sexta-feira, 17 de março de 2017

SINTRA, SR. PRESIDENTE, UM DIA COMO TURISTA E UTENTE (3)

Incapacidade de Bem Gerir um Destino Turístico 

Contamos com a paciência dos leitores e a sabida lhaneza do Sr. Presidente da Câmara (quase 4 anos de poder) por seguirem o convite de "Um dia como Turista" e "Utente".

Julgamos mostrar a Sua Excelência o desconhecido, pois, se assim não fosse, obrigar-nos-ia a outras dolorosas projecções sobre o conhecimento, quando quase diariamente surgem flashes sobre visitas aqui e ali, obras+obras+obras.

Felizmente, de Turismo nada sabemos, facto que nos ajuda a exigir um melhor futuro para Sintra e para os que nela vivem, tão iguais no Centro da Vila como nas Periferias.

Sua Excelência como Turista (e Autarca) sabe que arrastar o problema da concentração de viaturas no Centro Histórico, tem (maus) reflexos no Ambiente e na defesa da Serra. 

Os parques periféricos serão a melhor medida dissuasora das agressões, recorrendo-se a uma frota de viaturas mais ligeiras em permanente ligação, serviço que a Câmara Municipal deveria assumir na defesa dos interesses de Sintra e seu Turismo.

Então agora que, facilmente, todos nos apercebemos dos milhões disponíveis... 

Vamos levar Sua Excelência ao maior Parque Periférico Selvagem disponível para autocarros que transportam turistas visitantes de Sintra: - No Ramalhão: 

Em terra solta, com lama quando chove, em que mundo se encontra disto?

Tem um abrigo, para que os motoristas "descansem" até partir de novo

O estado do abrigo, a considerar em dias de chuva...

Um documento da Câmara Municipal de Sintra fixa regras...será prestigiante?

É disto que a Câmara promove (e a que custo) pelos Estados Unidos? Pela Europa? Até parece que se trata de promoções estranhas. De quem? Para quem?

Sabemos estar a incomodar Sua Excelência...que não sabia...a falta de tempo para estas coisas não pode ser invocada...vamos ajudar na resposta: - RESPONSABILIZE!

Na pele do Utente de transportes (que pode ser Turista)

As declarações do Presidente da Câmara (p. favor reveja) sobre a transportadora rodoviária preocupam pois podem ser lidas como estímulo a um serviço deficiente e menos consideração para com os utentes que são empurrados para a viatura privada.  

Iria arranjar problemas com a Câmara um operador de Cascais que tem na carreira 434 (da Pena) uma mina de rentabilidade (3€ por viagem) e os responsáveis pelo Turismo aceitam que muitos passageiros viajem de pé, aos tombos, pela Serra acima?     

Permitimo-nos sugerir que incumba alguém de lhe explicar os dados aqui publicados , que, em conjunto com as comparticipações camarárias para transportes escolares e elevados custos dos bilhetes, justificariam outra postura na avaliação da operadora.

Sem pachorra para louvar os neurónios de Sua Excelência, pedimos que estude a panóplia de tarifários de tal operadora, bilhetes que valem aqui e não valem ali, o consumo duplicado de bilhetes por transbordos nas ligações, os preços e muito mais.

Sendo uma Empresa Contribuinte Fiscal de Cascais, que aqui vem buscar altas receitas, talvez fosse exigível - para Turismo de Vizinhança - um corredor Sintra/Cascais. Ganhariam os dois concelhos...sem rivalidades serôdias.  

A defesa do Turismo de Sintra, a Defesa dos outros Utentes e Residentes, também passa pela melhor mobilidade...e essa exige medidas de Sua Excelência. 

O dia está chegando ao fim, com gosto lhe servimos de guia não credenciado.

Sintra precisa de Sintrenses que a conheçam e resolvam os seus problemas.




