sábado, 15 de abril de 2017

FELIZ PÁSCOA, COM UM DOCE DE 105 ANOS

Manda a tradição que, pela Páscoa, se enviem amêndoas ou alguns doces onde os ovos ocupem o lugar de honra da gastronomia cuidada. É o que procuraremos cumprir hoje. 

Há mais de um ano passou por aqui uma pequena história (p. favor clique para rever)  da qual uma inventada D. Eufresinda, e mais alguém, foram protagonistas.

Referimos o apetite guloso de duas pessoas pela doçura de belas farófias, misturadas com o feliz saboreio da vida, por certo sem pensarem que ela às vezes tem amarguras.

Apreciamos a doçaria celebrativa e hoje oferecemos outra história aos nossos Amigos, com este doce também delicioso cuja receita tem a tão bonita idade de 105 anos: 


O doce de farinha de pau...ainda morno a estas horas...

...A Receita 

Manuscrita em 1912 pela Avó paterna, de seu nome Júlia Elisa Canhão Bastos Castelo, é a recordação mais doce que dela temos e se conservará para todo o sempre. 

Voltamos à gulosa D. Eufresinda e como reagiria se degustasse esta desafiante mistura de farinha de pau* com outras iguarias da inigualável doçaria histórica?

Há 105 anos a fazer crescer água na boca...

Com Votos de Feliz Páscoa




*Farinha de pau é agora conhecida como farinha de mandioca


quarta-feira, 12 de abril de 2017

ABRIL, QUANDO OS CARDOS TAMBÉM SÃO FLORES

A minha infância teve o condão de me mostrar como sobrevive uma criança com nada.

Por azar ou sorte, nasci nu, orgulhando-me por ter sido lavado a primeira vez numa banheira de folha e depois vestido com roupas feitas em casa.

Primeiros passos descalço, repetindo-o muitas vezes já mais crescido pois sapatos deviam ser poupados. Que prazer pisar terrenos meio secos depois da chuva..

E fizeram-se moinhos de água com canas, movimentando-se nos regatos. E subiram-se árvores, e dormiu-se no meio de searas de trigo ou debaixo de fardos de palha. 

Por isso, não se pode enjeitar nem um milímetro dos passos e raízes da infância.   

As alegrias de hoje

Digo que o meu mundo está cheio de coisas lindas, porque sei fazer com que elas me encantem. O nosso coração tem de saber bombear nos bons e maus momentos. 

Não podemos desfolhar malmequeres...quando todos eles são bemmequeres.

Quem terá a coragem de chamar malmequer a esta maravilha selvagem?...

Ou a esta maravilha do meu jardim?

Na vida, os cardos também são flores e que belos nos campos floridos.


A beleza destes cardos enche de alegria o coração mais triste

Só dirá que são azedas quem não tenha sentido na vida o doce sabor da sua seiva.


Esta doçura alguma vez pode ser azeda?

Tenho a sorte de quase todos os dias, depois de almoçar, caminhar junto a campos em flor, entrar por eles dentro, sentir o seu cheiro que me faz recordar a infância.


Faço-o sozinho, entregue ao reviver daquela juventude que se divertia com um arco e uma gancheta, que fazia um telefone com latas de graxa, que jogava ao berlinde. 

Apetece desafiar, puxar por um puto de hoje para jogarmos com caricas pelas bordas do passeio, ensiná-lo a fazer uma bola de trapo, apanhar pássaros com visco.

A vida, hoje, tornou-se mais rica, porque tudo nos enche o coração de alegria.

Hoje, ouvindo o zumbido de uma abelha, repesquei o escrito há muitos anos: 

UMA TENTAÇÃO


Nas serras da minh' infância,
Com mato e alecrim,
os cardos de tão azuis,
ficaram dentro de mim.

Nas serras da minh' infância,
as giestas eram belas,
Floridas, tão amarelas,
no meio do rijo capim.

Nas serras da minh' infância,
havi' abelhas zumbindo,
de flor em flor extraindo,
néctar de vida sem fim.

Um mel assim fabuloso,
aromado de cidreira,
vai ficar p'rá vid'inteira,
como ditoso festim.


Nota: Fotos de hoje. 

SINTRA, SENHOR PRESIDENTE, AVISAMOS A TEMPO?

Pois é verdade Senhor Presidente, as inaugurações que se perspectivam são tantas que Sua Excelência desculpará as nossas preocupações com a agenda.

E tem sorte Sua Excelência. Algumas cedências que ninguém regateará, têm mantido calma uma organização que ainda não promoveu concentrações ou manifestações.

Terá disso antes das eleições, solvendo a união de facto e, de súbito, apontando os defeitos do casamento e valorizando as virtudes reivindicativas e de luta do desunido

Entretanto, antes de jornadas inaugurais, gostaríamos que soubesse disto:

Há uns meses, na Estrada Nacional 249 (antiga Estrada de Sintra) agora Avenida Raul Solnado, foram colocados semáforos, certamente para embelezamento do local. 

Até hoje, não funcionaram, dando sinais de aguardar pelo acabamento, um mistério não devido a falta de pagamento porque há "milhões" e a Câmara paga a poucos dias.

