domingo, 12 de novembro de 2017

LUBECK...E "DER TEUFEL" SEU SIMPÁTICO ANFITRIÃO...

Neste Domingo viajamos para Lubeck e, para chegarmos cedo, apanhámos o voo Tap das  7,20h devendo chegar (se cumprir horário) a Hamburgo às 11,40. O comboio regional S1 nos levará a Lubeck, cerca de hora e meia depois. Vale a pena. 

O Diabo simpático...

A Marienkirche, ao lado da qual se senta o "Der Teufel"

O Centro Histórico da belíssima cidade medieval de Lubeck, Património da Unesco, justifica esta nossa curta viagem de Domingo, convictos de que gostarão.

A zona que constitui Património da Humanidade é uma Ilha. 

Antes de nos embrenharmos pelas estreitas ruas e pátios, devemos apresentar o simpático diabo da foto acima e que está ligado a uma lenda fantástica...

Nada consta sobre "Der Teufel" (o diabo) ser apreciador de vinho. Depois de um bombardeamento destruir a Igreja Maria, aquando da reconstrução o "diabinho" foi enganado, dizendo-lhe que seria uma casa de vinhos. 

"Der Teufel" foi enganado até que, ao descobrir a verdade, ameaçou destruir tudo...levando então a que lhe prometessem uma Adega em frente, para o apaziguar.

Cumprida a promessa, não deixou de se mostrar junto à Igreja, recusando-se a entrar nela mas podendo observar a desejada Adega (que ainda lá está).

Para memória, a escultura está na parte exterior da Igreja, mostrando um Diabinho bem disposto, dialogante e disponível para quem se queira sentar ao seu colo.     

Seguiremos para a Praça do Mercado, onde é a Rathaus (Câmara Municipal), frequentemente ocupada em actividades diversas, nomeadamente Culturais. 


Lubeck é uma cidade orgulhosa de ser Património da Humanidade e os seus habitantes não só a defendem como contam com as populações vizinhas na partilha. 

O Centro Histórico visto da margem oposta à Ilha

Na margem oposta à Ilha, o Rio Trave e a sua margem dão uma sensação de calma que nos rejuvenesce o espírito e conforta a alma.

A outra margem vista do Centro Histórico

Na zona residencial nota-se o gosto dos moradores, a reserva dos espaços e a calma que por lá se vive e a higiene ambiental, sem lixo e sem barulhos. 

A calma, a higiene, o bem estar

Viver assim é qualidade de vida garantida


Fica uma vista Panorâmica da cidade (vista da Igreja de Pedro) com as casas que foram armazéns no tempo da Liga Hanseática e a Holstentor com o seu Museu.

O Sol por vezes é tapado por umas nuvens e a temperatura rondará os 6 graus. 

O regresso impõe que deixemos uma das mais belas e calmas cidades da Alemanha, onde não há ruidosos escapes de Tuk-Tuks, nem trânsito engarrafado. 

É, justamente, Património da Humanidade e isso ´merece o respeito de todos.

Para todos Votos de Boa Viagem e que passem um Bom Domingo. 


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

SINTRA: DA SUBCONCESSÃO À POUSADA DA JUVENTUDE

Depois do artigo aqui publicado em 3.11.2017 (por favor clique para rever) ficámos ansiosos por melhores esclarecimentos sobre o tema abordado.

Até ao momento, o silêncio dos políticos envolvidos não ajuda à clarificação.

inclinação do Presidente da Câmara para aludir à Pousada da Juventude não clarificando que o edificado virá a ser património de terceiros torna-se estranha.

Inclinação que terá congénitos na imprensa regional onde, recentemente, uma foto de primeira página remetia para o interior com texto de CMS que também o omitia.

Tais inclinações, considerando como se desenvolveu o processo que levou ao Contrato de Subconcessão, justificam o completo esclarecimento público.

A Reunião Extraordinária Privada de Câmara de 5.4.2016

Julgávamos, na infinita ignorância, que Reunião Extraordinária tinha figura própria, excepcional, para decisões de cunho transcendente e inadiáveis.

