quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

SINTRA: ...E SE DERMOS NOMES AOS BURACOS?

A Propósito de um buraco histórico

Um destes dias (no que foi tirada a foto que apresentamos) cruzámo-nos um pouco mais acima com elevado quadro municipal que há uns tempos não viamos.

Por razões faciais que omitimos, não o reconhecemos logo. Tinha, garantidamente, passado no local. Numa das últimas vezes que julgamos tê-lo visto, viajava numa carruagem da CP Suburbana acompanhando Basílio Horta.

Como ambos, fora de campanhas eleitorais, viajam - quando em serviço, obviamente - em viaturas camarárias, será, pela conjuntura, pessoa próxima do Edil reeleito.

Não diremos que leia este blogue e saiba há quantos meses falamos no buraco, mas conhecem-se: - O buraco, de baixo para cima vendo-o passar e ele, de cima para baixo, vendo o buraco. Provavelmente sorriem um para o outro. 

Será que já avisou os responsáveis pela gestão de buracos no pavimento? 


Confessamos - e devemos penitenciar-nos - que não registámos a data em que este buraco nasceu e se desenvolveu. Por isso não comemoramos a sua longevidade. 

Sabemos que muito mais tempo passou do que 6 meses, período que lhe daria direito a ser enquadrado nas obras prometidas quando do "Vão ver...Vão ver" que o reeleito Presidente da Câmara citou no Hotel Central frente à câmara da RTP. 


Não sabemos se deve ser a Câmara ou a União de Freguesias a providenciar a reparação, admitindo até a complexidade de requerer um orçamentista, um fiscal de calçadas e um técnico a arranjar, eventualmente um agente para controlar o trânsito.

E se um retrovisor alto bater na cabeça de um peão? 

O buraco não tem culpa que as pessoas tropecem, arrisquem a segurança, tenham de caminhar pela via de circulação automóvel com crianças dentro de carrinhos.

O buraco tem donos...os donos dos buracos que se espalham por aí fora...

É a Câmara que não fala com a Freguesia? É a Freguesia que não quer falar com a Câmara? Esta obra pela sua profundidade requer orçamento especial?

E temos mais, a quem atribuir responsabilidades se alguém sofrer um grave acidente com uma queda nesta falta de degraus sem protecção? Ou serem repostos?


Não digam que não sabiam. Não alijem responsabilidades. 

Quando se exaltam os milhões (acumulados à custa de não se gastarem nestas e outras reparações) será sempre bom haver contenção no que se propala...

Senhores Presidentes, qual de Vós tem poder para resolver isto?

Seria uma onerosa e excelente prenda de Natal.

Todavia, sabendo-se que "este foi o caminho" prometido, fica a sugestão de, a cada buraco, se atribuir o nome de um politico, com reflexos no seu prestígio. 

"Cada político no seu buraco", seria slogan para próxima campanha. 


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

SINTRA: SR. PRESIDENTE...3 ANOS À ESPERA DA REMOÇÃO

Triste aniversário no Centro Histórico

Completam-se hoje três (3) anos sobre a denúncia que aqui fizemos sobre a agressão ao Património da Unesco (por favor clique para rever).

Em 18 de Dezembro de 2014 iniciou-se a montagem de uma pesadíssima estrutura metálica na frontaria do Hotel Central, danificando azulejos protegidos.

De imediato deu-se o alerta. A Alagamares insurgiu-se junto da Câmara e da Unesco. Um Despacho da Lusa, em 30.12.2014, anunciava o Despacho de Embargo em 29.12. (entretanto a montagem estava concluída...).  O proprietário estaria ausente.

Quis a infelicidade sintrense que o Despacho de Sua Excelência só surgisse 10 dias depois do alerta, encontrando a Estrutura montada como está hoje...para azar nosso!

Insistiremos em notar a Sua Excelência como era a histórica frontaria do Hotel Central,  com foto do Livro de Estudos Sintrenses...de um Sintrense verdadeiro de seu nome Francisco Costa, que devemos respeitar pelo seu amor a esta Terra:


Também não queremos que Sua Excelência desconheça (ou esqueça) como era o Hotel Central antes de ter sido eleito Presidente da Câmara Municipal de Sintra:

Antes do Dr. Basílio Horta ter sido eleito em 2013 

Agora, voltamos a mostrar o que foi feito uns meses depois de Sua Excelência ter sido eleito. Com à vontade notável - sem actuação firme que o impedisse:

Depois do Dr. Basílio Horta ter sido eleito em 2013

Depois do Dr. Basílio Horta ter sido eleito em 2013

Senhor Dr. Basílio Horta, Presidente da Câmara Municipal de Sintra, sentir-se-à confortável ao apreciar as duas imagens recolhidas esta manhã? 

Justifica-se que perguntemos a Sua Excelência: O cargo que exerce não o obriga à Protecção do Património Histórico Classificado pela Unesco? Ou a ter decidido a imediata desmontagem da estrutura e recuperação dos azulejos por especialistas?

Que razões terá Sua Excelência para deixar esta gritante ofensa ao Património Sintrense  arrastar-se há 3 anos, quando lhe deveria tirar o sono até à remoção? 

Ainda por cima, pelo que sabemos, conhecendo Sua Excelência muito bem o local. 

