quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

SINTRA: AVISO DE UM PERIGO, "ARRASTÃO" CANINO


Ontem, por volta das 17 horas, quem passou no entroncamento da EN9 com a Rua das Cevadinhas (liga a Escola Nacional de Bombeiros ao Ramalhão) teve uma visão de perigo eminente para quem ali passasse a pé e de danos nos veículos. 

Uma matilha com cerca de duas dezenas de cães semi selvagens, saiu do arvoredo junto a um alcunhado parque de estacionamento e, talvez pela chuva, vieram "manifestar-se" entre viaturas, ameaçando atirar-se a quem abrisse vidros. 

Este o parque que dignamente a Câmara disponibiliza para viaturas turísticas

Naquela mata, por detrás destas viaturas, ao longo dos anos têm-se juntado animais perdidos ou abandonados que alguém alimenta, facto que não preocupará a Câmara, entusiasmada entre ciclovias ou estacionamentos pagos em locais históricos.

De tal "arrastão" ficámos impedidos de tirar fotos porque estando a chover tornava-se perigoso abrir os vidros, tal a ameaça que nos rodeava, com cães de variados portes e todos fortemente agressivos. 

Ficámos preocupados porque nesse mesmo local passam, a certas horas, pessoas que a pé se destinam à ENB ou dela se dirigem para as paragens de autocarro.

Será que nos Serviços Camarários, até sanitários, ninguém sabe disto? Que pena Sua Excelência não dar uma voltinha pelo local, a pé, fazendo prospecção.   

Fica o AVISO, para que pessoas e bens sejam defendidos urgentemente. 

Sintra: Concelho de "importação" de canídeos

Há anos, escutando-nos os Autarcas com o devido respeito, merecendo a valorização dos alertas, colocámos este problema numa sessão camarária, pois em Sintra entram animais abandonados ou perdidos e que chegam vindos dos Concelhos vizinhos.

De outra vez, escrevemos sugerindo uma linha gratuita (800 xxx xxx), por exemplo no canil, que funcionaria em dois sentidos: Informação sobre animais que se notam perdidos e tentativas de localizar animais cujo controlo os donos perderam. 

Tal sugestão não mereceu nada,,,talvez ficasse demasiado cara, talvez uma chatice. 

É por isso, pela forma como também os animais são tratados, que podemos avaliar a qualidade da sociedade onde estamos inseridos. 

Ficamos, pois, à espera de uma exemplar acção camarária, a ser - estamos certos - enaltecida pelos meios adequados, mas que salvaguarde a saúde pública. 

Sintra não merece isto. 


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

SINTRA...CÂMARA SABE DOS PORTÕES EM SANTA EUFÉMIA?

Durante dezenas e dezenas de anos, Santa Eufémia foi, além de um espaço de Culto, também um lugar de portas abertas à fé e a quantos lá gostavam de aceder. 

Era um local de liberdade. Pode dizer-se - pela história de como lá se comemorava o 1.º de Maio - que no respeito pelo povo, se gostava dele limpo de lixo e de fascistas. 


Mirante, construído pela Comissão de Melhoramentos de Santa Eufémia com ajuda da Comissão Administrativa da CMS de 1976

"Santa Eufémia da Serra - Berço Histórico de Sintra" todos os dias com flores viçosas 

Na época, aceder ao Largo da antiga Pousada, aos Banhos de Santa Eufémia e a um portão da Parques de Sintra - Monte da Lua, fazia-se pela Rua Miguel Torga.

Porém, a vocação expansionista da Parques de Sintra (já sem Monte da Lua), levou a que acessos privados e de fornecedores se fizessem pelo tal portão do Largo...

...Mas como? Se a Rua Miguel Torga era tão estreita? Alargá-la? 

Quase sem percepção das populações, fora dos terrenos da Parques de Sintra, construiu-se uma via entre o Largo de Santa Eufémia e o Largo da Pousada.

Nessa altura, uma entidade indeterminada (não vimos...por isso não podemos dizer) permitiu-se na colocação de sinais de trânsito sem aprovação camarária...

O Adro da Igreja foi-se convertendo num espaço de passe, com viaturas a passarem com inacreditável frequência, numa devassidão imprópria de um Local de Culto.

Escrevemos sobre o tema no Jornal Cidade Viva (21.7.2009) e fomos recuperando neste blogue, tendo de novo abordado em Abril de 2015 (por favor clique).

Quem manda neste território?

Devagarinho, com passinhos suaves, aquele local de portas abertas ao sossego e à meditação, passou a outro nível, ao regime de quase exclusividade...

Com a oferta de uns bancos para merendar, montaram-se dois portões para impedir a entrada, certamente de intrusos, que não se destinem à Parques de Sintra.

O primeiro portão ainda na Rua de Santa Eufémia, via pública. A Câmara licenciou?

Coloca-se aqui a primeira questão: - Este portão está numa via pública, antes da entrada para a zona do Adro. Quem autorizou a tal montagem? 

Depois, dentro do Adro, a via construída quase em segredo, também beneficiou de um portão, junto ao qual foi aposta sinalização. 

