quinta-feira, 10 de novembro de 2016

SINTRA: "POLO", CENTROS DE SAÚDE E ABRUNHEIRA NORTE

Um Polo que será mais uma prestação de serviço de camas

Devemos confessar que já não nos interessam as afirmações que o actual presidente da Câmara de Sintra profere, quer sobre saúde quer sobre algumas outras matérias.

Os entusiastas teimam em chamar hospital ao que o Ministro da Saúde, misericordioso e humanista, diria que "não é um novo hospital", depois doirando a pílula em Cascais.

Na prática, a alusão a "camas" e "não internamentos" diz-nos que o "Polo" será uma Urgência Básica melhorada (sem camas para os doentes atendidos) mas um prestador de serviço de camas ao Amadora/Sintra, aliviando-o em pré e post ocupações.

É isto que os sintrenses esperam há dezenas de anos? O segundo maior concelho populacional do País, com uma área tremenda, assim servir os seus residentes?

Acabemos de uma vez por toda com populismos...

Retenhamos algo que parece positivo: - O actual Ministro da Saúde estará empenhado e desejoso de resolver os graves problemas sintrenses ligados à assistência médica, não tanto com este Polo mas com Centros de Saúde diversificados.

É obrigação dos políticos locais avaliarem as carências e, concomitantemente, checarem os vários elementos em jogo, nomeadamente ouvindo as populações.  

Centro de Saúde de Sintra a quem deve servir?

É natural que a quem reside próximo. Actualmente a maior parte dos Utentes residirá longe das actuais instalações e as anunciadas redundarão em mais incómodos.

Saberá o senhor presidente da Câmara que muitos residentes no Sul do território foram inscritos no Centro de Saúde da Várzea por não terem vaga em Sintra?

Imaginará Sua Excelência que os utentes possuem carro com motorista, sem saber que há utentes usando autocarro até Mem Martins e depois o comboio até Sintra?

Terá sido Sua Excelência sensibilizado para as necessidades logísticas de acesso a um Centro de Saúde e como adaptará as respostas à circulação no local?


"Centro de Saúde" nesta massa cinzenta, com uma placa central e sem acesso 

Acresce que, se os habitantes da zona Sul tiverem um Centro de Saúde mais próximo, este acabará por ficar reduzido significativamente no número de utentes. 

Centro de Saúde do SNS na Abrunheira

O Plano de Pormenor da Abrunheira Norte (PPAN) na fase final, parecia vir a contemplar a construção de um Centro de Saúde na Abrunheira, respondendo à população residente a Sul, que vive perto da Vila mas tão longe por falta de transportes. 

Poderia envolver, com vantagens, residentes na Abrunheira, Manique de Cima, Ranholas, Linhó, Beloura a zonas de Albarraque, bem como franjas de Mem Martins. 

A ser assim, seriam drasticamente reduzidos os Inscritos no Centro de Saúde de Sintra, bem como no da Várzea para onde foram encaminhadas muitas inscrições. 

Isto deve ser pensado antes de eleitoralismos, uma vez que a futura localização do novo Centro em Sintra (a confirmar-se) complicará a acessibilidade dos doentes.

Felizmente temos confiança e consideração pelo Vereador com este Pelouro, facto que poderá garantir soluções adequadas, independentemente de eleitoralismos alheios. 

Plano de Pormenor da Abrunheira Norte (PPAN)

O vetusto PPAN, que há dois anos flutua sem uma decisão final adequada aos interesses sintrenses, previa além do acima referido Centro do SNS "uma clínica com vocação mista para internamentos e ambulatório", privada evidentemente.

Além disso, o PPAN - se devidamente estruturado - poderá ser um relevante centro de desenvolvimento de Sintra, logístico com plataforma rodoviária, boas instalações hoteleiras com estruturas desportivas e um grande Centro de Congressos.

É pouco entendível que, face à caterva de Planos, Projectos, Isto e Aquilo que enxameiam as notícias desde há dois ou três meses para cá, do PPAN nada se saiba.

O Plano de Pormenor da Abrunheira Norte, outra bandeira quase populista, teve tantas palavras e promessas associadas quando foi ressuscitado e até agora...NADA.

