segunda-feira, 6 de março de 2017

SINTRA...SR. PRESIDENTE, HÁ UM MANTO SOBRE A ANARQUIA?

Passa-se no território da União de Freguesias de Sintra

A progressiva anarquia que, em certas horas, se verifica na entrada da Abrunheira, começa a atingir proporções dignas de brochuras que espelhem as virtudes autárquicas.

Especialistas em print screen's, se omitem post's e críticas feitas, falham as virtudes mensageiras e comprometem a figura máxima da Câmara Municipal - o seu Presidente.

Insistimos na participação de um caso de anarquia local generalizada da qual, só por lhe ser ocultada, Sua Excelência - Autoridade máxima - não recorrerá à Autoridade.

Responsabilidades Camarárias

Os serviços Camarários criaram o problema em 2008, gastando milhares de euros para resolver um problema de circulação que viria a servir um só estabelecimento local.

Admitimos, sim, que tal se deveu a falta de análise e/ou a pressões ou sugestões de quem, sem grandes rasgos autárquicos ou conhecimentos, induziu em erro os técnicos.

Em 8 anos, só não terá avançado uma solução por falta de vontade. É preciso gerir o trânsito no local, coordenar paragens de transporte público e proteger peões, não esquecendo o atropelamento recente e uma morte na passadeira da EN 249-4.

Progressivamente, pelo menos em certas alturas do dia (manhãs e fins de tarde) o escoamento de trânsito que não era fácil passou a ser uma anarquia generalizada.

Mais exemplos da anarquia


Um disputadíssimo espaço para estacionar

Assim ficou...atrás de outra

Piscas ligados e motoristas...sentados na mesa do café

Se tanto não bastasse em falta de respeito, gozando da impunidade institucional e, receamos que incapacidade pela avaliação dos problemas, a anarquia evoluiu. 

O sinal abaixo indica sentido obrigatório para a esquerda...o contentor ali colocado por graça de alguém e autorização de quem se não sabe, ajuda a tapar outro sinal. 

Passou a ser frequente os condutores fingirem não ver o sinal e...descerem à direita para estacionar, tudo num à vontade de transgredir, de desrespeito.

Do outro lado da Rua havia um sinal que foi derrubado...e não voltou a ser reposto...

O pilarete que aqui vemos foi derrubado do outro lado...nunca mais foi reposto

Neste quadro, por sinal muito sintetizado, poucas palavras restarão para que Sua Excelência intervenha definitivamente para a indispensável solução rodoviária. 

São conhecidos casos de agressões, de acidentes, e Sua Excelência não poderá mais permitir que a situação se arraste, como que desconhecendo que o problema existe.

É urgente que Sua Excelência, além de intervir junto das Autoridades, também convoque os Serviços Camarários para uma solução que tarda e faz recear pela existência de um qualquer manto que leve a contemporizar com a anarquia relatada.

Resta-nos aguardar que, desta vez, lhe façam chegar um print screen. 


domingo, 26 de fevereiro de 2017

MUNIQUE, DIA FINAL DA VIAGEM...PORQUE HOJE É DOMINGO

Por dificuldades logísticas não foi possível relatar no passado Domingo a parte final da viagem em que demos a volta ao planeta Terra, indo até à Nova Zelândia e fazendo o regresso por Los Angeles com chegada a Munique às 13,40 de Segunda-feira.

Como os viajantes com destino a Lisboa  só teriam ligação às 19,55 (voo LH 1792) e a entrada no Espaço Schengen foi rápida, sugerimos que 4 horas fossem aproveitadas para uma saltada ao belo centro da cidade de Munique. 

Mesmo à saída do Aeroporto, o comboio suburbano S8 (bilhete válido por 4 horas e custo de 11,20€) levou-nos, em 40 minutos, à Karlplatz, onde iniciámos a breve visita.



Descendo a Neuhauser Strasse passámos a Karlstor, nela vendo as pequenas mas interessantes esculturas que reproduzem os tocadores de trombetas. 



Um pouco abaixo, outra peça de expressão corporal muito interessante.


Chagados à Kaufingerstrasse logo vimos à direita, bem no alto, o Kaufingers, quase na entrada de uma galeria onde algumas senhoras perderam os últimos dólares...



Seria imperdoável não levarmos os nossos companheiros a visitar a Frauenkirche, a maior Catedral de Munique, onde se respeita o túmulo do Imperador Ludwig IV.

Breves momentos de recolhimento

Frauenkirche, a fantástica beleza da maior Catedral de Munique

Chegámos depois à Marienplatz onde o monumental edifício da Rathaus (Câmara Municipal) deslumbra sempre. Lá, subimos ao miradouro para umas fotos. 


