quarta-feira, 11 de março de 2020

SINTRA: SR. PRESIDENTE, DAS "ESTÓRIAS"...A MEDALHAR?

Colecção de "estórias" a medalhar

Muitas vezes somos levados a pensar - crentes de que Sua Excelência não levará a mal - nos projectos imaginários, incentivadores de ilusões mas inconsequentes.

Pouco tempo após ser eleito para gerir o território sintrense, que é de todos, deu Sua Excelência a primeira tónica de subliminal ilusionismo a propósito de "Avenças". 

Não nos iremos, agora, debruçar sobre isso, pese a história da passagem por Sintra vir a ser composta por muitas "estórias", de má memória para os munícipes.

Como Sua Excelência, enquanto político, parece ter apetência por tudo que o eleve, os múltiplos "prémios" só podem constituir adornos para uso futuro.

Sua Excelência exulta com prémios, faltando saber-se se planificados, não admirando que um destes dias, algum banco retribua o conforto do dinheiro lá guardado...     

"Terreiro" da Cavaleira, prémio em construção?

Para os munícipes comuns, universo em que nos inserimos, é fácil visionar-se que algumas medidas são tomadas contra eles e não do colectivo progresso sustentado...

Dizemos "progresso sustentado" porque as disponibilidades financeiras da Câmara nunca foram tão relevantes e, em bancos, servem banqueiros e não populações.

Não admirará que Sua Excelência, incapaz de estruturar um parque municipal de campismo e caravanismo, ainda anuncie que será no "Terreiro" da Cavaleira.

É essa a utilização que se desenha na Cavaleira para caravanas e auto-caravanas, com instalações sanitárias limitadas e, por agora, sem oferta de duches.


Que foi dito na Sessão de Câmara?

Para desembaralhar ilusões criadas em muita gente, recuperaremos - ipsis verbis - afirmações feitas na Sessão de Câmara de 15.5.2018 (Proposta 352-P/2018):
  • "Esta Proposta vem em Extra-Ordem porque é urgente".
  • "A primeira fase é já agora (...) Mas agora será já para 1500 carros".
  • "É um terreno muito grande e se a Câmara o tivesse que comprar eram muitos milhões de euros".
  • "O terreno é enorme, tem 12 hectares e só vamos ocupar 6". 
  • "Avaliámos estes 6 hectares e era um valor superior a 2 milhões e meio". 
  • "Outra coisa importante é que este parque vai ser gratuito".
  • "Passamos a ter bolsas de estacionamento numa única linha. Ou seja, em que os autocarros não estão dispersos por vários sítios".
  • "Como o Sr. Vice-Presidente disse e bem, não é apenas um parque de estacionamento. Há ruas e alamedas com árvores".
  • "(...) Este terreno permite chegar aos 3 mil carros".
Destaques nossos apenas para salientar o estranho desfasamento e falhanço entre a dita "Proposta Urgente" e o seguimento que teve quase dois anos depois.

Todos os dias os autocarros estão dispersos, estacionam no Ramalhão (ida duas vezes à Vila) ou aguardam em qualquer parte a ida à Vila para buscar passageiros.    

Devemos meditar sobre o que levou a um arrendamento que superará os 2.060.000€ se a compra não atingiria os 3.000.000€ e enriqueceria o Património Autárquico.

Entretanto, certos ajustacionistas, continuam a louvar as medidas tomadas no trânsito, justificando que também eles sejam premiados por tão tenaz servilismo. 

Desta forma, outra coisa não poderemos visionar que a atribuição de "medalhas", cujo título deixamos ao livre critério e gosto dos sintrenses e nossos leitores. 

É tempo de se acabar em Sintra com este estado de coisas.

quarta-feira, 4 de março de 2020

SINTRA: IMAGEM DE SINTRA...QUEM NOS ACODE?

