terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

SINTRA: "POLO HOSPITALAR" OU PRESTAR SERVIÇOS A QUEM?

O sofrimento pelo tratamento dado a um idoso  e relatado pela sua corajosa Filha, por sinal respeitada e credível Professora Sintrense, entrará na história da negação dos direitos dos cidadãos a terem uma assistência médica hospitalar condigna.

Quando na política se diz que "somos todos iguais", esta Senhora, que tanto tem dado de si, generosamente, à sociedade em que vivemos, não tem pedido excepções, apenas que seu Pai seja tratado com eficiência - e carinho, dizemos nós - na doença.  

Ao longo de dias, e mais dias, os relatos que foi fazendo das situações que seu Pai e ela têm vivido, fazem-nos meditar na contradição entre a realidade e o que, tantas vezes, uns tantos embusteiros inventam para nos iludir a qualquer preço.

Fala o Senhor Ministro, entusiasma-se o Autarca, dobra-se o Serviçal. À margem continuam os que sofrem, os que têm direitos mas são mal tratados, os que não pertencem à camada de eleitos que se pavoneiam ansiosos pela manutenção no poder.

O relato da Senhora Professora Sintrense, antiga autarca, respeitada, é uma pedrada no charco da hipocrisia militante, dos que passam ao lado da verdade da assistência, dos que desvalorizam os carentes para os internar longe de hospitais verdadeiros.

Com gente que não presta não se podem ter contemplações. 

Obrigado Professora, os seus relatos reforçam o apreço pela primeira Pessoa. 

Do "Hospitalar" que não é Hospital 

A recente entrevista ao presidente do Hospital Fernando da Fonseca (por favor clique para ler) ajuda a entender o porquê de um "Polo Hospitalar", rebaptizado de "Hospital de Proximidade", que não corresponde aos anseios de um Hospitalar tradicional. 

Tal "Polo" - sem autonomia - será gerido pela mesma Administração (Amadora-Sintra) que mantém a Urgência Básica de Mem Martins com as limitações conhecidas em especialidades, médicos e meios auxiliares de diagnóstico.

As palavras do Presidente desse Hospital confirma-nos: "Um pólo é melhor, porque depende na mesma do HFF e podemos evitar que as pessoas venham à urgência"; "Cirurgia de Ambulatório"; "Camas de convalescença". 


Retirado do artigo de Romana Borja-Santos, de 30.1.2017 (acima mencionado)

Face às omissões, exige-se que mostrem o resultado de estudos prévios que suportam a mistura de uma Unidade sem todas as valências com a imagem de um Hospital.

Do estudo, que população se prevê abrangida? Metade do concelho de Sintra? Para cá de Rio de Mouro? Porque outra parte do concelho está na área do Amadora-Sintra.

Alguém fala em Maternidade e equipas Cirúrgicas? Em Blocos Operatórios e seu Recobro? Se não tem Internamentos...ou temos uma colossal mistificação?

Em Sintra, há Clínicas Privadas com valências iguais às prometidas para o "Polo". Se tiverem "camas de convalescença" passam a chamar-se Pólos Hospitalares? 

Ou temos alguns políticos que não sabem discernir entre "Hospitalar" e Hospital?    

O Amadora-Sintra tem um problema a resolver ligado com camas ocupadas por doentes em convalescença e não só, que envia para o exterior com elevados custos.

A confusa ilusão do "Polo Hospitalar", agora dito "de Proximidade", não passa da solução desejada pelo Hospital Amadora-Sintra (que continuará a manter a tutela), mas aliviando custos e afastando alguns doentes dos seus serviços e corredores.

Aproveitando a ansiedade dos sintrenses, criar a miragem eleitoral de um Hospital não passa de uma extensão social e pouco hospitalar do Amadora-Sintra. 

Claro que, neste quadro, em acidentes ou doença graves, os sintrenses continuarão a ser levados ao Amadora-Sintra, com ambulâncias correndo pelo IC19 fora. 

Inventem-se terrenos, inventem-se fantásticas vitórias, mas não iludam os sintrenses falando de um Hospital que o não é, quando precisamos de um que o seja.

Queremos um Hospital com todas as valências de um Hospital, não uma Urgência Básica Alargada...para convalescença "Social" longe da entidade que os deve tratar.

Não é difícil admitir que a situação com que iniciámos este artigo já teria uma confortável solução para o Amadora-Sintra se existisse o "Polo" de "Proximidade".

Nesta fase, o eleitoralismo já pouco colhe, pelo que o próximo Presidente da Câmara - que esperamos seja Sintrense - terá de redefinir a política de saúde para Sintra. 

Até no desejo de um verdadeiro hospital não é este o caminho.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

SINTRA: NOVE (9) ANOS DEPOIS DAS MORTES EM BELAS

UMA HISTÓRIA TRISTE DE SINTRA


A história triste de duas famílias africanas em segundos destruídas, que entretanto passou ao esquecimento graças ao comum empenho para que fosse esquecida...

