domingo, 2 de julho de 2017

SPOKANE E WHITEFISH, NOSSO PASSEIO DE DOMINGO

Como hoje é Domingo, muitos projectos não podem ficar pelo caminho. 

É dia de calor, apetecendo locais frescos e agradáveis. 

A famosa  Space Needle, Torre de Seattle

Depois de chegarmos a Seattle, ali tão perto de Victória (capital da Colúmbia Britânica, no Canadá) rumamos a Spokane, influenciada pelas Montanhas Rochosas.

NO caminho, voltaremos a visitar a cidade dos Estados Unidos que mantém a cultura Bávara: - Leavenworth que aqui já recordámos (por favor clique).

É assim que se respeitam as geminações

Está calor, aproveitamos a manhã e vamos visitar o Jardim Botânico, apreciando maravilhosas flores, incluindo uma variedade enorme de belíssimas rosas:



Ainda em Spokane, aproveitamos para refrescar o corpo antes de partirmos para as Montanhas a caminho do Glacier National Park:


Depois de uma razoável caminhada, chegamos à entrada do Gacier National Park onde, veja-se bem este desaforo, existem grandes limitações à circulação de viaturas, devendo os visitantes utilizar os veículos do próprio Parque, movidos s gás propano. 




Depois de paisagens maravilhosas, de pisarmos neve ainda tão branca, temos de regressar a Whitefish para o nosso jantar num rancho com excelente churrasco. 

Antes, para ajudar a nossa vertente cultural, vamos visitar em Wallace um Bordel que se converteu em Museu, podendo ver-se listas de clientes e tabela de preços. 




Com a alma refeita e o corpo cansado, vamos até ao Rancho onde iremos retemperar os esforços com boa carne grelhada, depois de escutarmos música típica.



Sabemos que custa regressar. Em breve propomos um projecto menos cansativo.

Voltamos a Seattle, damos um breve passeio pelo mercado e tomamos o caminho do aeroporto, para voltarmos à realidade da nossa terra. 

Por hoje, com estes ou outros planos, votos de que todos passem um Bom Domingo.

Fraternalmente. 


quarta-feira, 28 de junho de 2017

SINTRA: LEMBRAR AS PERAS CARAPINHEIRAS...

Cada vez há mais pessoas que desconhecem os sabores antigos de algumas frutas, nomeadamente de algumas variedades de peras, entre elas a carapinheira.


São peras mais pequenas, redondas, muito suculentas e de sabor tão delicioso que constitui um néctar com que anualmente nos deliciamos.


Rigorosamente pura, sem qualquer tipo de química, este é o aspecto da minha pereira carapinheira, que plantei há mais de 20 anos e preservo com o maior cuidado.

Daqui por uns dias, ela irá retribuir tudo, tornando os seus frutos com a coloração ligeiramente amarela que é a sua forma de nos avisar que "está na hora".

Confesso que é, de todas as minhas árvores, a mais fiel. A que garante sempre mais peças de deliciosa degustação, de boa qualidade, em quantidade apreciável.

Face aos ventos que nesta época começam a aparecer, são precisas medidas para que nenhum dos frutos se estrague ao cair, pelo que foi montada uma rede à sua volta.

Felizmente, ainda é possível recordar-se estes pitéus de outros tempos, numa época em que toda a fruta é pulverizada, calibrada e de produção intensiva. 

Esta é uma pereira antiga...nos tempos modernos. 

É a minha pereira. Estou obrigado a preservá-la. 

E a saudá-la, enquanto agradeço. 




  

segunda-feira, 26 de junho de 2017

SINTRA, SENHOR PRESIDENTE, UM MISTÉRIO COM 922 DIAS...

Centro Histórico é Património da Humanidade


Antes da chegada de Basílio Horta à Câmara Municipal de Sintra 

Sua Excelência não se ofenderá se lhe dissermos que o Centro Histórico de Sintra também é Património da Humanidade. Quem diria, não é verdade?

Foi em 1995 que uma Senhora, ocupando o lugar de Presidente da Câmara Municipal de Sintra (como Sua Excelência agora) teve a honra de O celebrar com a UNESCO.

A Honra que a Senhora Doutora Edite Estrela, com uma valiosa e qualificada equipa de Técnicos, conseguiu para Sintra, tornou os Sintrenses muito mais respeitados.

A Honra trouxe compromissos: Recuperar e Preservar o Património Edificado, bem como Políticas de Defesa do Ambiente, obrigando-nos para com a Humanidade.

HUMANIDADE que seremos nós, porque se trata de um respeito pela natureza humana, da qual, creio, fazemos parte e não conseguiremos fugir às responsabilidades.

Os Sintrenses amam-na. Forasteiros vivem a calcorrear os seus caminhos. Gente menos culta até aprecia os seus azulejos antigos. É a herança para futuras gerações. 

Nestas condições, o respeito pelo Património Histórico não é uma opção descartável, um laivo de cultura mais ou menos defeituoso, mas uma OBRIGAÇÃO INALIENÁVEL. 

Estrutura do Central: mistério não desfeito... 


