segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

SINTRA: SR. PRESIDENTE...3 ANOS À ESPERA DA REMOÇÃO

Triste aniversário no Centro Histórico

Completam-se hoje três (3) anos sobre a denúncia que aqui fizemos sobre a agressão ao Património da Unesco (por favor clique para rever).

Em 18 de Dezembro de 2014 iniciou-se a montagem de uma pesadíssima estrutura metálica na frontaria do Hotel Central, danificando azulejos protegidos.

De imediato deu-se o alerta. A Alagamares insurgiu-se junto da Câmara e da Unesco. Um Despacho da Lusa, em 30.12.2014, anunciava o Despacho de Embargo em 29.12. (entretanto a montagem estava concluída...).  O proprietário estaria ausente.

Quis a infelicidade sintrense que o Despacho de Sua Excelência só surgisse 10 dias depois do alerta, encontrando a Estrutura montada como está hoje...para azar nosso!

Insistiremos em notar a Sua Excelência como era a histórica frontaria do Hotel Central,  com foto do Livro de Estudos Sintrenses...de um Sintrense verdadeiro de seu nome Francisco Costa, que devemos respeitar pelo seu amor a esta Terra:


Também não queremos que Sua Excelência desconheça (ou esqueça) como era o Hotel Central antes de ter sido eleito Presidente da Câmara Municipal de Sintra:

Antes do Dr. Basílio Horta ter sido eleito em 2013 

Agora, voltamos a mostrar o que foi feito uns meses depois de Sua Excelência ter sido eleito. Com à vontade notável - sem actuação firme que o impedisse:

Depois do Dr. Basílio Horta ter sido eleito em 2013

Depois do Dr. Basílio Horta ter sido eleito em 2013

Senhor Dr. Basílio Horta, Presidente da Câmara Municipal de Sintra, sentir-se-à confortável ao apreciar as duas imagens recolhidas esta manhã? 

Justifica-se que perguntemos a Sua Excelência: O cargo que exerce não o obriga à Protecção do Património Histórico Classificado pela Unesco? Ou a ter decidido a imediata desmontagem da estrutura e recuperação dos azulejos por especialistas?

Que razões terá Sua Excelência para deixar esta gritante ofensa ao Património Sintrense  arrastar-se há 3 anos, quando lhe deveria tirar o sono até à remoção? 

Ainda por cima, pelo que sabemos, conhecendo Sua Excelência muito bem o local. 

Recentemente, na noite televisiva de 1 de Outubro deste ano, lá celebrou a reeleição. Alguém nos tinha dito (sem acreditámos) que o mesmo acontecera em 2013. 

Não cremos, nem aceitamos, que o uso do local seja motivo impeditivo para não decidir a remoção da agressiva estrutura que ofende o Património Histórico de Sintra.

No entanto, começa a tornar-se misterioso que, decorridos 3 (três) anos, o Presidente da Câmara Municipal de Sintra não tenha conseguido a remoção da estrutura.

Porque será? O que impedirá que a obra seja desmontada e se recupere a imagem  do Património Histórico que a Unesco considerou da Humanidade?

Como é possível que a Autoridade de Sua Excelência não tenha sido exercida para colocar a frontaria na sua imagem original, ficando os autores imunes ao acto?

A quem se devem imputar responsabilidades pela incapacidade da remoção?

Como é possível que situações destas se passem em Sintra?

Sua Excelência ainda estará a tempo de despachar um Inquérito?

Ao vermos Sua Excelência - no dia da reeleição - puxar do pacote de promessas a seis meses, tinhamos a esperança que incluísse a demolição da estrutura.

Como é possível isto passados três anos?  

Que raio de coisas - ou que coisas estranhas - se vão passando em Sintra.

Sintra não merece isto.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ÁRVORES SÃO COMO FILHOS


Plantamo-las, vamos acompanhando o seu crescimento, procuramos tratá-las o melhor que podemos e elas, à sua maneira, retribuem dentro do que é possível. 

Ao plantar uma árvore, também devemos criar preocupações. 

As nossa árvores, as nossas gerações, têm muito de comum, pelo que representam na nossa vida, no nosso dia a dia, na nossa convivência. 

