quinta-feira, 27 de julho de 2017

SINTRA: QUANDO "SINTRA NÃO É APENAS A VOLTA DO DUCHE"

A frase "Sintra não é apenas a Volta do Duche", lida em comentário no FB ao nosso artigo de 25 deste mês (por favor clique para rever) ficará na História de Sintra.

No contexto em que foi proferida, transcende a questão política para se tornar num amostra Cultural que não pode ser considerada inócua. Basílio Horta estará grato.

Sendo de um destacado membro - neste e anterior mandato - da Assembleia Municipal, eleito pelo partido agora maioritário, levanta-nos dúvidas históricas.

Provavelmente Afonso Henriques deveria ter conquistado a Cavaleira. D. Fernando II optado por um Palácio na Carregueira. A judiaria de Sintra seria em Vale Mourão.

Agora, com desagrado de meia dúzia de homens cultos, temos de aguentar o Palácio Nacional de Sintra em Sintra, ali a 100 metros da Volta do Duche.

Embora sendo palavras proferidas a título pessoal, não podem desprezar-se como pensamento também político, pois de um debate político se trata.

Transporta-nos para outra visão, incompatível com os objectivos do Poder Local Democrático que pretende o desenvolvimento equilibrado do território. 

Nesta perspectiva, o comentário mais parece ser a apologia do castigo às zonas menos populosas, virando-se para grandes núcleos com um populismo inaceitável.

Infelizmente, receamos que seja a cara visível da política de gabinetes, a opinião que mais altos responsáveis terão mas que precisam de porta-vozes acessórios.

No quarto ano do mandato de Basílio Horta, justifica-se o nojo da Rua dos Arcos?  

Tal como, a 50 metros do Palácio Nacional, os visitantes, sentados numa esplanada, se sintam a viver um Centro Histórico da Unesco com panoramas destes?

Sintra, no local mais nobre do Centro Histórico da Unesco. #É este o caminho"?

Ou, mais acima, apreciando a Fonte da Pipa, tão histórica, tenham este enquadramento que - estamos convictos - envergonha qualquer amante de Sintra?

Sintra, na Fonte da Pipa, Centro Histórico da Unesco. Gostarão os políticos?

Este vídeo do Parque da Liberdade (de 21.7.2017), situado entre a Volta do Duche e o Palácio de Valenças (onde é a Assembleia Municipal) ajudará a perceber o que o Dr. Basílio Horta e alguns apoiantes querem dizer com #É este o caminho".  

(endereço do vídeohttps://youtu.be/YLkadzBCU70) 

Os verdadeiros Sintrenses ficam envergonhados

Desde a primeira edição deste blogue que avisamos os leitores: "Tão sintrense como os que vivem entre Casal de Cambra e Cabo da Roca ou entre São João das Lampas e o Barrunchal. Ser-se sintrense é um estado de espírito de amor a esta terra bafejada por riquezas naturais tantas vezes desrespeitadas".

Sentimos que, em cada dia, temos razão. Estamos envergonhados. 

Quando vemos a má prática dos políticos. Quando lemos que "Sintra não é apenas a Volta do Duche" para justificar o abandono, todos devemos estar atentos.

O Parque da Liberdade é o símbolo do abandono de grande parte do concelho, gerando poupança milhões durante três anos para agora surgirem de supetão nas promessas eleitorais do Dr. Basílio Horta, assentes nas zonas mais populosas.

Não seria mais prudente e politicamente correcto que se reconhecessem estes e outros erros tendo em vista a urgente alteração da imagem oferecida de Sintra?

Agora que NÃO É ESTE O CAMINHO não restam dúvidas.


terça-feira, 25 de julho de 2017

SINTRA: SR. DR. BASÍLIO HORTA, NÃO "#É ESTE O CAMINHO"!!!


Finalmente tem um cartaz político. Do lado esquerdo (?!) do rosto de Sua Excelência lemos uma curiosa mensagem: #É este o caminho". Por baixo "para Sintra".

