sábado, 2 de setembro de 2017

SINTRA...TEREMOS UM "PATRONO" DOS PILARETES?

Nos últimos tempos tem evoluído a onda dos pilaretes, umas vezes justificadamente, outras sem se saber porquê, outras então perguntando-se porque não.

Já com a placa toponímica limpa a "avenida" dos pilaretes mostra-se

Fica-nos a convicção de que, autarca que se preze, terá visto nos pilaretes a forma exacta de se mostrar a quem passa, como se de árvores plantadas se tratasse.

EN 249-4 pilaretada de um e outro lado...onde eram raros os carros no passeio

Seria estultice nossa pensar que nada foi programado, local escolhido com impacto visual, digno apelo à gratidão pilarética...mesmo quando não há estacionamentos.

Curiosamente - ou estranhamente - por vezes não são colocados os belos pilaretes onde há residentes e as pessoas empurradas diariamente para fora dos passeios:

Imagem diária, a várias horas, em Rua com dois sentidos. Peões têm de recorrer à via onde o trânsito circula. Haverá um mistério que impeça pilaretes? 

Teremos de concluir com uma breve homenagem a indeterminados destinatários, convictos de que na campanha eleitoral em curso a obra merece a devida avaliação:  

VIVA OS PILARETES VERDES

Tinha um pilarete escondido,
debaixo do sovaco odoral,
barafustava, onde ser metido,
para ter impacto eleitoral. 

Coçavam a cabeça, sem cabelo,
o autarca e o trabalhador,
Pilarete, de um novo modelo,
que de votos seja inspirador.

Ali, "coloca" mais um pilarete, 
"Depois", mais dois ou três de enfiada, 
"Seremos autarcas" do pilarete, 
"brilhamos" na rua pilaretada. 

E, de pilarete em pilarete,
procuram ter fregueses encantados,
Com o nada faz-se um brilharete,
graças a "serviçais" bem alinhados. 

Autarcas distantes, de vida boa, 
Assim vão gerindo a nossa terra, 
Decisões e obras sempre à toa
Longe da História e da Serra.

Falta? Pilarete é prometido,
Que não impeça tuk-tuk de lançar
musicais escapes em sustenido,
Alegria sem fim neste lugar.

Apetece-nos perguntar a quem
De pilaretes fez as encomendas: 
- Se ainda sobrou algum vintém,
Na  corrida das verdes oferendas.  

Já temos pilaretes e cartazes, 
Sem arte que autarca não domina,
"Gostos" de apoiantes aos cabazes:
- É disto que a vida nos destina.

Será que algum mistério envolve a gestão pilaretária? "Ali Sim"..."Aqui Não", enquanto outras prioridades ficam para trás? E são ouvidos os meios de socorro? 

Há muito tempo, para prevenir acidentes, pedimos uma pequena protecção para quem sai do Portão de acesso à Associação de Reformados e a URCA:

Carros passam em alta velocidade. Paragem de autocarros. 

Nem nos foi acusada a recepção. 

Um destes dias talvez surja o "Herói do Pilarete"...


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

SINTRA: PLANO DE PORMENOR DA ABRUNHEIRA..."FLOPOU"?

Dos primeiros "flops" sintrenses de Basílio Horta?

Assim se mantém a zona do Plano...servindo, em boa parte, de vazadouro de lixos 

Em finais de 2014, Basílio Horta, desenterrou o Plano de Pormenor da Abrunheira, por ele considerado "como o maior investimento em Sintra". Tudo em grandeza...

Repetiu-se a discussão que já tinha ocorrido em 2001, disseram-se quase as mesmas coisas, fizeram-se muitas reuniões, mas fora da zona a divulgação foi zero.

Tratando-se de um relevante Plano, com implicações na paisagem de aproximação a Sintra, era exigível o conhecimento geral dos munícipes, o que não se verificou.

Alguns edifícios, pela sua altura (1 com 15 metros, 1 com 12 e 15 com 9 metros) e não muito claras utilizações, criaram amplas preocupações pela sua monstruosidade.

Nas discussões públicas, entre alusões e semi-promessas, falava-se numa grande unidade hospitalar privada, na recuperação da Escola e um Centro de Saúde.

Para mais ênfase, meteu-se pelo meio uma AUGI, visitas "de trabalho" com plantas, ouvidos atentos e obrigados ao Plano do "Maior Investimento em Sintra".

Era a cidade-Sonae, com técnicos em abundância, dispostos, a troco de qualquer coisa, a criar "muitos postos de trabalho", tapando a Serra de Sintra com Logística.  

Como se pode admitir passados quase três anos, foi atirado um grande ramalhete de cenouras para a frente de ansiosos, crédulos e parolos moradores.  