Sentido Poente/Nascente...com abrigo para passageiros

Sentido Nascente/Poente...o posto claro e mais tombado tem a placa das carreiras, sem abrigo para passageiros (por favor clique sobre a foto)

Apresentada a obra, não vamos esperar que alguém surja a cortar uma fita...porque a época do corta-fitas (certamente de má memória) já passou. Vamos explicar.

No sentido Poente/Nascente, a seguir ao sinal, um resguardo garante a paragem do transporte público, garantindo a segurança dos respectivos passageiros. 

No sentido Nascente/Poente, vemos uma paragem, sem qualquer resguardo, quase em cima da passagem de peões, contribuindo para fazer do local uma zona de perigo.

Isto é, o sinal da direita fica ocultado pelo autocarro quando está parado e os passageiros, junto a uma passagem de peões, têm tendência para atravessar.

Não temos dúvidas que os serviços camarários responsáveis vão puxar de um conjunto de teorias - aliás conhecemos outras bem perto - justificativas.

Para quando estará prevista a inauguração? Será que avisamos a tempo?

Sintra continua cheia de mistérios...



segunda-feira, 10 de abril de 2017

SINTRA: SENHOR PRESIDENTE...HÁ QUANTO TEMPO?

Há quanto tempo Senhor Presidente? 

Certamente que perdoará a dificuldade que por vezes temos em deglutir certas coisas. Às vezes algo apetitoso, ou por excesso de temperos ou do acompanhamento, cai mal.

Ainda andamos às voltas com os tantos milhões a que Sua Excelência aludiu na TV de um Clube, fazendo-nos recear pela aquisição de craques para um bom team de Sintra.

Milhões que não nos apercebemos sejam para recuperar tantas coisas pequenas que se arrastam sem solução, que fariam Sua Excelência brilhar em futuras campanhas...

Há quanto tempo Senhor Presidente? São perguntas que se justificam. 

Parque da Liberdade, há quanto tempo não visita? 

Acreditamos que Sua Excelência, pelo dito num programa de TV clubista em que saltou  aquela do "empurrão democrático" (eufemismo de "cunha"), já sofreu pela Liberdade. 

Que momentos terríveis Sua Excelência terá passado na época em que instalações de partidos de esquerda eram incendiadas e havia mortes entre os seus defensores.

Fica melhor entendido porque, tendo votado contra a Constituição que consagra o Poder Local, um partido democrático o tenho cooptado para servir uma Edilidade como Sintra. 

Neste quadro, não duvidamos que o Parque da Liberdade, na zona histórica de Sintra, lhe seja caro e goste de o visitar regularmente, como fazem munícipes e visitantes. 

Apesar do gosto que terá pelo mesmo, ainda não se apercebeu que a Fonte do Plátano, que tanta água jorrava por esta altura, está praticamente seca:


Tanta água aqui jorrava e tantos garrafões dela se enchiam (aspecto actual)

Custa-nos admitir que nenhum Serviço da CM de Sintra (SMAS são Câmara?) tenha procurado descobrir onde a água pode ter sido desviada ou retida, para uso privado.

Haverá alguma Quinta que, com a indiferença dos Serviços, tenha feito obstrução?

Há quanto tempo aqui o escrevemos? Ninguém transmite a Sua Excelência?

Parque da Liberdade e Omura

Lemos no site da CM de Sintra (que será de todos os sintrenses) que uma Delegação foi a Omura a propósito dos 20 anos de geminação com aquele cidade japonesa.

Conhecendo nós - pessoalmente - a sensibilidade dos anfitriões, oxalá que a Delegação não dê notícias sobre tal Pavilhão e como se encontram, hoje, as instalações.


Há quantos anos Sua Excelência sabe da geminação? Uma geminação que destruiu o antigo court de ténis do Parque da Liberdade dando lugar ao Pavilhão do Japão.

O repuxo sem água...Há quanto tempo? 

Vejamos outra pequena obra, ainda com muitos munícipes traumatizados pelos milhões comprometidos, para isto e aquilo, este ano, ano que vem, sabe-se lá se para 2021.

Junto à entrada do Palácio de Valenças

Aqui é impossível Sua Excelência não ter visto. É fora do Parque da Liberdade. 

Dantes jorrava água deste repuxo. Quem saía do Parque da Liberdade (desculpará falarmos tantas vezes em "Liberdade") gostava de o ver porque era bonito.

Um dia, (Sua Excelência ainda não conheceria o Parque) uma condutora expedita, para encurtar caminho, circulou por dentro do Parque...mas não conseguiu sair junto ao Palácio de Valenças. Na inversão...a viatura caiu dentro da fonte e ficou bloqueada.

Depois de retirada a viatura, foram reparados os danos na fonte e ficámos à espera que o repuxo se reactivasse...continuamos à espera que o repuxo volte...a ser repuxo.

Excelência, por favor pergunte há quanto tempo... 

Estamos certos de que Sua Excelência, por ser adverso a "cunhas", não quer que se peça para resolver...irá mesmo resolver...teremos água na Fonte e no Repuxo.

Há quanto tempo Sua Excelência terá dado instruções para ser resolvido?

Terá sido desta forma, com este abandono, que se juntaram os "milhões comprometidos" agora que estamos a caminho de eleições autárquicas?

Um Sintrense que conheça e ame Sintra é o caminho.