Eram africanas, eram pobres, uma delas teria o seu primeiro dia de trabalho. Uma delas nunca mais apareceu, cavando um desgosto ainda mais profundo dos seus. 

Não faltou na história a surreal invocação de ligações clubísticas, recurso nojento a que alguns políticos deitam mãos sempre à espera que isso lhes traga votos.

Chegou-se ao ponto de, em eleições posteriores numa zona próxima, em caça ao voto, despudoradamente surgirem políticos a identificarem-se com a população africana.  

Foi a 18 de Fevereiro de 2008. O local continua assim, aguardando eleitoralismos, sem que se fale das vítimas e familiares, com pedra - pesadíssima - sobre responsabilidades.

A incapacidade de escoamento de águas pluviais contribuiu para forte corrente vinda do alto

A viatura foi arrastada para a Ribeira do Jamor ( protecção e canavial são posteriores) 

Passados 9 (nove) anos, a solução continua a arrastar-se, agora com contornos que a aproximarão das eleições...embora suportada pelas Infraestruturas de Portugal.

Fica a homenagem às duas inditosas vítimas, de que ninguém hoje fala, de que não querem falar, de responsabilidades que nunca foram atribuídas. 

Coisas estranhas contribuíram...era preciso silenciar.  

Tudo ao correr do tempo eleitoral?

Em 6 de Abril de 2016 a Câmara Municipal de Sintra assinou dois documentos com a Infraestruturas de Portugal (IP) que, aparentemente, estarão desligados...  
  
Num deles - "Contrato de Subconcessão" para construção da Pousada de Juventude de Sintra (por favor clique para rever) - a CM promete gastar mais de 1,4 milhões em edificado que reverterá para a dona do terreno: Infraestruturas de Portugal. 

Outro - "Protocolo" para a "requalificação da Estrada Nacional 117" - que o site da CM ajuda a iludir os leitores, levando-os a pensar que é Obra Municipal, quando na verdade o encargo de 2.390.000,00 € + IVA é assumido pelas Infraestruturas de Portugal.

Com efeito, o site da CM, sob os títulos "Lançado concurso público para requalificação da EN117 entre Queluz e Belas" e "Governo autoriza despesa para requalificação da EN117 entre Belas e Queluz" mostra documentos praticamente ilegíveis.

Quem não conheça bem o processo, é confundido porque os títulos parecem remeter para a Câmara as virtudes e custos da "requalificação" da Estrada Nacional 117.

A verdade: "O município de Sintra investe (...)em “obras de construção de passeios e da ciclovia, que têm o custo inicial estimado de 82 mil euros, e obras de substituição da conduta de abastecimento de água e respetivos ramais, que tem o custo inicial estimado de 1 milhão e trinta e quatro mil euros, menciona o protocolo”". 

Teria sido mais bonito o site reproduzir a Portaria toda ou o Ponto 4º.: - "Os encargos financeiros resultantes da execução do presente diploma serão satisfeitos por verbas adequadas do orçamento da Infraestruturas de Portugal, SA". 



Temos, então, uma situação bem concreta e que merece ser devidamente esclarecida. 

Em 6 de Abril de 2016, quando da celebração, o representante das Infraestruturas de Portugal afirmaria "...início da obra previsto ainda este ano"...já estamos em 2017...

Mais tarde, em 29 de Agosto de 2016, era o site da Câmara a anunciar o Lançamento do Concurso e que "O início das Obras está previsto dentro de sete meses"...

Mas que "obras"? As a cargo das Infraestruturas de Portugal ou as que a Câmara anunciou ir fazer naquela zona, que não apenas na Estrada Nacional 117?

Não admirará que, próximo das eleições, se vejam Cartazes em nome da Câmara para obras cuja factura será paga pelas... Infraestruturas de Portugal. 

Aguardemos um novo folhetim promocional.

Assim se vai vivendo em Sintra...mas não é este o caminho.



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

SINTRA: CONSEGUE VER-SE O QUE ESTÁ BEM?

Será difícil encontrarmos um jogo de decifração de enigmas melhor que as imagens que iremos mostrar, embora previamente se recomende a leitura de textos anteriores.  

É ao Departamento de Obras da Câmara Municipal de Sintra e aos responsáveis camarários que estes alertas pouco motivam, que devemos expressar "gratidão". 

Havia problemas de trânsito para se entrar e sair da Abrunheira, junto à EN 249-4.

Em 2008 foi arranjada a solução...que, agravando a circulação no local, teve a graça de servir automobilistas ansiosos e carentes do pão de cada dia.  

Ainda vemos o entusiasmo do presidente da Junta de Freguesia (da altura), mostrando a Planta que tinha na mão, sem ter a visão do que é resolver um problema local.