Porque falhou o Plano?

Em primeiro lugar falhou porque muitos cidadãos responsáveis - e não só munícipes - contestaram a grosseira agressão à paisagem de aproximação a Sintra.

A tipologia do Plano - pouco conforme com os benefícios que Sintra poderia ter naquele vasto e privilegiado território - fazia recear graves consequências.

Quando Sintra tem de responder ao fluxo turístico e hoteleiro de qualidade em zona nobre e, até, com um Terminal Rodoviário no final do IC19, o Plano era o inverso.     

Uma indefinida área comercial e estranhas logísticas (armazéns?) perspectivaram novo agravamento na circulação rodoviária local, sem alternativas de escoamento.

Serra que fez parir um rato

Mentores do Plano e adeptos caíram no erro de não contar que muitos cidadãos e munícipes têm a dinâmica suficiente para preservar a imagem da sua Serra.

Tal como serem capazes de mostrar soluções adequadas à defesa ambiental e à utilização de espaços tendo em vista a não ofensa à qualidade paisagística.

Do Plano, iria sobressair um Hospital privado, como jóia da "obra" de Basílio Horta em Sintra, situação que teria de ser contornada com uma alternativa. 

Relacionando-se com a Câmara, o Grupo Mello optou por um Hospital (de verdade, com as devidas valências) a 200 metros do Plano da Abrunheira...esvaziando-o. 

A Escola Primária, essa e seus problemas, que espere por melhores dias, com bichos rastejantes a frequentá-la, numa ameaça sanitária à saúde das crianças.



A alusão a um Centro de Saúde para a população da zona Sul também não fará cair dentes pela falta de intenções e verdade adjacentes. 

O Presidente da Câmara, lançando um manto sobre o Plano da Abrunheira, julgará ser fácil esquecer o que disse há três anos sobre o "maior investimento de Sintra".

Podem pois os entertainers ao seu serviço continuar a acusar-nos de "teorias da conspiração" ou "demagogia", porque continuaremos a desmascarar estas políticas.

Pena que, conhecendo-se políticos sintrenses com a alta capacidade para nos ouvir e decidir, tenhamos de estar sujeitos a quem pouco sabe da nossa terra.

Tudo indica que o Plano de Pormenor de Abrunheira Norte, nos moldes que tanto terão entusiasmado Basílio Horta, "FLOPOU"

Continuamos, passados três anos, a ter mato em 70 hectares abandonados.

Depois, ainda há quem tenha coragem de dizer que #é este o caminho"...

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

SINTRA: VISÃO DE "TRANSPARÊNCIA" NO PODER LOCAL...

Que razões levam ao silêncio?

O tema já aqui foi abordado em 20 de Abril deste ano (por favor clicar para rever) mas o silêncio faz admitir que qualquer coisa não anda bem no Reino de Sintra.

Quisemos ligar a "Competência Autárquica" com o grau de "Liberdade" dos eleitos, tendo em conta a Visão de "Transparência" esperada pelos munícipes, eleitores.   

O resultado, embora não pareça estratégia, permite admitir uma tensa inércia.  

Vejamos então duas situações:

1 - Sabe-se que nos espectáculos do Olga de Cadaval há, por vezes, lugares não vendidos que se tornarão "convites" cujas equidade na distribuição desconhecemos.

2 - Disse-nos a Parques de Sintra (e-mail de 10.4.2015) que "existe um protocolo com a Câmara Municipal de Sintra (CMS), através do qual, como contrapartida da utilização do espaço da Torre do Relógio, a Parques de Sintra disponibiliza 800 entradas gratuitas por ano, para que a CMS as distribua com fins de ação social ou de educação.".


Centro Histórico de Sintra - Património da Unesco, à esquerda o espaço que disponibiliza 800 entradas gratuitas para fins de acção social e de educação. À direita aquilo que os visitantes vêem há muitos anos

Ambas, envolvendo direitos de todos os sintrenses e não de alguns, deviam ser enaltecidas, pelo que solicitámos a todas as Uniões e Freguesias de Sintra quantos desses convites e entradas receberam e, se o entendessem, como os distribuíram.

Com os dados pedidos em 10 de Março (por falta de algumas respostas insistimos em 14.6) iríamos fazer o gráfico dos benefícios culturais concedidos pelas SintraQuorum e Parques de Sintra, se possível identificando os grupos beneficiados.

O que se esperaria dos Autarcas Locais?

Vivendo-se num clima de frequentes alusões a "transparência" ou "eficiência", salvo erro nosso o primeiro acto seria que nos fosse acusada a recepção do pedido. 

Depois, na eventualidade de tais convites não terem chegado, tornar-se-ia intuitivo saber da razões pelas quais, eventualmente, possam ter sido marginalizadas.

