terça-feira, 14 de março de 2017

SINTRA, SR. PRESIDENTE, UM DIA COMO TURISTA E UTENTE(2)

Para a História do Turismo de Sintra

Quando Rui Silva era Presidente da Câmara de Sintra, foi apresentado o Plano de Desenvolvimento Turístico, documento de trabalho muito bem elaborado por competentes Técnicos e cujo coordenador foi o Arquitecto Carlos Manuel Lourenço. 

Se tivessem sido observadas as grandes linhas desse trabalho, quão diferente seria hoje o nosso panorama turístico sobre Recursos, Infraestruturas e Promoção Turística. 

Em 19 de Dezembro de 2008, o então presidente da Câmara celebraria uma "parceria estratégica" com a Associação Turismo Lisboa entregando-lhe as contrapartidas anuais do Jogo do Casino Estoril. O "plano estratégico para Sintra"...acomodou-se...

A Câmara Municipal, na defesa do seu padrão Turístico, deveria ter criado Um Pelouro único virado para a Qualidade e Controlo das ofertas aos Visitantes, novas Mobilidades, Defesa da Imagem e do Ambiente e Protecção da economia entre outras.

Se existisse, as licenças seriam controladas; os produtos previamente licenciados; locais fixados; regras de segurança com seguros para utilizadores; normas sobre ruído e poluição; eliminação da economia paralela da qual Sintra nada ganha.

A anarquia à vista de todos, em que qualquer possuidor de um veículo se faz operador e pode incomodar Turistas, fazer o barulho que lhe aprouver, estacionar onde entende, e explicar a história de Sintra, nem no terceiro mundo se verifica nos dias de hoje.

Ao contrário do que se verifica nos destinos europeus privilegiados, em Sintra não se sente a obrigatoriedade de Guias Locais, com a identificação bem visível.   

Como os Autarcas no poder não são nem cegos, nem surdos, compreenderão que, certamente sem o desejarem, estão a permitir este desagradável estado das coisas.

Continuação do "fantástico" turismo

Pela nossa parte, esvaziando de funções quem - eventualmente - se dedique a fazer print screen's de opiniões adversas, convidámos o Sr. Presidente da Câmara para, por um dia, ser Turista disfarçado, dar passos indispensáveis para saber como pulsa a vida.  

Felizmente Sua Excelência, ao disfarçar-se de turista e após resolver (sem auxílios externos) algumas necessidades básicas, optou por ir a pé até ao Centro Histórico. 

Estava o autor destas linhas (de escrita obviamente) a desenvolvê-las quando foi flashado com a página 7 da edição de 24 de Fevereiro de 2017 do Jornal de Sintra:



A notícia entusiasmou-nos. Em Queluz - admite-se - tornou-se preciso orientar turistas e residentes, dar-lhes banhos de imagem, não vão perder-se por outras paragens...

Sucede que o título do JS nos provocou algumas reservas: - No mesmo período, quantas vezes visitou o Parque da Liberdade, ali a 200 metros dos Paços do Concelho?

Turista atento, entra pelo Parque da Liberdade e fica estupefacto pelo abandono. Quer ler poemas que perpectuam Autores Sintrenses - merecedores do maior respeito - mas, por não serem recuperadas há anos, impedem-no de ler. Uma perda Cultural... 

Poema de Nunes Claro...que envergonha os sintrenses com vergonha por estar assim

Mais à frente, na Fonte do Plátano, apesar de tanto ter chovido...a fresca água não corre, mas não se vêem responsáveis que apurem onde está sendo feita a retenção.

Fonte do Plátano...

Sua Excelência - e muito bem - vestido de turista, boné de Yellowstone, sabe de Turismo e das "Feiras de Turismo da Europa e Estados Unidos" onde se promoveu Sintra. Perguntará: - A que Pelouro se deve este desaforo à História do Lugar?

Segue em frente. Como lhe promoveram Sintra como um lugar para sonhar e recordar, quer ver tudo o que é belo, calmamente, recolhido no silêncio dos sentimentos, mas...

...uma tralha de veículos azuis, amarelos, vermelhos, de três ou quatro rodas, de todo-o-terreno ou adaptados, de céu aberto, escapes barulhentos, rodando à sua volta como um enxame de abelhas asiáticas, assustam-no. Quer é regressar ao comboio.

Virados para cima ou para baixo, seja ou não proibido...tudo é ocupado

Sem uma placa a indicar o caminho para a estação da CP, disseram-lhe que "descesse"  e desceu...as Escadinhas do Hospital onde viu o que há muito não devia ser visto.

