sábado, 19 de novembro de 2016

SINTRA...CAPA ROTA E MEDIDAS...SEM A "RESOLVE"...


Merece destaque o penúltimo parágrafo da notícia e a posição assumida em Março (?) pela responsável do Ambiente em Sintra, quase diluída no final da peça jornalística.

"Por ser uma propriedade privada e “não se verificando derramamento para a via pública”, considera que “nada mais há a tratar” no âmbito das suas competências."

Em tese, as imagens que se seguem (feitas no dia 17 de Novembro de 2016) para a responsável ambiental não apresentam matéria no "âmbito das suas competências". 




Diga-se que, segundo ainda hoje consta no site Camarário, não há nenhuma Vereadora com o nome constante da notícia, facto que remete responsabilidades para outra sede. 

Em 6 de Novembro de 2014 o assunto foi abordado. Em 29 de Dezembro de 2015 (por favor clique)  e voltámos a recordar em 17 deste mês, como se pode aqui confirmar.

Também por parte de um Munícipe Sintrense, residente na Abrunheira, a denúncia deste perigo foi muito completamente feita, sem notórios empenhos institucionais. 

Não iremos, aqui e agora, recuperar a história da Herbex e porque se manteve tanto tempo naquele local, incomodando os residentes mais próximos e sem encerramento. 

Registamos que, menos de 24 horas depois da nossa última abordagem, o Presidente da Câmara terá anunciado medidas adequadas para acabar com aquele perigo.

Ainda bem...nem foi preciso utilizar a aplicação "Sintra Resolve".


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

SINTRA..."NÃO É ESTE O CAMINHO"...NA "NUVEM DO RESOLVE"

Dizem os especialistas que as boas notícias se dão às segundas-feiras, para incentivar os destinatários e as más às sextas-feiras porque se esvaem no fim de semana. 

Parece que amanhã (18.11.2016, sexta) se realiza mais uma tradicional presidência aberta na União de Freguesias de Sintra, freguesia maior que o concelho de Oeiras. 

Nela, a vida dos sintrenses não é fácil. O lixo campeia, os transportes públicos rodoviários são deficientes (excepto, talvez, para o presidente da Câmara de Sintra). Acessos à assistência médica difíceis, distantes e com custos onerosos.

Dificuldades escolares, segurança rodoviária precária. Falta de zonas verdes. 

Seriam muitos os exemplos de crianças com pesadas mochilas às costas e pais empurrando carrinhos de bebés em mais de um quilómetro por falta de transportes.



Longas caminhadas com as mochilas...perigo pela velocidades dos veículos...onde ao pedido de lombas ninguém dá a resposta adequada 

É notório o abandono em que (só para citar uma) se vive um pouco por toda a área da União de Freguesias de Sintra no que concerne a responsabilidades camarárias.

Na União de Freguesia de Sintra há de tudo: Palácios da Vila e da Pena, Castelo dos Mouros, o berço que é Santa Eufémia. A Vila Histórica. Outras zonas abandonadas. 

As longas concentrações de viaturas em Sintra, desprestigiam um destino turístico merecedor das maiores cautelas e não ajudam quem cá vive nem quem nos visita.

É uma questão nuclear a exigir rápidas e adequadas decisões, que não passam pela caixinha onde pingam moedas para receitas em estacionamento.

Promove-se o turismo, sem a compatível qualidade estrutural. "Património turístico rico...com estruturas de terceiro mundo", dizia-nos quem escuta estes comentários.


Quando o Eléctrico vinha à Estação da CP. No Largo Afonso de Albuquerque (com sinaleiro) 

O Histórico eléctrico de Sintra, que devidamente recuperado e indo até à estação da CP seria uma preciosa oferta turística, vai sobrevivendo sem o brilho que merecia.  

O pandemónio instala-se. Nem uma placa indicando o caminho para a estação dos comboios (coisa tão habitual no estrangeiro). Crise em instalações sanitárias, levando a recursos menos próprios e higienicamente deploráveis.    

Ao terceiro ano...passámos a viver na "nuvem"

De súbito, por um lado - até à exaustão - somos bombardeados com obras virtuais, "Planos" mas, em paralelo, é notória a tentativa de silenciar quem mostra a realidade.

Aos entusiastas da aplicação que dizem "Resolve" - e bem serviria se calasse do conhecimento publico o que NÃO SE RESOLVE - deixamos imagens que não cabem no silenciamento enquanto grandes trombetas propagam os feitos não feitos.

Na União de Freguesias de Sintra, esse monstro autárquico por resolver, os responsáveis parece não verem a vida das pessoas, não ligarem aos adiamentos. Há disto:



"Rua do Carrascal"...

"Rua do Sol Nascente"...com sinal de STOP!!!!

Sinal de STOP que não foi inventado...foi colocado pela CMSintra

As placas toponímicas não foram inventadas pelos moradores. Foi a Câmara que as colocou e inseriu nas sua responsabilidades de autarquia. 

Está a fazer um ano que aqui referimos a Capa Rota (p.f. clique) e os perigos ambientais da lixeira que se vai mantendo a céu aberto. Será desta vez que se RESOLVE?

Hoje às 10,42 h

Hoje às 10,42 h

Receamos que, desta vez (à terceira pode ser de vez...) antes ou depois do tradicional almoço de trabalho, venham a surgir entusiásticas notícias, uns milhões para finais de 2017, um ou vários Planos e Projectos que mudarão a face da União. 

