Cada vez há mais pessoas que desconhecem os sabores antigos de algumas frutas, nomeadamente de algumas variedades de peras, entre elas a carapinheira.
São peras mais pequenas, redondas, muito suculentas e de sabor tão delicioso que constitui um néctar com que anualmente nos deliciamos.
Rigorosamente pura, sem qualquer tipo de química, este é o aspecto da minha pereira carapinheira, que plantei há mais de 20 anos e preservo com o maior cuidado.
Daqui por uns dias, ela irá retribuir tudo, tornando os seus frutos com a coloração ligeiramente amarela que é a sua forma de nos avisar que "está na hora".
Confesso que é, de todas as minhas árvores, a mais fiel. A que garante sempre mais peças de deliciosa degustação, de boa qualidade, em quantidade apreciável.
Face aos ventos que nesta época começam a aparecer, são precisas medidas para que nenhum dos frutos se estrague ao cair, pelo que foi montada uma rede à sua volta.
Felizmente, ainda é possível recordar-se estes pitéus de outros tempos, numa época em que toda a fruta é pulverizada, calibrada e de produção intensiva.
Esta é uma pereira antiga...nos tempos modernos.
É a minha pereira. Estou obrigado a preservá-la.
E a saudá-la, enquanto agradeço.


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