Abril) os desempregados apenas baixaram em 255...

O Executivo sintrense, ao endividar os sintrenses em níveis nunca vistos, não se dedicou a estratégias de combate ao desemprego. Nomeações políticas e subsídios alimentaram dependentes e não a criação de unidades produtivas.

Só o fim destas políticas acabará com o desemprego como estratégia.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SINTRA E AS FANTASIAS PÓS E PRÉ-ELEITORAIS

Para a avaliação dos últimos 10 anos da vida em Sintra, diga-se que os autarcas no poder foram rigorosamente escolhidos (ou validados) pelo Sr. Dr. Fernando Seara, devendo-se a toda a “equipa” o abaixamento da qualidade de vida no concelho.
Com a sua aquiescência, os vários eleitos que prometeram dedicação e, por sua vez, a sua corrente na Assembleia Municipal, contribuíram para a elevada queda de Sintra no índice do desenvolvimento económico e social, como é sabido e sentido.
Entre 2004 e 2006, Sintra passou de um significativo 5º lugar no ranking global dos concelhos do continente para um inaceitável 42º lugar, quando existiam condições que permitiriam satisfazer o bem-estar e anseios dos habitantes.
Claro que temos tido, em alturas estratégicas, algum foguetório de que foi feito o devido aproveitamento. Tivemos protocolos, pedras de lançamento, até um SATU, tudo tão virtual que justificará um balanço mais aprofundado. Não faltaram – e parece que não faltam – as atitudes misericordiosas e as boas acções.
Tanta coisa dita e tão pouca feita com incidência efectiva na vida quotidiana, tiveram a arte de adormecer os munícipes, cavar-lhes o campo da indiferença sem que se apercebam da realidade em que vivem nem visionem o futuro que os espera.
Este quadro de alheamento progressivo dos eleitores é útil para a rotação de cabeças de forma a garantirem-se as mesmas políticas e os mesmos agentes, numa estratégia com evidentes contornos cirúrgicos.
Baixou a qualidade estrutural da sociedade sintrense, mas as dívidas resultantes da governação dos últimos anos atingiram níveis nunca imagináveis.
O desemprego tem aumentado a um ritmo assustador, com maior incidência naqueles com mais habilitações literárias, facto que só por si prova a falência do executivo.
Vejamos, então, dois dos patamares em que todos os dedicados autarcas estão co-responsabilizados.
Faltam os resultados de 2011, mas em 2010 o Passivo (exigível) era de 133.888.391,56 euros (99.696.837,58 € a Médio e Longo Prazo + 34.191.553,98 € a Curto Prazo) contra 75.028.992,67 em 2002 (69.742.354,90 € a MLP + 5.286.636,77 € a CP).
Quanto a Desemprego, entre Janeiro e Dezembro de 2010 os inscritos aumentaram de 1734, atingindo o total de 19.868 (17.185 em 2004). Desempregados com maior nível de escolaridade foram os mais penalizados (1679 com Curso superior + 5734 com o Secundário + 5193 com o 3º Ciclo EB), reflectindo a involução do concelho.
Em tese, o concelho de Sintra não foi salvo por estes 10 anos de gestão a cargo do Sr. Dr. Fernando Seara, período em que mais se endividou sem reflexos.
Por isso, não há nenhum putativo salvador que possa sair dos autarcas que votaram e apoiaram as políticas, gastos e endividamentos ocorridos nos últimos 10 anos.
Mais do mesmo…não, obrigado.



sábado, 12 de março de 2011

LUTA QUE UNE GERAÇÕES

À hora a que escrevo estas palavras estão a decorrer, em locais diferentes, significativas reuniões de professores e de jovens, estes em nome de uma “Geração à rasca”. Ambas estão a decorrer pacificamente pelo que se pode acompanhar.

Parecendo nada ter em comum, na realidade são muitas as pontes que as unem, já que os professores sentem aproximar-se o perigo de mais desemprego, enquanto que os jovens consomem a sua vida à procura do trabalho que tarda e são vítimas das mais variadas formas de instabilidade.

Professores e jovens (muitos deles alunos) procedem de harmonia com os seus direitos e, embora longe, estão mais unidos do que se pode pensar.

Quem veja isto de outra forma, especialmente criticando os jovens, corre o risco de, em nome de qualquer coisa que publicamente não digam, se desenquadrar da visão progressista que ambas as lutas encerram.

Escutava há pouco um “velho” professor que se ia reunir no Campo Pequeno e dizia, com orgulho notório, que um seu filho, com elevado grau académico, iria estar presente na manifestação que envolvia a juventude.

Ficou para mim a clara convicção de que, perante os problemas sociais de que todos somos vítimas, não podem existir barreiras entre explorados.

Compreensivelmente, quem tenha filhos bem na vida, nem sempre compreenderá os filhos dos outros (ainda por cima manifestantes), por muito democrata que seja ou se manifeste.

Ou será que os jovens não devem usar esse direito constitucional?