Vamos aguardar, calmamente, as próximas notícias. 

Vamos a ver o que se "Resolve". 


terça-feira, 15 de novembro de 2016

SINTRA, DO FOGUETÓRIO...AOS BURACOS BEM REAIS

"Pode enganar-se toda a gente uma vez, Pode enganar-se sempre uma pessoa, Mas não se pode enganar sempre toda a gente", Velho Ditado da Política

Julgávamos ter dito o suficiente sobre uma campanha promocional em curso, reservando-nos ao espaço de simples observadores com pudor e meio envergonhados.

Assim estaríamos se, com o nosso dinheiro, a campanha não tivesse sido retomada com a publicação "patrocinada" no Facebook de "Mais Saúde" virtual.

Veja-se o foguetório deste anúncio, com estrelinhas caindo em todo o território: 

"Patrocinado" no Facebook...quer dizer, pago pelo dinheiro dos munícipes 

Quem só ler as gordas e não ligar aos asteriscos, se for muito crédulo...e pouco cuidadoso, ficará deslumbrado: Só em "Centros de Saúde" são 7.395.481,13 euros!!!!

Na realidade, a fazer fé e a confirmar-se, seriam 2.379.726,41€...mais IVA (6%). Uma ninharia comparando com os 11 milhões e 300 mil euros do "Eixo Verde e Azul"!

No espaço de tempo, só o de Agualva se inicia por altura das eleições...que coisa...os outros ficam no éter...2017 e pronto...que venham os votos. 

Isto tudo sem termos NADA. À boa maneira populista, parece que temos tudo, graças a mirabolantes personalidades que se amedrontam com o perigo da Oposição. 

Porque só desespero político levará a lançar mão a anúncios de algo tão impreciso e que cria ilusões nas populações. Em Queluz, sim, parece estar qualquer coisa em curso...

Mas o que é este frenesim intoxicante, que confunde as pessoas menos esclarecidas ao falar num hospital que não o é e não passa de uma urgência básica melhorada?

Nem o Hospital de Cascais escapa com a grande conquista de Sintra no nome,  como se isso tratasse pessoas. "MAIS UM PISO", tudo indefinido de custos e datas.

Assim mesmo...quando? Como? É a Câmara a suportar eventuais custos do "alargamento"? 

Começa a pensar-se se algum desespero serôdio não nos estará a levar para campos de difícil retorno pelos danos causados na confiança futura dos munícipes.

Ultrapassa tudo o que é aceitável em termos políticos, em termos de sociedade, porque não podemos estar sujeitos a riscos de manipulação da opinião.

Temos de acabar com isto. Estamos certos de que muita gente séria já não se revê nem adere a estas práticas porque o que todos desejamos são obras no terreno.

Enquanto isso, a crise instala-se nos buracos bem reais 

Há meses que deliciosos buracos vão crescendo, como tivemos ocasião de alertar em 14 de Outubro. Antes, em Agosto, tínhamos falado de quando as coisas correm mal.

Passado todo este tempo, até de riquezas construídas ou a construir, ter-se-à esgotado o dinheiro para tapar buracos, para as coisas de que os munícipes são vítimas.

Hoje, os buracos lá continuam risonhos, gozam até certo ponto da protecção municipal, que não só NÃO os tapa como contribui para o desenvolvimento que sustenta oficinas. 



Todas as fotos são de hoje

Gratos estarão os reparadores de viaturas. E se começarmos a pedir indemnizações?

Sintra não merece isto. 

Sintra precisa de um Sintrense que faça obras e só depois fale em continuidade. 



sábado, 12 de novembro de 2016

NATAL E SEUS MERCADOS...MUNIQUE JÁ TEM A ÁRVORE

A organização de grandes eventos populares não pode ser uma qualquer aventura, sem preocupações atempadas e planeamento para que tudo funcione.

Aliás, o desenvolvimento económico das sociedades não passa por fantasias, nem por populismos serôdios, mas por estruturas adequadas que respondam à sociedade. 

Abordámos o tema em 2014 tal como também o referimos em 2015, porque aliando os efeitos na economia à participação do povo, ao povo que fala, todos ganhamos.

Receamos, com tristeza face ao que vemos e sabemos, que os responsáveis ainda não terão visto que os Mercados de Natal tirarão pessoas do ar das grandes superfícies. 

Só por isso, os Mercados de Natal serão úteis à sociedade, mais ainda se pequenos comerciantes puderem arrecadar umas economias para o resto do ano. 

Porventura já alguém ouviu falar de Mercados de Natal para este ano?

Weiler-Simmerberg ofereceu a árvore de Natal de Munique

Hoje, dia chuvoso, a Marienplatz já tem a árvore de Natal e alguns stands

Neste ano de 2016 coube a honra de oferecer a árvore de Natal ao Município de Weiler-Simmerberg que, por isso, utilizará o pátio interior da Rathaus de Munique.

Weiler-Simmerberg é um pequeno e belo município, entre montanhas, fazendo fronteira com a Austria. A sua área é cerca de metade da União de Freguesias de Sintra.

A população não atinge os 10.000 habitantes.

Por aqui se vê como na Baviera se respeitam as populações, os seus municípios independentemente do tamanho e se fomenta a Honra participativa. 

Sem necessidade de populismos, de anúncios fora de tempo, sem cultos de personalidade ou ambições pouco ajustáveis à participação democrática das populações.

Como seria bom se aprendêssemos.