Reunião Extraordinária seria isso mesmo, específica, limitada nos temas face à urgência deliberativa. Terá sido a intenção desta? Vejamos um pouco mais...

Esta "Reunião Extraordinária" teve 33 Informações antes e 44 Propostas na Ordem do Dia, constando a Proposta de Subconcessão para a Pousada em 30º. lugar!

"Avaliação dos prédios" seguida de Proposta de Subconcessão

Em 19.11.2014 foi nomeada uma "Comissão de Avaliação" (Despacho Presidencial 162-P/2014) incumbida da "avaliação dos prédios" das antigas instalações da CP na Rua Dr. Alfredo Costa, em Sintra, propriedade de Infraestruturas de Portugal SA. 

A Comissão de Técnicos, num Processo altamente Qualificado, recorreria a Métodos Comparativos de Mercado e subscreveu em 16.10.2015 (331 dias depois do Despacho) um Relatório decidindo "atribuir ao imóvel o valor de 320.000€" (*)...


Em "Fevereiro de 2016" (dia omisso), mais de 107 dias depois, seguiria...

...uma Informação-Proposta SM 13090 para o "Exmo. Chefe da DGPI" propondo a Subconcessão, documento que este, por sua vez, enviou em 30.3.2016 "À consideração do Exmo. Sr. Presidente Dr. Basílio Horta". 

No dia seguinte (31.3.2016) "Basílio Horta" "Presidente", escreveu "Concordo", sendo "agendado" para a Reunião de Câmara de 5 ABR.2016.

Pode inquirir-se do porquê de uma "Comissão de Avaliação" para património alheio se o passo seguinte não for a aquisição..seguiu-se a Proposta de Subconcessão. 

Não teria sido mais útil a "Comissão de Avaliação" apresentar uma Estimativa Fiável de Custos a suportar pela Câmara com a Demolição de edifícios e nova construção para a Pousada, indicando as mais-valias para as Infraestruturas de Portugal?

Daí que, aparentemente, alguma confusão se tenha mantido.

O Presidente, antes da Ordem do Dia, diria: - "queremos fazer ali uma coisa útil investindo 660 mil euros". Na Discussão da Proposta aludiu a "600 mil" e no "impacto que tem uma Pousada da Juventude durante 25 anos". O Contrato é por "20 anos"... 

A complexa Proposta levou mais de 470 dias até ser agendada mas aos Eleitos da Câmara concederam-se pouco mais de dois dias para análise em conjunto com mais 33 Informações e 43 Propostas...só se abstendo os Vereadores sem Pelouro.

Assim se aprovou a Cláusula Quinta (ponto 5): "Todas as obras ou benfeitorias efectuadas pelo SUBCONCESSIONÁRIO (...)poderão ingressar gratuitamente no domínio público ferroviário à medida da sua execução (...)"

Quando Sua Excelência, no passado dia 1 de Outubro, entre aplausos eleitorais citou a Pousada da Juventude como "investimento de 3.2 milhões de euros", omitindo que era Património em terreno alheio, como se terão sentido os apoiantes?

Estes alguns subsídios para a história da Pousada da Juventude...


(*) - "Imóvel" que envolverá duas edificações e respectivos Logradouros,      inserido "na malha urbana do aglomerado do Centro Histórico de Sintra".

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

SINTRA: POUSADA DA JUVENTUDE PAGA "CONTRAPARTIDAS"

Pousada da Juventude de Sintra, um "case study"

As alusões à construção de uma Pousada da Juventude em Sintra, pela diversidade de elementos divulgados, justificará um apelo ao Senhor Presidente da Câmara para o total e cabal esclarecimento, pois outra coisa não pretenderá que a transparência.

Recentemente, na euforia da vitória para novo mandato, Sua Excelência garantia irmos "ver grandes investimentos": "(...) Vão ver a Pousada da Juventude que é um investimento de 3,2 milhões de euros...(...)". Recordamos o feliz momento:

No calor da noite eleitoral (1.10.2017), a Pousada já nos custa "3,2 milhões de euros".


Passados uns dias, no local da Obra surgiria o Painel que, dizendo "Construímos um município melhor para si", indica o Preço Contratual de 1.329.200 € + IVA..