Para enquadramento das (más) políticas

Tragam cá os "patrocinadores" de prémios ambientais

Ao longo dos anos, pelo menos em 19.11.2014 e 02.10.2018, fizemos referências às antigas instalações da Samsung, num vergonhoso abandono às portas de Sintra.

Não sabemos (somos alheios a informações privilegiadas) se estas instalações estavam incluídas no bouquet das Majorações do IMI anuladas em 2017.

Recorde-se a derrota de Sua Excelência em 13.4.2017, quando pela contestação feita na TSF, se viu forçado a anular Majorações do IMI teimosamente aprovadas.

Disse então: "Vamos levantar um inquérito interno para saber e para explicar quais as razões que levaram a este tipo de erros de aplicação dos critérios de majoração de IMI".

Até hoje, que se saiba publicamente como seria natural, nem de inquérito feito nem de resultados nos podemos louvar. Nem se o Executivo ratificou a decisão.

Admite-se que Sua Excelência, per motu proprio, tenha perdoado a Majoração deste património degradado e de outras empresas em situação idêntica.  

Má "Protecção Ambiental" à entrada de Sintra


Pelo desfile de imagens que ao cimo mostramos, a imagem "ambiental" (seria bom saber-se como se conseguem distinções neste campo) é tristemente desoladora.   

A área da antiga Samsung será superior aos 8 hectares (80.000 metros quadrados) pelo que justificaria - e justificou-se nestes anos - uma intervenção camarária.

É uma zona nobre, capaz de resolver graves problemas de que Sintra enferma, nomeadamente rotação de transportes e estacionamentos em silos.

Até, pela proximidade ao IC19 e ao IC30/A16, de acessos fáceis e directos, poderia responder - como é prática no estrangeiro - para instalações hoteleiras.

A Câmara Municipal, que se comprometeu em pagar mais de 2.060.000 de euros no arrendamento da Cavaleira, não faria melhor adquirindo estas instalações?

Prémio para que medidas?

Seriam curiosas as razões aduzidas para a concessão de tantos prémios, disto e daquilo, e quanto custam ao erário público...para promoção de políticos ocasionais.

Volta não volta, lá aparece Sua Excelência a receber mais um troféu, actos que se tornariam mais incisivos se com medalhas bem pregadas junto à lapela. 

Poderíamos então lobrigar Sua Excelência vergado pelo peso das mesmas...

Sem se resolverem problemas de trânsito com reflexos ambientais e políticas de melhores transportes públicos, como são possíveis prémios para "boas práticas"?

União de Freguesias de Sintra...este jardim mostra a excelência ambiental

União de Freguesias de Sintra...será exemplo ambiental a premiar?

Se um pouco por todo o concelho se vêem imagens como as que exemplificamos, que contornos esquisitos levaram à atribuição de um prémio ambiental?

A história tem mostrado que políticos de escolas ideológicas que a sociedade não quer, se não circunscritos, podem ambicionar - perigosamente - o poder do mundo.

Um dia se fará a história mais completa da passagem, sem grandes virtudes, de Sua Excelência por Sintra, rodeado de Conselhos e Conselheiros aristocráticos.

Na realidade, com medidas credíveis e de bem comum pouco se vislumbra, antes vamos assistindo a uns fogachos inócuos por certo já de campanha eleitoral. 

Estamos no devido tempo para meditarmos em quem nos pode acudir.   

Sintra não merece esta fase que está vivendo. 


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

SINTRA: SR. DR. BASÍLIO HORTA, QUE ESTÓRIA DE "HOSPITAL"?

Prévias declarações de interesses e de confiança 

Antes de se refazer a estória de um dito "Hospital" em marcha, devemos declarar que somos 1 (um) dos putativos (não confirmados) 400.000 utentes do mesmo;

Acresce, nesta declaração, que nos sentimos desobrigados de acreditar em Sua Excelência, considerando relevantes imprecisões entre o dito e a realidade.

