terça-feira, 20 de dezembro de 2016

SINTRA: RUA DR. ANTÓNIO MACIEIRA, QUEM RESOLVE?

Confessamos que nos afecta o coração a leitura frequente de promessas para aqui e ali, uns milhões para 2017, outro tantos para 2018 e pequenas coisas não se resolverem.

Será porque não fazem brilhar? Será que há uma escolha do promocional, mesmo que depois pouco se veja? Será que há instruções para dar prioridade a certas queixas?

Há uns anos que a Rua Dr. António Macieira, que atravessa o bairro da Colónia Penal de Sintra e passa junto da Escola Nacional de Bombeiros, está ao abandono. Mais recentemente, num pequeno troço, nem queremos acreditar.






A Rua Dr. António Macieira é uma via de acesso alternativo a Sintra para se evitar o IC19 e para se fugir do Ramalhão. Por lá passam muitas viaturas de toda a espécie e cada vez mais se sentem os incómodos do pavimento que está fortemente degradado. 

Aliás, acaba por tornar-se estranho como lá passando tantas viaturas camarárias e dos SMAS, ainda não tenham alertado os serviços municipais responsáveis...a menos que estejam à espera que os munícipes ou utilizadores é que devam "RESOLVER".

Mais uma pequena coisa que não custará milhões mas não se "RESOLVE". 

Dará para acreditar? Ou a vocação assenta no anúncio de obras e outras promessas de milhões sem se cuidar de pequenas coisa de hoje que ajudam à qualidade de vida?

Não haverá quem leve um "print screen" aos responsáveis?

Sintra não merece isto. 








domingo, 18 de dezembro de 2016

SINTRA: 731 DIAS DA ESTRUTURA NO HOTEL CENTRAL

A "denúncia"...e o "Despacho" de Basílio Horta (Presidente da Câmara)

Completam-se hoje 731 dias (dois anos mais 29 de Fevereiro deste ano) desde que foi aqui denunciada a montagem de uma agressiva estrutura na frontaria do Hotel Central em Sintra (por favor clique para rever). Hoje, ainda se aguarda a remoção.


Fotos da Estrutura, esta manhã pouco depois das 8 horas 

Aliás, só muitos dias depois, já o ataque ao Património da UNESCO consumado, Basílio Horta, Presidente da Câmara, faria um Despacho no sentido do "embargo da obra".

A Alagamares, prestigiada Associação Cultural, também reagiu junto da Câmara Municipal e da UNESCO sobre a descaracterização do Hotel (clique para rever).

Um Despacho da Agência Lusa difundiu largamente o sucedido.

Hoje, passados 731 dias sobre a agressão feita ao nosso Património Histórico e da UNESCO, tudo continua na mesma, num arrastamento que não sabemos até quando.

Indiferença pelo Património Histórico e Classificado?

Esta preocupante situação - pelo menos para os que tanto amam a história de Sintra e seu Património Histórico e Classificado - pode configurar algo muito perigoso.

Se numa agressão como esta quer a Câmara quer a UNESCO - pelo pouco que se sabe - não deram sinais públicos de actuação contra eventuais infractores, que se pode esperar de outros atentados que sejam idealizados face a este exemplo?

Poderemos admitir que, aqui ou ali, alguém venha a fazer o que muito bem entenda de alterações no Centro Histórico ou numa Área Protegida, beneficiando de silêncios?

A menos que cada uma das entidades comummente responsáveis pela defesa do Património se sintam na cómoda posição de aguardar que seja a outra a intervir.

Mais um mistério de Sintra ou uma questão de credibilidade

Adensa-se o mistério em cada dia, contrastando com a rapidez de anúncios de Projectos e Planos para um futuro próximo ou após eleições. Porque será? pergunta-se...

Queiramos ou não, somos levados para o domínio da credibilidade política, fazendo-nos meditar sobre a garantia de cumprimento de tantas promessas dos últimos tempos.

Na realidade, Sua Excelência terá de possuir elementos que ainda não são de amplo conhecimento público e ajudarão a compreender o que inibe eventuais decisões.

É tempo de se saber, pois avizinhando-se eleições, se o Hotel Central vier a acolher alguma candidatura autárquica, a manutenção da estrutura terá de ser discutida.

Passados 731 dias sobre os danos causados à azulejaria histórica, a falta de medidas só poderá redundar em falta de confiança sobre a realização de promessas em curso.

Estamos convictos de que antes das próximas eleições autárquicas se venha a saber das razões impeditivas da remoção da estrutura.

Um grande mistério com 731 dias que continuaremos a contar...

EM ADENDA - a RUA DOS ARCOS

Um dia, a Rua dos Arcos, a céu aberto por baixo do Hotel Central, foi tapada para dar lugar à actual esplanada. Deixou de ter a sua beleza e passou a ser um túnel imundo. 

Quando se faz a promoção do turismo em Sintra - até parece que há grandes prémios - são mostradas imagens como a que se segue?

Rua dos Arcos, esta manhã, bem à vista de turistas e residentes

Que podemos concluir? Que devemos pensar? 

Que Sintra precisa mesmo de um Sintrense...para um melhor futuro. 





quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

SINTRA, PRESIDENTE ATENTO AO FACEBOOK E BLOGUES?

Uma Proposta de "denúncia ou participação criminal"

Muito recentemente, um velho Amigo que por força da vida abalou de cá, mas não se desligou de Sintra, perguntava-nos o que se tinha passado sobre uma participação criminal decidida pela Câmara contra um comentador em página do Facebook.

