quarta-feira, 5 de abril de 2017

SINTRA, MAIS CLAREZA SOBRE O DESEMPREGO

O site da Câmara Municipal de Sintra, ao serviço da maioria no poder (sem que contra isso se insurjam defensores das mais amplas liberdades...) promovia - em 2 de Março de 2017 - as virtudes da actual gestão, nitidamente em saldos de época eleitoral:

Sob o título Sintra é o concelho onde o desemprego mais desce  surge um texto confuso num português que, no Liceu Camões, chumbaria qualquer aluno. Veja-se: 

Site da CM Sintra - 2 de Março de 2017: "O município de Sintra registou a maior queda, a nível nacional, do desemprego. A taxa de desemprego em Sintra desceu mais 1,68% em outubro face aos 5,93 %, em setembro do ano passado, de acordo com estatísticas do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Desde o início deste mandato, em outubro de 2013, a taxa de desemprego desceu 28,74%, considerando outubro de 2016."

Oito dias depois - 10 de Março de 2017 - Basílio Horta, num programa de unidade clubístico/politica, diria: "Maior descida do desemprego em todo o país, Sintra 23,9%".  

Primeiro caso: Existindo Estatísticas de Janeiro de 2017, porquê citar dados de "Outubro face aos 5,93% em Setembro do ano passado"? O português pode corrigir-se numa escola. Todavia, escrito em 2017, de que anos são o Outubro e o Setembro?

Segundo caso: Basílio Horta ao afirmar "Maior descida do desemprego de todo o País, Sintra 23,9%" a que vectores recorreu? Aos mesmos? Então enganou-se. Mas Sua Excelência certamente não se engana. Terá sido, sim, pouco esclarecedor.

Às vezes, na política, a imprecisão das palavras e números não ajuda à transparência, levando a que - mesmo que sem intenção - só pessoas desprevenidas acreditem.

Verdade sobre desemprego

Sintra não tem acompanhado descida do Desemprego a nível Nacional

Receando que Sua Excelência não esteja devidamente informado, é com profunda - e transparente - humildade que nos disponibilizamos na ajuda esclarecedora.

Para melhor percepção, deve dizer-se que boa parte dos inscritos no Centro de Emprego de Sintra não se desempregaram ou empregaram em Sintra. São residentes.

E quem veja os milhares de Sintrenses que diariamente enchem comboios, saindo do seu concelho porque é noutros que encontram trabalho, sabe do que falamos.   

Em 5 de Dezembro, escrevemos sobre o tema (por favor clique para rever) e agora, como não gostamos de eleitoralismos, apreciemos o período citado no site.

A transparência institucional obrigaria a que se dissesse que o Desemprego tem descido a nível Nacional desde antes de 2013, fortemente influenciado pelos que abalaram.

Sendo verdade que entre Outubro de 2013 e Outubro de 2016 o número de desempregados inscritos em Sintra desceu 28,741%, diga-se que a nível Nacional a descida foi de 30,127%. Ou seja, em Sintra desceu menos...

Analisemos de outra forma: - Em Outubro de 2013, Sintra tinha 20775 (3,1519%) inscritos no Centro de Emprego, de um total Nacional que foi 659.121.

Em Outubro de 2016, com 14804 inscritos no Centro de Emprego, a percentagem de desempregados em Sintra subiu para 3,2144% do total Nacional que foi 460.548. 

Agora 2017: Pelos dados do IEFP, em Janeiro Sintra tinha 2,993% do total Nacional (13.916 em 464.821); em Fevereiro subiu para 3,1374% (14367 em 457.920).

Temos pois que, entre Janeiro e Fevereiro deste ano, passaram a existir mais 451 desempregados inscritos no Centro de Emprego e Formação Profissional. 

Será isto a "Maior descida do desemprego de todo o País, Sintra"?

As Ofertas de Emprego 

Em princípio, considerar "Ofertas de Emprego" é mais credível para avaliar a criação e movimentação de postos de trabalho dentro do Concelho de Sintra.