Partimos do princípio que é o Poder Local mais próximo das populações que deve defender o direito delas acederem à cultura, combatendo fortemente o ostracismo. 

Limitaram-nos...ou ocultaram a realidade?

O nosso desejo de citar a Câmara e as Freguesias pela "transparência" na repartição de Convites para o Olga de Cadaval e de "800 entradas gratuitas" para "fins de acção social ou de educação" foi gorado pelo Poder Local...de Proximidade.

Quatro Uniões de Freguesia (Queluz e Belas, Cacém e S. Marcos, Almargem do Bispo, Pero Pinheiro e Montelavar e  Agualva-Mira Sintra) e Uma Freguesia (Algueirão-Mem Martins) nem tiveram a elegância de acusar a recepção do pedido. 

Responderam:

- JF de Colares (22.3): "não recebeu bilhetes de acesso gratuito a espetáculo no Centro Cultural Olga de Cadaval".

- UF de São João das Lampas e Terrugem (23.3): "não temos dados para lhe poder responder".

- JF de Casal de Cambra (16.5.) "usufruiu de 40 entradas gratuitas no Centro Olga Cadaval, para uma sessão de Fados integrado no Projeto “Dias da Idade” .

- JF de Rio de Mouro (25.5) "no ano de 2016 foram cedidos 168 bilhetes para diversos espetáculos no Centro Cultural Olga Cadaval excluindo as entradas para os Dias da Idade promovidos pelo Departamento de Ação Social da Câmara Municipal de Sintra."

"Todas as entradas foram atribuídas à Universidade Sénior de Rio de Mouro".

"(...) nenhuma entrada da empresa Parque de Sintra Monte da Lua foi cedida a esta Junta de Freguesia".

- A União de Freguesias de Massamá e Monte Abraão (6.7) "devem ser remetidos tais pedidos de esclarecimentos ao Centro Cultural Olga Cadaval e serviços da Câmara Municipal de Sintra". 

- A União de Freguesias de Sintra (9.8) "não foram disponibilizados  a esta União de Freguesias bilhetes para acesso a espetáculos gratuitos, bem como, não foram disponibilizadas entradas gratuitas pela Empresa Parques de Sintra". 

Que se pode entender?

Em primeiro lugar, os Serviços Camarários não parecem vocacionados para a distribuição - lógica e equitativa - de convites pelas Uniões e Freguesias de Sintra. 

Em segundo lugar, as "800 entradas gratuitas disponibilizadas" pela Parques de Sintra têm sido recebidas pela Câmara Municipal? Em caso afirmativo como tem sido feita a distribuição para os fins em vista? Em caso negativo, quem é responsável?

Por outro lado, como interpretar o silêncio de Quatro (4) Uniões de Freguesias e Uma Freguesia? Receberam? Não distribuíram? Ou é matéria sem interesse? 

O que se pode entender é que algo não está a funcionar bem, originando dúvidas sobre a transparência de vários intervenientes do Poder Local Autárquico.

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra,

Temos acedido a afirmações de Sua Excelência exaltando - entre outras coisas - a "Transparência" da gestão praticada em Sintra.

E, não vivendo as Autarquias e os Políticos de chavões, em matéria de transparência há uma responsabilidade redobrada que importará Sua Excelência cuidar.    

Os munícipes, os eleitores, como certamente Sua Excelência não negará, têm direito à clarificação destas situações e que procedimentos transparentes são adoptados.

Fica, assim, nas mãos de Sua Excelência, inquirir das práticas aplicadas na distribuição natural e equitativa dos convites e bilhetes  pelas Freguesias.

Certamente que, depois, não deixará de esclarecer publicamente do que se passa.

Para que "o caminho" seja muito claro para todos os Sintrenses. 


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

SINTRA, ANDAM UNS PATIFÓRIOS À SOLTA...

Enquanto dormimos, uns patifórios a quem o trabalho não cansa e que beneficiam da pouca presença das autoridades, dedicam-se a danificar bens alheios.

Casas, muros e garagens, onde os donos investem economias para as melhorar e se cansam - quase sempre - a pintá-las, surgem pela manhã emporcalhadas. 

Os dinheiros públicos são rapidamente postos em causa, ou num abrigo de transportes, ou numa pintura em equipamentos urbanos. Na Abrunheira:

A última façanha destes energúmenos

Há uns dias, a façanha teve outros contornos numa viatura que estava estacionada:


Sabemos de situações em que o proprietário limpa tudo, pinta de novo e...dois ou três dias depois, tudo fica agredido, causando novos trabalhos e despesas. Mais:






Esta é uma pequena amostra do que, impunemente, tem sido feito ultimamente.

São as autoridades que devem investigar para responsabilizar os autores.