terça-feira, 25 de abril de 2017

25 DE ABRIL, UM DIA FELIZ

No nosso jardim não há cravos que hoje se possam oferecer. 

Como Abril "é quando um Homem quiser",  temos flores cuja beleza e alegria também são de Abril, envolvendo a data festiva de libertação com as nossas vidas. 

Um Aniversário de Abril ainda tão jovem. Perdurará na nossa vida, por anos e anos, desejando sempre que numa sociedade mais justa onde a vida seja mais feliz. 

Abril não se faz só de cravos: faz-se da verdade que desponta, dos sentimentos que temos, de quem sonha e deseja um futuro melhor para todos.

Um botão de rosa a desabrolhar em cada dia, para que todos eles se transformem e cresçam, para que em cada um de nós brilhem as flores da nossa convivência.

Ternura para a juventude nascida de Abril e que será continuadora das nossas vidas. 


Um botão para a juventude que em mais um ano se abre ao mundo, doce, perfumada, amada e em que confiamos para levar de vencida os votos de melhor futuro. 



Rosa aberta, que oferecemos à geração seguinte, da que já teve espinhos, onde os sonhos começam a ficar distantes, mas a vida ainda é fonte de deslumbramentos.

São a ponte dos sentimentos que ligam o passado e o presente, o desenvolvimento da Juventude e a partilha das preocupações com o passado. Uma saudação sincera.


Por último, para a geração dos mais idosos, a túlipa vermelha e branca, lembrando a alegria de quantos para quem o 25 de Abril representou a libertação.

Recordarão a Alegria de Abril. Os abraços que nos Unem e Aproximam. O desejo de voar sobre Sonhos e, quantas vezes, a alma ficar marcada por Sofrimentos. 

Geração que não pensa "Um Dia de Cada Vez" porque cada Dia é Um Dia Novo, com esperança no futuro, sem abdicar da felicidade a que todos têm direito.

Que estas flores - do nosso jardim - cheguem a todos Vós. 

Neste 25 de Abril todos comungamos da mesma Festa. 

Votos de um Dia Feliz. 

Com um forte Abraço, deixo-os com José Mário Branco: "EU VIM DE LONGE"
















domingo, 23 de abril de 2017

DOMINGO: PASSEIO DE NOSTALGIA PARA "VIVER SAUDADES"

De vez em quando, com o pretexto da religião que consiste em ir comer um pastel de bacalhau na Casa Chineza, temos desejos de subir o Chiado para viver saudades.  

Sucede...queremos dizer muitas coisas...mas as palavras ficam-nos na garganta, incapazes de saírem, fazemos um esforço, e em vez de palavras saem lágrimas.

Pensamos fazer um roteiro da Vida, o que foi para nós o Velho Chiado. O que representaram para nós certos edifícios e locais, mas apenas vemos a saudade.


Aqui era o Eduardo Martins

O Eduardo Martins era um dos grandes armazéns de referência. entrava-se pelas Rua Garrett e Rua Nova do Almada, encontrando-se as mais variadas ofertas. 

Aqui era a Casa José Alexandre

Frente ao Eduardo Martins, esquina com a Calçada do Sacramento, era a Casa José Alexandre, sempre com as últimas novidades para a Casa, desde os mais finas cristais a talheres e à mais fina baixela.

"Ao Último Figurino"

No "Ao Último Figurino" encontrava-se as últimas modas de vestuário, vindas de Paris e outras Praças da Moda europeias. Um grande incêndio viria a acabar com ele. 

Subindo a Rua Garrett, a meio, depois da Leitaria Garrett, com tanta história, tinhamos a Sede da maior Seguradora Nacional - a Império - que tanta felicidade nos deu.

A grandiosidade da Império aqui bem expressa

A entrada principal da Império era um pouco diferente. Também os acessos para a Rua do Carmo e edifícios do Carmo e Pessanha eram controlados internamente. 

Ainda no edifício da Império, havia a Pastelaria Marques

Muito nos juntávamos na Marques, um excelente pretexto para encontros numa pausa que o trabalho concedia e os sentimentos desejavam. Ainda lá tem o nome gravado.

Igreja dos Mártires, agora recuperada e muito bonita

Temos, ainda hoje, a Igreja dos Mártires. Vamos lá frequentemente, não só pela nostalgia daqueles tempos como pelo conforto que nos dá os momentos lá passados.