Na vida, a melhor forma de avaliarmos estas coisas é vestirmos a pele dos outros, em vez de nos considerarmos donos de um umbigo mais valioso.

Para que não existam conflitos de gerações, a melhor forma é estarmos ao lado uns dos outros, porque eu quero os jovens ao meu lado.

Fernando Castelo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

SINTRA: A BOLSA QUE ILUDIU DESEMPREGADOS

                  Falando português: CRIAR = gerar; inventar; nascer

No passado dia 14 de Março foi aqui abordado o grave problema do desemprego em Sintra, nitidamente influenciado pela estagnação a que o concelho chegou.

Ora, a propósito da abertura do Fórum Sintra, as baterias da propaganda dispararam mais umas ilusões com milhares de empregos que iriam ser “criados”, desempenhando o site da CMS o seu papel e o Presidente da Câmara, Dr. Fernando Seara, a enaltecer a criação de 3300 postos de trabalho, sendo 2500 directos.

Eram “bolsas de emprego”, instalou-se com pompa e circunstância um “posto de candidaturas” no Palácio Valenças, era emblemática a citação do “CRIAR”.

Ninguém, por exigível seriedade institucional se preocupou em falar claro, isto é, com virtuosos conhecimentos, destrinçar entre os postos que já existiam (do antigo Feira Nova) e os efectivamente criados com a nova estrutura.

Infelizmente, os exibidores da bandeira dos 3300 postos de trabalho, ter-se-ão esquecido de efectuar estudos sobre os reflexos no comércio local e garantia de emprego.

Passada a psicológica onda publicitária, na inauguração do espaço o Presidente da Câmara de Sintra garantiu “que os sintrenses ganham sempre que lutam (…)”, sem explicar bem o que terão eles ganho ou qual a luta que terão travado para ganhar o Fórum.

Vejamos, agora, a influência que o Fórum Sintra teve nos desempregados de Sintra, que em Janeiro de 2011 eram 18.134.

Em Março, estavam inscritos em Sintra 18.123 desempregados.

No final de Abril, com o Fórum Sintra a funcionar, os desempregados eram 18.033.

Portanto, de Janeiro até ao final de Abril, com os tais "criados" “3300 postos de trabalho”, apenas houve menos 101 desempregados inscritos.

Como os números não enganam, deve dizer-se que com Curso Superior passaram a existir mais 56 desempregados em Abril, atingindo nesse mês o total de 1414.

Entre Janeiro e Abril, os desempregados com menos de 25 anos aumentaram 85.

Em Abril, aumentaram os desempregados com habilitações inferiores ao 1º Ciclo (+ 33 que em Janeiro); com o 2º Ciclo EB (+ 30); e com o Secundário (+13).

Apenas diminuíram os desempregados com o 1º Ciclo EB (- 179) e 3º Ciclo EB (- 54).

Perante estes dados, os políticos de Sintra, que tanto se orgulham dos investimentos em estruturas desportivas, devem espelhar-se no aumento progressivo de desempregados com mais qualificação, nomeadamente com Cursos Superiores.

Por seu turno, o Senhor Presidente da Câmara, face às amplas difusões sobre os 3300 postos de trabalho, deveria ajudar-nos a saber quantos foram efectivamente criados no Fórum Sintra, bem como a incidência que os mesmos tiveram na “bolsa” dos Desempregados Sintrenses.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

PASSOS COELHO: UM PROBLEMA PATOLÓGICO?

O pior surdo é o que não quer escutar (*)
  “Nove em cada dez reformados não tenham sido atingidos por cortes ou reduções nas suas pensões”, afirmação de Passos Coelho

Quem ontem se deu ao árduo passatempo de escutar o político Passos Coelho deve ter ficado, certamente, com dúvidas sobre as capacidades deste jovem que desempenha funções para as quais nunca esteve preparado.

O sujeito, que não rejeita o benefício de uma pensão vitalícia mas coloca em dúvida as que, após dezenas de anos de descontos, foram adquiridas por trabalhadores, poderia ser mais  verdadeiro, até por uma questão do respeito público que lhes deve.

Que o homem não prima por ser verdadeiro sabe-se, considerando o que prometeu e o que fez. Mas usar argumentos transviados para diluir o esbulho que tem feito a reformados é o máximo do despudor. Passos Coelho não sabe o que tem feito?

Qualquer português, com facilidade, perguntará se Passos Coelho, quando fala, sabe o que diz ou se está convicto das palavras que profere.

Depois da sonegação de subsídios de Férias e de Natal, além de outras penalizações, dizer que “nove em cada dez reformados não tenham sido atingidos por cortes ou reduções nas sua pensões” é uma falácia. Cortes e impostos são a realidade.

Torna-se fácil que a opinião pública e as vítimas do despropósito receiem pela competência e quadro clínico de que o Senhor Passos Coelho dá mostras, com  contornos preocupantes.