Era segunda-feira e o Virtual Market estava fechado. Passámos pela Hofbräuhaus am Platazl - a cervejaria onde Hitler apresentou o seu programa ao Partido. 

Cervejaria Hofbräuhaus am Platzl

Caminhando mais um pouco, chegámos ao Palácio e Museu da Residenz, onde fizemos uma mais rápida visita, saindo para a Odeónplatz. 

Uma galeria da Residenz

Antes de chegarmos ao Ódeón, cumprimos o velho ritual de esfregar o focinho do leão (do escudo da cidade) para termos sorte e voltarmos mais vezes a Munique.  

Junto ao portão da Residenz (Vê-se o local onde se esfregam as mãos...num carinho)

Theatinerkirche (Igreja na OdeónPlatz


O tempo começava a escassear. Ao longe ainda se viu o Arco do Triunfo.

Cansados, o grupo regressou até à estação de Isartor para apanhar o Suburbano S8 (deve evitar-se o S1) de regresso ao aeroporto Franz Josef Strauss.

Despedimo-nos às Portas da Isartor e desejámos boa viagem, o que se verificou.

Voltámos à Kaufingerstrasse entrando na Galeria Kauhof para jantar uma salsicha branca (Weisswurst) acompanhada de uma cerveja de trigo escura (Dunkelweizen).

Foi uma excelente viagem e esperamos ter contribuído para momentos felizes.  

Com votos de um bom resto de Domingo. 

















quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SINTRA: SR. PRESIDENTE, UMA BOA OBRA...MAS INCOMPLETA

Caro Senhor Presidente,

Libertos de que algum defendedor das políticas de V.Exa. nos invoque os 12 anos anteriores, gostaríamos de expressar o nosso receio de que o andem a tramar ou a não corresponder aos anseios de bem servir as populações.   

Suportamo-nos na eventual falta em lhe disponibilizarem print screen de expectativas que ficam goradas se não houver atenção a pequenos mas importantes pormenores. 

Recentemente - e muito bem - foi feita a construção de um passeio e marcadas duas passadeiras para peões (uma delas com banda atenuadora de velocidade em frente a um Lar) garantindo mais segurança aos peões que por ali caminham. 

Rua do Forno, Abrunheira (a terceira passadeira - pouco visível na foto -  está junta do contentor)

Saliente-se que, em pouco mais de 100 metros, passaram a existir três (3) passadeiras, numa zona com curva e que recomendará mais cuidados. 


Fomos aguardando a conclusão dos trabalhos, já que pensávamos (esta coisa dos munícipes pensarem tem que se lhes diga) que toda a Rua do Forno, na Abrunheira, seria tratada com a mesma sensibilidade técnico-autárquica, com reflexos positivos. 

Desaparecidas as máquinas e a agitação no local, nota-se que a ligação à Rua do Vale (uns 10 metros) continuou em terra, que em épocas de chuva se transforma em lama, quando seria pouco dispendioso se fosse asfaltada. 

Os passeios de um lado e outro da entrada da Rua do Vale

Para ajudar aos técnico-autárquicos, permita que junte uma Planta do Local, que deverá estar na posse dos Serviços (a minha tem a anotação "C.M. de Sintra"):

Assinala-se o local que ficou em terra no acesso à Rua do Vale

Não vamos pensar que os responsáveis pela análise da circulação automóvel nesta via só sentiram necessidade de intervenção aqui, pois isso seria pouco abonatório para quadros certamente de craveira elevada. 

Temos aqui referido (entre outras) a velocidade que se pratica, as ultrapassagens a alta velocidade, na parte recta da Rua do Forno, e nessa parte, os técnico-autárquicos, ou por falta de tempo, entusiasmo ou qualquer outro motivo não se aperceberam.

Tanto mais que a zona que, aparentemente, não cuidaram, é a mais forte  residencial e, a meio, tem um jardim com parque, onde convivem e de onde saem muitas crianças.

Rua do Forno, vista de Sul para Norte 


Rua do Forno, vista de Norte para Sul

Temos uma passadeira (em primeiro plano) a seguir a uma curva perigosa, ainda por cima cuja escapatória vai para um espaço sem protecção onde estacionam viaturas. 

A outra passadeira é lá bem ao fundo. 

Nos estreitos passeios, passam dezenas de crianças e seus acompanhantes, sempre a medo com os carros que por ali passam a grande velocidade.

Na zona de perigo, onde as pessoas se assustam e são incomodadas, além de correrem perigos face ao desrespeito dos automobilistas, não se justificam lombas?  

Ficará, pois, uma pergunta relacionada com o primeiro parágrafo desta mensagem: 

- Isto será alguma coisa para tramar V. Exa.? Para gerar descontentamentos? V.Exa. não achará estranho uma "solução" (que apreciamos) deixando "não-soluções"? 