NOTA: Estávamos preparados para esta publicação, quando pessoa nossa Amiga e nascida em Sintra nos alertou para um vídeo publicado no Youtube, sobre a presença na BTL 2017. 

Independentemente de acordarmos ou não com a forma, o vídeo espelha a incapacidade de se saber gerir o Turismo de Sintra. segue o endereço: 

 https://www.youtube.com/watch?v=Hm_tX-Kd7r8


terça-feira, 14 de março de 2017

SINTRA, SR. PRESIDENTE, UM DIA COMO TURISTA E UTENTE(2)

Para a História do Turismo de Sintra

Quando Rui Silva era Presidente da Câmara de Sintra, foi apresentado o Plano de Desenvolvimento Turístico, documento de trabalho muito bem elaborado por competentes Técnicos e cujo coordenador foi o Arquitecto Carlos Manuel Lourenço. 

Se tivessem sido observadas as grandes linhas desse trabalho, quão diferente seria hoje o nosso panorama turístico sobre Recursos, Infraestruturas e Promoção Turística. 

Em 19 de Dezembro de 2008, o então presidente da Câmara celebraria uma "parceria estratégica" com a Associação Turismo Lisboa entregando-lhe as contrapartidas anuais do Jogo do Casino Estoril. O "plano estratégico para Sintra"...acomodou-se...

A Câmara Municipal, na defesa do seu padrão Turístico, deveria ter criado Um Pelouro único virado para a Qualidade e Controlo das ofertas aos Visitantes, novas Mobilidades, Defesa da Imagem e do Ambiente e Protecção da economia entre outras.

Se existisse, as licenças seriam controladas; os produtos previamente licenciados; locais fixados; regras de segurança com seguros para utilizadores; normas sobre ruído e poluição; eliminação da economia paralela da qual Sintra nada ganha.

A anarquia à vista de todos, em que qualquer possuidor de um veículo se faz operador e pode incomodar Turistas, fazer o barulho que lhe aprouver, estacionar onde entende, e explicar a história de Sintra, nem no terceiro mundo se verifica nos dias de hoje.

Ao contrário do que se verifica nos destinos europeus privilegiados, em Sintra não se sente a obrigatoriedade de Guias Locais, com a identificação bem visível.   

Como os Autarcas no poder não são nem cegos, nem surdos, compreenderão que, certamente sem o desejarem, estão a permitir este desagradável estado das coisas.

Continuação do "fantástico" turismo

Pela nossa parte, esvaziando de funções quem - eventualmente - se dedique a fazer print screen's de opiniões adversas, convidámos o Sr. Presidente da Câmara para, por um dia, ser Turista disfarçado, dar passos indispensáveis para saber como pulsa a vida.  

Felizmente Sua Excelência, ao disfarçar-se de turista e após resolver (sem auxílios externos) algumas necessidades básicas, optou por ir a pé até ao Centro Histórico. 

Estava o autor destas linhas (de escrita obviamente) a desenvolvê-las quando foi flashado com a página 7 da edição de 24 de Fevereiro de 2017 do Jornal de Sintra:



A notícia entusiasmou-nos. Em Queluz - admite-se - tornou-se preciso orientar turistas e residentes, dar-lhes banhos de imagem, não vão perder-se por outras paragens...

Sucede que o título do JS nos provocou algumas reservas: - No mesmo período, quantas vezes visitou o Parque da Liberdade, ali a 200 metros dos Paços do Concelho?

Turista atento, entra pelo Parque da Liberdade e fica estupefacto pelo abandono. Quer ler poemas que perpectuam Autores Sintrenses - merecedores do maior respeito - mas, por não serem recuperadas há anos, impedem-no de ler. Uma perda Cultural... 

Poema de Nunes Claro...que envergonha os sintrenses com vergonha por estar assim

Mais à frente, na Fonte do Plátano, apesar de tanto ter chovido...a fresca água não corre, mas não se vêem responsáveis que apurem onde está sendo feita a retenção.

