quinta-feira, 26 de outubro de 2017

SINTRA, SR. PRESIDENTE, HERDOU PROMESSA COM 16 ANOS...

Acabado de tomar posse para o segundo mandato, felicitamos Sua Excelência por ter herdado uma promessa do PS por cumprir há 16 anos e que assumirá pela certa...

Se é certo que arranca com mais esta desvantagem, tem a sorte de poder contar com quantos - colaborantes na promessa - foram eleitos em recentes eleições...  

Será Sua Excelência, além das promessas para os próximos seis meses (esta será a médio prazo) o cumpridor das antigas, limpando a alma política dos promitentes.

Parece-nos ver Sua Excelência estarrecido. Dezasseis anos sem cumprir uma promessa? Os entertainers sabiam dos "últimos 12 anos" e não sabiam dos 16?...

Realmente os munícipes, os mesmos a que agora há quem chame "fregueses", não têm memória curta e não gostam de esquecer os autores das promessas. 

Contaremos a história, que um dia fará parte do LiesMuseumSintra...

Promessa do Posto da GNR da Abrunheira

Em 2001, dias antes das eleições, entusiasmados militantes do PS montavam na Abrunheira duas promessas que respondiam aos anseios da população. 

Uma delas, anunciava um Espaço Verde (só viria a ser executado pelo Executivo seguinte depois de, por duas vezes, a população ter feito abaixo-assinados).

Outra (recordada há dias, após mais uma tentativa de assalto à Farmácia) correspondia à resposta exigida pela população da Abrunheira, ansiosa por segurança.  

Promessa dias antes das eleições de 2001. Atente-se no rigor: 748.195,50 Euros!

A promessa do PS era indubitável. Quartel em "Adjudicação". Tinha já "Custo da Obra", "Início da Obra no 1º. Trimestre de 2002", "Execução em 12 meses".

A coisa era séria. os militantes pululavam de entusiasmo, eram favas contadas e, naturalmente, houve votos de confiantes residentes, que tomaram por verdade. 

(Pequena nota: alguns desses militantes renovaram votos em recentes eleições)

Por volta de 2006 até foi destinado um espaço para a respectiva construção (aí já entra a época dos "últimos 12 anos" que os seguidores absorveram).

Foto de 2007 - Um grande buraco onde se escrevia "Posto".

Agora, Sua Excelência, pela segunda vez legítimo decisor em nome do PS, tem a missão suprema de honrar quantos representa e cujas promessas deverá respeitar.

Não terá Sua Excelência outra alternativa: - Cumprir uma das antigas promessas do PS na Abrunheira, recorrendo ao apoio dos eleitos (agora) que colocaram o Cartaz.

Está agora nas mão de Sua Excelência abrir mão de 500 mil (mesmo que anuncie como 5 milhões) e cumprir a promessa da construção do Posto da GNR na Abrunheira.

Promessa Honrada é imagem Respeitada.


domingo, 22 de outubro de 2017

DOMINGO...MEMÓRIAS COM POEMAS DE ALEXANDRE O'NEILL

"O Livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive" - Padre António Vieira


Hoje, Amigos, ficaremos por cá...recordando peças do arquivo das vidas.

Em 1972 celebrou-se o Ano Internacional do Livro. Passaram 45 anos...

Em 26.7.72, de um jornal vespertino (desculpem não garantir se Diário Popular, de Lisboa ou A República) recortámos dois belos poemas de Alexandre O'Neill.

Revendo, relendo, fixando memórias, arquivos e notas, temas e razões, quantos de nós estão nas palavras de O'Neill, sentindo que não há vidas arquivadas.

As nossas memórias estão em milhões de caixinhas que temos o cuidado de fechar quase hermeticamente, mas a que não conseguimos fugir em certos momentos.

Ao abrirmos - confessamos que propositadamente, mas não o divulguem - esta caixinha fechada há 45 anos, caíram-nos em cima momentos bons e maus da Vida.


Parece ser bom passar uma mão nesta escultura e...realizam-se sonhos. Estamos em fila de espera   

A Vida Não É de Abrolhos

A vida não é de abrolhos.
É de abr'olhos.

A vida não é de escolhos.
É de escolhas.

Porque me olhas e m'olhas?
Porque me forras a alma
com o relento de um sentimento?

Serei eu a tua escolha?

Abre os olhos e olha,
Que eu já me escolhi em ti!

Uma escultura apaixonante

O INOMINADO

Se eu não fizer
assim (como hei-de dizer?) amor
sim amor contigo
muitas (meudeus!) vezes
com preguicinhas boas
tolices ao ouvido
revoadas de beijos
repentes dentes
olhares pestanejados com carinho
oh
nem terei nome
serei o "coiso" "esse aí" o "como
é que ele se chama?"
o que dorme singelo
o que ninguém (ai, ai) ama.

Não temos palavras para esta escultura

Antes de os voltarmos a colocar numa das gavetas da memória, onde ficarão -de novo -  tão bem guardados, decidimos partilhá-los, porque são pedaços de Cultura. 

