quarta-feira, 27 de setembro de 2017

SINTRA: UM APELO AOS SERVIDORES OPERACIONAIS...

Apelo democrático

Quando o escrito neste blogue constituir mentira, quanta gratidão terão da nossa parte por nos ajudarem, dizendo-o para a respectiva correcção. 

Por favor, entrar neste blogue e eliminar ou ofuscar parte dos textos é uma patifaria que não serve nem a democracia nos os políticos sérios envolvidos.  

Sucede que no artigo ontem publicado com o título SINTRA, MUITOS "FLASHES"...NADA DE DEBATES TELEVISIVOS os artistas entraram por duas vezes, conseguindo colocar algumas palavras a branco para que não fossem visíveis. 

Reproduzimos os parágrafos (sublinhando as palavras ocultadas) para a devida leitura:

"Então Sintra, segundo concelho do País, flashado do "mais transparente", que (diz o site camarário) "DEVOLVE 8,1 MILHÕES EM IMI" sem que as pessoas recebam, não merecia um debate público, nem que fosse para formar futuros autarcas?"

e

"Gerir em flashes: estranha vocação

Logo em cima da tomada de posse de Basílio Horta, houve condições para um flash de exaltação de decisões, vindo a merecer a honra de um título no Correio da Manhã:"



Embora estranhos ao sucedido, pedimos desculpa a quantos leram a peça truncada e parcialmente omitida, situação deplorável e pouco abonatória de desconhecidos.

Elas estão sempre a acontecer...


terça-feira, 26 de setembro de 2017

SINTRA, MUITOS "FLASHES"...NADA DE DEBATES TELEVISIVOS

Que se passará no restrito mundo da transparência, da exibição de prémios por dá cá aquela palha, das projecções de vocação católica que personalizam as escolhas em vez das ideologias dos partidos, para de Sintra não haver debates eleitorais?

Então Sintra, segundo concelho do País, flashado do "mais transparente", que (diz o site camarário) "DEVOLVE 8,1 MILHÕES EM IMI",sem que as pessoas recebam, não merecia um debate público nem que fosse para formar futuros autarcas?

Obviamente que nos debates deveria estar presente Basílio Horta, comummente Candidato e Presidente, que explicaria o sucesso, como se amealha e não se gasta, como as grandes questões são virtuais mas uns flashes pretendem tornar realidade.

Não acreditamos o que se fala por aí de Basílio Horta ter recusado pelo menos a TVI. Não pode ser. Quem brilhou num programa do Benfica TV não se ofuscaria.

Todavia, na indisponibilidade para estar presente, estariam as outras forças concorrentes, porque "por morrer uma andorinha, não acaba a Primavera".

Sintra merecia esse respeito.

Gerir em flashes: estranha vocação

recurso a notícias em flash (as pessoas lêem títulos e não conteúdos), é a forma de exaltar "en passant" sem que se questionem os brilharetes propagandeados.

Logo em cima da tomada de posse de Basílio Horta, houve condições para um flash de exaltação de decisões, vindo a merecer a honra de um título no Correio da Manhã:


"SINTRA CORTA 1,5 MILHÕES EM AVENÇAS"

Pena foi que nenhum apóstolo (dos que exibem a página sem falar no conteúdo) referisse que o Despacho nº.65 P/2013, de 28.11.2013 - se atrasado dois dias - não se aplicaria a 22 das 27 Avenças que tinham o seu termo fixado no dia 30.11.2013:

Reprodução parcial da Lista de "Avenças"

Apesar do Termo em 30.11.2013, o valor foi projectado para os 12 meses seguintes e invocado como "Redução da Despesa"...em mais de 500.000€! Foi obra...

Comprovante da projecção feita para 12 meses seguintes...

Mas nem só de Avenças se tratava, também de Aquisições de Serviços:

Vejamos então alguns "Cortes" na "Aquisição de Bens e Serviços" pela CMSintra:

As Verbas incluídas, previstas para 2013 ascendiam a 204.449,21€ e, se não realizadas, seriam anuladas pois o Exercício terminaria a 31 de Dezembro.