Até Julho de 2015 as "Ofertas de Emprego" repartiam-se pelos Centros de Emprego de Sintra e Amadora. Vejamos a partir daí as "Ofertas" registadas só em Sintra:

Nos últimos 5 meses de 2015 houve 1758 "ofertas de emprego" (média de 352/mês); em 2016: 3778 "ofertas" (média 314/mês); "Oferta de Emprego" em Sintra baixou.

Agora 2017: Em Janeiro e Fevereiro registaram-se 381 "Ofertas de Emprego", sendo 171 em Janeiro e 210 em Fevereiro (média de 190/mês).

Também na "Oferta de Emprego" a baixa é notória.  



Em síntese, são estes os dados reais e que deveriam merecer cuidados especiais por parte de quem tem responsabilidades na sociedade em que vivemos. 

Pode colocar-se a questão: São estes dados que justificam tão grandes entusiasmos, como se de obra feita, levando-a quase para os domínios do fantástico, da exaltação?

Se formos claros...até a "transparência" é mais transparente. 

Sintra merece mais. 



domingo, 2 de abril de 2017

SINTRA: NÃO SOLUÇÃO NA ENTRADA DA ABRUNHEIRA...

Ontem, quatro Visitantes deste blogue contactaram-nos a manifestar satisfação pela "solução" encontrada para a entrada da Abrunheira. Um até disse: "Se isso resolver...".

Infelizmente, dentro da tradição do 1 de Abril, a montagem - além da celebração do dia - tinha apenas em vista recordar o que há quase 9 anos foi feito pela CM de Sintra.

Decorridos quase 9 anos - sabendo a CM de Sintra da situação criada - só podemos admitir indiferença ou menos consideração pública, permitindo imagens como seguem:



Bem visível um sinal que nem é respeitado nem as autoridades fazem respeitar

Temos pois uma boa notícia para quantos fazem o que querem neste local:

Podem continuar a estacionar sobre passadeiras de peões e em espaço reservado para descargas, seguir em sentido proibido, bloquear outros carros, impedir que autocarros de passageiros circulem, contribuir para atropelamentos...

A Câmara Municipal sabe...as Autoridades sabem...

Talvez andemos a mentir uns aos outros...

Um bom Domingo. 


sábado, 1 de abril de 2017

SINTRA, PARQUÍMETROS NA ABRUNHEIRA, A SOLUÇÃO?

Foi ao fim da tarde de ontem, segundo nos disseram, que rapidamente se instalaram duas máquinas caça niqueis à entrada da Abrunheira, apanhando muitos desprevenidos.

Quando serão ligados os terminais não sabemos, mas como as funções já foram atribuídas a dois fiscais, dentro dos próximos dias começará o pinga-pinga da receita. 

Solução encontrada...será a melhor?

A instalação de dois parquímetros à entrada da Abrunheira, será a forma ajustada à resolução do problema de desrespeito no trânsito aqui frequentemente denunciados?

Convenhamos que, embora sendo tardia, tem os seus efeitos, como se pode apreciar pelas fotos anexas, em que de um momento para o outro os espaços ficaram desertos.


Imagens desta manhã

A nossa questão é bem simples: - Depois de tanto tempo de anarquia não teria sido preferível uma Rotunda que facilitasse entradas e saídas, em vez desta solução?

Quem só não entrava com os carros loja adentro, agora terá um custo acrescido de 25 cêntimos, pois os fiscais (entre as 8 e 19 horas) terão muito que fazer...

Algo muito positivo para as estatísticas

Como ultimamente têm surgido notícias sobre o aumento de empregos em Sintra, os dois postos agora criados certamente não deixarão de influenciar as estatísticas. 

Nesta situação, pese ter sido encontrada uma solução com que, mais uma vez, os técnicos não resolveram muito...ao menos criaram-se dois postos de trabalho...

Ao que nos disseram, a União de Freguesias de Sintra, não tinha conhecimento desta evolução, situação que não admira muito aos fregueses (como somos chamados).