Recentemente, na noite televisiva de 1 de Outubro deste ano, lá celebrou a reeleição. Alguém nos tinha dito (sem acreditámos) que o mesmo acontecera em 2013. 

Não cremos, nem aceitamos, que o uso do local seja motivo impeditivo para não decidir a remoção da agressiva estrutura que ofende o Património Histórico de Sintra.

No entanto, começa a tornar-se misterioso que, decorridos 3 (três) anos, o Presidente da Câmara Municipal de Sintra não tenha conseguido a remoção da estrutura.

Porque será? O que impedirá que a obra seja desmontada e se recupere a imagem  do Património Histórico que a Unesco considerou da Humanidade?

Como é possível que a Autoridade de Sua Excelência não tenha sido exercida para colocar a frontaria na sua imagem original, ficando os autores imunes ao acto?

A quem se devem imputar responsabilidades pela incapacidade da remoção?

Como é possível que situações destas se passem em Sintra?

Sua Excelência ainda estará a tempo de despachar um Inquérito?

Ao vermos Sua Excelência - no dia da reeleição - puxar do pacote de promessas a seis meses, tinhamos a esperança que incluísse a demolição da estrutura.

Como é possível isto passados três anos?  

Que raio de coisas - ou que coisas estranhas - se vão passando em Sintra.

Sintra não merece isto.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ÁRVORES SÃO COMO FILHOS


Plantamo-las, vamos acompanhando o seu crescimento, procuramos tratá-las o melhor que podemos e elas, à sua maneira, retribuem dentro do que é possível. 

Ao plantar uma árvore, também devemos criar preocupações. 

As nossa árvores, as nossas gerações, têm muito de comum, pelo que representam na nossa vida, no nosso dia a dia, na nossa convivência. 

Esta manhã, bem cedo e com chuva miudinha, dei comigo a pensar nos frutos da vida,  como acabam por se tornar dificeis de apanhar, porque as árvores crescem sem nos apercebermos que isso nos traz as dificuldades nos acessos. 

As árvores - pelo menos as minhas árvores - correspondem a sentimentos, a saudades em cada fruto, ao inacessível com que às vezes nos deparamos. 

Talvez não tenha razão, mas há frutos da vida onde muitas vezes não chegamos, tal como a estas laranjas que, debaixo da minha varanda, me sorriem coloridas. 

Votos de um Bom Fim de Semana. 



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

SINTRA: PRESIDENTE DA CÂMARA PROMETEU HÁ 8 MESES...

Oito meses sem que se saiba do Inquérito prometido

O Senhor Dr. Basílio Horta, enquanto Presidente da Câmara, tem deveres a cumprir e, um deles, é corresponder às promessas que faz tal como assumir o que anuncia.

Passam hoje 8 (oito meses) desde que anunciou na TSF um inquérito ao que se passou com a majoração do IMI. (por favor clique).  De seguida, anulou cobranças.

Receamos que tenha a seu favor o facto da TSF (apesar do pedido feito duas vezes) não ter feito a checagem do prometido em antena aberta. 

Nem o site camarário, que Sua Excelência saberá servir só o Executivo com Pelouros e sem espaço para a Oposição, esclareceu algo sobre o circunstancial Inquérito.

NADA. Decorridos 8 meses, nem uma só informação aos munícipes preocupados, impedindo-os de saberem a verdade do que se passou. 

Sua Excelência, pelo cargo que exerce, não poderá deixar de prestar contas do que se passou com a "Majoração do IMI em 30%", quem decidiu e quem responde. 

A questão nuclear assentará em quem tomou a decisão de aplicar a Majoração de 30% sobre o IMI para prédios degradados. Depois, que colégio decidiu anular. 

Como a TSF é credível, e Sua Excelência ainda não duvidou da voz surgida na antena e que disse "vamos levantar um processo interno", qual o resultado?

Sucede que Sua Excelência ao meter no mesmo saco - anulando tudo - as majorações justas e injustas, acabaria por beneficiar quantos não cumprem.

O prometido "processo interno", considerando a eliminação de cobranças justas que redundaram em dano de receitas para a Câmara, deve ser conhecido. 

Outra coisa não será de esperar de Sua Excelência, para que os munícipes que ficaram à espera das consequências do erro possam confiar na gestão praticada.  

É neste quadro - Sua Excelência que deu voz e reconhecerá - face à estranheza de 8 (oito) meses depois nada se saber, que a informação é imprescindível. 

Conclusões do "inquérito" prometido? Responsáveis? Que consequências? Qual o montante da receita não cobrada - justamente - pela Câmara?

Trata-se de matéria com elevada gravidade que não pode ser mantida à puridade.

Sua Excelência será o primeiro a desejar que as afirmações proferidas sejam credíveis e nas quais os munícipes possam confiar pelo rigor incontestado.

Os munícipes, em nome da credibilidade das instituições e seus representantes, têm o direito de saber a realidade dos actos, afirmações e decisões dos eleitos. 

Passados 8 (oito) meses sobre o dito à TSF, que razões manterão o silêncio?

Ou não se realizou "Inquérito" algum?

Quanto tempo os Sintrenses irão esperar pelo esclarecimento completo?

Sintra não merece isto.