quinta-feira, 13 de novembro de 2014

SINTRA: PLANO DE PORMENOR A EXIGIR PORMENORES

Ontem, pelas 8,18 horas de Sintra, tive o cuidado de enviar para a Presidência da Câmara um conjunto de apreciações e sugestões relacionadas com um denominado Plano de Pormenor da Abrunheira Norte, que de Abrunheira pouco ou nada tem.

O fraco contributo enviado valeu mais como intenção de não vir a ser apontado como plagiador das opiniões que, à noite, surgiriam numa Assembleia de Freguesia.

Um Plano que é de Sintra e não da Abrunheira

Farei parte de quantos entendem que um Plano para aquele local é indispensável e urgente, mas, tratando-se de uma Área de grande sensibilidade em várias vertentes, deve ser tratada com pinças e não com bisturis ferrugentos que ameacem tétano.

Ao compreender e aceitar que o Presidente da Câmara se sinta entusiasmado com um Plano para o local, é minha convicção que irá recolher mais pormenores que lhe mostrarão a conveniência da sua directa intervenção em nome da imagem de Sintra.

Aliás, não querendo fazer juízo de valores, e muito menos de intenções, é inapropriada a ligação da Abrunheira (Aldeia) a tal projecto, por pouco beneficiar dele.

Usar o nome da Abrunheira só pode fazer parte de uma manobra de diversão...

Uma pílula doirada...mas fora de prazo


O folheto da C.M. de Sintra, distribuído antes da Assembleia, torna enternecedores os "Objectivos do PPAN" e "PROGRAMA DE USOS". Um deles: "Enquadramento paisagístico da Serra de Sintra"...com edifícios de 9 e 15 metros no horizonte!

"Uma clínica com vocação mista para internamentos e ambulatório"! É este o Centro de Saúde de que Sintra precisa? Na Planta consta como privado. "Unidade comercial com oferta de artigos para a casa"! Boa, não é Hipermercado? Manipulação? 

Que justificação haverá para se falar na "Qualificação da Área Urbana de Génese Ilegal" (metendo o nome da Abrunheira no Plano) e depois vedar-se o acesso viária a essa Área pelas estruturas da SONAE, forçando à circulação pelo interior da Aldeia?

Será que os Técnicos Superiores da Câmara, envolvidos no PPAN, desconhecem que o núcleo habitacional da Abrunheira é atravessado diariamente por muitos camiões TIR (chegam a partir telhas nas casas) que se dirigem à Zona desta AUGI?

Não sabem? Que levantamento fizeram? Sabem? Então o que é isto?

Este Plano é susceptível de causar convulsões se não for imediatamente chamado pelo Presidente da Câmara e atribuído a uma equipa técnica imbuída do rigor exigido pela paisagem natural de Sintra e que considere as implicações negativas do Plano.

Porque um Plano desta Natureza tem de ser muito claro a bem de Sintra.

E, sendo de Sintra, não o tentem desviar como sendo da Abrunheira.


sábado, 8 de novembro de 2014

SINTRA: DOMINGO? VENHA ATÉ S. PEDRO...

No próximo Domingo apanhe um pouco de ar fresco e passeie descontraidamente por S. Pedro. Era uma freguesia importante em Sintra, hoje é um bairro, um lugar, pode dizer-se que concentrador de história, mas como freguesia foi vendida por dez réis...

Em S. Pedro há um conjunto de património riquíssimo, sem igual nas freguesias do concelho de Sintra, para natural orgulho da grande maioria dos SaoPedrinos.

Da Igreja da Penha Longa à Capela de S. Lázaro, temos o Palácio Nacional da Pena e o Castelo dos Mouros (ambos gratuitos aos Domingos para residentes em Sintra e pagos pelos outros portugueses (!!!)), o Chalé da Condessa d'Edla e Santa Eufémia. 

Não sendo dia da tradicional feira, se vier de carro pode estacionar na Praça D. Fernando II. Depois, a pé, faça um trajecto pela Calçada José Joaquim Gonçalves que, à direita, tem a Rua Rio da Bica. Prove a água fresca que corre de bicas tão antigas.



Mãe d'Água

Se subir a Santa Eufémia gozará de uma paisagem fantástica com o Cabo Espichel e a Serra da Arrábida no recorte. Um velho eucalipto irá tirar-lhe o acesso visual (mas gratuito) ao Palácio da Pena. Na descida, logo em frente de imponentes ruínas, visite os

A história


Interior da sala de espera dos banhos

A este tempo, o estômago já está dando sinais de vazio. Regresse à Praça e tem várias sugestões para uma boa refeição num ambiente calmo e agradável. 

Vários restaurantes no Picadeiro

Cruzeiro

Antes de partir, aprecie o Cruzeiro, deite um último olhar em volta e não deixe de se sentar, apreciando os belos azulejos do fontanário, construído em 1928 pela "Junta de Freguezia" que já não existe...mas isso é a parte triste de uma outra história.