Sob o sinal de proibição: - "Excepto veículos PSML e veículos prioritários"

No verso dos sinais, nenhuma alusão à aprovação pela CMSintra

Como é possível as estruturas eclesiásticas permitirem que no seu território, no seu espaço patrimonial, se façam coisas e atitudes destas?

Note-se: - O acesso à herdade da Parques de Sintra sempre foi garantido pelo portão que a mesma tem junto ao final de Rua de Santa Eufémia...e mantém encerrado.  

Qual a posição da Câmara neste domínio?

Vamos a ver: - A Câmara Municipal mantém-se alheia a estas modificações numa via pública? Autoriza o fecho de uma Rua feito por qualquer entidade? 

E depois, a devassidão perpetrada num espaço que era de caminho pedonal entre o Adro e a a antiga Pousada, abrindo nele uma caminho que foi asfaltado?

Agora qualquer entidade procede desta forma, cria condições para se mostrar com poderes  para efectuar o que muito bem sirva os seus interesses?

Obviamente se a Parques de Sintra precisava de mais fáceis acessos teria de falar com a Câmara, eventualmente colocando sinais alternados na Rua Miguel Torga.

Agora, como será em caso de emergência grave que se acede rapidamente ao local estando a via fechada pelo pesadíssimo portão?   

A Câmara não se pronuncia? Não fiscaliza? Ou....

Talvez seja isso, ou....

Sintra não merece isto. 



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

SINTRA: OBRAS CAMARÁRIAS, SOLUÇÕES OU COMPLICAÇÕES?

Aos visitantes deste blogue dirijo uma pergunta singela: - Há ou não responsáveis pelos diferentes projectos, acompanhamento da obra e aprovação para pagamento?

Mas há mesmo? Bem, às vezes, com custos suportados pelos munícipes,  vêem-se passar uns carros camarários a cujos ocupantes o zelo obrigaria a olhos atentos. 

Inventou-se uma aplicação (sintraresolve) talvez para transferir o ónus de alerta para munícipes, libertando servidores camarárias de tão cansativa diligência.   

Daremos só dois exemplos (havia muitos...) para que o cansaço dos leitores não seja maior que o dos responsáveis técnicos que podemos entrever sobre quatro pneus. 

Durante meses (a última em 15 de Janeiro deste ano) mostrámos os sinais de trânsito por ligar na Avenida Raul Solnado, nada serviçais para o fim em vista....

...que seria (farão o favor de desculpar a nosso tão ligeira convicção...) a garantia de segurança para peões, pese os perigos a que os mesmos estarão expostos.


Finalmente a funcionar 

Permitam uma Informação: - Funcionam há dias e esperámos a notícia em primeira mão no site camarário, com foto do cortar da fita e alusão aos milhões envolvidos...

Nada conseguindo ler nessa página de boa alma divulgadora de feitos, vimo-nos obrigados a tomar o êxito nos nossos dedos, batendo as teclas da indignação.  

Publicamos foto a mostrar como ficou a parte dos peões (seus utilizadores) - sabe-se lá se por ter sido próximo da hora do almoço ou de algo retemperador:



Resta-nos colocar aqui uma pergunta: - Que técnicos qualificados visionaram a obra e, eventualmente a deram por concluída, permitindo (se o foi) o seu pagamento?

Uma complicação...

Solução que gerou complicação...

Vamos, agora, ao segundo exemplo: - ENTRADA DA ABRUNHEIRA

Durante anos reclamou-se um Rotunda à entrada da Abrunheira, que - além de outras coisas - permitiria centralizar as paragens das carreiras da Scotturb. 

Em 2008, nesse local, um anterior autarca andava de Projecto na mão, mostrando a quem tinha paciência e tempo, como iria ser alterada a entrada da Abrunheira. 

Houve quem conhecendo o local o avisasse, lhe dissesse que era uma aberração, mas estava ganho pelas Obras Municipais...e fizeram...melhor se desfizessem.

De então para cá, o espaço reservado a descargas atafulha-se de carros que chegam a ser um obstáculo até meio da via, estaciona-se na passagem de peões. 

Faz-se perigar a vida dos peões, há atropelamentos por condutores que são obrigados a ultrapassar fora-de-mão sobre a passadeira. Foi Obra pró-anarquia. 

Sabemos porquê...

Uma "concessão": Estes dois condutores...deixaram algum espaço para o trânsito...

O pilarete na passagem de peões é sistematicamente destruído. O estacionamento construído pela Câmara para Descargas vai para além da protecção da passadeira

O estranho, mais estranho ainda, é que passam autoridades no local e nem se apercebem desta anarquia, situação perturbante para especialistas na vigia de Rotundas.

Passados quase 10 anos sobre este tão gritante erro das Obras Municipais, de frequentes alertas para o erro e para a anarquia, parece que tudo passa ao lado. 

Estaremos enganados? Os decisores desta "Obras" é que estão em plena faculdade das suas funções na obrigação de cuidar do bem estar colectivo?

