segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º. DE MAIO, DIA DE FESTA E DE LUTA


Foi há 131 anos que trabalhadores se manifestaram nas ruas de Chicago reivindicando as 8 horas de trabalho diárias, iniciando nesse dia uma Greve Geral.

Nos dias seguintes, algumas escaramuças foram pretexto para a polícia atacar os manifestantes, causando dezenas de mortes.

Hoje, quando forças políticas e organizações de trabalhadores fingem não saber dos horários praticados nas grandes superfícies, são as famílias as vítimas.

É preciso lutar por horários de trabalho que ajudem ao reforço das famílias, para que os filhos tenham interligação com os pais e os pais se vejam a tempos normais. 

Essa será uma justa luta, pelos direitos à Família e a horas de trabalho dignas.

Como trabalhador activo que fui durante 52 anos, não poderia deixar de enviar uma Saudação Amiga a quantos lutam por melhores condições de vida.  

Que passem um Bom Primeiro de Maio são os meus cordiais Votos.

Fiquem com José Afonso e A formiga no carreiro. Boa audição.

  




quinta-feira, 27 de abril de 2017

SINTRA: PLANO DA ABRUNHEIRA...SEGREDO OU FALHANÇO?

O Plano de De Gröer e sua defesa pelos cidadãos

O Plano de Urbanização de Sintra - elaborado em 1949 pelo Arquitecto Étienne De Gröer - é, passados 68 anos, Cartilha relevante para defesa da imagem de Sintra.

Quem quiser que desminta, mas é nossa convicção que - só por causa dele - as placas toponímicas se tornaram andantes, até a zona do PPA-N ficar fora da Abrunheira.

É que, suportado nos conceitos de Étienne De Gröer, as construções no Plano de Pormenor da Abrunheira Norte não iriam exceder, em altura, um segundo andar. 

O Plano de De Gröer prevê a Zona Rural como de protecção para a beleza paisagística da nossa Serra, quando da aproximação a Sintra. Tem sido uma bandeira dos cidadãos. 

Por tal razão, o original Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte, desenquadrado das regras de protecção exigidas, viria a ser arquivado quando Seara era de Presidente.  

Depois, políticos do nosso azar, julgando-se capazes de o ressuscitar, arranjaram o pomposo nome de "Cidade Sonae" mas não contavam com a resistência da população.

Basílio Horta, sem fixar o quando nem clarificar o quê, anunciava: "É um dos investimentos mais importante que Sintra teve, senão o mais importante".

Foi em 2014...do Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte nada mais soubemos.  

Era disto que se preparava? Monstros cinzentos? 

O Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte (com 3 Técnicos da CMS na Coordenação) incluía um edifício com 15 metros de altura, outro com 12 metros e 15 com nove metros. 

Do que se falava? O que se preparava?

Para aquilatarmos da visão que em tudo arranja pretextos, pouco tempo depois, do outro lado da estrada surgiu este exemplo cinzento da "Logística" paisagística: 

Um exemplo de "grande obra"...diríamos que  imponente "tijolo" arquitectónico... 

Os leitores, pelo tamanho, avaliarão dos robôs que se empregam num edifício com esta volumetria, as contribuições para a Segurança Social e "diminuição do desemprego".

E o esforço camarário, a evidente compreensão pela "Logística" é tal, que uma segunda unidade está surgindo a menos de 100 metros da primeira, outro "tijolo" sem janelas: 

Outra obra de vulto...orgulho sintrense! 

O "tijolo" já "abafado", de cinzento se cobriu, para diluição na paisagem

É disto que o povo gosta? Então pintem-se de cor viva, amarela por exemplo para dar nas vistas...e os decisores locais ficarão orgulhosamente perpectuados... 
    
Não estão longe os tempos em que a pretexto de quatro postos de trabalho e três de administradores, havia quem defendesse - na zona - uma Central de Biomassa...

Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte, o falhanço...

O PPA-Norte também previa muita "Logística", sem que na apresentação se dissesse claramente que Logística, ficando as portas à espera de quem as abrisse à tal "cidade". 

Entretanto, os donos do terreno terão recolhido dados que não garantem a exploração de mais superfícies comerciais na zona, face ao excesso de superfícies abertas.

Temos a Samsung abandonada e outras instalações próximas encerradas. 

Por outro lado, a incapacidade camarária de resolver os problemas das acessibilidades é outro factor que desmotivará os abnegados investidores. 

Ainda estamos a ver uma Presidência Aberta...com mapas...explicações...promessas de Escola...Centro de Saúde...Espaços Verdes ao longo do rio...

Hoje, temos mais um falhanço das promessas gratuitas, do palavreado ocasional.

Sintra não merece isto. 

Estes não são. seguramente, os caminhos de Sintra.





Mais sobre este tema sintrense em: 

http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt/2014/12/sintra-plano-que-justifica-referendo.html

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 DE ABRIL, UM DIA FELIZ

No nosso jardim não há cravos que hoje se possam oferecer. 