A não se concretizarem os serviços orçamentados (embora não se vislumbrem eventuais desperdícios, tendo em conta os fins) teriam a devida correcção:


Pode ver-se que estas Aquisições estavam orçamentadas para 2013 

Bem, até aqui já temos mais de 700.000 Euros que, em boa verdade, poderiam não ser despesas comprometidas (termo tão do agrado de BH). 

Aqui chegados, apenas perguntaremos se tão forte determinação de "Cortes" teve seguimento e deixaram de ser celebrados contratos a título "Unipessoal"?

A "Ementa" de obras e flashes

A ânsia por flashes, por vezes, ultrapassa o limite dos políticos no cuidado a ter com certas notícias, embora contem sempre com o esquecimento dos votantes.

Em 7.11.2016 no Facebook era dito o Alargamento do  Hospital de Cascais (mais um piso) que se passa a designar Hospital Cascais/Sintra. Nada mudou... 


Outro flash prende-se com o anúncio de um Inquérito após a contestação à aplicação da Majoração do IMI em 30%. Houve Inquérito? Até hoje nada se sabe. 

Nesta situação, haveria lugar à cobrança de valores correctos e a não se verificar há prejuízos financeiros para a Câmara o que é grave. Há responsabilidades.

Finalmente, falemos dos flashes sobre um Hospital que não tem as valências de um hospital: - Nem Internamentos, nem Grandes Cirurgias, nem outras valências.

Agora anunciado para 2021, trata-se mais de um flash bandeirante do que um objectivo para servir devidamente os sintrenses, mesmo que não sejam 400.000.

Falámos resumidamente, para ver se conseguimos perceber das razões pelas quais um debate eleitoral sobre Sintra poderia ser de muita clarificação.

Sintra merecia um debate eleitoral nos média

Com as "obras" feitas, com tantos flashes ao longo do mandato, um debate televisivo seria a cerejinha em cima da gestão praticada pelo agora candidato Basílio Horta.

Ainda por cima, quando há por aí sondagens que "mostram" escolhas pessoais em detrimento de partidos políticos, uma coisa preocupante em democracia.

Na verdade é estranha esta ausência de Sintra nos debates autárquicos.

A quem aproveita? Ou quem quis fugir deles?


domingo, 24 de setembro de 2017

HAMBURGO, NOSSO PASSEIO DESTE DOMINGO...

Saindo de Lisboa às 6,00 horas (voo Lufthansa 1793) chegaremos a Hamburgo às 12,15 horas, com tempo para visitar no aeroporto de Munique a loja do Bayern.


A cidade de Hamburgo tem múltiplos motivos de interesse, quer por património, quer viajando nos seus canais ou passeando no porto em barcos turísticos.


 Barcos sempre cheios para um passeio até às docas

Ao longe o Elbe Phiharmonic Hall, edifício que é Centro Cultural em forma de ondas 

No porto teremos ocasião de ver um navio que Portugal apresou em 1916 e que em 1924 passou a ser o navio-escola da Armada Portuguesa com o nome de "Sagres".

O que foi o nosso navio-escola Sagres em 1924

Por protocolo com a nossa Marinha, o navio foi entregue a uma Fundação Alemã e agora é Museu. Reserva um espaço dedicado ao período em que foi português.

Entraremos na Prefeitura (Câmara Municipal) visitando a Galeria Interior


E não perderemos o pátio interior e sua belíssima fonte, onde as crianças de forma ordeira e atenta têm aulas sobre a sua história e o poder administrativo local.  

 

Faremos um passeio pela zona antiga, com edifícios onde ainda existem alguns estabelecimentos que nos fazem recordar a vida comercial do passado.


Não poderemos deixar de visitar a Igreja de S. Miguel Arcanjo, que deixou de ser católica para ser protestante, mas foi respeitado o seu anterior nome.

Frontaria da Igreja de S. Miguel Arcanjo

A Igreja de S: Miguel Arcanjo é grandiosa e não tem colunas. tem 5 órgãos. 