Então Sintra merece mesmo isto...devemos seguir este caminho!


domingo, 11 de fevereiro de 2018

ALASKA, NOSSA VIAGEM NESTE DOMINGO

Viajar até ao Alaska é viajar até um outro mundo, apelativo, onde encontramos conceitos e perspectivas de vida bem diferentes daqueles que temos.



Há no Alaska um forte espírito de solidariedade, com a partilha de objectivos colectivos, pois consideram que todos precisam de todos.  

Saímos de Lisboa às 5,05h (voo Lufthansa 1173), em Frankfurt tomaremos um 747-400 até Seattle, para depois chegarmos a Anchorage em voo da Alaska Airlines.


Anchorage, quando o Sol se põe a Ocidente (junto ao aeroporto)

Serão cerca de 26 horas de viagem, para chegarmos ainda de dia: - às 16,38 horas. 

 À chegada telefonamos à nossa Amiga Isabel, uma alemã que um dia, na sua juventude, rumou a Alaska para um estágio de três meses e, passados 18 anos, não tinha voltado ao seu país, rendida à vida livre, à família que constituiu, aos seus cães.

Quando há neve forte, não precisa de ir à empresa onde trabalha, porque os caminhos estão bloqueados, mas trabalha em casa como muitos dos seus colegas.


O sinal é bem claro: "Reserved parking"...e ninguém ousa desrespeitar...

No Inverno as paisagens são de uma brancura imaculada, mas a partir de finais de Maio os dia muito longos vão mostrando a verdura que esteve oculta.

O Alaska será o último lugar da Terra onde a vida selvagem é possível, a natureza, tão agreste em certas condições, dá-nos a alegria de sermos cidadãos do mundo.

A natureza no seu aspecto mais puro

Para o Alaska não há muitas palavras, porque é diferente de tudo. Esta página levaria metros se quiséssemos mostrar tudo o que nos espanta, a alegria do residentes.

No Alaska a vida é dura mas os residentes não sonham viver noutro lugar. Convive-se com as espécies: - os ursos, as águias, as focas fazem parte da "comunidade".





No Alaska é difícil saber-se onde acabam as montanhas e começa o céu, ou se, realmente, é o céu que desce à Terra, abençoando quantos lá vivem. 


E o Mar, como o mar é extremamente belo. Como nos rendemos ao percorrer o Mar de Bering e sermos confrontados pela pureza da água e dos elementos que flutuam.





Do porto de mar de Valdez, todos os dias Homens de muita coragem e determinação partem para o mar, que às vezes tanta violência tem...

As cidades, pequenas e tão diferentes das europeias, sem urbanizações,  arranha-céus, sem longas avenidas, mas com hidroaviões à porta para se deslocarem. 

Em Fairbanks não deixe de viajar de barco como se estivesse no Mississipi.


Na bela cidade de Seward, onde no Alaska SeaLife Center vimos um polvo de tamanho monstruoso que nos seguia, come-se a melhor pisa do mundo, garantidamente. 

Seward junto ao porto de mar

Estaríamos longas horas a escrever sobre o Alaska e como é a vida por lá, daria um romance. Deixamos a sugestão de um dia se decidirem a lá ir. Merece ser visitado. 

Não há muitas cadeias hoteleiras, os hábitos são diferentes. Ir às compras pode ter de ser no pequeno hidroavião que estaciona numa rampa para um braço de mar. 

Não se admirem se ao pequeno-almoço tiverem donuts simples, mais donuts com açúcar, mais donuts envoltos em chocolate. Será sempre uma experiência nova.

Não faltaremos numa visita a North Pole, entrarmos na Santa Claus House onde encontraremos dos mais variados artigos para o nosso próximo Natal.  

Temos saudades do Alaska, dos seus cães que trabalham mais que muitos homens, que se excitam loucamente até lhes darem o sinal de partirem para a sua função. 

Voltaremos a ser felizes no Alaska...entretanto um fraterno abraço à Isabel.

Uma grande obra

Tivemos ocasião de ver o grande entusiasmo com que cidadãos norte-americanos ansiavam por ver in-loco o pipeline conhecido por Oleoduto do Alaska.


Oleoduto é assim em mais de 1200 quilómetros

Estação de bombagem do oleoduto acima de Fairbanks (mostra o sistema de funcionamento)

A obra, tão grandiosa, tem mais de 1200 quilómetros e iremos vê-la em grande parte do percurso entre Prudhoe Bay e Valdez, justificando o orgulho dos americanos.

Alguns com quem falámos, quase sempre de outros Estados da União que não o Alaska, valorizavam a grande obra e sua influencia na economia do País.

Tinham razão. Orgulho pela grandeza de uma obra e pelos benefícios económicos que dela resultam para todo o povo norte-americano.

Preparamos o nosso regresso e, depois de estarmos em Seward, uma potente máquinas de caminhos de ferro puxará o comboio que nos levará a Anchorage.


Tudo isto irei rever convosco, apreciar e guardar com experiência para o futuro. 

Esperamos que a viagem tenha sido do Vosso agrado.

Bom regresso. Chegaremos no dia seguinte ao da partida.