Dizia ele que era a "cereja" sobre a história de Sintra, onde os políticos sempre consideraram que as críticas mais mordazes decorrem, naturalmente, da própria razão de se ser político e ter capacidade ou não de se enquadrar nas críticas.  

Pesquisámos e, subscrita pelo Presidente da Câmara de Sintra, na Sessão Camarária de 11.10.2016, com 14 considerandos, consta a Proposta Nº. 853-P/2016, citando um "post" colocado no Facebook em página de conhecido pendor político oposicionista.
Cópia parcial do teor público da Proposta,  divulgado no site da Câmara Municipal de Sintra

Longe de nós questionar a decisão tomada, certamente tão relevante que por todos os presentes foi aprovada contra um munícipe (julgamos) que duramente terá feito críticas, logo numa época em que se está quase em campanha eleitoral.

Como a divulgação das Propostas Aprovadas não é acompanhada da transcrição das intervenções - que redundaria em acrescida transparência - não sabemos o que foi dito pelas diferentes sensibilidades. Apenas sabemos que foi aprovada por unanimidade.  

Ora, sendo tal "post" diametralmente oponível às louvações que todos os dias lemos e parece que não ofendem, os munícipes terão curiosidade em conhecer outros políticos e o que exprimiram sobre a proposta Presidencial de "denúncia ou participação criminal".

Por outro lado, como seria gostoso saber-se se foi Sua Excelência, em tempo de ócio, que deu de olhos com o "post" e dele fez o "print screen" levado à Sessão de Câmara. A ser assim, admitimos a honrosa passagem por outros blogues e meios não afectos.

Se não foi Sua Excelência, teremos de confiar nos bons ofícios de quem - com tanta utilidade e defesa pública - se dedique ao trabalho limpo de fazer chegar comentários e autores de críticas postadas em redes sociais, para eventuais procedimentos.

Fica-nos a esperança de que outras críticas manifestadas nas redes sociais também possam ser levadas para resolução...complementando a função que...RESOLVE. 

De uma coisa podemos estar certos e ter confiança: - Há quem zele para que os políticos não sejam ofendidos e possam manter sempre o bom nome e credibilidade.

E nós, não políticos, ainda continuamos a poder falar...desde 1974. 


*******


São Coisas do Mundo, Retalhos da Vida (clique por favor) na fabulosa voz de Alcione e cuja letra de 1976 continua tão actual e nos faz meditar. 


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

SINTRA...UM SINTRENSE NO PODER? CADA VEZ MAIS PERTO

Linhas que se podem cruzar para bem dos Sintrenses

Luzes ao fundo do túnel

A recandidatura de Marco Almeida à Câmara Municipal de Sintra como líder do Movimento Sintrenses Com Marco Almeida (SCMA)  tem inequívoca relevância, sabendo-se que, desta vez, o PSD e outras franjas eleitorais lhe darão apoio.

Esta realidade contribuirá - estamos convictos - para que Basílio Horta prescinda de preocupações ciclísticas e pedale para outras paragens fora do Poder Local, uma vez que a sua (aparente mas não confirmada) candidatura corre o risco de derrota.

Mesmo assim, nunca é demais lembrar que, sendo o Poder Local uma das mais importantes conquistas da Constituição de Abril, Basílio Horta votou contra ela.  

Fica, dessa forma, aberta a candidatura para outro Sintrense, isto é, Rui Pereira, actual Vice-Presidente da Câmara e figura cimeira no Partido Socialista local.

Marco Almeida e Rui Pereira, ambos com vários mandatos de Vereadores e experiência de muitos anos como Vice-Presidentes, podem considerar-se Sintrenses com S grande.

Ambos conhecem o território como poucos, ambos têm apresentado soluções e projectos ao longo de muitos anos como Autarcas, ambos gozam de fortes apoios.

Será expectável que o representante da CDU seja Pedro Ventura - outro Sintrense - que não deixará de estar disponível para compor o Executivo com qualquer deles.

Qualquer que seja o eleito, terá de confrontar-se com o irrealismo do Cardápio ultimamente prometido e que parecem desviar-nos das grandes questões a resolver. 

Altura de candidatos convergentes

São personalidades diferentes, ambos com ligações a Sintra muito antigas, conhecedores suficientes para não arranjarem frases de ocasião de que estamos fartos.

Rui Pereira, com experiência política e de Poder Local, com projectos há mais de 16 anos, está na altura de ser candidato à Câmara deixando o ciclo repetitivo de Vereador.

Marco Almeida, conhecedor dos problemas de Sintra como poucos Autarcas, estimado para lá das suas ligações políticas, tem um amplo espaço para se candidatar.

A confirmar-se este cenário, ambos só terão êxito se dialogarem fraternalmente com os munícipes, para que se encontrem soluções adequadas ao futuro que tarda em Sintra.

Será determinante que não tenhamos mais ciclos de enfeudamento partidário mas sim gestores em mangas de camisa que não parem à espera que lhes abram as portas.  

O que desejamos é que, para bem de Sintra, da parte de apoiantes mais chegados a um e a outro, haja o bom senso para que o debate de ideias tenha o nível adequado.

Fica-nos a esperança de que, como temos aqui defendido,

"Um Sintrense para Sintra" seja mesmo a solução que ambicionamos.