Quem ler o discurso oficial notará que não teve uma palavra para os desempregados vítimas da sua governação – em Novembro havia 662937 inscritos nos Centros de Emprego - torneando com o uso uma vez de “desemprego” e outra com “emprego”.

Entretanto, como quem deveria tomar medidas para que ele tomasse os remédios adequados não o faz, temos um país a caminho de se tornar o mais miserável da Europa, aberto aos negócios da China.

Referir uma “economia desenvolvida como a nossa” é outra inabilidade que deveria merecer a devida ponderação. Para quem falava?

Seria melhor se Passos Coelho escutasse o descontentamento do povo sério e trabalhador. Dos que produzem a riqueza e não dos que a exploram.

E, claro, um bom clínico poderia ajudar à reciclagem…


(*) - Escultura em via pública, Plovdiv, Bulgária






domingo, 18 de setembro de 2016

PORQUE É DOMINGO...VENHAM DAÍ...VAMOS À ISLÂNDIA

O convite tem plena justificação, porque a Islândia tem uma riqueza natural digna de registo e uma sociedade com pormenores de vida muito interessantes.

Preparem-se. A vida é cara mas o turismo perfeito, sem engarrafamentos ou produtos turísticos vendidos em esquinas. Por lá, nem existem caminhos de ferro...

O Turismo (com T grande) é levado muito a sério, com hotéis de boa qualidade. Curiosamente, em Reykjavik, ao perguntarmos no hotel pelos transportes públicos a utilizar, logo nos deram horários...e um Cartão para uso gratuito nos autocarros.  

Uma ilha maior que Portugal continental, onde apenas vivem cerca de 340.000 pessoas!

Com montanhas e campos de lava, os islandeses sentem-se felizes porque vivendo no meio de vulcões, sabem quando eles despertam...garantindo a sua segurança. Por todo o lado se podem observar sensores da actividade vulcânica. 

Praia de areia negra

Entre o negro da areia das praias, de inegável beleza e os quilómetros e quilómetros de lava coberta de musgo, apreciamos espécies autóctones maravilhosas.   

Paisagem que se repete por quilómetros

Uma jovem recomendou-nos que nos descalçássemos para pisar o musgo milenar e apreciássemos a sua macieza. Com sapatos o musgo morreria e deve ser preservado.

Algumas espécies autóctones 

Há quedas de água impressionantes, geïsers, rios e regatos por todo o lado com água pura e cristalina vinda dos glaciares e se pode beber com segurança.


A beleza dos icebergues

Condições de Vida

Povo lutador, herdeiro dos vikings, com as virtudes dos países nórdicos, soube sair da crise financeira de 2008 e, actualmente, o desemprego é inferior a 3% (era 13%). 

O ordenado mínimo (líquido) ronda os 1800 euros, mas o custo de vida é mais alto do que em Portugal pois quase tudo é importado, já que o solo pouco é cultivável.

Uma cerveja pode custar quase 10 euros, o mesmo para uma sandes. Todavia nos mini-mercados os preços são mais equilibrados e acessíveis. 

Com mais de 600.000 ovelhas (que se espalham pelas montanhas) em toda a parte se encontra deliciosas sopas de carneiro que, no preço, incluem pão e manteiga. 

Do ponto de vista Social, o parto dá à mãe o direito a 9 meses com o bebé e o pai tem 6 meses, podendo ceder 3 à mãe mas obrigatoriamente terá de utilizar 3 meses.

Actualmente o aluguer de casas é muito oneroso...face à muita procura por estrangeiros.

A economia assenta no turismo, exportação de bacalhau e venda de cavalos que, para preservação da genética viking, nunca poderão regressar à Islândia depois de saírem.



Não há exército e a residência Presidencial é simples...sem carros ou guardas à porta.   

Cultura e Lazer

Por todos os lados se notam as preocupações Culturais e de ocupação de tempos livres e desporto. Pequenas comunas, que não excedem 2000 habitantes, têm campos de futebol, piscinas, saunas, bibliotecas, escolas e...centros de saúde.   

Hofn - pedonal limpa, como todos os espaços públicos

A história de um dos pintores Islandeses, colocada ao longo da pedonal de Hofn

Os jovens visitam regularmente as casas onde viveram ou vivem os seus artistas, escritores ou pintores. Ligam-se com aqueles que construíram a sua história. 

Em Reikjavik foi construído um grande Centro de Concertos e Conferências, que é permanentemente utilizado para fomentar a Cultura dos visitantes.

Harpa, grande Centro Cultural

Na Estrada Nacional que circunda toda a Ilha, há Estações de Serviço (as N1) com restaurantes e sempre higiénicas e gratuitas instalações sanitárias.

Muito haveria ainda para dizer, mas fica uma ideia, mesmo pálida, do que é um Povo e como todas as estruturas funcionam para o bem estar e condições de vida. 

Com votos de um Bom Domingo, deixo-os com uma banhoca na Lagoa Azul..









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