sexta-feira, 26 de maio de 2017

SINTRA: SENHOR PRESIDENTE, QUE SE PODE DIZER?

Sua Excelência tem falado - ultimamente - em tantos milhões que dá que pensar. E todos destinados a coisas de vulto, que de simples os olhos podem não conseguir ver. 

Sabemos, um pouco, como conseguiu tanto dinheiro, que não é de Sua Excelência, mas dos Munícipes, de todos eles, pelo menos daqueles que apreciam as múltiplas taxas que constam da facturação de água, luz e gás. Que pagam IMI.

Ao mesmo tempo, desde o início do mandato de Sua Excelência, o pouco investimento no concelho gerou poupanças cada vez maiores que agora ajudam às promessas.

Coisas grandes saem do cardápio onde há petiscos para todos os gostos. Um piso no Hospital de Cascais (já começou?), um Polo Hospitalar que dia sim dia sim passa a Hospital, parque de estacionamento junto ao Urbanismo, Centros e por aí fora. 

E o Parque da Liberdade, Senhor Presidente? Tem-se desvanecido o desejo de que alguns entertainers da política, pressurosos protectores da sua imagem, o levem a atravessar o Parque da Liberdade, aquela jóia pegada ao Centro Histórico. 

Ainda hoje, na nossa infinita confiança de que um dia olhará pelo Parque, recolhemos estas fotos para provar que se tem degradado a olhos vistos desde que Sua Excelência é Presidente da Câmara e, ao que julgamos saber, é o respectivo peloureiro.


Apesar de alertas, apesar de críticas pela não solução (há uns marotos que reclamam e incomodam não Sua Excelência mas os entertainers) foi preciso chegar-se ao final do seu mandato para a fonte deixar de ter a cristalina e pura água que bebíamos. 

É ou não obra de Sua Excelência? Obviamente. 

Aliás o Parque, tão apreciado por visitantes, por turistas, nunca teve imagens tão desoladoras. Será que existe qualquer estigma pesando sobre aquele nobre espaço?

Uma escada 

Um caminho 

Outro caminho

Será que Sua Excelência se sente bem? Podemos mostrar mais e piores mas não queremos desanimá-lo, apenas que não "é este o caminho".

São estas pequenas coisas que fazem as vitórias (quando resolvidas) ou as derrotas dos políticos, porque as pessoas têm cada vez mais consciência do que querem. 

Um destes dias vamos mostrar-lhe mais uns exemplo daquilo que nos envergonha quando temos Amigos que, vindos de muito longe, anseiam por chegar a uma terra que é Nossa, dos Sintrenses que a amam e que não admitem situações como estas.

O Parque da Liberdade...como é possível? Como foi possível ter-se confiado?

Sintra não merece isto. 




quarta-feira, 24 de maio de 2017

SINTRA: "NOVO" CENTRO DE SAÚDE QUEM VAI "BEM SERVIR"?

A propósito de "entertainers"

Para que entertainers de serviço não abusem de manobras de diversão e pretendam desprestigiar quem critica as práticas, diremos que o actual Centro de Saúde de Sintra há muito tempo deveria ter sido extinto e substituído de forma adequada e profícua.

Têm-se arrastado as más condições de assistência na doença, colidindo com os direitos dos cidadãos a acederem a serviços médicos sem constrangimentos.

A notícia - em época eleitoral e que não pode ser desligada - do "Novo" Centro de Saúde de Sintra recomendaria certas cautelas face ao quadro em que se insere.

Ignorando o quadro, entertainers vocacionados mais ao servilismo do que a estudar a vida dos Utentes, louvam, sugerem, até citam medições para percursos e distâncias.

Quantos arautos e entertainers serão Utentes do "Novo" Centro anunciado? Nenhum. 

Daí não saberem bem que a União de Freguesias de Sintra se espalha por 62,27 Km2 (mais 17 km2 que o concelho de Oeiras!!!) com aldeias onde vivem pessoas.

Aprendam que só a saudosa Freguesia de S. Pedro de Penaferrim tem uma Área de 26,46 Km2, ou seja, por exemplo, mais 10 Km2 que a Freguesia de Rio de Mouro.

