quarta-feira, 5 de setembro de 2018

SINTRA: DR. JORGE COELHO, "CURADOR" DOS TRANSPORTES

O lider que nos faltava

A forma de Jorge Coelho - como Presidente do Conselho Empresarial de Sintra - avisar o Presidente da CP pelas "grandes queixas que há no concelho relativamente ao funcionamento dos comboios" foi exemplo de preocupação com os utentes.

O não autarca marcou espaço político com o aviso ao responsável pelos incómodos causados aos sintrenses regulares utilizadores do comboio e aos milhares de turistas que diariamente buscam um destino promovido em que acreditaram.

(A notícia de hoje segundo a qual a partir do próximo Domingo vão ser repostos horários na Linha de Cascais (sem alusões a Sintra) denota o papel pouco relevante dos actuais responsáveis autárquicos de Sintra)

Imaginámos avisado metido no fundo da cadeira, receoso de ter o futuro comprometido, pensando numa saída airosa...e logo surgiu o anúncio de que iriam ser adquiridos novos comboios, numa tentativa de esvaziar o aviso recebido. 

Quanto a nós, foi o arranque de Jorge Coelho para uma nova caminhada de alguém que conhece bem Sintra, sabe intervir, se preocupa com o futuro e não com a defesa do tesouro, agarrando áreas sensíveis e que têm sido desmerecidas. 

Falou nos comboios e, certamente, intervirá nos transportes rodoviários, sabendo que as palavras do presidente da câmara foram de satisfação e "não temos tido nenhum problema com o operador, que até ao momento tem sido sempre correto connosco".   

Recomecemos...falando de transportes

A prova de confiança que acima damos, não se pode confinar aos comboios mas a outras vertentes em que o alheamento tem sido a maior virtude e que teremos de colocar a Jorge Coelho face ao empenho e dedicação a Sintra que manifestou.

As afirmações de Sua Excelência (o presidente da câmara, entenda-se) sobre comboios e sobre transportes rodoviários caracterizam (preferíamos não o dizer) uma fraqueza de conhecimentos tão grande que qualquer utente olhará para o Céu.

Jorge Coelho, um politico credível, saberá da divisão do Concelho de Sintra: - Entre Lisboa e Cacém aplica-se o Regime das Coroas de Lisboa e a partir do Cacém é o jogo dos passes "combinados" com serviço deficiente e elevados preços.

São preocupações de Sintra que exigem a unificação do acesso a meios de transporte, porque os sintrenses são todos iguais nos seus direitos e obrigações.

Carreiras, custos, serviços prestados   

Falemos da principal operadora no território de Sintra, com Sede e Domicílio Fiscal em Cascais, que - explorando os acessos à Serra com preços elevados - presta no resto do território serviços mínimos que só agradarão ao Edil de Sintra.

Ora Sua Excelência (o presidente da câmara, entenda-se) deve estar muito longe da realidade dos transportes rodoviários e não será agora que o iremos ajudar a saber, porque as declarações feitas dão a entender alheamento completo. 

Optamos por levar ao Dr. Jorge Coelho aquilo que Sua Excelência não saberá, embora se saiba que a Câmara possui Técnicos qualificados que, solicitados a actuarem, o ajudariam a conhecer a realidade para depois tomar uma opinião justa.

Pois bem, Sintra com um território de 319,23 quilómetros quadrados é 3,27 vezes maior que Cascais, municipio também servido pela mesma operadora: Scotturb.

Nos dias de semana, nos dois concelhos, a Scotturb efectuará cerca de 1337 circulações, sendo 802 em Cascais (60%) e 535 em Sintra (40%);

Em Carreiras Circulares, 247 ligam-se ao Terminal de Cascais, sendo 45 em Sintra;

Carreiras completas depois das 23 horas: 12 em Cascais e 5 em Sintra;

Últimas partidas entre as 20 e 23 horas: 16 em Cascais e 11 em Sintra;

Últimas partidas entre as 19 e 20 horas: 8 em Cascais e 9 em Sintra;

Últimas partidas antes das 19 horas: Zero em Cascais e 3 em Sintra. 

Neste quadro, Sua Excelência alheia-se ao dizer "não temos tido nenhum problema com o operador"...pois a operadora é que não tem tido nenhum problema com Sintra.

Jorge Coelho com outra pista: A bilhética

A bilhética constitui outra confusão. Há bilhetes "Pré-Comprado MOV+" com um preço, Tarifas de Bordo TB1, TB" e TB3 com outro; Tarifa Urbana, Buscas, Zona Verde, Giro, Shopbus. Bilhetes limitados na validade.