E complicou-se. E tem-se visto. E as autoridades já terão até desistido de actuar, pois passam no local, tantas vezes, sem que se veja a intervenção.    

A colocação de um sinal de trânsito...que poucos respeitam

Metade na faixa de rodagem, metade na passadeira (13.2.2017)

Ficou estacionado sobre a passadeira...enquanto alguém foi comprar pãozinho

Foi assim que, recentemente, houve um atropelamento (p.f.clique), mas a que a indiferença ajudou a esquecer. 

Ocupado o espaço a esse fim destinado...é em plena EN 249-4 que se faz a descarga (13.2.2017)

Condutores obrigados a ultrapassar sobre sinal contínuo

Descarga em plena curva, fora de mão...

Mas como nisto de Obras Municipais as coisas inovadoras se multiplicam, vejamos:

Mais à frente, a seguir a uma curva perigosa, a qualitativa capacidade de inovação levou à colocação de uma passagem de peões...que vai só à berma do estacionamento.

Exemplificando falta de respeito pelos peões, mas aproveitando a disponibilidade deixada pelos serviços camarários, uma automobilista escolhe precisamente esse espaço, quase todos os dias, para estacionar a sua viatura. 

Um exemplo de "cidadania"...

Admitimos que um concorrente deseja ocupar o mesmo espaço

Certamente o estimado visitante deste blogue estará a perguntar a quem se pode estar grato por estas soluções que custam milhares ao Município para não resolver.

Será que estas situações decorrem de incompetência dos serviços responsáveis, daí resultando o agora faz-se, amanhã desfaz-se. Ou haverá qualquer coisa pelo meio?

Confessamos que já admitimos tudo. 

Que não é o futuro, nem "é este o caminho", não temos dúvidas. 


domingo, 12 de fevereiro de 2017

NESTE DOMINGO? VAMOS PELA CALIFÓRNIA ATÉ SAN DIEGO

Graças a um stopover alargado, decidiremos percorrer a maravilhosa costa da Califórnia, onde belas praias nos provocam para sobre areias loiras nos deitarmos.

Antes, faremos um desvio até ao Parque Nacional de Yosemite, nas montanhas de Serra Nevada (próximo do Estado de Nevada) para vermos uma cascata espectacular.


Parque Nacional de Yosemite

Voltando à costa da Califórnia, junto a praias, temos residentes que amigavelmente nos vêm visitar, à espera de qualquer petisco que é rigorosamente proibido dar. 


Entre Carmel e Monterey

Vamos descendo, passaremos por Monterey e visitaremos o Steinbeck Wax Museum, onde figuras de cera por vezes nos amedrontam ao representarem a história da cidade.

Steinbeck Wax Museum

Antes de chegarmos a Los Angeles, faremos um desvio serra acima para visitar o fabuloso Hearst Castle, visitando as sua salas e a riquíssima piscina romana. 

Hearst Castle, a piscina romana

Hearst Castle, vista sobre o Oceano Pacífico

Retomando a costa da Califórnia, depois de Santa Bárbara, chegaremos à cidade de Los Angeles, onde - junto ao mercado - iniciaremos um circuito em carro eléctrico.

Los Angeles, vale sempre a pena este passeio em carro eléctrico

Depois, calmamente, subiremos até Hollywood, onde poderemos cruzar com alguma estrela famosa, ou entrar num qualquer estúdio que esteja à nossa espera.

Um dos muitos museus...sempre à nossa espera

Chegados a este ponto da Califórnia, seria uma perda importante se não fossemos visitar a belíssima cidade de San Diego, ali bem perto da fronteira do México.

San Diego, cidade antiga 

San Diego, Biblioteca no Balboa Park

San Diego, depois de passearmos junto ao mar...almoçaremos neste restaurante grego

Chegados aqui, coloca-se-nos, certamente, uma dúvida: - Por que não dar uma saltada até ao Arizona e visitar o Castelo de Montezuma, um Monumento Nacional?

Pelos caminhos do Arizona podemos ver a beleza destes cactos

Castelo de Montezuma

O tempo voa...poderíamos ter ido até Sedona, dar uma outra volta por paisagens maravilhosas e por zonas protegidas com todo o respeito. 

Regressamos por Phoenix a caminho de Los Angeles onde o A340-600 da Lufthansa (voo LH453) nos espera para chegarmos a Munique às 13,40 do dia seguinte.

Em Munique, despedimo-nos dos companheiros desta viagem, que tomarão o voo LH6962 (em codeshare com a TAP), desejando que tudo lhes corra bem até Portugal,  

Se estiveram atentos...nesta viagem todos demos uma volta ao Planeta Terra. 

Desejamos contar com a vossa companhia noutras viagens. 

Bom Domingo para todos.