Nesses 26,46 quilómetros quadrados não há Centro de Saúde nem apoios. 

Quando um Autarca alude, de forma despropositada, a 500 metros de distância, deve perguntar-se se ele mesmo faz essas distâncias a pé ou em viatura autárquica.  

E, já agora, porque não sugere que dos Paços do Concelho ao Valenças (menos de 500 metros) os Autarcas vão a pé em vez de mais de dois quilómetros em viatura oficial?

Que despudor um autarca (letra pequena) quase advogar que doentes façam a pé o percurso da Portela ou da Estação de Sintra ao novo local, paguem estacionamentos, usem transportes que não há ou recorram a táxis para terem assistência médica. 

Impensável, que alguém no Poder Local assim pense. Não merece votos de ninguém. 

Descoberta de um "Novo" Centro de Saúde

No site camarário, o "Novo Centro de Saúde de Sintra" "abrangerá cerca de 21.000 utentes do município". Pelo painel afixado, 1.000 já saíram para parte incerta...


Segundo o painel, vai ter "Sala de Atendimento", "Sala de espera", "Gabinete de consulta da mulher", "gabinetes médicos", "gabinetes Enfermagem", "Salas de Tratamentos"

Não seria suposto existir num Centro de Saúde?  Esqueceram-se de referir médicos e outros profissionais de saúde em numero adequado à cobertura de 20.000 utentes...

Desvalorizando os 1.000 já eliminados, talvez seja saudável apreciar alguns números para que não se julgue que basta baralhar os dados e todos ficarmos boquiabertos.

É óbvio que, para quem resida perto, o anunciado Novo Centro será mais acessível, o que é positivo. No entanto, para a maioria dos Utentes, constitui um agravamento.

A acessibilidade ao novo local está bem patente 

Como se repartem esses 20.000 Utentes? 

A maior parte vive na periferia. Uns milhares ficarão na Extensão da Várzea. Os que se transfiram para o "Novo" Centro, juntos aos já existentes, estarão longe de 20.000.

Segundo o censos de 2011, na União de Freguesias de Sintra moravam 29.541 habitantes. A maior parte (14.001) na saudosa Freguesia de S. Pedro de Penaferrim.

Pode deduzir-se, com certo grau de certeza, que a maior parte dos Utentes vive no tal território de 26 quilómetros quadrados, com a Abrunheira a 7 kms, o Linhó a 6, Manique a 10, Beloura a 8, Ranholas a 4, mais S. Pedro e Chão de Meninos.

Ou seja, os Utentes entregues à sua sorte, vivem no Sul do território e o "Novo" Centro é a Norte, para lá da linha divisória que é o comboio.

Utentes que são vítimas de más ligações e preços dos transportes públicos (parece que o Presidente da Câmara os achará bons), com deslocações que rondarão os 10 € por pessoa. Depois mais umas centenas de metros a pé...

Só faltará, entre os disparates a que por vezes acedemos, que nos recomendem a ida de bicicleta pelos notórios efeitos benéficos no colesterol...

Isto foi ponderado? Há estacionamento próximo? Ou táxis às voltas e voltinhas, "passa para o outro lado da Portela". É isto que os decisores pensam?

Há políticos que, pelo que dizem, é que deveriam ir dar a volta para bem longe... 

Falem com os munícipes, conheçam primeiro as realidades antes de se colocarem em bicos de pés, sintam os problemas dos Utentes dos Serviços Médicos em Sintra.

A longa espera

Ainda alguns dos agora educadores não sabiam o que é o Poder Local e já nos preocupávamos na defesa dos cuidados de saúde para a população da freguesia. 



O documento supra (de 9.11.2000) envolvia a Direcção do Centro de Saúde de Sintra e o, na época, o socialista Presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro de Penaferrim.

A carta foi logo entregue à Sra. Presidente da Câmara, ficando o destinatário e outro residente na aldeia (Sr. António Bento) totalmente disponíveis para ajudar à solução.

Há 17 anos, talvez andássemos muito à frente no conhecimento da vida no nosso concelho ou nos déssemos ao trabalho de procurar uma solução justa na questão da Saúde. 