Fica um breve aviso aos incautos, prevenindo eventuais conflitos no local.

De qualquer forma, multas não faltarão, enchendo a caixinha com moedas.

De hora a hora...a caça às moedinhas melhora

Bom fim de semana para todos e, cuidado com fugas à moedinha. 





quinta-feira, 30 de março de 2017

SINTRA: PLANO DA ABRUNHEIRA-NORTE, O QUE FALHOU?

Um Plano que poderia ser um bom plano...

Um dia destes, inesperadamente, tal como tem sucedido com "polos", "hospitais" e outras coisas mais, o Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte ressuscitará. 

Sendo uma área inserida na Zona de Protecção Rural constante do Plano de De Gröer, a provável dispepsia causada pelas regras não é fácil nem politicamente tratável.

A história é antiga, tem quase 20 anos e dá pano para mangas.

Pode dizer-se que quase tudo foi mantido na nuvem, sem efectivas repercussões na terra e nos interesses e necessidades mais ajustadas ao prestígio de Sintra. 

Local privilegiado para um Centro de Congressos que tanta falta nos faz, o Plano apresentado foi ajustando as meias-tintas com as meias-ilusões...e apagou-se.

Era a "cidade" SONAE", certamente ainda se lembram

Não terá sido de propósito, mas não é que com o Plano de Pormenor da Abrunheira Norte a placa toponímica da Abrunheira foi avançando até ficar quase de fora do Plano?


A antiga Placa estava à entrada da Estrada Nacional 249-4

Aqui, a Placa já está a mais de 100 metros do anterior local (acima apresentado)

Actual local, praticamente fora da Área do Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte

Voltemos ao Plano, que tem muito que contar...

Quando em 2014 o Plano foi ressuscitado (por favor relembre-se aqui) Basílio Horta logo disse ser "o maior investimento em Sintra". Chamava-lhe a "Cidade SONAE".

Com as placas toponímicas andantes, o Plano acabou por ficar fora da Abrunheira, onde (face ao Plano de De Gröer) a Câmara limita a altura das edificações a dois pisos.

E o nome da Abrunheira apenas ficou no Plano...    

Assim, o "Enquadramento Paisagístico de Aproximação à Serra de Sintra", invocado no Plano que tanto entusiasmou Basílio Horta, poderia ter a tapar a Serra...um Edifício com 15 metros de altura, outro com 12 metros e 15 (quinze...) com 9 metros de altura...

Estranhamente, prevendo o Plano uma via de cintura interna a passar paredes meias com uma unidade Industrial da Abrunheira, não daria acesso a essa unidade, pelo que os camiões que todos os dias atravessam a aldeia continuariam a fazê-lo...

Houve promessas: - A velha escola recuperada; Centro de Saúde (muitos utentes vão ao Posto da Várzea a 15 kms.); Uma AUGI legalizada (praticamente já estava...). 

Esquecia-se a cada vez maior concentração de viaturas na zona e que, por força do licenciamento de novas grandes superfícies sem novas vias, seria agravada. 

Uma Área Privilegiada para servir Sintra 


É uma zona com clima privilegiada, ar puro e muito Sol durante todo o ano.  

Entre espaços verdes, bons hotéis com mini-golf ou lawn bowls  e, ao que se dizia, uma clínica privada (respeitando a altura de dois andares) seriam respostas com retorno.

Ao mesmo tempo, por estar junto ao IC19, reúne condições para um Terminal Rodoviário de Proximidade (TRP), permitindo aos visitantes o acesso rápido ao Centro Histórico e aos Monumentos da Serra, ao mesmo tempo servindo os residentes.

É altura de se perguntar, passados quase três anos e meio, se Basílio Horta tem mais alguma coisa para prometer sobre este tão exigente Plano, ou o que terá para dizer.

Algo terá falhado? Ou o que falhou?

Será que o Plano foi diferido para 2018 ou mesmo 2021? 

SEM NADA SE SABER É QUE NÃO É O CAMINHO.