Votos de que sugestão tenha sido útil e ajudado a desfrutar de um bom Domingo.





quinta-feira, 6 de novembro de 2014

SINTRA: PRESIDÊNCIA ABERTA NA UFSMSMSMSPP

As notícias são umas sobre as outras, acabando por ser difícil geri-las segundo o maior interesse que possam ter para os vários destinatários. 

Amanhã, às 10,30, o Presidente da Câmara fará umas das suas "Presidências Abertas", agora à UFSMSMSMSPP, grande sigla para uma Junta de Freguesia com tão parcos resultados na resolução de problemas dentro de 62,27 quilómetros quadrados.

Uma mega freguesia com mais 17 quilómetros de área que todo o concelho de Oeiras, resultante de interesses oponíveis aos das populações e que só com excesso de compreensão poderão ser compreendidos.

Hoje, perante o abandono quase generalizado, resta a convicção de que as três ex-freguesias que lhe deram lugar, estão muito pior do que antes.

Será que o Presidente da Câmara será convidado a visitar a Abrunheira, um dos maiores centros populacionais da freguesia? Será que passará junto à Central da Capa Rota? Será que irá olhar para este buraco no pavimento que tem anos?

Rua da Escola, na Abrunheira

Esperemos, até, que seja conduzido a este "jardim" espontâneo, denotando o pouco empenho para que o espaço público esteja dignificado. Deverá mesmo dizer-se ao Presidente da Câmara que, para isto, não são necessários subsídios.

Entrada da Abrunheira, junto ao Banco

Seria cansativo dar mais alguns exemplos, nomeadamente no Centro Histórico.

De qualquer forma, esperemos que o visitante possa conhecer o lote especialmente destinado ao Quartel da GNR e que, até hoje, não teve a primeira pedra. 


Exibindo, mesmo, um documento sobre a referida construção, datado de 18.09. 2000.


Deixemos para depois o tema do Centro de Saúde, quando muitos residentes nesta zona da Freguesia são inscritos no Centro da Várzea...a 20 quilómetros...

Tudo situações a que a União de Freguesias não consegue dar respostas.

E, no final, não deixem de obsequiar o Presidente da Câmara com umas queijadas...tendo o cuidado de que não façam publicidade a nenhuma marca em especial.

Basta, por agora, este roteiro.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

SINTRA: PARA A HISTÓRIA DO HOTEL NETTO...


Quando a Câmara Municipal de Sintra manifestou a sua opção pela compra das ruínas do Hotel Netto, surgiram vozes, nitidamente a criticar tal decisão, justificando um breve artigo neste blogue, como poderá ser lido ao clicar aqui.

O estranho posicionamento, adverso à decisão municipal, depressa esmoreceu e passou ao esquecimento. As palmas serranas resguardaram-se no silêncio.

O negócio foi lembrado na Sessão de Câmara do passado dia 30 de Setembro, quando o Presidente prestou informações úteis à meditação de personalidades do burgo:

Disse o Presidente da Câmara: "Veio a saber que quando o Parque Monte da Lua queria comprar o Hotel Neto o hotel era do Parque Monte da Lua mas a candidatura ao JESSICA (*) era da Câmara porque só as Câmaras se podem candidatar ao JESSICA. Quer dizer que a Câmara era responsável mas a propriedade era do Parque Monte da Lua. Se isso tivesse ido para a frente era um problema gravíssimo como se vai ver. A Câmara retomou o acordo com o JESSICA mas quando veio o protocolo para assinaturas, os bons serviços da Sra. Vereadora Piedade Mendes vieram dizer que afinal a taxa não era de 1,7. A taxa é de 2,48."

Não valerá a pena dizer mais perante esclarecimentos tão claros. 

Ao sabermos (agora) da realidade, notamos que em seu tempo não surgiram prévias informações privilegiadas que teriam sido tão úteis aos historiadores.


Ruínas do Hotel Netto, com a Serra ao fundo. Quando acabará esta imagem? 

Decorridos alguns meses, nada mais se veio a saber sobre a concretização ou não da compra das ruínas do Hotel Netto e custos com a mesma relacionados.

Por outro lado, as ruínas do Hotel Netto têm um proprietário privado, pelo que à Câmara deveria incumbir a respectiva citação para as obras de recuperação exigíveis. 

Claro que a Câmara também tem telhados de vidro pelas recuperações que não faz no Centro Histórico, um mau exemplo que se tem arrastado ao longo de muitos anos.  

Sendo certo que estas imagens devem acabar, também é indispensável saber-se o reflexo financeiro nos munícipes com estimativa da rentabilidade e destino do bem.




(*) JESSICA: Apoio Europeu Conjunto ao Investimento Sustentável em Zonas Urbanas