Fonte do Plátano...

Sua Excelência - e muito bem - vestido de turista, boné de Yellowstone, sabe de Turismo e das "Feiras de Turismo da Europa e Estados Unidos" onde se promoveu Sintra. Perguntará: - A que Pelouro se deve este desaforo à História do Lugar?

Segue em frente. Como lhe promoveram Sintra como um lugar para sonhar e recordar, quer ver tudo o que é belo, calmamente, recolhido no silêncio dos sentimentos, mas...

...uma tralha de veículos azuis, amarelos, vermelhos, de três ou quatro rodas, de todo-o-terreno ou adaptados, de céu aberto, escapes barulhentos, rodando à sua volta como um enxame de abelhas asiáticas, assustam-no. Quer é regressar ao comboio.

Virados para cima ou para baixo, seja ou não proibido...tudo é ocupado

Sem uma placa a indicar o caminho para a estação da CP, disseram-lhe que "descesse"  e desceu...as Escadinhas do Hospital onde viu o que há muito não devia ser visto.

Estrutura montada por responsabilidade da Câmara em 2005 (próximo das eleições) para "embrulhar" as casas. Ainda lá continua sem que se sintam incómodos municipais

Descendo mais, Sua Excelência aproveitou para recolher imagens pouco ajustadas a um destino turístico que se promove lá fora: - Um antigo lavadouro no Rio do Porto

Aqui, onde a História conta, só o desleixo deixa a sua marca

Chegados aqui, perdemos Sua Excelência e pareceu-nos que rapidamente subiu a Rua. Talvez tenha chamado alguns responsáveis por este estado de coisas, recebendo variadas justificações...de uns "os últimos 12 anos"...de outros "os últimos 4 anos"...  

Sua Excelência, investido de turista, meditará se foi isto que o chamou a Sintra.

Infelizmente, de Turismo nada percebemos. 

Sabemos, apenas, que Sintra merece Sintrenses que a amem, vivam e defendam. 





Nota: Como esta página está longa, voltaremos ao assunto. 




sexta-feira, 10 de março de 2017

SINTRA, SR. PRESIDENTE, UM DIA COMO TURISTA E UTENTE (1)

Promover Turismo implica Obrigações

Para conforto de V. Excelência e fantásticos especialistas em Turismo, confessamos nada perceber do mesmo e, embora redundante, muito menos do de Sintra.

Todavia, como lemos o site Municipal a publicitar em 16.2.2016 (há mais de um ano) a participação em Feiras de Turismo na Europa e Estados Unidos e,

Sua Excelência manifestou em 4.3.2016, na Revista Transportes"satisfação" com a oferta de transportes em Sintra...sem abordar a sua interligação ao Turismo...

...não será estultícia a junção das duas vertentes para a devida avaliação.

Se pagasse dois ou três passes e perdesse uma ou duas horas - em cada sentido - para chegar ao seu Trabalho ou regressar ao Lar, estamos certos que assim não falaria.

Para benefício colectivo, é bom vestirmos a pele dos alvos, sejam Pessoas que confiaram na promoção de um destino turístico ou utentes dos transportes.

De comboio até Sintra, um cansaço

Ainda não passou muito tempo, no trajecto Sintra/Rossio/Sintra havia quatro circulações directas por hora, servindo turistas e residentes, muitos estudantes e trabalhadores. 

Ao incremento Turístico que traz mais passageiros a Sintra, a CP resolveu (concordou?) reduzir para metade as tais circulações directas e criar mais incómodos aos utentes. 

A Estação do Rossio, preferida pela maioria de turistas que visita Sintra, converteu-se numa Sala de Espera e de tempo perdido em longas filas para a aquisição de bilhetes.

Uma imagem de todos os dias (esta em 8.3.2017)

Agora, a cada meia hora, após esperas no Rossio e viagem de 40 minutos, balanceando em barulhentos comboios, chegam a Sintra - de supetão - centenas de turistas.