Saberá V. Exa. que em Sintra há de tudo.




terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

SINTRA: "POLO HOSPITALAR" OU PRESTAR SERVIÇOS A QUEM?

O sofrimento pelo tratamento dado a um idoso  e relatado pela sua corajosa Filha, por sinal respeitada e credível Professora Sintrense, entrará na história da negação dos direitos dos cidadãos a terem uma assistência médica hospitalar condigna.

Quando na política se diz que "somos todos iguais", esta Senhora, que tanto tem dado de si, generosamente, à sociedade em que vivemos, não tem pedido excepções, apenas que seu Pai seja tratado com eficiência - e carinho, dizemos nós - na doença.  

Ao longo de dias, e mais dias, os relatos que foi fazendo das situações que seu Pai e ela têm vivido, fazem-nos meditar na contradição entre a realidade e o que, tantas vezes, uns tantos embusteiros inventam para nos iludir a qualquer preço.

Fala o Senhor Ministro, entusiasma-se o Autarca, dobra-se o Serviçal. À margem continuam os que sofrem, os que têm direitos mas são mal tratados, os que não pertencem à camada de eleitos que se pavoneiam ansiosos pela manutenção no poder.

O relato da Senhora Professora Sintrense, antiga autarca, respeitada, é uma pedrada no charco da hipocrisia militante, dos que passam ao lado da verdade da assistência, dos que desvalorizam os carentes para os internar longe de hospitais verdadeiros.

Com gente que não presta não se podem ter contemplações. 

Obrigado Professora, os seus relatos reforçam o apreço pela primeira Pessoa. 

Do "Hospitalar" que não é Hospital 

A recente entrevista ao presidente do Hospital Fernando da Fonseca (por favor clique para ler) ajuda a entender o porquê de um "Polo Hospitalar", rebaptizado de "Hospital de Proximidade", que não corresponde aos anseios de um Hospitalar tradicional. 

Tal "Polo" - sem autonomia - será gerido pela mesma Administração (Amadora-Sintra) que mantém a Urgência Básica de Mem Martins com as limitações conhecidas em especialidades, médicos e meios auxiliares de diagnóstico.

As palavras do Presidente desse Hospital confirma-nos: "Um pólo é melhor, porque depende na mesma do HFF e podemos evitar que as pessoas venham à urgência"; "Cirurgia de Ambulatório"; "Camas de convalescença". 


Retirado do artigo de Romana Borja-Santos, de 30.1.2017 (acima mencionado)

Face às omissões, exige-se que mostrem o resultado de estudos prévios que suportam a mistura de uma Unidade sem todas as valências com a imagem de um Hospital.

Do estudo, que população se prevê abrangida? Metade do concelho de Sintra? Para cá de Rio de Mouro? Porque outra parte do concelho está na área do Amadora-Sintra.

Alguém fala em Maternidade e equipas Cirúrgicas? Em Blocos Operatórios e seu Recobro? Se não tem Internamentos...ou temos uma colossal mistificação?

Em Sintra, há Clínicas Privadas com valências iguais às prometidas para o "Polo". Se tiverem "camas de convalescença" passam a chamar-se Pólos Hospitalares? 

Ou temos alguns políticos que não sabem discernir entre "Hospitalar" e Hospital?    

O Amadora-Sintra tem um problema a resolver ligado com camas ocupadas por doentes em convalescença e não só, que envia para o exterior com elevados custos.

A confusa ilusão do "Polo Hospitalar", agora dito "de Proximidade", não passa da solução desejada pelo Hospital Amadora-Sintra (que continuará a manter a tutela), mas aliviando custos e afastando alguns doentes dos seus serviços e corredores.

Aproveitando a ansiedade dos sintrenses, criar a miragem eleitoral de um Hospital não passa de uma extensão social e pouco hospitalar do Amadora-Sintra. 

Claro que, neste quadro, em acidentes ou doença graves, os sintrenses continuarão a ser levados ao Amadora-Sintra, com ambulâncias correndo pelo IC19 fora. 

Inventem-se terrenos, inventem-se fantásticas vitórias, mas não iludam os sintrenses falando de um Hospital que o não é, quando precisamos de um que o seja.

Queremos um Hospital com todas as valências de um Hospital, não uma Urgência Básica Alargada...para convalescença "Social" longe da entidade que os deve tratar.

Não é difícil admitir que a situação com que iniciámos este artigo já teria uma confortável solução para o Amadora-Sintra se existisse o "Polo" de "Proximidade".

Nesta fase, o eleitoralismo já pouco colhe, pelo que o próximo Presidente da Câmara - que esperamos seja Sintrense - terá de redefinir a política de saúde para Sintra. 

Até no desejo de um verdadeiro hospital não é este o caminho.