Para sossegar Sua Excelência, por respeito inequívoco à longa duração de vida, não iremos citar em pormenor algumas deformações entre ilusões e verdades. 

Faremos a repescagem em outro tempo, função convergente com a programação. 

À volta da saúde...em Sintra

Em finais de 2016, patrocinado (pago) no Facebook, começava a propaganda para as eleições de 2017 com uma promessa (velha) do tempo de Edite Estrela.


Entre Centros de Saúde, com "Prazo: protocolo assinado em janeiro de 2017", se anunciava a "Nova Unidade Hospitalar de Sintra" (20/30 milhões de euros).


Outra fava no bolo dos sintrense: "ALARGAMENTO DO HOSPITAL DE CASCAIS (MAIS UM PISO) QUE SE PASSA A DESIGNAR HOSPITAL CASCAIS/SINTRA".

Além de um "Hospital" que não terá todas as valências, a alusão ao Hospital de Cascais foi uma promessa de cartola, gratuita, não confirmada em mais de 3 anos.

Agora sobre um "Hospital"

Sazonalmente, tudo indicando para manter a chama acesa da recandidatura eleitoral, Sua Excelência busca uns factos ou personalidades para falar do "Hospital".

E de tantas vezes falar, não admirará que um destes dias, convencido, se distraia e diga que já lá foi numa urgência e foi muito bem atendido por todo o pessoal.

Assim, em 30.1.2020, o site do regime difundia mais uma apresentação do "novo" e "futuro" hospital, num Conselho escolhido a dedo e presença da Ministra da Saúde.

Voltou a "estória": "400.000 utentes", "convalescença com 60 camas", intimismo entre Câmara e Ministério que permita "a construção do hospital já em 2021".

Em 16.10.2018 difundia-se que "deverá estar em funcionamento em 2021" mas em 28 de Janeiro último, Sua Excelência falava em estar  "o hospital a ser construído".

Começa, assim, a surgir como que uma trapalhada ao melhor estilo das alterações no trânsito em Sintra, quando tudo falhou na pouco cuidada planificação. 

Vejamos os "400.000 utentes". Será que Sua Excelência finge não saber que isto não é nem será verdade? Ou os "utentes" serão de outros municípios?

Entenderá Sua Excelência que munícipes de Casal de Cambra, De Queluz, de Massamá ou outras freguesias deixarão de ir ao Hospital Fernando da Fonseca?

Porquê a sistemática ocultação de que não existirão internamentos directos e que as 60 camas de convalescença serão para doentes que estão no Amadora-Sintra?

Nada é novo: O anterior Ministro da Saúde foi claro ao dizer que a futura unidade de saúde "não é um novo hospital, como o senhor presidente da Câmara de Sintra referiu" será "um polo do Hospital Amadora/Sintra, sem internamentos (...). 

Por seu lado, o Presidente do Hospital Fernando da Fonseca (HFF) enquadraria a Unidade numa Urgência Descentralizada: "Um Polo é melhor porque depende à mesma do HFF, e podemos evitar que as pessoas venham aqui à urgência".

A força das Evidências 

Dias antes da celebração protocolar, um reconhecido quadro autárquico, agora com mais responsabilidades partidárias, próximo de Sua Excelência, escrevia no FB:
"Falar num hospital para Sintra quando deixámos a rede de cuidados primários chegar ao estado a que chegou não é sequer sério do ponto de vista intelectual";
"Não faz parte dos projectos dos políticos porque é neste momento absolutamente inviável olhando à rede de hospitais que rodeiam o concelho. (...)." 
Sugeriu-se pressionar o Ministro da Saúde: "Mas pressionar como? Para quê? Para lhe pedir um hospital que depois ele não tem como preencher de recursos? Para ele construir um hospital que perdeu o seu sentido com Loures e Cascais?  
São evidentes as discrepâncias entre um Hospital com todas as Valências e uma Unidade Básica mais completa, próxima de outra em construção em Mem Martins.    