Talvez daqui a 45 anos, alguns dos visitantes de hoje os releia e republique...

São os sentimentos...as memórias. 

Um Bom Domingo para todos.



sábado, 14 de outubro de 2017

SINTRA, A RIBEIRA QUE PASSA JUNTO AO JUMBO...

Sosseguem quantos entendam que a Vila de Sintra é de "elites", como se a exigência de ser devidamente respeitada a Vila Histórica fosse uma aberrante reivindicação. 

O caso que vamos relatar já foge da Vila de Sintra, mas é um problema de Sintra, neste caso na freguesia de Mem Martins. Logo, é um problema a resolver...

Defesa do património ambiental

Quando, em eleitos, se nota a fraqueza das sua capacidades para o bem colectivo, tudo pode - aos poucos, aqui e ali - ser comprometido na essência da sociedade.

Em 18 de Fevereiro de 2016 (por favor clique) abordámos um preocupante tema. Outras vezes fomos vendo e reclamando a quem, assim julgamos...de direito... 

Volta não volta, uma unidade química da zona faz descargas poluentes...com um à vontade que se estranha... para a ribeira que passa junto ao Hipermercado JUMBO.

De outras vezes, na zona, um cheiro quase irrespirável faz recear descargas para a atmosfera de gases nocivos à saúde, também sem que se conheçam actuações.

Ontem (Sexta-feira), bem cedo, outra descarga (às Sextas estas coisas são difíceis de averiguar...mete-se o Sábado e o Domingo...e na Segunda tudo está diluído...).




Telefonámos para o Sepna da GNR, julgando ser autoridade para intervir na defesa do Ambiente...disseram-nos que é matéria dos SMAS e deram-lhe conhecimento.

Acabámos por enviar para os SMAS algumas das fotos acima, confiantes de que, de uma vez por todas, estas agressões ambientais terão de acabar. 

Sendo um problema fora das "elites" que atinge a qualidade ambiental, contamos com o empenho dos eleitos locais na defesa dos vias freáticas e saúde pública.

Pela nossa parte fizemos o que deveríamos ter feito, expressando indignação...

Agora fica nas mãos dos políticos e autoridades.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SINTRA: SR. PRESIDENTE, DESFECHO DO "INQUÉRITO" AO IMI?

"Vamos levantar um inquérito interno para saber e para explicar quais as razões que levaram a este tipo de erros de aplicação dos critérios de majoração de IMI".

Faz hoje precisamente 6 meses que Basílio Horta afirmou a intenção à TSF (por favor clique para rever)  sem que sejam conhecidas conclusões ou se o inquérito foi feito.

É certo que Sua Excelência disse "vamos levantar um inquérito", não indicando o quê, quem, como, quando, onde e porquê. Prometeu. Comprometeu-se.


Excerto de reportagem da RTP na noite eleitoral

Quem atente nas sábias palavras de Sua Excelência na noite eleitoral de 1 de Outubro,  ficará convicto de que o inquérito foi rigorosamente cumprido.

Já com cardápio de promessas a seis meses, se a vetusta promessa feita há seis meses não foi descurada, desconhecer-se o resultado não ajuda à transparência.   

Que se terá passado efectivamente? Houve inquérito? Não houve inquérito?

Na verdade, a majoração dos 30% para património degradado foi decidida em Sessão de Câmara e Basílio Horta até se pronunciou sobra a gestão anterior.

O direito da Câmara cobrar o que é justo

Não sabemos se a decisão tomada e propalada gerou uns tantos votos. 

Sabemos, isso sim, que ainda hoje o site camarário continua informando que SINTRA DEVOLVE 8,1 MILHÕES  EM IMI.  Mas devolve - ou devolveu - o quê e a quem?

Esperar-se-ia que Sua Excelência quantificasse as majorações de IMI anuladas e repartidas por singulares (pequenos e sacrificados proprietários) e empresas.

Há quantos anos estas instalações estão em degradação? Perdoada a majoração? 

Quem foi responsável? Quem deve responder?

Estamos perante uma situação em que se prescindiu (anulando pura e simplesmente) de receitas públicas e, alguém, terá de responder por isso. 

Se houve erros, corrijam-se e sobre aquilo que é devido faça-se a cobrança devida. 

Passados 6 meses de silêncio, temos o direito de saber o que se passou, responsabilizar quem deveria ter acautelado a defesa dos dinheiros públicos.

Na situação deveria ter sido cobrado o que fosse justo..."nem que fosse um só tostão" como defendem os aplicantes das teorias do rigor... 

Anular foi o mais fácil...até expedito...simpático...útil para os maiores proprietários de bens abandonados, mas não tem cabimento numa gestão pública justa. 

Será esta a doutrina a aplicar no futuro, perante situações semelhantes?  

Houve ou não houve inquérito? Já passaram seis meses.

Sintra não merece isto.