Estrutura montada por responsabilidade da Câmara em 2005 (próximo das eleições) para "embrulhar" as casas. Ainda lá continua sem que se sintam incómodos municipais

Descendo mais, Sua Excelência aproveitou para recolher imagens pouco ajustadas a um destino turístico que se promove lá fora: - Um antigo lavadouro no Rio do Porto

Aqui, onde a História conta, só o desleixo deixa a sua marca

Chegados aqui, perdemos Sua Excelência e pareceu-nos que rapidamente subiu a Rua. Talvez tenha chamado alguns responsáveis por este estado de coisas, recebendo variadas justificações...de uns "os últimos 12 anos"...de outros "os últimos 4 anos"...  

Sua Excelência, investido de turista, meditará se foi isto que o chamou a Sintra.

Infelizmente, de Turismo nada percebemos. 

Sabemos, apenas, que Sintra merece Sintrenses que a amem, vivam e defendam. 





Nota: Como esta página está longa, voltaremos ao assunto. 




sexta-feira, 10 de março de 2017

SINTRA, SR. PRESIDENTE, UM DIA COMO TURISTA E UTENTE (1)

Promover Turismo implica Obrigações

Para conforto de V. Excelência e fantásticos especialistas em Turismo, confessamos nada perceber do mesmo e, embora redundante, muito menos do de Sintra.

Todavia, como lemos o site Municipal a publicitar em 16.2.2016 (há mais de um ano) a participação em Feiras de Turismo na Europa e Estados Unidos e,

Sua Excelência manifestou em 4.3.2016, na Revista Transportes"satisfação" com a oferta de transportes em Sintra...sem abordar a sua interligação ao Turismo...

...não será estultícia a junção das duas vertentes para a devida avaliação.

Se pagasse dois ou três passes e perdesse uma ou duas horas - em cada sentido - para chegar ao seu Trabalho ou regressar ao Lar, estamos certos que assim não falaria.

Para benefício colectivo, é bom vestirmos a pele dos alvos, sejam Pessoas que confiaram na promoção de um destino turístico ou utentes dos transportes.

De comboio até Sintra, um cansaço

Ainda não passou muito tempo, no trajecto Sintra/Rossio/Sintra havia quatro circulações directas por hora, servindo turistas e residentes, muitos estudantes e trabalhadores. 

Ao incremento Turístico que traz mais passageiros a Sintra, a CP resolveu (concordou?) reduzir para metade as tais circulações directas e criar mais incómodos aos utentes. 

A Estação do Rossio, preferida pela maioria de turistas que visita Sintra, converteu-se numa Sala de Espera e de tempo perdido em longas filas para a aquisição de bilhetes.

Uma imagem de todos os dias (esta em 8.3.2017)

Agora, a cada meia hora, após esperas no Rossio e viagem de 40 minutos, balanceando em barulhentos comboios, chegam a Sintra - de supetão - centenas de turistas.

Chegam aflitos à procura das instalações sanitárias públicas que a Câmara Municipal, orgulhosa promotora de turismo lá fora...não foi capaz de prevenir cá dentro.


Ao fundo de uma gare (passageiros podem descer noutra) a CP disponibiliza isto aos passageiros

Não admira que, pior do que no Sudoeste Asiático, as necessidades fisiológicas se resolvam  a um canto do parque de estacionamento ou na valeta da Rua de cima.

É vulgar, lá fora, este tipo de contentores, com ar condicionado e a máxima higiene

Outros, desejando Informações Turísticas Oficiais, irão ocupar muito do seu tempo à espera da sua vez, um desperdício de tempo que não passa de anti-turismo.

Depois de espera no Rossio, 40 minutos de comboio...finalmente Sintra

Imagine-se Sua Excelência, com boné de Yellowstone e vestindo a pele de forasteiro a dirigir-se ao terminal da carreira 434 para chegar ao Palácio da Pena antes do almoço.

Enquanto caminha, coloca-se-lhe ao lado um veículo, quase certo barulhento, que o vai acompanhando a propor serviços de turismo, circuitos, isto e aquilo...

As longas filas para a carreira 434...são aproveitadas para os mais variados negócios

Antes, Sua Excelência, na sua feliz postura de turista, já tinha sido abordado por dezenas de ofertantes dos mais variados produtos, cuja Câmara Municipal não controla.

Receamos que, passando no local, Sua Excelência ainda não se tivesse apercebido. 

Agora, perguntará se é compatível um Município participar "em Feiras de Turismo na Europa e Estados Unidos", e não ter controlo certificado da qualidade cá dentro...

Fazemos a justiça de admitir que Sua Excelência, enquanto testa este segmento de turismo nada dignificante para Sintra, vai pensar que alguém o tem andado a enganar.

Salvo se, por ignorância em Turismo, somos nós que estamos errados. 

Ou terá sido disto que se andou a promover em "Feiras de Turismo"?

Estamos certos não ser este o caminho que os Sintrenses desejam...