Como Abril "é quando um Homem quiser",  temos flores cuja beleza e alegria também são de Abril, envolvendo a data festiva de libertação com as nossas vidas. 

Um Aniversário de Abril ainda tão jovem. Perdurará na nossa vida, por anos e anos, desejando sempre que numa sociedade mais justa onde a vida seja mais feliz. 

Abril não se faz só de cravos: faz-se da verdade que desponta, dos sentimentos que temos, de quem sonha e deseja um futuro melhor para todos.

Um botão de rosa a desabrolhar em cada dia, para que todos eles se transformem e cresçam, para que em cada um de nós brilhem as flores da nossa convivência.

Ternura para a juventude nascida de Abril e que será continuadora das nossas vidas. 


Um botão para a juventude que em mais um ano se abre ao mundo, doce, perfumada, amada e em que confiamos para levar de vencida os votos de melhor futuro. 



Rosa aberta, que oferecemos à geração seguinte, da que já teve espinhos, onde os sonhos começam a ficar distantes, mas a vida ainda é fonte de deslumbramentos.

São a ponte dos sentimentos que ligam o passado e o presente, o desenvolvimento da Juventude e a partilha das preocupações com o passado. Uma saudação sincera.


Por último, para a geração dos mais idosos, a túlipa vermelha e branca, lembrando a alegria de quantos para quem o 25 de Abril representou a libertação.

Recordarão a Alegria de Abril. Os abraços que nos Unem e Aproximam. O desejo de voar sobre Sonhos e, quantas vezes, a alma ficar marcada por Sofrimentos. 

Geração que não pensa "Um Dia de Cada Vez" porque cada Dia é Um Dia Novo, com esperança no futuro, sem abdicar da felicidade a que todos têm direito.

Que estas flores - do nosso jardim - cheguem a todos Vós. 

Neste 25 de Abril todos comungamos da mesma Festa. 

Votos de um Dia Feliz. 

Com um forte Abraço, deixo-os com José Mário Branco: "EU VIM DE LONGE"
















domingo, 23 de abril de 2017

DOMINGO: PASSEIO DE NOSTALGIA PARA "VIVER SAUDADES"

De vez em quando, com o pretexto da religião que consiste em ir comer um pastel de bacalhau na Casa Chineza, temos desejos de subir o Chiado para viver saudades.  

Sucede...queremos dizer muitas coisas...mas as palavras ficam-nos na garganta, incapazes de saírem, fazemos um esforço, e em vez de palavras saem lágrimas.

Pensamos fazer um roteiro da Vida, o que foi para nós o Velho Chiado. O que representaram para nós certos edifícios e locais, mas apenas vemos a saudade.


Aqui era o Eduardo Martins

O Eduardo Martins era um dos grandes armazéns de referência. entrava-se pelas Rua Garrett e Rua Nova do Almada, encontrando-se as mais variadas ofertas. 

Aqui era a Casa José Alexandre

Frente ao Eduardo Martins, esquina com a Calçada do Sacramento, era a Casa José Alexandre, sempre com as últimas novidades para a Casa, desde os mais finas cristais a talheres e à mais fina baixela.

"Ao Último Figurino"

No "Ao Último Figurino" encontrava-se as últimas modas de vestuário, vindas de Paris e outras Praças da Moda europeias. Um grande incêndio viria a acabar com ele. 

Subindo a Rua Garrett, a meio, depois da Leitaria Garrett, com tanta história, tinhamos a Sede da maior Seguradora Nacional - a Império - que tanta felicidade nos deu.

A grandiosidade da Império aqui bem expressa

A entrada principal da Império era um pouco diferente. Também os acessos para a Rua do Carmo e edifícios do Carmo e Pessanha eram controlados internamente. 

Ainda no edifício da Império, havia a Pastelaria Marques

Muito nos juntávamos na Marques, um excelente pretexto para encontros numa pausa que o trabalho concedia e os sentimentos desejavam. Ainda lá tem o nome gravado.

Igreja dos Mártires, agora recuperada e muito bonita

Temos, ainda hoje, a Igreja dos Mártires. Vamos lá frequentemente, não só pela nostalgia daqueles tempos como pelo conforto que nos dá os momentos lá passados.

Onde era o Ramiro Leão

Às vezes, há quem goste de desfigurar a história. Alguma entidade decidiu castrar (com má qualidade) as palavras "Ramiro Leão" que encimavam esta porta.

A meio da Rua do Carmo, havia uma boa Loja de Florista. Nela compramos, há 38 anos um pequeno tronco do Brasil...que hoje mostramos como memória viva: A única. 

Com 38 anos, este tronco do Brasil faz parte da memória do local

Todos estes espaços fizeram parte da nossa vida, Mais de 50 anos de bons e maus momentos que nos condicionam na sua recordação. 

Compreenderão porque lhe chamamos "Um passeio de Nostalgia".

Faltaram-nos muitas palavras, esmagadas pela recordação. 

Votos de um Bom Domingo.