Passaremos ainda por uma bela mesquita junto à margem de um canal


Estamos cansados. A cidade de Hamburgo é muito grande. Muito dela ficará para nova visita e, entretanto, recolhemos ao hotel que será na... FerdinandStrasse.


Votos de um bom passeio e que seja um Domingo do vosso agrado.

Até uma próxima viagem.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

SINTRA: BASÍLIO HORTA, E O DECLÍNIO DO CENTRO HISTÓRICO

Centro Histórico hoje e Visão de há 17 anos

A actual imagem do Centro Histórico de Sintra obriga-nos a andar 17 anos para trás, quando na gestão de Edite Estrela se celebrou o Dia Europeu Sem Carros.


22 de Setembro de 2000 - Ainda sem o "candeeiro-espião" na esquina.  (Foto de António Bento)    

Foi a 22 de Setembro de 2000 e quantos procuraram Sintra sentiram, no ar e nos corações, a beleza de uma terra abençoada que assim deveria continuar.

Nesse dia, apenas podiam circular viaturas das autoridades ou eléctricas, ao serviço de deficientes motores e transportes colectivos de passageiros.

A Câmara disponibilizou meios de transporte, charretes e autocarros municipais, recordando-se que Edite Estrela e alguns Vereadores pedalaram em bicicletas.

(foto retirada da edição de Jornal de Sintra, de 29.9.2000)

Houve medições de ruído ambiental que, feitas hoje, comprovariam a incapacidade da actual gestão camarária para resolver este problema e o da poluição.

O êxito prestigiou Sintra, com eventos culturais e desportivos, medição de ruído, justificando a visita do Ministro do Ambiente da altura: José Sócrates.

"Dia Sem Carros" em 22 de Setembro de 2000. À direita, ao fundo, o saudoso Acácio Barreiros. Foto gentilmente cedida por António Bento.

Um Vereador (a quente...) diria que Um Dia Sem Carros se realizaria todos os meses. Edite Estrela, deixava a ideia de que se repetiria, em princípio, todas as semanas.

Por um qualquer fatalismo, ainda se repetiriam (a medo) umas tantas vezes, até que o Centro Histórico, cuja defesa ambiental se pretendia, passou a estar como hoje.

A Sintra citada por Eça de Queiroz e Lord Byron, e tantos outros que a louvaram pelo seu encanto e lugar único, está hoje irreconhecível face às agressões permitidas.

Que pensará hoje Edite Estrela?

Não será hoje que se irá reanalisar o passado, porque no Dia Sem Carros que referimos também pode ter havido situações supérfluas ou dispensáveis.

Previa-se restrições à circulação automóvel, melhores e mais transportes públicos.

Ficou bem expresso o empenho da Dra. Edite Estrela e Seus Vereadores da época, entre eles Rui Pereira, para melhorar a qualidade ambiental no Centro Histórico.

Temos o dever de salientar o esforço para se fundamentar a nomeação de Património da Unesco e imaginar a desolação que sentirão hoje os mais directos intervenientes.

Ao vermos imagens de agora, pode concluir-se que a Ilustre Autarca, da visão alargada que tinha sobre Sintra, apesar do esforço, não conseguiu fazer escola:


O que hoje se passa e vê no Centro Histórico, a anarquia do trânsito e agressões várias são o espelho das personalidade que o deveriam proteger e respeitar.

Um destino turístico propagandeado nos Estados Unidos nem tem uma Vereação específica para a complexa gestão de um território Património da Unesco. 

Em destinos locais prestigiados, SÓ Guias Turísticos Credenciados são autorizados. Em Sintra qualquer curioso perora sobre D. Fernando II ou D. Manuel I...

A insistência contínua no alheamento, denota uma lamentável falta de Cultura Histórica que só não envergonhará os Sintrenses mais distraídos ou dependentes...

Quando, em campanha eleitoral, se diz que #é este o caminho" e vemos o actual panorama de Sintra, cheira a falácia de duvidosa bondade e convicção.

Bem podem os apóstolos de serviço fazer a promoção dos feitos...

Sintra tem Sintrenses de valor...precisa que se levantem na sua defesa.

Sintra não merece isto.