Nota: Como esta página está longa, continuaremos em breve. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

SAUDAÇÃO


Neste dia que se convencionou ser dedicado à Mulher, vamos celebrar com uma das suas mais antigas figuras, em argila do Nilo, uma idosa com mais de 4 mil anos.

Vi-mo-la no Museu Metropolitano de Arte, em Nova Iorque, ficando deslumbrados pela obra plástica, egípcia, que está datada entre 3450 e 3200 antes de Cristo.

É uma peça da cultura Naqada II, quando se deram os primeiros passos de estrutura social nesta cidade-estado situada na margem do rio Nilo.  

Dá para pensarmos como seria a vida das Mulheres nesse tempo. A fidelidade nas suas paixões, o apego aos filhos, se existiam partilhas na vida e nos sentimentos.

Naquela época, o Alto Egipto tinha estruturas e costumes bem definidos, com Palácios, Reis e Povo. Cosméticos corporais e faciais faziam parte da vida das Mulheres.

Foi nesta época que, saindo do período neolítico, o Egipto desenvolveu as Artes e construiu as grandes Pirâmides que ainda hoje podemos apreciar. 

Hoje, em que o Facebook algumas vezes se torna na felicidade virtual, celebrar o Dia Internacional da Mulher é respeitar os valores da vida, dos sentimentos e afectos.

O Dia Internacional da Mulher é um dia de partilha comum a Mulheres e Homens, de luta pelos direitos iguais e de fraternos e leais desejos de uma sociedade mais justa. 

Que os abraços substituam as teclas. Que sorrisos substituam lágrimas. Que a ternura entre nos seus corações, sem abdicarem da verdade e de todos os seus direitos.


Que vivam a confiança do azul e o optimismo e esperança do amarelo. 
  
Bom Dia Internacional da Mulher, são os nossos Votos.



segunda-feira, 6 de março de 2017

SINTRA...SR. PRESIDENTE, HÁ UM MANTO SOBRE A ANARQUIA?

Passa-se no território da União de Freguesias de Sintra

A progressiva anarquia que, em certas horas, se verifica na entrada da Abrunheira, começa a atingir proporções dignas de brochuras que espelhem as virtudes autárquicas.

Especialistas em print screen's, se omitem post's e críticas feitas, falham as virtudes mensageiras e comprometem a figura máxima da Câmara Municipal - o seu Presidente.

Insistimos na participação de um caso de anarquia local generalizada da qual, só por lhe ser ocultada, Sua Excelência - Autoridade máxima - não recorrerá à Autoridade.

Responsabilidades Camarárias

Os serviços Camarários criaram o problema em 2008, gastando milhares de euros para resolver um problema de circulação que viria a servir um só estabelecimento local.

Admitimos, sim, que tal se deveu a falta de análise e/ou a pressões ou sugestões de quem, sem grandes rasgos autárquicos ou conhecimentos, induziu em erro os técnicos.

Em 8 anos, só não terá avançado uma solução por falta de vontade. É preciso gerir o trânsito no local, coordenar paragens de transporte público e proteger peões, não esquecendo o atropelamento recente e uma morte na passadeira da EN 249-4.

Progressivamente, pelo menos em certas alturas do dia (manhãs e fins de tarde) o escoamento de trânsito que não era fácil passou a ser uma anarquia generalizada.

Mais exemplos da anarquia


Um disputadíssimo espaço para estacionar

Assim ficou...atrás de outra

Piscas ligados e motoristas...sentados na mesa do café

Se tanto não bastasse em falta de respeito, gozando da impunidade institucional e, receamos que incapacidade pela avaliação dos problemas, a anarquia evoluiu. 

O sinal abaixo indica sentido obrigatório para a esquerda...o contentor ali colocado por graça de alguém e autorização de quem se não sabe, ajuda a tapar outro sinal. 

Passou a ser frequente os condutores fingirem não ver o sinal e...descerem à direita para estacionar, tudo num à vontade de transgredir, de desrespeito.

Do outro lado da Rua havia um sinal que foi derrubado...e não voltou a ser reposto...

O pilarete que aqui vemos foi derrubado do outro lado...nunca mais foi reposto

Neste quadro, por sinal muito sintetizado, poucas palavras restarão para que Sua Excelência intervenha definitivamente para a indispensável solução rodoviária. 

São conhecidos casos de agressões, de acidentes, e Sua Excelência não poderá mais permitir que a situação se arraste, como que desconhecendo que o problema existe.

É urgente que Sua Excelência, além de intervir junto das Autoridades, também convoque os Serviços Camarários para uma solução que tarda e faz recear pela existência de um qualquer manto que leve a contemporizar com a anarquia relatada.

Resta-nos aguardar que, desta vez, lhe façam chegar um print screen.