Esta manhã, bem cedo e com chuva miudinha, dei comigo a pensar nos frutos da vida,  como acabam por se tornar dificeis de apanhar, porque as árvores crescem sem nos apercebermos que isso nos traz as dificuldades nos acessos. 

As árvores - pelo menos as minhas árvores - correspondem a sentimentos, a saudades em cada fruto, ao inacessível com que às vezes nos deparamos. 

Talvez não tenha razão, mas há frutos da vida onde muitas vezes não chegamos, tal como a estas laranjas que, debaixo da minha varanda, me sorriem coloridas. 

Votos de um Bom Fim de Semana. 



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

SINTRA: PRESIDENTE DA CÂMARA PROMETEU HÁ 8 MESES...

Oito meses sem que se saiba do Inquérito prometido

O Senhor Dr. Basílio Horta, enquanto Presidente da Câmara, tem deveres a cumprir e, um deles, é corresponder às promessas que faz tal como assumir o que anuncia.

Passam hoje 8 (oito meses) desde que anunciou na TSF um inquérito ao que se passou com a majoração do IMI. (por favor clique).  De seguida, anulou cobranças.

Receamos que tenha a seu favor o facto da TSF (apesar do pedido feito duas vezes) não ter feito a checagem do prometido em antena aberta. 

Nem o site camarário, que Sua Excelência saberá servir só o Executivo com Pelouros e sem espaço para a Oposição, esclareceu algo sobre o circunstancial Inquérito.

NADA. Decorridos 8 meses, nem uma só informação aos munícipes preocupados, impedindo-os de saberem a verdade do que se passou. 

Sua Excelência, pelo cargo que exerce, não poderá deixar de prestar contas do que se passou com a "Majoração do IMI em 30%", quem decidiu e quem responde. 

A questão nuclear assentará em quem tomou a decisão de aplicar a Majoração de 30% sobre o IMI para prédios degradados. Depois, que colégio decidiu anular. 

Como a TSF é credível, e Sua Excelência ainda não duvidou da voz surgida na antena e que disse "vamos levantar um processo interno", qual o resultado?

Sucede que Sua Excelência ao meter no mesmo saco - anulando tudo - as majorações justas e injustas, acabaria por beneficiar quantos não cumprem.

O prometido "processo interno", considerando a eliminação de cobranças justas que redundaram em dano de receitas para a Câmara, deve ser conhecido. 

Outra coisa não será de esperar de Sua Excelência, para que os munícipes que ficaram à espera das consequências do erro possam confiar na gestão praticada.  

É neste quadro - Sua Excelência que deu voz e reconhecerá - face à estranheza de 8 (oito) meses depois nada se saber, que a informação é imprescindível. 

Conclusões do "inquérito" prometido? Responsáveis? Que consequências? Qual o montante da receita não cobrada - justamente - pela Câmara?

Trata-se de matéria com elevada gravidade que não pode ser mantida à puridade.

Sua Excelência será o primeiro a desejar que as afirmações proferidas sejam credíveis e nas quais os munícipes possam confiar pelo rigor incontestado.

Os munícipes, em nome da credibilidade das instituições e seus representantes, têm o direito de saber a realidade dos actos, afirmações e decisões dos eleitos. 

Passados 8 (oito) meses sobre o dito à TSF, que razões manterão o silêncio?

Ou não se realizou "Inquérito" algum?

Quanto tempo os Sintrenses irão esperar pelo esclarecimento completo?

Sintra não merece isto. 

domingo, 10 de dezembro de 2017

LANDSBERG AM LECH, NOSSO CONVITE DESTE DOMINGO...

AVISO: O texto que segue pode causar perturbações a pessoas mais sensíveis, apreciadoras de ruidosos tuk tuks e viaturas afins, de filas intermináveis de carros, de poluição sonora e ambiental e desrespeito pelos peões e património, como sucede em Sintra, Património da Humanidade pela UNESCO.
É atrasado o convite para passarem um dia connosco em Landsberg Am Lech, cidade da Alta Baviera que temos no coração, partilhando um chocolate quente.