Antes (Sessão de Câmara de 5.4.2016 - pág.52) Sua Excelência aludiria a "(..) fazer ali uma coisa útil investindo 660 mil euros (...). 

Estamos - munícipes, claro - perante um trilema que só Sua Excelência poderá, por agora, esclarecer, dizendo-nos qual a realidade em que devemos confiar.

Edifício da Pousada da Juventude não será propriedade da Câmara

Os Munícipes têm o direito de saber que o seu dinheiro está a pagar demolições, pagará a nova construção, suportará várias obrigações e nada será seu Património.

É bom saber-se que, além dos custos relacionados com obras, a Câmara ainda pagará "Contrapartidas" que, em termos práticos, correspondem a "Rendas Mensais". Até à abertura da Pousada ou 30 meses 1100€ e depois 2000€ mensais. 


Quantos, até agora, se iludiram com alusões à Pousada da Juventude de Sintra, convictos de ser Património Municipal, terão as suas convicções desfeitas.

Não podemos é esquecer que há responsáveis pela deformação informativa.

Como foi possível Aprovar-se o Contrato de Subconcessão?

Da "Reunião Extraordinária Privada" da Câmara Municipal de Sintra, de 05.04.2016 (por favor aceda à ATA 7/16 clicando aqui) constava a Proposta (274-P/2016) para subconcessão de dois edifícios à IP Património - Administração e Gestão Imobiliária.

Obviamente que, pelo teor da Proposta, Vereadores atentos - eleitos para a defesa dos Patrimónios Financeiro e Imóvel dos Munícipes - logo terão inferido que a construção da Pousada da Juventude de Sintra seria em terreno alheio, com reflexos.

Se, quaisquer dúvidas tivessem sobre quem iria suportar os custos das demolições e da nova edificação, os Termos do Contrato de Subconcessão - vinculando a Câmara Municipal aos mais diversos compromissos - esclareceria tudo.

Antes da Proposta, os decisores tiveram dicas curiosas (pág.52): "O Sr. Presidente, referiu: Já com a Pousada da Juventude, com aqueles edifícios a apodrecer, em que queremos fazer ali uma coisa útil investindo 660 mil euros, a dificuldade que foi".

Quase de seguida, o Vice-Presidente ajudaria: "Este processo tem sido de tal maneira arrastado e difícil, que quanto mais comprometermos as Infraestruturas de Portugal, melhor" (vide ATA Nº 7/16 - pág. 052). 

Da Ata, não consta se "comprometermos as Infraestruturas de Portugal" seria com dinheiro dos munícipes a pagar a demolição do velho e a construção de raiz de um novo imóvel, daí resultando o enriquecimento do património público ferroviário.

Do velho se faz novo...com dinheiro dos munícipes 

Na Ordem do Dia, a Proposta da Subconcessão (pág. 065) não teve pedidos de esclarecimento ao Presidente, embora do Contrato constasse que as Obras poderiam "ingressar gratuitamente no domínio público ferroviário à medida da sua execução". 

Apenas um Vereador - do "Sintrenses com Marco Almeida" - manifestou opiniões adversas, tendo os quatro eleitos pelo Movimento optado pela Abstenção. 

Votaram a favor o Vereador da CDU e os do PSD e PS.

O Teor do Contrato de Subconcessão


O Clausulado apenas vincula o Município de Sintra a obrigações (por vezes até descabidas) sem ressalva de direitos ou contrapartidas face aos elevados investimentos a fazer e que constituirão benfeitorias para a dona do terreno. 

Imagine-se na Cláusula Sétima: "Não realizar quaisquer práticas que contrariem a lei ou afetem a moral pública, a imagem da Estação...(...) !  ou

"Manter o pessoal empregado com apresentação irrepreensível e velar pela sua correcção e idoneidade...(...)" !

Do Clausulado, a menos que estejamos errados, só no Ponto 1. da Cláusula Primeira o Município tem um direito: - "Utilizar, por sua conta e risco, dois edifícios (...)"