Onde era o Ramiro Leão

Às vezes, há quem goste de desfigurar a história. Alguma entidade decidiu castrar (com má qualidade) as palavras "Ramiro Leão" que encimavam esta porta.

A meio da Rua do Carmo, havia uma boa Loja de Florista. Nela compramos, há 38 anos um pequeno tronco do Brasil...que hoje mostramos como memória viva: A única. 

Com 38 anos, este tronco do Brasil faz parte da memória do local

Todos estes espaços fizeram parte da nossa vida, Mais de 50 anos de bons e maus momentos que nos condicionam na sua recordação. 

Compreenderão porque lhe chamamos "Um passeio de Nostalgia".

Faltaram-nos muitas palavras, esmagadas pela recordação. 

Votos de um Bom Domingo. 


quinta-feira, 20 de abril de 2017

SINTRA: CÂMARA, FREGUESIAS E TRANSPARÊNCIA...

(Falando sobre Sintra na TV de um clube) Basílio Horta disse: "(...) Como é número 1 em transparência nas grandes cidades"
No site da Câmara "é o primeiro dos grandes municípios no índice de transparência", transcrevendo palavras de Basílio Horta segundo as quais "A democracia é, por essência, avessa ao segredo"   

Questão nuclear: Transparência

Gostamos da política sem trocadilhos. Não ao jeito de se comparar um município tão heterogéneo como Sintra com grandes cidades-Município; ou misturar-se Índice de Transparência Municipal com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses. 

Temos a frase-panfleto: "A democracia é, por essência, avessa ao segredo".

Para (des)consolidar um segredo, escrevemos no passado dia 10 de Março às diversas Uniões e Freguesias de Sintra solicitando uma singela ajuda: 
"Num estudo que estou a elaborar sobre Acessos Culturais, gostaria de poder saber, junto de V.Exa. - durante o ano de 2016 - quantos bilhetes de acesso gratuito a espectáculos realizados no Centro Olga Cadaval foram disponibilizados a essa Junta de Freguesia. 

Se V.Exa. entender, como foi depois feita a redistribuição. 

Ao mesmo tempo, como a Empresa Parques de Sintra nos informou em 10 de Abril de 2015 que "como contrapartida da utilização do espaço da Torre do Relógio" em Sintra, "disponibiliza 800 entradas gratuitas por anos para que a CMS as distribua com fins de ação social ou de educação", quantas destas entradas foram distribuídas por essa Freguesia."
O pedido, como será entendível, tem um suporte social e as Juntas de Freguesias, pela sua tão frequentemente citada proximidade, seriam o canal certo para a resposta.

Só duas responderam: - A Freguesia de Colares "não recebeu bilhetes de acesso gratuito a espetáculo no Centro Cultural Olga de Cadaval"; União de Freguesias de São João das Lampas e Terrugem: "não temos dados para lhe poder responder".

Nem a União de Freguesias de Sintra (a nossa) nos deu a institucional resposta.

Das respostas, Colares, de entradas gratuitas para os Parques de Sintra nada disse e Lampas e Terrugem, para tão relevantes direitos culturais, não tem dados.

Compreenderão os Munícipes, os "Fregueses" bombardeados  com alusões ao "número 1 em transparência", como a mesma se consolida?

Esperávamos respostas do Não ou do SIM, neste caso com bilhetes recebidos e quem deles beneficiou, se Associações de Idosos, Instituições de Infância ou Escolares.

Partimos do princípio que entradas gratuitas para espectáculos e visitas de "acção social ou de educação" não terão beneficiários prioritários ao direito das 11 Freguesias.

Nada! Poder Local de "proximidade" mais próximo "do distanciamento". 

Poderiam responder que iriam inteirar-se, junto dos serviços Camarário, sobre como são distribuídas tais entradas gratuitas, reclamando - se caso disso - a sua parte.

Resultaria, pela certa, que o Senhor Presidente da Câmara logo anunciaria a abertura de um inquérito para se apurar como é feita a distribuição de entradas gratuitas.  

Silêncio!

Acanhamento perante Sua Excelência não faria sentido face à sua conhecida veia dialogante. Desconhecimento das Freguesias pelos seus direitos? Estranho.