Esperamos que Sua Excelência não o inclua na bolsa de realizações a cumprir caso venha a ter um novo mandato por estas bandas.

Como Sintra precisa de um Sintrense que a conheça bem e a ela se dedique.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

SINTRA...HOSPITAL E A NOSSA "SORTE" COM POLÍTICOS...

A notícia pode ter caído como uma bomba de fragmentação e é susceptível de causar danos colaterais nessas personalidades que por aí andam muito agitadas, quando o bom senso e as cautelas (tal como os caldos de galinha) deviam ponderar.

Não vamos falar como afinal foi fácil, num estalar de dedos, mais 2 (dois) Hospitais para Sintra, um que já era e serve parcialmente e outro que na propaganda usa os nomes de "Hospital" e "Polo" ou vice-versa, causando a natural baralhação qualitativa.

Deixaremos que os profissionais do humorismo, talvez mesmo do humor negro, se encarreguem de explorar até à exaustão a súbita veia realizadora sintrense, desde há uns três meses, depois de passados três anos sem resoluções dos grandes problemas.

Nem apreciaremos como deve ser visto politicamente que um Ministro em tempo de discussão do Orçamento Geral do Estado...logo esteja decisor da criação do dito Hospital em Sintra e da alteração do nome de outro, com mais um piso a ser construído.

O que vamos precisar é de ser o Senhor Ministro da Saúde a anunciar o que vai fazer  ou um seu porta-voz que não será, estamos convictos, o presidente da Câmara Municipal de Sintra. Ou será que agora as posições se inverteram?

É destes políticos que devemos gostar?

Em Dezembro de 2014, o presidente da Câmara de Sintra a propósito do "intolerável" caos nas urgência do Hospital Fernando da Fonseca, lamentava que o Ministério da Saúde ainda não tivesse assinado o protocolo para quatro novos centros de saúde. 

Na ocasião, admitia a necessidade (que se esbateu) de "um hospital de rectaguarda". 

Em Março de 2016, quando o Hospital Fernando da Fonseca passou a dispor da Viatura Médica de Emergência (VMER) o presidente da CM de Sintra "aguardava" que fosse possível a construção de centros de saúde, principalmente em Agualva e Queluz.

O súbito despertar para um Hospital em Sintra, com tudo na nuvem, faz recear que estejamos perante pouco aceitáveis manobras eleitorais. Vejamos, até, porquê:

Um facebookiano socialista, por sinal presidente de uma junta de freguesia e, ao que se admite (pelo que se lê...) próximo ou em vias de o desejar ser do presidente, comentava, muito recentemente, a propósito de se reclamar um hospital para Sintra:
"Falar num hospital para Sintra quando deixámos a rede de cuidados primários chegar ao estado a que chegou não é sequer sério do ponto de vista intelectual" 8.10.2016
"Não faz parte dos projectos dos políticos porque é neste momento absolutamente inviável olhando à rede de hospitais que rodeiam o concelho. (...)." 8.10.2016
"O PS não prometeu o que sabia não ir cumprir. Neste momento o foco e a preocupação é em recuperar o atraso nas infraestruturas da rede de cuidados primários". 8.10.2016
A uma sugestão de se pressionar o Ministro da Saúde: "Mas pressionar como? Para quê? Para lhe pedir um hospital que depois ele não tem como preencher de recursos? Para ele construir um hospital que perdeu o seu sentido com Loures e Cascais?  
Pela nossa parte, ficamos boquiabertos tendo em conta - ou admitindo - que quem dá as boas notícias e quem faz os comentários manterão frequentes contactos em reuniões de cariz político onde, por certo, estas matérias são discutidas.

Só falta o "lançamento" de mais uma pedra...e o local ser cercado de bandeiras para chamar mais a atenção. Que desolação.

Será que haverá algum desespero por causa da oposição?




Nota: Até ao momento, ainda não nos apercebemos que os órgãos de informação tenham procurado saber, junto do Ministro da Saúde, pormenores sobre este anúncio, datas previsíveis para estudos, concursos, arranque de obras e entradas em funcionamento.

domingo, 6 de novembro de 2016

YELLOWSTONE...A NOSSA VIAGEM DESTE DOMINGO...