Há percursos que, numa carreira tem um preço e noutra carreira o mesmo percurso tem o preço mais elevado. Uma Tarifa Urbana pode custar 1,15€ e a de Bordo 2,35€.

Acresce que alterações nas carreiras, inclusive terminais antecipados que implicam ligações, levam a maior parte das vezes ao pagamento de novos bilhetes...

Qual tem sido a intervenção da Câmara para normalizar a prestação de serviços e bilhética em Sintra e garantir mais cobertura ao território? Sabem? Vê-se e sente-se.  

Com a indiferença dos serviços responsáveis, quereria Sua Excelência que o "operador" (como lhe chama) lhe criasse problemas? Nem parece ter experiência...

Com estes dados, Jorge Coelho pode começar a entranhar-se noutra área autárquica, agora da cobertura rodoviária do território, compreendendo porque grande parte dos municipes se vê obrigada a recorrer a viaturas particulares. 

Fica assim depositada no Dr. Jorge Coelho a confiança de que atentará firmemente na grave situação dos transportes rodoviários em Sintra, para bem dos utentes. 

O Presidente do Conselho Empresarial de Sintra tem capacidade para resolver. 

Sintra merece um novo caminho. 

domingo, 2 de setembro de 2018

SINTRA: PDM, DISCUSSÃO QUE EXIGE TRANSPARÊNCIA...

Que objectivos numa Consulta Pública em período de férias?

Na Sessão de Câmara de 6 de Março deste ano foi apresentada a Proposta de Revisão do PDM que deveria seguir os trâmites normais até à Consulta Pública.

Tal documento, elaborado por especialistas - listados para a história - só mais de 3 meses depois da apresentação foi oficialmente disponibilizado em Consulta Pública.

Ora o Presidente da Câmara, lídimo defensor do Quadro Legal, terá entendido que o complexo Plano merecia ser discutido em período tradicional de férias.

Assim sucedeu: - Consulta Pública entre 20 de Junho e 20 de Agosto.

Havia quem tivesse muitas dúvidas, quem pedisse o alargamento do prazo, mas a Câmara Municipal (ou o Presidente?) impôs o rigor: Nada de prorrogações...

Admitimos que Sua Excelência tivesse pressa...receamos, todavia, que nem ele se tenha apercebido de eventuais problemas decorrentes de apressada aprovação.

Em termos rigorosos, a análise equilibrada teria de ser feita sobre centenas de páginas, pois só o Regulamento tem 126 merecedoras de complexa apreciação.

Até se remete - no Plano - para um endereço incompleto (http://....) na pág. 94 da Planta de Condicionantes. Sua Excelência acedeu? Ficou esclarecido? Como opina?

Será que alargar o período de Discussão Publica seria uma teimosia dos munícipes?

A tão citada transparência ficou mais uma vez em causa. Tem dias ou situações?

Um Plano que obedecerá a outro plano

Sua Excelência ter-se-à esquecido que um documento em Discussão Pública deve beneficiar do Princípio Geral de Cooperação entre autores e destinatários.

Por exemplo, foram emitidas Actas de reuniões com Instituições? As Freguesias e Uniões debateram em conjunto o Plano, pronunciando-se sobre o equilíbrio Local?

Confirmou a existência de Actas de reuniões com Instituições e Agentes Públicos? Por exemplo a Associação de Comerciantes de Sintra foi ouvida expressamente?

E sobre transportes, há Actas de reuniões com as Ferrovias ou Operadores como garantia de viabilidade das medidas previstas para a mobilidade das populações?

Fora da Teoria, qual o Plano prático para a Defesa do Ambiente em ligação com a Higiene Pública? Vai ser invertida a actual situação de remoção de lixos?

Vamos passar a ser um concelho de vocação para e industrial? Se sim, diga-se inequivocamente onde podem ser construídas instalações industriais.



Vamos continuar a ter unidades como esta? Nem uma janela neste tijolo...

Sabemos de profundas preocupações em empresários da zona Norte do Concelho sobre acessibilidades e como as suas empresas poderão evoluir sem vias de acesso.

Claro que, face a este Plano, muitas perguntas se fazem sobre as necessárias vias poderem vir a implicar com expropriações e eventuais perdas de património.

Sobre AUGIS, que Sua Excelência deve saber de que se trata, umas breves linhas para um gravíssimo problema que aguarda soluções há quase 40 anos.

Que decisões após os cinco anos de moratória? Confirmação definitiva dos terrenos em regime rústico? E a legalização do neles edificado? E terrenos cheios de mato?

