quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

SINTRA: FOTO DO DIA...AVISO SEM "PRINT SCREEN"


Há quem diga que o diabo "está atrás da porta"; outros que ele "vem aí"; ainda quem diga "o diabo do homem"; até quem diga "o diabo que o carregue". 

Diremos, antes, que há coisas do diabo...justificando este aviso solidário. 

Antes que uns galos cantem na cabeça de pessoas desprevenidas, que pelo menos à noite desçam as Escadinhas das Murtas, aqui fica uma foto que diz muito mais...

São visíveis as marcas de que se pretendeu cortar o tronco, mas tão alto que umas toneladas poderiam rolar por aí abaixo, até à Volta do Duche. Terão desistido...

Os pequenos cortes (que deveriam ser feitos certamente) ficaram para depois, para uma melhor altura, por razões que alguém justificará das mais variadas formas. 

Assim ficou...sem um aviso para quem passa por ali à noite e quase às escuras.

Caída sobre o Parque da Liberdade, aguardemos por medidas cautelares.


NOTA: Apenas esperamos que um especialista em "print screen" o faça urgentemente, levando ao destino final. 



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

SINTRA: ATROPELAMENTO...ANARQUIA QUE NÃO SE RESOLVE

Sexta-feira 23.12.2016 - viatura parada no local do atropelamento

Ao longo dos tempos, teimosamente, aqui vamos mostrando situações sobre as quais os responsáveis autárquicos deveriam meditar para se evitarem males maiores.

A indiferença, uma quase agressiva falta de respeito pelos munícipes e sua participação, até parece ser completada por tentativas de silenciamento dos que falam.

Em 2008, uma aparente solução camarária  para a carga de trânsito na entrada da Abrunheira junto à Estrada Nacional 249-4, serviu - pelo menos - para complicar.

Na realidade, com o entusiasmo do presidente da Junta de Freguesia da altura, o que custou muito dinheiro à Câmara viria a beneficiar uma padaria/pastelaria da zona, criando mais alguns estacionamentos...com reflexos na anarquia da circulação local.

Ou seja, a desejável solução, com uma possível rotunda e recolocação útil das paragens de transportes públicos, foi preterida e a opção em vez de resolver...agravou. 

O que leva a Câmara e Autoridades a não se preocuparem?

Já aqui abordámos em Novembro de 2015 o caos da entrada da Abrunheira. 

Envolvemos o problema em Dezembro de 2014, porque às promessas que surgem, por vezes sem pés nem cabeça, devemos contrapor o que é urgente resolver. 

Vamos repetir algumas imagens que, ao longo dos anos, temos mostrado e outras que guardamos para completar a história da anarquia existente:

Veículos obrigados a circular fora de mão e ultrapassando em passagem de peões

Outro exemplo 
Uma Via com...dois sentido !!! Pasme-se...

SERÁ ISTO UMA SOCIEDADE CIVILIZADA?

Onde uma camioneta é obrigada a descarga junto a uma curva, fora de mão
  
Onde há um Sinal que ninguém respeita e as autoridades passam sem actuar?

Onde o pandemónio se instala, cada um pára e deixa as viaturas, sem respeito pelos outros?

A Câmara sabe disto e não resolve.

As autoridades passam pelo local...às vezes até frequentam o estabelecimento...e tudo fica assim, no deixa andar...no olhar para o outro lado da estrada?

Que vergonha devemos sentir por tamanho desleixo. 

Como é possível que existam responsáveis sem que se notem sintomas de justificarem as responsabilidades que devem assumir pelos seus cargos?

Ou será que a história da que RESOLVE é mais para nos deixarmos adormecer?

Estamos na União de Freguesias de Sintra...

Sintra não merece disto. 


sábado, 24 de dezembro de 2016

UM CONTO (REAL) DE NATAL

Nos tempos que correm, da electrónica e outras maravilhas que servem para o Natal dos filhos e dos pais, vamos recordar pequenas coisas dos anos 40 do século passado. 

Prendas eram coisa de luxo. Uma caixinha com soldadinhos de chumbo não era para qualquer criança...havia guerra na vida e guerras para as crianças brincarem, estas quase sempre acabando com soldados e espingardas em muito mau estado. 

Depois os de madeira, camionetas de carga, cavalos, rodas com pássaros que batiam as asas enquanto uma campainha ia alarmando a rua e os outros putos. 

Seguiram-se os brinquedos em folha de Flandres, camionetas, automóveis, motas. Todos em comum tinham o facto de nos encaixes nos cortarmos..,não havia ASAE... 

Também apareceram brinquedos em cartão prensado, muitas vezes pintados com tinta de esmalte verde (também tivemos um automóvel verde...) não se sabe porquê... 

É aqui que entra a nossa história...

Os nossos pais eram pobres...e estou certo que, com muito sacrifício, arranjaram uns tostões para a oferta de um cavalo de balanço, lindo - estamos ainda a vê-lo - de cor verde forte e, completando, uma cauda de estopa quase amarela.

Era estranho...um cavalo verde...quem teria a ideia de inventar para crianças um cavalo verde? Talvez fosse a única tinta de esmalte disponível. 

A falta de arte na pintura será desculpada pela recordação pretendida 

A verdade é que, mesmo verde, apetecia montá-lo e galopar pela cozinha...

Crianças em tempo de guerra, que só tinham bolas de trapo (feitas com as meias das mães) ou buracos na terra para jogar o berlinde (tirado dos pirolitos), uma prenda destas teria de causar uma instabilidade que hoje não se consegue expressar.

O cavalo deixou-nos louco. Balançávamos dia e quase noite, pelo menos até à hora de acender o candeeiro a petróleo com que a nossa casa era iluminada à noite.

Dias depois, como o cavalo não evacuava...e coitadinho devia estar aflito, resolvemos dar-lhe um clister, que naquela época implicava com um recipiente de vidro e um longo tubo de borracha com a torneira reguladora na ponta, em baquelite castanha. 

Antigo acessório para clister 

Numa distracção momentânea da mãe, arrancámos a cauda ao cavalo e zás, iniciámos a grande obra  para tratamento e salvação do animal...

Ora, o clister, amoleceu o cartão e toda a água deitada pelo ânus do cavalo se espalhou pelo chão da cozinha...daí resultando uns açoites de que ainda hoje nos lembramos.

O cavalo não se salvou nem voltou a ser montado e nós também não nos salvámos de apanhar com uma escova umas tantas saudações pelo gesto benemérito.

Diga-se, a este propósito, que não houve notícia ou processo por violência...nem tivemos acompanhamento psicológico...deitámo-nos e dormimos. No dia seguinte...o cavalo troteou para o carro do lixo.

Ficou a recordação...e a experiência tão proveitosa.

Nunca mais demos clister a cavalos de cartão...

Que saudades...



sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

VOTOS DE UM BOM NATAL


Caros Amigos e Amigas, 

Desejo que todos passem um Bom Natal, que os Vossos Sonhos se realizem, que as Estrelas da Vida e da Felicidade se acendam e não se apaguem.

Gosto de os ter por aqui. Estar grato é a única forma de os felicitar. 

Um abraço fraterno para todos Vós. 

Retalhos de Sintra

e


Fernando Castelo