segunda-feira, 9 de maio de 2022

SINTRA...A GRAÇA SERVIÇAL DE LOUVAR DEUS...

Antes (des)graça 

Sobre o tom rosa, o Louva-a-Deus equilibra-se entre o subir e o cair  

Volta não volta, voam por aí curiosos Louva-a-Deus a que devemos estar atentos pelas suas artes de exibição em voos baixos, em busca da devida compensação.

É uma espécie curiosa, que voa e ora, buscando um ou outro galho onde trepar não exija boas regras nem a consulta de manuais onde a verdade se sobreponha. 

Com ventos de feição, avaliam como dar o salto certo e, tendo 5 olhos grandes e abertos, julgam que a sua graça os fixa com iguais no centro da espécie.
 
Uns, pseudo nobres, usam na caminhada as pernas ambulatórias já que as raptatórias são indispensáveis às louvações que induzem à apreciação da espécie.

Outros, sonham com ventura de olhos perspicazes os verem e agarrarem na ansiedade pela subida,  oferecendo-lhes qualquer coisa que reforce as energias.

Uns e outros possuem antenas olfativas que os orientam para onde a comida possa ser mais gratificante e compense dos esforços despendidos a favor da causa.

São espécies que têm em comum a obsessão por ninhos nos gabinetes, uns por necessidades insectívoras, outros para reforço do meio onde nasceram.

Também há quem lhes chame de "cavalinhos", quanto a nós nome mais apropriado para as virtudes de tal espécie já que fazem exibições de saltos e altos voos.

São a (des)graça com que nos deparamos...e não há graça que lhes baste.   

"Insetos" que vivem do canibalismo 

Se estudarmos os Louva-a-Deus com cautela, veremos que à débil aura de simpatia se sucede um canibalismo feroz, sendo agressivos devoradores de princípios.

Voam por aí, agarram-se a galhos onde trepam na ânsia do cimo, prontos a comer qualquer coisa recorrendo, se necessário, à técnica dos empurrões

O Louva-a-Deus, é ambíguo, bipolar, tanto se disfarça no adro da igreja como se esconde no poço iniciático, fixando-se sempre (e só) em peças que seleciona.

Insectívoro voraz, seleciona petiscos que o alimentem bem, desde pulgões que infestem a horta cochonilhas S. José ou Fogo Bacteriano típicos de Pereiras.

Na selva vivente, Louva-a-Deus há que mais parecem libelinhas dançantes, ávidos do esvoaçar à roda de pulgões experientes na arte de apanhar presas.

Impacto das mutações genéticas

No nosso território há de variados géneros, podendo observar-se exemplares típicos como o Nilomantis floweri, pseudempusa pavonina ou Iris oratoria.

Especialistas em genética dizem que - graças ao hortelão - a espécie floweri acabará por ser dizimada pela pavonina. A Iris oratória acasalará com a sophronica.

Complicaram-se os últimos tempos: A espécie pavonina, que estava quase a entrar na horta, foi comida pela espécie Liturgusa parva que, ameaçou fugir e regressou. 

Enquanto isso, a espécie Yersiniops sophronica, obcecada por trepar ao galho de curador, faz repetitivas voltas e reviravoltas, alternando-as com louvações.

Mais recentes mutações tem levado à perceção de que, a mais pequena ameaça ao líder da espécie, leva alguns Louva-a-Deus a sentirem dores reflexas. 

A recolher: "Louva-a-Deus tanto reza que perde o tempo da dignidade".

Neste território tão extenso, Louva-a-Deus é uma espécie em evolução.
 

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