Há proprietários não interessados na conversão do rústico em urbano para evitar a actualização do IMI. Essa uma das razões dos terrenos estarem abandonados.

O Plano é omisso sobre a Câmara assumir a posse dos terrenos rústicos  previstos como cedências para instalações sociais, escolas ou espaços verdes.

Poderíamos continuar a colocar aqui questões à quais Sua Excelência - perdoará - não seria capaz de responder e que, de certa forma, seria incómodo. 

Portanto, creia Sua Excelência, este excessivo rigor pode não ser o melhor conselheiro nem, certamente, será esta a forma mais correcta de avançarmos. 

Bem pode Sua Excelência falar em "transparência"...

O mesmo rigor sempre...ou às vezes?

Claro que a prorrogação não servirá Sua Excelência se o PDM for bandeira política para mostrar a Marcelo Rebelo de Sousa e à elite de empresários.

A forma de Discussão do PDM segue um quadro informativo deficiente, envolvendo a Pousada da Juventude, a majoração do IMI ou a estrutura no Hotel Central.

Dezenas de milhar de munícipes desconhecem que a Pousada da Juventude, paga com o seu dinheiro, será no fim do prazo entregue às Infraestruturas de Portugal;

Quem decidiu a majoração do IMI em 2017? Quais os prejuízos para a Câmara face à anulação dessas Colectas? Houve ou não o Inquérito prometido? Que resultado?

Quanto à estrutura montada na frontaria do Hotel Central, protegida pela Unesco, a partir de 18 de Dezembro de 2014, que razões levaram a que ainda lá esteja?


...O Hotel Central era assim em Fevereiro de 2014.


Está assim, depois de em 18 de Dezembro de 2014 ter sido iniciada uma medonha estrutura que danificou muitos azulejos da frontaria. 

Trata-se de um espaço que Sua Excelência conhece bem: - Lá comemorou a vitória eleitoral de 2013 e lá voltou a comemorar a de 1 de Outubro de 2017.

É neste quadro de transparência e incentivo à participação colectiva dos cidadãos que a Consulta Pública do PDM tem de ser enquadrada para nosso mal.

Fica a democracia ferida em Sintra e Sintra não merece isto.


sábado, 25 de agosto de 2018

SINTRA: TRÂNSITO, LOUVAÇÕES E APLICAÇÃO DE DINHEIROS


11:43:38h de 24.08.2018 - Parque da Cavaleiro ao custo de 8.333€ por mês no 1º. ano

Que nunca mais se esqueça o que foi causado a tanta gente e por quem.

Quando em 26 de Março se alterou o trânsito em Sintra deveria ter sido previsto, salvo erro nosso, uma forma airosa de inverter as possíveis asneiras daí resultantes. 

Mas não. Hoje quase se impõe a prova de que não foi uma teimosia, uma marcação perante a providência cautelar interposta junto do Tribunal de Sintra.

Só por servilismo objectivo - que não falta de lucidez - alguém embandeirou com as alterações, garantindo louvações, espelhando ser mais papista que os decisores.

Com sofrimento acompanhamos intervenções que, fingindo desconhecer a realidade e as vítimas, enaltecem as virtudes do feito na imagem de para-oficial propagandista.

Obviamente que admitimos estar à espera de uma recompensa...amarga oferta para que trabalha, desiludindo tantos amigos que ao longo de anos confiaram.  

Indiferença por danos e contratempos

Falamos de danos diversos causados à população, aqueles que na sua vida precisam de se deslocar e foram totalmente ignorados na defesa dos seus interesses. 


Falamos do que seria lógico - e determinante nos Centros Históricos - haver transportes públicos rápidos e directos, comprometidos pela triste inovação sintrense.

As dificuldades criadas para se aceder à Vila Histórica - ou passar para o outro lado - em transportes públicos são de tal modo complexas que a solução é andar a pé.

Pela descoordenação (ordenada...) centenas de pessoas tomam a carreira da Pena na Volta do Duche, no sentido da estação da CP e entram no labirinto do Ramalhão.

E há quem goste deste gozo patético...deste desviacionismo de soluções práticas, das multas aplicadas a quem cai em armadilhas diversas por falta de avisos.   

A aplicação do nosso dinheiro...na Cavaleira

Os desastrosos transtornos, voltas e quilómetros para se chegar a um destino, tiveram repulsa generalizada, devendo ficar nos anais do Poder Local Ilusionista.