O que terá feito as diversas Freguesias silenciarem-se? Recebem-nos? Distribuem? 

Os lugares não vendidos ou eventualmente "disponibilizados" à Câmara a quem se destinam? E entradas "disponibilizadas" pela Parques de Sintra, a quem aproveitam?

As Freguesias têm a obrigação de zelar para que os seus residentes possam aceder - na sua quota parte - aos eventos Culturais, Sociais e de Educação disponibilizados.

O silêncio das Freguesias torna o assunto bastante mais preocupante.

As Freguesias fizeram-nos falhar um pretendido estudo sobre a repartição dos benefícios recebidos para acessos gratuitos a fontes culturais, sociais e de educação.

Neste quadro, torna-se exigível que a Câmara Municipal, até para prova de "transparência", esclareça como se processa a distribuição de tais acessos gratuitos. 

Para que não seja o segredo avesso à democracia.

E, dentro de dias, os cravos exibidos nas lapelas sejam mais viçosos.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

SINTRA, TSF E O "DESVENDAR" DO AGRAVAMENTO DO IMI

O Senhor Presidente da Câmara de Sintra dá-nos, de vez em quando, umas surpresas. 

A tomada de posição sobre os agravamentos verificados no IMI é uma delas, numa situação sentida desde finais de Março quando os Avisos chegaram aos Contribuintes.

Não fosse a TSF colocar em discussão pública e talvez ainda estivéssemos envolvidos na fraseologia da redução do IMI, sem conhecermos a sua aplicação efectiva.   

Terá sido aplicado o IMI a pagar em 2017 sem um Despacho de Sua Excelência nesse sentido? E só depois de na TSF se abordar a prática seguida, as penalizações, a celeuma, perceber que "os critérios não estavam a ser aplicados correctamente"? 

Sugerimos a leitura da página 220 da Ata 19/16 (27 de Setembro de 2016) pois dá indicações interessantes para se fazer um juízo sobre o agravamento do IMI:



O Vereador Marco Almeida citou a decisão de Sua Excelência sobre a Cláusula de "majoração do Imposto em 30%", comparando os 170 imóveis degradados identificados em 2013 (efeito IMI em 2014) com os 8300 identificados em 2016 (efeito em 2017). 

Teve razão o Vereador ao alertar sobre a decisão da "majoração" do IMI "que é notifique-se primeiro e que o contribuinte reclame depois". Respondeu o Presidente da Câmara: "Nessa altura não funcionava isso nem o resto. Agora funciona".

Soube-se pela TSF como funciona, dizendo o mesmo Presidente da Câmara: "Vamos levantar um Inquérito interno para saber e para explicar quais as razões que levaram a este tipo de erros", "decidi anular todos os processos de agravamento do IMI de 2017".

Foi uma pena não ter dito na TSF qual o prazo para o inquérito e, se foram eliminadas definitivamente as majorações, se todas ou algumas, se feitos novos acertos e identificação dos casos, se antes ou depois das eleições autárquicas.

E para melhor se avaliar do crédito do site camarário (a informação nuclear seria sobre "anular todos os processos de agravamento") surge, no mesmo dia da TSF (13.4.2017) a fantástica notícia "SINTRA DEVOLVE 8,1 MILHÕES EM IMI".  

Apreciem por favor...fará sentido? Como devemos classificar?

A gestão autárquica funciona assim?

Sua Excelência deixou a ideia de que ninguém o terá alertado para as implicações decorrentes da decisão de majoração do IMI em 30%. Haverá quem pense que Sua Excelência foi mantido fora da decisão. Tudo aplicado sem um despacho seu.

É fantástico como, com assessores e consultores, se terão criado condições para que um Presidente declare que "Na Câmara de Sintra nunca houve especificidade nestes critérios e estava convencido que não era necessário". Ficamos chocados...

Não vamos prescindir de conhecer os resultados do prometido "Inquérito" mesmo com prazo desconhecido e contornos ainda mais distantes da percepção.

Alguém terá responsabilidades no meio disto tudo, porque da parte de Sua Excelência pelo menos estava..."convencido que não era necessário". 

Um excelente serviço prestado pela TSF, a incentivar que surjam outros.

Na nossa infinita ignorância, julgávamos que o Poder Local não funcionava assim.