quarta-feira, 24 de agosto de 2016

S.PEDRO E A DIGNIDADE DA PRAÇA D.FERNANDO II


"Parece que, decididamente,a Câmara Municipal não quer ouvir a população. Aquele espaço é, por excelência, a zona lúdica de São Pedro. O retorno da Fonte das Rãs seria um prémio para a memória de muitos e acrescentaria nobreza ao local. De base octogonal que suporta quatro rãs do mar jorrando agua pela boca, em forma de bica, teve projecto de Consiglieri Pedroso para ser colocada na Rotunda do Ramalhão, tal a beleza. Porque estamos em época de vacas magras comecem por fazer só a base, para completarem quando houver mais recursos. Mas caramba o ultimo orçamento, recente, foi de 75 mil euros!"Pedro Cansado  -  11/8/2016

A ameaça de um parque de estacionamento sem sentido na Praça D. Fernando II, em S. Pedro, tem justificado confusas opiniões de pessoas com responsabilidades políticas, misturando tudo, o que não abonará em futuras eleições.  

Sabe-se (até os próprios...) que os partidos politicos nem sempre escolhem os mais conhecedores da vida local, mas desiludimos-nos quando políticos que admiramos se deixam dominar por opiniões que não têm em conta pormenores históricos relevantes.

O comentário que acima reproduzimos, de um Pedro que notamos cansado, reflecte até certo ponto o cansaço que acaba por subsistir ao lermos certos comentários.

Com políticos a mostrar tal gabarito não admirará que as pessoas não votem. Para mal da sociedade, temos sim os desenquadrados da Vida Local. 

D. Fernando II - uma Praça com história para servir a História

Vítima de agressões nestes últimos anos, a Praça D. Fernando II é um espaço que as gentes amam, tal como era e é, sempre à espera de algo que a pudesse completar e recuperar de uma forma digna e adequada ao Homenageado.

Já lá estacionam carros? Sem dúvida. Isso não justifica que se invente um Plano para reconverter o espaço num atentatório parque de estacionamento.  

Se é certo que se recorda a Fonte das Rãs, como prémio às memórias, também no seu largo ficaria bem - muito bem, mesmo - um coreto ajustado à História do lugar.


Até nos antípodas há coretos e que belos coretos (Auckland, Nova Zelândia)

Por esse mundo fora, onde a nova religião de parques de estacionamento não vigora, vemos coretos lindos, que ajudam ao desenvolvimento Cultural e Musical.

Aproveite-se a Praça D. Fernando II para um Polo Cultural ao ar livre. Faça-se lá o Ponto de Encontro para visitas pedestres até Santa Eufémia, para se subir à Pena, para se caminhar até uma zona tão preciosa de se conhecer como é Santa Maria. 

Recupere-se a vida na Praça, fugindo do bulício da circulação automóvel. Tem todas as condições para receber visitantes, sintrenses ou não, durante todo o ano. 

Um pseudo-projecto, para fazer da Praça D. Fernando II um parque de estacionamento disfarçado, a caminho de ficar vocacionado para umas receitas, NÃO!

Claro que, tal como no Centro Histórico, é preciso arranjar alternativas de transportes.

Dizem que há milhões disponíveis...então apliquem alguns na questão nuclear de Sintra - Parques Periféricos Dissuasores - com transportes de ligação e circulações frequentes, garantindo horários alargados para incentivar a permanência de visitantes. .

E, se assim acontecer, se o Centro Histórico de Sintra e a sua Serra se projectarem como defendidos de tão elevada carga poluente de viaturas e de tantos riscos de segurança, cá estaremos para enaltecer os decisores. 

O que não concedemos é benefícios de dúvidas, quando se exaltam pequenas coisinhas e as mais urgentes ficam para quem vier atrás...

...um Sintrense que escute os seus representados e mereça ser reconduzido.

domingo, 21 de agosto de 2016

SINTRA: A "INCULTURA" DOS RECORDES...

A caminho dos 4.000.000 de pés nos nossos Palácios

A notícia ainda não galvanizou, mas não deixará de ser usada pelos historiadores de folhetos. Nem por mentalidades estreitas sobre o que é respeitar o património. 

Aguardemos que um destes dias, ao mais alto nível, os números sejam promovidos e logo uma chusma de seguidores fará as saudações do costume. 

No primeiro semestre deste anos (sem incluir o Parque e Palácio de Queluz), pelo menos 2.020.000 pés pisaram livremente o nosso património Histórico.

Melhor. O Palácio Nacional de Sintra, Casa de Reis, teve - pelo menos - 514 mil pés a pisar as suas salas. Felizes, com ténis ou sapatos, saltos altos ou baixos não importa.

O Palácio da Pena, onde D. Fernando viveu tão feliz o seu amor privado, não deve ter sido agredido por muito menos que Um Milhão e 58 mil solas de vários tipos.

Tudo, pelo que se lê, entusiasmante, com o objectivo de "crescer de forma sustentada, atraindo cada vez mais visitantes (...)", afirmou o presidente da Parques de Sintra.

Património que deveria ser salvaguardado

É estranho que a Administração da Parques de Sintra, face ao elevado número de visitantes, não tenha posto em prática medidas para a salvaguarda do património.

É frequente, noutros patrimónios de relevante valor, que - pelo menos nalgumas zonas - as visitas só possam ser feitas com protecções específicas ou descartáveis.  




Obviamente que o Grau de Cultura também se mede pelos cuidados a ter na preservação do património, mas isso é coisa para os zeladores de outras paragens.