Chegam aflitos à procura das instalações sanitárias públicas que a Câmara Municipal, orgulhosa promotora de turismo lá fora...não foi capaz de prevenir cá dentro.


Ao fundo de uma gare (passageiros podem descer noutra) a CP disponibiliza isto aos passageiros

Não admira que, pior do que no Sudoeste Asiático, as necessidades fisiológicas se resolvam  a um canto do parque de estacionamento ou na valeta da Rua de cima.

É vulgar, lá fora, este tipo de contentores, com ar condicionado e a máxima higiene

Outros, desejando Informações Turísticas Oficiais, irão ocupar muito do seu tempo à espera da sua vez, um desperdício de tempo que não passa de anti-turismo.

Depois de espera no Rossio, 40 minutos de comboio...finalmente Sintra

Imagine-se Sua Excelência, com boné de Yellowstone e vestindo a pele de forasteiro a dirigir-se ao terminal da carreira 434 para chegar ao Palácio da Pena antes do almoço.

Enquanto caminha, coloca-se-lhe ao lado um veículo, quase certo barulhento, que o vai acompanhando a propor serviços de turismo, circuitos, isto e aquilo...

As longas filas para a carreira 434...são aproveitadas para os mais variados negócios

Antes, Sua Excelência, na sua feliz postura de turista, já tinha sido abordado por dezenas de ofertantes dos mais variados produtos, cuja Câmara Municipal não controla.

Receamos que, passando no local, Sua Excelência ainda não se tivesse apercebido. 

Agora, perguntará se é compatível um Município participar "em Feiras de Turismo na Europa e Estados Unidos", e não ter controlo certificado da qualidade cá dentro...

Fazemos a justiça de admitir que Sua Excelência, enquanto testa este segmento de turismo nada dignificante para Sintra, vai pensar que alguém o tem andado a enganar.

Salvo se, por ignorância em Turismo, somos nós que estamos errados. 

Ou terá sido disto que se andou a promover em "Feiras de Turismo"?

Estamos certos não ser este o caminho que os Sintrenses desejam...




Nota: Como esta página está longa, continuaremos em breve. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

SAUDAÇÃO


Neste dia que se convencionou ser dedicado à Mulher, vamos celebrar com uma das suas mais antigas figuras, em argila do Nilo, uma idosa com mais de 4 mil anos.

Vi-mo-la no Museu Metropolitano de Arte, em Nova Iorque, ficando deslumbrados pela obra plástica, egípcia, que está datada entre 3450 e 3200 antes de Cristo.

É uma peça da cultura Naqada II, quando se deram os primeiros passos de estrutura social nesta cidade-estado situada na margem do rio Nilo.  

Dá para pensarmos como seria a vida das Mulheres nesse tempo. A fidelidade nas suas paixões, o apego aos filhos, se existiam partilhas na vida e nos sentimentos.

Naquela época, o Alto Egipto tinha estruturas e costumes bem definidos, com Palácios, Reis e Povo. Cosméticos corporais e faciais faziam parte da vida das Mulheres.

Foi nesta época que, saindo do período neolítico, o Egipto desenvolveu as Artes e construiu as grandes Pirâmides que ainda hoje podemos apreciar. 

Hoje, em que o Facebook algumas vezes se torna na felicidade virtual, celebrar o Dia Internacional da Mulher é respeitar os valores da vida, dos sentimentos e afectos.

O Dia Internacional da Mulher é um dia de partilha comum a Mulheres e Homens, de luta pelos direitos iguais e de fraternos e leais desejos de uma sociedade mais justa. 

Que os abraços substituam as teclas. Que sorrisos substituam lágrimas. Que a ternura entre nos seus corações, sem abdicarem da verdade e de todos os seus direitos.


Que vivam a confiança do azul e o optimismo e esperança do amarelo. 
  
Bom Dia Internacional da Mulher, são os nossos Votos.