Daí o surgir de uma proposta "Extra-Ordem" na Sessão de Câmara de 15 de Maio (quase 2 meses depois das contestações) para aluguer de um terreno na Cavaleira.

Obviamente que se sentem os efeitos branqueadores da Proposta, que a fazer parte de um Projecto devidamente estudado e estruturado teria surgido em 26 de Março. 

Disse o Presidente na Sessão de Câmara de 15 de Maio: "(...) Temos mesmo de fazer um parque de estacionamento porque vem aí o verão e temos de ter estacionamento". 

Disse ainda o Presidente na mesma Sessão: "Mas agora será já para 1500 carros". 

Disse também o Vice-Presidente na mesma Sessão: "(...) até ao final do mês de Junho esperamos ter estes lugares disponíveis para no mês de Julho entrarmos com a situação nova e devidamente controlada".

Aprovada a Proposta urgente "Extra-Ordem", quase no Outono e passados três meses , nenhum dos pressupostos informados em Sessão de Câmara se cumpriu.

Algo terá sido cumprido pela certa: - O pagamento aos Senhorios da Câmara (Herdeiros de António Simplício dos Santos) à média de 8.333 euros por mês. 

Apareçam então as exaltações e louvações avulsas, provavelmente por quem não pague todos e tantos dos seus impostos em Sintra. 

Como dizemos no segundo parágrafo deste artigo, as alterações impostas em 26 de Março não podiam ter um suporte em calendário de execução, o que é evidente.

Ontem, o nosso dinheiro estava assim aplicado. Tínhamos saído da Vila Histórica com as confusões habituais frente aos Paços do Conselho e no caminho da Pena. 

Nem sabemos que mais dizer...pior...nem queremos dizer o que pensamos.

Sintra e os Munícipes não merecem isto. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

SINTRA: DOIS PRESIDENTES, #OS MESMOS CAMINHOS...

Senhores Presidentes da Câmara e da União de Freguesias de Sintra

Esta é uma missiva intencional para lhes tirar o sossego político durante o fim de semana. Intencionalmente denunciante da Vossa má gestão da imagem de Sintra.  

A ligação tão ajustada entre Suas Excelências, certamente ideológica, quando conviviam sob o slogan #é este o caminho", leva-nos à mensagem em conjunto.

Ambos terão lido algures que Sintra era um lugar de sonhos - registámos a patente "Um Sonho em cada lugar" - eternizado por Grandes Figuras da nossa História.

Não estranharão que, nos últimos tempos, até os aristocratas que se referiam amiúde a Lord Byron, disso se tenham esquecido (ou evitado) resguardando-se?

Pois é verdade. Sintra um dia recuperará a Sua História e Espírito do Lugar.

Não com Suas Excelências, que já deram provas de abandono inadmissível.

Como é possível o relaxe mais indigno em época de Turismo?

Se ao longo do ano seria indesculpável oferecermos a quem nos visita imagens de relaxe que nos envergonham, em período forte de turismo é inqualificável.


As Murtas, as Escadinhas das Murtas, contam em cada pedra os pés dignos que as pisaram, as desceram e subiram, as pintaram e gravaram. Temos peças assim. 

Suas Excelências, um Sintrense e Outro que por cá apareceu, não sentirão algo que se comprima dentro de Vós vendo as imagens ontem recolhidas?

A que vergonha nos submetemos quando com turistas e residentes nos cruzamos em tais Escadinhas, mal cheirosas por recursos fisiológicos à falta de estruturas. 

Como se sentem Suas Excelências? Bem? Vitoriosos? Que tristeza.

Desmontada a tenda...a gestão dos equipamentos...até à próxima noite 

Em frente, no Rio do Porto, montam-se tendas, faz-se a higiene diária, estende-se roupa, cozinha-se e Sua Excelências não saberão de nada...vivem de alma limpa. 

Que responsáveis políticos, gestores deste riquíssimo património, são Suas Excelências? Quem os indicou para cargos a que nunca terão sonhado chegar?

A gravidade da situação de relaxe notoriamente sentida em Sintra já deveria ter sido alvo de manifestações de indignação, quer particulares quer de forças políticas.

O que mostramos configura, gostem ou não, relaxe e incúria nas responsabilidades assumidas e que, noutras vertentes, tanta ostentação é pretendida. 

Daí que deveriam convidar o Presidente da República, Alto Patrocinador do Congresso Sintra Economia 20/30, para antes descer nas Murtas e avaliar os políticos locais.

Que raio de caminho prometeram Suas Excelências aos Sintrenses?

Este o desabafo da vergonha que vou sentindo.

Sintra não merece isto.