Com a estrutura montada em Dezembro de 2014

Agora que, de forma simples e julgamos compreensível, ajudámos Sua Excelência nos conhecimentos sobre Sintra, insistimos na estrutura que foi montada no Central.

Recordar-se-à que, há 922 dias, os azulejos da frontaria do Hotel Central (Património Protegido pela Unesco) foram danificados com a montagem de uma estrutura.


Ao longo de quase 20 metros. Palavras para quê? 

Alertámos de imediato, convictos da actuação de Sua Excelência.  Pela certa inteirou-se mas - infelizmente - quando fez um despacho...a estrutura estava acabada.

Isto passou-se no dia 18 de Dezembro de 2014, e estamos certos que Sua Excelência ficará de boca aberta ao dizermos que 922 dias depois...tudo está na mesma.

Ainda insistimos em 13 de Maio de 2016, mas de nada nos apercebemos.

Em 28 de Setembro de 2016, salientámos os 650 dias. Tudo como no primeiro dia.

Senhor Presidente, que devemos pensar sobre o mistério que envolverá a manutenção da estrutura que, naturalmente, se esperaria fosse retirada e feita a reparação?

Como Sua Excelência parece ser homem de acção...um inquérito vinha a calhar.

Ali mesmo nas barbas das instalações da UNESCO, a reparação seria a mínima despedida de mais um político para quem o Centro Histórico pouco tem representado. 

A História dos Locais e a Cultura de um Povo não podem assim ser ofendidas.

Sintra não merece isto.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SINTRA, UM "HOSPITAL" QUE É UM CASO SÉRIO...

As últimas cenas sobre um equívoco "Hospital" (verdadeiro, é preciso...) transformaram algo muito sério numa caterva de confusões que não abonam os intervenientes.

Na realidade, os panos de fundo, substituindo cartazes com a promessa do Paraíso, trazem-nos o ZERO como resposta a uma carência com dezenas de anos,

Qual a pressa da Câmara - cedente do terreno - investir mais de duas dezenas de milhões de euros (nossos) num projecto que, à vista, servirá mais o Ministério da Saúde?

Com a palavrinha hospital para Sintra deslumbrar (e votar?) os internamentos não são para doentes lá assistidos, antes para libertar camas no Hospital Fernando da Fonseca.

Aguardemos, no futuro próximo, se tão nobre gesto com o dinheiro dos sintrenses será devidamente reconhecido e, sabe-se lá, premiado.

Os defensores - tão acérrimos - desta solução, que não o esqueçam, porque a vida não deixará de um dia os vir a responsabilizar pelas ilusões criadas.   

Demasiado sério para trocadilhos
O Ministro diz: “não é um novo hospital, como o senhor presidente da Câmara de Sintra referiu”; O Presidente do Hospital Fernando da Fonseca diz: "Um Polo é melhor porque depende à mesma do HFF, e podemos evitar que as pessoas venham aqui à urgência". "(...)ter meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica e camas de convalescença" 
As personalidades acima, tendo em comum objectivos rigorosos sobre capacidade de respostas, foram muito claras e o que fuja disso só por deturpação intencional. 

Infelizmente, em vez de ser o Presidente Camarário a convocar uma Sessão de Câmara Extraordinária sobre o "Hospital de Proximidade de Sintra", seria um Sintrense - sabedor das carências de Sintra desde os mandatos da Dra. Edite Estrela - a fazê-lo.

O que é que isto quer dizer? Que política hospitalar é esta? Responda quem souber.

Inequivocamente, teremos (se tivermos...) uma estrutura ao nível de Urgência Básica Especializada (UBE), nunca correspondendo ao conceito de cobertura Hospitalar.

Por sinal, na mesma freguesia já há uma Urgência Básica como Extensão do Hospital Fernando da Fonseca, sobre cujas limitações a Câmara se tem silenciado.

A Urgência Básica de Mem Martins será encerrada? Os serviços não disponibilizados  já podem sê-lo na prometida para 2021? E porque não melhorar a actual?

Alguém já explicou as razões porque (já que lhe chamam "Hospital de Proximidade") tal Unidade não tem autonomia de gestão...ficando dependente do HFF?

Por outro lado, há dúvidas que, já deviam ter sido esclarecidas. A Unidade (que não tem internamento) terá Banco de Urgências como é básico num Hospital?

Os meios de socorro (Ambulâncias e INEM) recorrem em primeira urgência a esta UBE ou seguem IC19 fora até ao Hospital/Sede que é o Fernando da Fonseca?

Além disso, pela tipologia propagandeada, os doentes acedem à UBE directamente (esvaziando os Centros de Saúde Primários) ou são enviados depois de triagem? 

Na verdade, tudo indica que a questão de fundo é fazer um serviço ao Hospital Fernando da Fonseca, recebendo e mantendo à distância as camas de convalescença.

O Presidente da Câmara, em quarto ano de mandato, ao aludir a "400.000 pessoas necessitadas" apenas dá a entender que pouco conhece de Sintra.  

O que é "proximidade"? Casal de Cambra a 20 quilómetros; até ao Cacém há distâncias maiores que os 10 quilómetros. Perto continuará o Hospital Fernando da Fonseca.

Era desta incerteza que os Sintrenses queriam?