Nem andávamos em busca da recompensa política, nem criávamos ilusões. .

O Poder Local Democrático continua a exigir que não se iludam as populações.

Este não é o caminho. Talvez bom para alguns...mas essa será outra história.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

SINTRA, "REFLEXÕES" E "GOVERNABILIDADE"

Pela "conversa" Sintra terá candidato do PS...

É destas coisas que gostamos: - Que nos sugiram "reflexão" num período pré-eleitoral, em que tão facilmente nos vendem lebre e depois temos sacos cheios de gatos.

Não é um vulgar recomendante. É um político com nome conhecido em Sintra e que, enquanto facebookiano (e sugeridor da "reflexão"), usa outro (embora verdadeiro).

Daí que não usemos quer um ou outro nome, face à dualidade da personalização. Compreender-se-à. A "reflexão" não surge em nome do político conhecido. 

Pela "reflexão" que aponta, sabendo-se das responsabilidades que tem, as almas seguidoras quase ficam sossegadas: - O candidato do PS não será um "Independente"!

Aliás outra coisa não será de esperar, embora nos pareça uma certa desconformidade entre o quadro eleitoral que vivemos e a confusão a que o seu texto se presta.

Ficamos à espera de um candidato socialista

A "clarificação" pedida reflecte uma confusão: Marco Almeida apresentar-se "como Independente" e (o autor) não saber qual o candidato da "Coligação PSD/CDS-PP".

É público (no seu partido não lhe disseram ?) que a Coligação PSD/CDS-PP tem como cabeças de listas Marco Almeida (Independente)  à Câmara Municipal e José Ribeiro e Castro (pelo CDS-PP) à Assembleia Municipal, que bem conhece.

Acresce que, da mesma candidatura, além do Movimento Sintrenses com Marco Almeida, há ainda outro Movimento o "Sintra, Paixão com Independência", liderado por um prestigiado Autarca que foi Presidente da Junta de Freguesia de Queluz. 

Que dores reflexivas afectarão o militante que já foi autarca? Pois... "Porque se está a votar para um novo ciclo legislativo autárquico". "Porque se está a decidir pelo futuro do concelho de Sintra". "Importa saber onde está a verdade dessa candidatura".

Não nos incumbe defender o que quer que seja do Independente Marco Almeida, seja apoiado por forças políticas e movimentos, mas relevar a insistência num tema perdido.

Quanto a nós, sabendo-se da ideologia do autor, qualquer coisa ofuscará a sua preocupação com Independência, situação que não apreciará no Poder Local.

Vinda de quem vem, podemos deduzir - e saudar - que Basílio Horta (votante contra a Constituição) não concorrerá à Câmara de Sintra como "Independente" pelo PS e muito menos - ideologicamente -  convertido em militante do PS.

Em tese, transparente, sem segredos, o PS terá um socialista como candidato.

A "reflexão", sugerida num contexto de extrema beleza ideológica, faz todo o sentido.

Sendo Sintra o segundo maior Concelho gerido pelo PS, certamente - e muito bem - ninguém melhor (é nossa despartidarizada opinião) para ser cabeça de lista que o seu líder Local, aliás seguindo os conceitos da maioria das forças políticas.

Outra coisa não sendo de esperar.      

Governabilidade versus respeitabilidade 

Não temos quaisquer proximidades com o Movimento Sintrenses com Marco Almeida, insistimos para que não haja conotações nem discussões desviantes. 

Apesar disso, devemos salientar que, nas intervenções conhecidas dos seus membros, não se notam crispações serôdias nem provocações na citação dos seus adversários.

É bonito perante a sociedade. Não se exibem como os melhores. Seguem o seu caminho, visitam, falam, não oferecem imagens de trauliteiros a qualquer preço.

O Movimento e seus integrantes, tal como os seus Eleitos, merecem o respeito como políticos e como militantes por uma causa, mesmo que se possa discordar dela. 

Só assim se compreenderão os verdadeiros sentimentos de praticantes e, concomitantemente, de aceitantes, contra arrogâncias e sobrancerias.