Nos últimos anos, a Sintra-sede, dos Palácios e História, louvada por figuras ilustres, tem passado ao lado de Autarcas eleitos para a defenderem. Que contradição.

Daí não encobrirmos que Sua Excelência (de novo candidato) é Presidente da Câmara e terá de assumir responsabilidades pelo que ocorre no território.

Notamos, sim, que um destino turístico com milhões de visitantes, não justificou que Sua Excelência criasse um Pelouro Exclusivamente vocacionado para o Turismo. 

Os resultados estão à vista...fugindo ao cartaz promocional em curso.  

Tocou-nos. Se fossemos alheios a Sintra, não ligaríamos ao cartaz e à mensagem, empanturrados com os milhões das promessas que tem feito.

Pouco depois de Sua Excelência tomar posse - Em 19 de Dezembro de 2014, a propósito da Estrutura montada no Central, também referimos a Rua dos Arcos (por favor clique para rever), - ainda nos convencíamos da capacidade zeladora.

Agora, perante arrastadas imagens que desconsideram o Centro Histórico de Sintra - julgamos que saberá ser Património da Humanidade pela Unesco - não podemos desligá-las das dificuldades de Sua Excelência em garantir ser este o caminho. 

Como é possível tão degradante imagem de higiene ambiental, de agressão ao que se deve oferecer a visitantes, de ofensa a Sintra e à sua imagem?  

Apontando - aos Sintrenses - "#que é este o caminho", será que Sua Excelência está convicto do que indica, de que estas imagens reflectem a intenção?

Os Sintrenses (em que nos incluímos) que sabem o que é amar Sintra, a sua Vila Histórica, o seu Rico Património a defender, sofrem pelo alheamento a que tem sido votada, com mostras de desleixo que nos envergonham.

Sua Excelência, ao promover, no estrangeiro, Sintra como destino turístico, pretenderá apresentar aos potenciais segmentos turísticos estas agressões ao prestígio de que Sintra tem gozado ao longo de dezenas de anos?

Imagina-se Sua Excelência, ali mesmo à vista da UNESCO, a desfrutar de uma refeição no meio daquele ambiente, com a visão que lhe mostramos?

Sintra, sua História, seu Património e Suas Gentes exigem o maior respeito.

Obviamente que NÃO #É ESTE O CAMINHO".






domingo, 23 de julho de 2017

POLÓNIA, NOSSO CONVITE PARA ESTE DOMINGO

Para os estimados visitantes deste blogue que nos acompanham nas viagens gostaríamos de notar que, depois da visita a Varsóvia (p.favor clique para rever), era indispensável fazermos uma viagem, mesmo rápida, pela Polónia.

A Polónia, cerca de três vezes e meia maior que Portugal, tem muito património da Unesco. É um Povo que ainda hoje luta, uma herança contra invasores, entre eles a Ordem dos Cavaleiros Teutónicos, que chegou a fundar um Estado no Norte do País. 

O nosso trajecto não prevê Gdansk (cidade portuária no Báltico) nem o Castelo de Malbork, mas deixamos aqui algumas imagens como desafio para outra viagem. 

Gdansk - Praça onde há muito comércio
Gdansk - zona ribeirinha
Castelo de Malbork - exterior
Castelo de Malbork - interior 

Renovaremos com uma breve passagem por Varsóvia,  seguindo mais para Sul.

Passeamos no centro de Varsóvia e, na visita ao Palácio Real, iremos rever a escultura de Copérnico, um cidadão polaco, matemático e astrónomo, que criou a teoria do heliocentrismo, provando que a Terra é que anda à volta do Sol.

Copérnico  
Rua no Centro de Varsóvia a caminho do Palácio Real 
Varsóvia, Palácio Real no Parque Lazienki

Varsóvia, o render da guarda junto ao monumento ao soldado desconhecido

Muito perto de Varsóvia, temos o imponente Palácio Wilanów, uma construção típica da Polónia misturada com a tendência da época na Europa. 