O Contrato de Subconcessão não teve estudo prévio por parte de Técnicos habilitados dos Quadros da Câmara? 


Os Munícipes devem conhecer todo o Processo

Em tese, o Processo da construção da Pousada de Juventude de Sintra precisa de ser conhecido dos Munícipes em todos os seus pormenores, para que tenham noção exacta da forma como o dinheiro dos seus impostos é aplicado. 

Isso exigirá a urgente explicação pública para que a confusão existente não encha como um balão que, em seu tempo, se esvaziará. 

Sintra continua a não merecer disto. 


domingo, 29 de outubro de 2017

BERGEN E ARREDORES, NOSSO DESTINO DESTE DOMINGO

Devemos aproveitar estes dias ainda com cerca de 8 horas de luz solar para visitarmos a zona central da Noruega, de grande beleza e onde nos sentiremos bem.

Partiremos às 7 horas, de forma a chegarmos a Bergen pouco depois das 14 horas.

Do aeroporto rapidamente se chega à cidade que é muito acolhedora e bonita, onde pessoas de bom trato gostarão de falar com os portugueses. 

Recomendamos roupas mais quentes, porque nestes dias as temperaturas podem não atingir os 8 graus centígrados e, nas montanhas, já haverá neve.


Das primeiras imagens temos o porto e, ao lado, as casas que dantes eram armazéns portuários e agora têm outros destinos. 

Certamente teremos vontade de comer qualquer coisa e, logo ali, junto ao porto, poderemos contar com o mercado onde se comem sandes e outros petiscos.


A cidade de Bergen tem muitos interesses turísticos e não podemos deixar de visitar o Aquário, fazer um circuito pelos fiordes (almoçando a bordo) e subir à montanha.

Jardim frente ao edifício dos Correios e Telefones

Centro Histórico

Depois de visitarmos Bergen (aqui muito resumidamente) tomamos o comboio para a cidade de Voss, a cerca de 60 quilómetros, onde dormiremos.

Além de uma bela cidade, é essencialmente logística: Nunca se sabe em que dia haverá comboio para Myrdal, pois a (súbita) neve intensa pode bloquear a linha.

Voss: em baixo o Lago que ainda não estará gelado.

Caminharemos através do cemitério julgando ser um jardim público e atravessaremos o rio de forte caudal...com uma ponte pedonal oscilante para subirmos à montanha.


Caixa de correio, junto aos caminhos da montanha

Como o nevão desta noite não bloqueou a linha férrea, vamos a Myrdal para apanhar o Fläm Raiway, que descerá 866 metros até ao nível do mar.

Myrdal, núcleo residencial 

Descemos para Fläm, passando pela queda de água de Kjosfossen (o comboio pára uns minutos) a caminho das margens do Aurlandsfjorden, onde o ferry nos espera. 

Lugares à espera dos nossos convidados...para um passeio pelo Fiorde.

Depois de um belo passeio pelo fiorde Auslands, resta-nos a foto de despedida e que perdurará nas nossas memórias. 


Faremos a viagem de regresso a Bergen de autocarro...uma experiência única em que o motorista nos sossega dizendo: "Nunca nenhum carro caiu lá em baixo..."...Na verdade, iremos com a respiração suspensa, numa subida lenta cheia de curvas...

Começam os preparativos para o regresso mas custa-nos bastante a despedida. 

Aproveitamos o tempo e subimos dois teleféricos que nos levam à montanhas que envolvem Bergen e nos oferecem imagens únicas da belíssima cidade.

Ao regressarmos ao aeroporto, são múltiplas as imagens que perpassam pelos nossos olhos, são muitas as recordações que acumulámos. 

Bergen e à sua volta, tudo nos fica de recordação. A vida calma a natureza. 

Esperamos que tenham feito boa viagem. 

Um Bom Domingo para todos. 

Uma pequena Nota: Se tivermos ocasião, poderemos verificar como se processam as reparações na via pública...vai uma maquineta que abre...uma equipa que repara...outra maquineta atrás que vai tapando...

Nada fica aberto para o dia seguinte...as reparações são feitas...os cidadãos não se enervam a reclamar...porque são respeitados.