Somos pela visão sobre o nosso futuro colectivo e não pela cultura passadista. 

Cada vez mais convictos de que Um Sintrense para Sintra é que é o caminho...

Para nos saber "Governar". Saber do que se fala. Resolver os nossos problemas. 

Para um trabalho de equipa: TODOS PARA O MESMO LADO

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domingo, 14 de maio de 2017

PAVAGAIOS E AGAPORNIS QUASE EM DESFILE...

Um velho Amigo sintrense, Diogo Palha, especialista em genética, farto de muita coisa que se passava por cá, um dia abalou e vive a alguns milhares de quilómetros de Sintra.

Quando possível ao Sábado, o gosto por um chocolate quente leva-nos à esplanada da Woerner's onde actualizamos a vida neste bocado ímpar do Ocidente. Foi ontem.

Sabe o que por cá se passa e, atento, nos últimos tempos tem-se dedicado ao estudo de novas aves, por vezes de arribação em ciclos de quatro em quatro anos.

Diz-nos ele, na sua vetusta idade, que cada vez se lobrigam mais cruzamentos entre aves afins, talvez (sorri...) por ambições desmedidas ou carências na paparoca.

Não despreza a sorte de em época eleitoral ser mais fácil apurarem-se espécies, acabando por divulgar-nos o último resultado das suas experiências: - O PAVAGAIO

O pavagaio resulta do corpo do pavão com a capacidade pensadora do papagaio 

A nova ave, segundo ele e técnicos envolvidos, mistura do pavão a tradicional vaidade (quando deixam que agite a cauda...) com as capacidades palradoras do papagaio.

Diz-nos como desabafo: - "Não é fácil cruzar uma espécie que se arrasta pelo chão, com outra palradora e que está sempre desejosa de trepar para o melhor poleiro".

Vivendo a experiência, Diogo Palha não está satisfeito. Teve êxito ao conseguir um ADN alimentar compatível mas alguns exemplares comportam-se com dupla personalidade.

Segundo ele, a parte "PAVA" do PAVAGAIO (sem alterar os ocelos) continua a arrastar-se e a abrir as plumas quando se quer mostrar, oferecendo exotismo e pouco mais.

A parte genética "GAIO" preocupa a equipa técnica, pois coisa que o tratador-mor lhe diga é logo espalhada aos sete ventos, como se soubesse realmente do se se trata.

Isso causa mal-estar entre outras aves. Leva à busca de visibilidade pelas mais fracas. Surgem as bem falantes. Geram-se expectativas...em falso. O lustro perde brilho.

Ao que consta no pavagaieiro, uns tantos PAVAGAIOS preparam-se para o desfile, esperam a palavrinha mágica (só uma...) do tratador para fazerem o voo de servidão.

Em nome da reflexão pré-eleitoral, Diogo Palha prevê que alguns exemplares metam cunhas para pupilar ou taramelar em mais que um programa da PAVAGAIO TV.

Experiências não ficam por aqui

Noutra experiência, também foi conseguido que um Agapornis Pullaruis (Periquito-de-faces-vermelhas) seja programado para só falar de quatro em quatro anos.

Com chips adequados, podemos ter em público PAVAGAIOS e AGAPORNIS fingindo-se zangados e depois partilharem a gaiola "a bem de todas as aves".

São previsíveis desfiles e eventos para apresentação das novas espécies em praças e ciclovias engalanadas, com muita graça e olhos postos em providenciais tratadores.

Será, do ponto de vista avícola, como que uma feira onde se escolhem as aves com mais belas penas, coloridas, pigmentadas com as cores da espécie.

Para evitar cunhas ou empurrões democráticos, haverá um cuidado especial nos lugares disponíveis para o desfile por força do excesso de busca de lugares.

Pelo sim, pelo não, face à pouca confiança em alguns tratadores, é recomendada a vacinação contra a proliferação da gripe Pavagaia, endemia ligada ao virus Influenza.

PAVAGAIOS e AGAPORNIS, farão os seus desfiles promocionais completamente à parte, salvaguardando dessa forma onde se irão recolher depois do evento.