Landsberg Am Lech é uma cidade com área um pouco mais pequena que a UF de Sintra o nela vivem cerca de 30.000 pessoas. Dista 65 quilómetros de Munique.

A forma mais fácil de chegar a Landsberg é através da estação da DB em Kaufering, sabendo-se que a carreira rodoviária da SEV espera sempre pelo comboio.

Há comboios quase de 30 em 30 minutos, viajando-se em 40 minutos nos cómodos comboios da DB (mais do dobro da distância Sintra-Lisboa, no mesmo tempo...).

Se tomarmos o comboio no aeroporto de Munique haverá um transbordo em Pasing. Se estivermos na cidade de Munique, o comboio parte da Hauptbahnhof (Hbf).

Venham daí...

Hoje passearemos com -4º e neve ligeira o que tornará mais agradável a visita.  

Chegados à estação da DB em Kaufering, cinco minutos depois parte o autocarro que nos leva em 12 minutos ao terminal rodoviário na margem esquerda do Rio Lech.

Saímos no terminal, fotografamos a bela queda de água no Rio Lech, passamos a ponte e seguimos a pé (aqui usa-se muito as pernas), para a zona histórica.



Depois de atravessarmos a ponte na KatharineStrasse, paramos na margem direita para  vermos (na outra margem) a bela Torre da Mãe (Mutterturm) agora Museu.


Optamos por seguir a zona pedonal ao longo do Rio, onde um pequeno desvio feito no Rio Lech passará por debaixo das casas até se juntar de novo ao Rio.



passagem pedonal sobre o braço de rio, com água sussurrando por baixo 

Tudo é calmo, o silêncio só é levemente quebrado pela água que segue por debaixo das casas, e que apetece escutar junto às pontes de madeira que atravessamos. 

Zona habitacional paralela ao Rio 

É nesta paz de espírito, de respeito entre todos os moradores, que se respira ar puro e se enchem os pulmões do ar fresco que não se polui ao longo do dia.

Seguimos para a Hauptplatz, onde se localiza a Câmara Municipal e duas edificações se destacam: A Histórica Câmara Municipal e a Schmalzturm.

A Rathaus (Câmara Municipal) 

É cedo, o Mercado de Natal ainda está fechado. A loja de Turismo da Câmara Municipal, apesar de ser Domingo, estará aberta. Visitaremos o Salão Nobre.

Fora da época Natalícia há sempre venda de flores (é uso, ao fim do dia, levar flores para casa) e uma esplanada de um estabelecimento de Chocolataria. 


Frente à Rathaus, temos a imponente Schmaltzturm (Torre da banha) que faz parte da primeira muralha da cidade construída no século XIV. O nome deriva de ser o local escolhido por antigas vendedoras para conservar a banha mais fresca.

Hoje - Domingo - a chocolataria está fechada e vamos à Geladaria (Marisa Moretti)ao lado da Câmara tomar o delicioso chocolate quente e comer torta de maçã com creme de baunilha. Um jovem casal português terá todo o gosto em atender-nos.

Vamos ainda ver o Relógio de Sol na Igreja Paroquial de Ascensão de Maria



Não passaremos para lá da Torre porque é Domingo e as famílias dedicam a manhã a passear as suas crianças pelo Parque da Vida Selvagem que queremos mostrar.

A neve não impedirá que caminhemos muitos quilómetros pelo Parque dentro, encontrando animais diversos. Nas crianças é incutido o respeito pela Natureza.



Os meus Amigos têm de regressar. Este simpático macho cumpre a tradição de se despedir de novos visitantes, uma pacífica prática entre a vida selvagem:


De regresso mais uma foto para mais tarde recordar...


Vamos até ao Terminal Rodoviário e despedimo-nos junto ao Bus que chegará à estação precisamente 5 minutos antes do comboio Alex que os levará a Munique. 

Junto à entrada do Aeroporto, depois de comerem uma saborosa Würst com batatas fritas e beberem Uma Weisbier, cairá bem um quente e saboroso Glühwein.

 
Junto à entrada do aeroporto Franz Josef Strauss

Votos de Bom Domingo e Boa Viagem.