Palácio de Wilanów, a grandiosidade de uma época

É altura de caminharmos para o Sul, a caminho de Cracóvia nas margens do Rio Vístula, cujo Centro Histórico é Património Mundial da Unesco desde 1978. 

Antes passaremos pelo Santuário de Czestochowa, local de peregrinações e de fé.

Czestochowa - Imagem do Santuário dedicado à Virgem Negra

Czestochowa - A imagem da Virgem Negra 

Cruzando Katovice chegamos a Auschwitz-Birkenau e - junto dos fornos crematórios - recordaremos as vítimas das perseguições nazis com um minuto de silêncio.

Campo de Concentração de Auschwitz1-Birkenau
Campo de Concentração de Auschwitz2 - Pavilhões 
Campo de Concentração de Auschwitz2 - Camaratas

A nossa viagem está longa e não iremos às Minas de Sal e outras maravilhas que encantam os visitantes. Vamos descer o Rio Dunajec no Parque Nacional Pieniny, uma fantástica viagem em grande velocidade, a caminho de Cracóvia.

Descendo o Rio Dunajec

Chegados a Cracóvia vamos visitar a sua famosa Catedral de Wawell com as sua capelas Vasa e Sigismundo:

Cracóvia, Catedral de Wawell

Cracóvia, Rua de S. Floriano

Cracóvia, a barbacã

Teríamos ainda muito mais para visitar...ficará para uma próxima viagem. Por estarmos perto, não se pode perder a cidade de Zakopane, quase encaixada na Eslováquia.


Em Zakopane diremos adeus à Polónia. Do outro lado chegaríamos rapidamente à tão bela cidade de Lviv na Ucrânia...mas poderá ficar para outra viagem.  

Por hoje, resta-nos uma fraterna despedida e agradecer a Vossa Companhia. 

Com votos de um Bom Domingo.


domingo, 16 de julho de 2017

SINTRA: PÁGINA A NEGRO, SEM BASÍLIO HORTA NA BENFICA TV

Não fizemos censura...nem eliminámos a entrevista dada por Basílio Horta num programa da Benfica TV. Que se passou então? UMA PÁGINA A NEGRO...



Na altura, remetemos para a página do SintraNotícias (que inseria o momento alto da Benfica TV) e, pelo contexto, poderia dar um jeitão à promoção politica.

Ao invés do certamente desejado, Basílio Horta entrou por caminhos escorregadios, momentos quase dramáticos no pós 25 de Abril, fez do benfiquismo familiar uma resenha que deu boa disposição a muita gente e anunciou milhões comprometidos.

Mal preparado para o tempo de antena, depois de anos com alusões negativas à gestão anterior...daria a Fernando Seara - na TV - todo o mérito pelo que ele fez. 

Houve, até, um momento alto: - Aquele das "cunhas" com que Fernando Seara lhe atou uma pedra ao pescoço e deixou sair a frase do "empurrão democrático".

Pressões para a retirada do vídeo?

Pois é verdade...o vídeo incomodava, retirou fôlego aos entertainers dedicados - não ao futuro de Sintra como lhes compete - mas à alusão aos últimos 12 anos passados.

Hoje, com  estupefacção, vemos que no lugar do vídeo que citámos se encontra uma página negra, apenas com uma frase: - "Este vídeo é privado". 

Perdemos um dos momentos mais clarividentes dos políticos que temos.   

Encoberta a verdade, resta perguntar quem terá assumido o papel de zelador? Quem se terá prestado à censura da entrevista publicada?

Algum político? Alguma força? Algum clube? Alguém esquecido da liberdade de imprensa e de que o 25 de Abril foi exactamente para acabar a censura?

Em que gabinete o acto foi decidido? 

24 DE ABRIL NUNCA MAIS. 


Nota: Pedimos desculpa mas somos alheios à impossibilidade de acesso ao vídeo que esteve disponível.