A haver (?) tal Unidade de Saúde, Sintra continuará a precisar de um Hospital com Serviços de Urgência 24 horas, Grandes Cirurgias e Internamentos.

Sua Excelência deve clarificar - definitivamente - esta estória de um Hospital. 


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

QUEM SÃO OS CORRUPTOS E ONDE SE ACOLHEM?

As caras da "convergência"

A "investidora" tinha cobertura ao mais alto nível, visível no ar feliz de um ministro de então. Outro ex-ministro de confiança foi para a administração do seu banco.

Tal ex-ministro, que de finanças era especialista contra os mais desfavorecidos, saltou para uma entidade bancária onde a "investidora" tinha poder.

Tudo gente amiga, prestável, disposta aos apoios que a "investidora" precisava para os seus negócios, que depois alguma coisa poderia pingar em retribuição.

E a "investidora", a quem Marcelo ainda não tinha atribuído nenhuma condecoração, mas cujo marido a Câmara do Porto destacaria, cresceu na influência.

As consultoras foram ganhando uns milhões, quota-parte das centenas com que a "investidora" foi enchendo a bolsa, todos comummente felizes.  

Tudo facilitado. Enquanto os media se entretinham com desmentidos da "investidora", ela entrava e voltava a sair após passar procurações a quem a pode servir...

E a "investidora" foi tendo tempo para tudo...antes de ser feito o "congelamento".

Queremos ver quem patrocinou o saque de centenas de milhões à banca nacional e que ameaçam os contribuintes portugueses com  mais penalizações. 

Quem apoiou ou foi conivente nesse desfalque na dívida pública? 

"Implacável" no combate à corrupção


"Cumprindo a lei e sendo implacável no combate a práticas de corrupção e cleptocráticas" (Ministro dos Negócios Estrangeiros a propósito do Luanda Leaks)

As palavras do Senhor Ministro não seriam motivo para rir se notássemos um retorno positivo às medidas contra a corrupção e confiança nos intervenientes. 

Aliás, a notícia de há dias sobre o aumento da corrupção no Sector Público exigiria medidas, mas os protectores deixarão que se esqueça dentro de dias.

Claro que o Primeiro-Ministro, com a técnica de "à política o que é da política e à justiça o que é da Justiça" limpa a alma...sem reforçar os quadros da Justiça.

Tal "técnica" de dialéctica dará descanso aos autores de actos menos aceitáveis crentes de que as suspeitas de corrupção se arrastam até à prescrição.

Para provar que o palavreado não é gratuito, anunciem os sectores prioritários a investigar, incluindo o Poder Autárquico e seus agentes além dos "Investimentos".

Infelizmente quando se começa a falar de corrupção logo surgem desvios para outros temas que passam a dominar os média e a opinião pública.  

A "limpeza" do dinheiro 

Notas em plástico úteis para pecúlios escondidos, pois a sujidade não pega

Frequentemente ouve-se falar de branqueamentos e corrupção, como que de mãos dadas, havendo talentosos esquemas democráticos nessa "fantástica" prática.

Claro que todos os intervenientes: passadores, pagantes e beneficiários logo desmentem a pés juntos quaisquer dúvidas sobre a sua impoluta imagem.

Segredos bem guardados ajudarão na lavagem de tantos milhões...sem que se saiba a marca do detergente que faz aumentar fortunas com incrível facilidade. 

Ouve-se falar da lavandaria ou dos milhões que, como cogumelos, crescem nos bolsos de figuras patrioteiras que se acolhem tantas vezes sob o mesmo tecto... 

lavagem virou democrática, com a polivalência biológica do detergente mãos-limpas, em que as peças assumem aspecto imaculado no amontoado de fortunas. 

Corrupção? Sociedade mais justa? Como é possível tal convergência ideológica?

Exigimos saber quem são os corruptos e não serem escondidos.