Desta ameaça ao Património Histórico, com a Câmara representada na Administração, resta-nos aguardar pelas consequências futuras...à custa do dinheirinho de hoje.

A mesma Administração (senta-se lá a Câmara) que não isenta de entradas jovens com menos de 18 anos (é certo que não votam...) para acederem à Cultura da sua Pátria.

A mesma Administração (que conta com o Presidente da Câmara) que não manifesta preocupações com a perigosíssima carga combustível em carros pela Serra acima.  

Bater-se-ão, certamente, outros recordes, por exemplo de receitas mesmo que de menor influência na economia sintrense, mas é a cultura do nosso dinheirinho. 

Um destes dias, talvez se contem, com orgulho, os milhares de carros que atravessam o Centro Histórico sem que os passageiros o visitem. Tudo no mesmo caminho. 

Parece ser disto que certas figuras gostam.

Um sintrense para Sintra é cada vez mais uma exigência. 

Bom Domingo.  


terça-feira, 16 de agosto de 2016

SINTRA: UMA SÓ CAMISOLA


A Única camisola: "Sintra. Um sonho em cada lugar"


Está quase a fazer 20 anos que esta é a nossa camisola, registada na devida instituição para protecção da imagem.

Certamente será pobre, não obedece a padrões de marketing, mas nela temos a Serra, o Mar, o Castelo e os Palácios. A Lua e o Sol segundo os gostos.  

Sentimo-nos felizes, tal como no primeiro dia, temos o maior orgulho em tê-la e, aos poucos a fomos oferecendo a quem - em nossa opinião - justifica a oferta. 

Hoje já quase não existem exemplares.

Quase 20 anos depois, o símbolo representa o mesmo, sem tirar nem pôr, continuando o orgulho por vivermos tão junto, por acordarmos todos os dias vendo a Pena e o Gigante, apenas termos deixado de ver a Cruz Alta agora tapada por arvoredo. 

A realidade histórica implica resolver problemas 

Tal como sempre dissemos, Sintra é imensa, vai de Casal de Cambra ao Barrunchal ou de S. João das Lampas ao fim de Rio de Mouro, onde os munícipes têm exactamente o mesmo direito dos que moram no Centro Histórico. 

Não regateamos uma vírgula, pelo que não aceitamos que alguém - declaradamente, ou não - pretenda criar a divisão entre Vila de Sintra e o resto.

Quer queiramos, quer não, o fluxo de visitantes à Vila de a Sintra resulta de ser apelativa em termos da natureza, Património da Unesco, Palácios e sua Serra. 

Só por disparate, alguém imaginaria que campanhas turísticas de Sintra envolvessem Manique, Barrunchal ou Casal de Cambra, localidades respeitáveis mas fora do que se convenciona como destino turístico. Figuras Históricas comprovam-no. 

É nessa perspectiva que são exigíveis soluções para se receberem condignamente os convidados em campanhas publicitárias. A menos que estejamos enganados...

Perigo de muitas camisolas amarelas

Como não sobrevivemos da vida política nem precisamos de nos mostrar ou destacar para futuras escolhas, a nossa camisola é suficientemente nossa para sermos felizes. 

Parece, no entanto, que já anda por aí muito folclore, com várias camisolas amarelas dentro do mesmo pelotão, à espera que o seleccionador goste do seu pedalar.

Em coisas da política, às vezes uma camisola amarela pode dar jeito...ao ciclista...mas os eleitores podem não ficar tão bem servidos. 

Opinião de quem não corre em equipa nenhuma nem utiliza ciclovias.  

Sintra precisa, sim, de um Sintrense que saiba rolar pedalar para todos. 



domingo, 14 de agosto de 2016

HOJE, DOMINGO...FUJA DO STRESS DE SINTRA...VÁ A CASCAIS


Sintra tem espaços maravilhosos mas, respeitando os caros visitantes deste blogue, recomendaria que não optem por filas intermináveis de carros, esperarem por ar puro e terem poluição ambiental, quererem momentos felizes e terem frustrações. 

O trânsito caótico que nos envergonha (aos que têm vergonha...) é não só ofensa à UNESCO por ter feito a distinção de Património Mundial como aos que, acreditando em promoções de Turismo sem pés nem cabeça, por cá aparecem confiantes. 

Aqui ao lado, tão perto, em Cascais, poderão ter Cultura em condições de grande acessibilidade e aproveitar o Sol, um passeio junto ao mar, encher o peito com ar puro.


Entre o Farol da Guia e o Museu de Castro Guimarães tem espaços onde não precisa de encher o mealheiro de nenhuma empresa exploradora de moedas. Tem ciclovias a sério, e poderá apreciar imagens paisagísticas de grande interesse. 

Sugerimos que visite a Casa de Santa Maria, junta do Farol de Santa Marta. Desenhada por Raul Lino, dentro pode ver-se a representação dos meses do ano por ele feita.

Farol de Santa Marta e Casa de Santa Maria - Raul Lino à direita


É maravilhoso poder apreciar-se o tecto de madeira pintado a óleo por Oliveira Bernardes e os maravilhosos azulejos do Século XVII.


Poderá ainda apreciar os vestidos mais emblemáticos da carreira da estilista espanhola Agatha Ruiz de La Prada, patentes até Outubro.  

Ao lado, o Farol de Santa Marta mostra-nos a evolução das formas de aviso ao mar.


Com um só bilhete de 8 euros, poderá visitar os 10  museus incluídos no Bairro dos Museus (crianças até aos 12 anos e pessoas com + de 65 anos têm entrada gratuita).

Ficam alguma imagens que julgamos sugestivas:




Votos de um bom Domingo, Cultural e cheio de ar puro.