Neste nosso concelho a facilidade de nos confrontarmos com situações aberrantes é tão frequente que rapidamente mudam do estatuto "Surpresa" para a situação "Normal". O que segue deveria envergonhar umas tantas entidades...solidariamente!
Há vários anos que esta "Boca de Incêndios" apresenta o aspecto degradante que a imagem reproduz. Situada em pleno passeio, onde até especialistas podem tropeçar.
Façamos, então, o devido enquadramento.
Junto ao local desta "Boca de Incêndios", num edifício de construção antiga (portanto de risco) há uma panificação e, talvez como medida cautelar, esta instalação de protecção civil terá sido imposta para prevenir alguma situação de risco.
A Câmara Municipal, ao suportar elevados gastos para missões de Protecção Civil e apoio ao combate de incêndios, não pode abdicar de que essas estruturas - periodicamente - inspeccionem os equipamentos para aferir da operacionalidade.
Então, se assim é exigível, quem responde por isto?
Como avaliar uma situação destas
Esta imagem, infelizmente, conduz-nos a um preocupante trilema:
- A instalação deste equipamento de protecção civil resultou de uma exigência legal, urbanística, perfeitamente compreensível ou foi apenas burocrática e injustificada?
- O aparente desleixo das entidades eventualmente responsáveis resulta da ausência de justificação para a "Boca" de combate a incêndios no local? Porque não é retirada?
- Ou, mais do que as preocupantes perguntas anteriores, trata-se de um boicote perante a entidade municipal que é responsável pela segurança do território?
Um facto é indesmentível, naquela "Boca de Incêndios" muitas pessoas tropeçam, autoridades desviam-se, fiscalizações passam por lá e, caramba, ninguém vê? Ninguém tem o espírito colectivo de participar? É melhor assobiar para o lado?
Recordo que, quando era jovem, pelo Carnaval havia o hábito de colocar uma saca de serapilheira nestas peças e, a incautos, pedir uma ajuda para a levantar. Não será agora esse o objectivo...mas assim só para brincadeiras de mau gosto.
Sintra não pode continuar a ser vítima disto.