A nossa viagem de hoje será mais longa mas isso é coisa que até dá alegria e prazer. É preciso escolhermos a companhia certa, aquela que gostaríamos de ter ao nosso lado. 

Vamos até Yellowstone, depois de termos passado por Las Vegas e aproveitado as múltiplas ofertas que esse mundo louco nos oferece.

Com Sol aberto, a temperatura rondará entre 8 e 0 graus, o que é muito agradável. 

O Parque de Yellowstone tem uma área próxima dos 9.000 quilómetros quadrados e abrange três Estados Norte-Americanos: Wyoming, Montana e Idaho.

É o mais antigo parque natural do mundo e um exemplo na protecção da natureza. 

Praticamente, todo o parque é um vulcão adormecido. Em Yellowstone a terra fervilha, os géisers sucedem-se, as lamas vulcânicas assombram-nos.


Se em Yellowstone sentimos o medo das erupções, por seu turno podemos ver imagens de um mundo quase irreal que nos chama desde as entranhas da terra. 



E temos paisagens...


A vida animal está bem patente neste bisonte que caminha direito a nós...


Poderemos ainda descontrair passeando nestes belos cavalos 


O dia está a acabar, mas antes passaremos pelo Grand Canyon de Yellowstone...


E veremos o géiser Old Faithful numa das suas violentas erupções

O géiser Old Faithful 

Voltaremos às belas paisagens...


E, junto ao grande lago, apreciaremos este belo pôr-do-sol.


O regresso faremos por Denver, para estarmos por cá umas quinze horas depois. 

Boa Viagem e grato pela companhia. 


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

SINTRA: POLÍTICOS SINTRENSES? AFINAL TEMOS...

Resposta às nossas preocupações?

Como é sabido, temos defendido "Um sintrense para Sintra" não por uma qualquer birra mas por precisarmos de quem nos conheça, nos oiça e resolva os problemas.

Mal seria se, entre quase 400 mil habitantes, não existissem pessoas capazes de nos governar, de nos escutar, de saberem abrir portas sem esperar que lhas abram.

Sentimos que podemos ter razão, nomeadamente por aparentes distracções que vão surgindo, certamente enquadradas em projectos atinentes às próximas eleições. 

Hoje em dia, as redes sociais, ambicionadas por políticos para propaganda pessoal, são um relevante contributo para aferirmos do estilo e qualidades de muitos políticos.

Tenhamos em conta que a alternância dos chapéus cada vez mais se ajusta às qualidades dos intervenientes, pois as cabeças e caras são imutáveis. 

Para dizer que o regresso de uma feira com tradições gerou tão ampla satisfação política e colectiva que motivou encómios apoiantes da nossa visão de "Um sintrense".

Num texto com 378 palavras, um facebookiano que também é autarca, dá-nos uma lição do que é agradecer, tal como nos deixa "graças" e valores assinalados.

Ficámos a saber que um não sintrense (Basílio Horta) "percebeu que o desenvolvimento de uma terra também pode partir das suas tradições". "Percebeu" e ainda bem. 

Por seu turno, um sintrense (Rui Pereira) "é um homem extraordinário com uma visão única. De energia inquebrantável  e com capacidade de liderança imbatível".

Podemos pensar - pelo escrito - que numa escala de 1 a 10...deveria haver uma pontuação de 11...ajudando a compreender as dificuldades em nomes de igual valia.  

Apesar disso, face à empenhada citação de pessoas cuja gratidão deve ser reconhecida, ficará mal ao nosso futuro político e autárquico se não repescarmos algumas.

Perante um turbilhão de virtudes - arriscaríamos dizer um vulcão expelindo potenciais candidatos - só nos pode regozijar a confiança no futuro com "Um sintrense".

Claro está que, entre um político que "percebeu" e outro, ainda por cima sintrense, "com uma visão única" e "capacidade de liderança imbatível" o que devemos escolher?

E, como nestas coisa da política, devemos ser audazes, não será o autor do texto merecedor do devido apreço e valorização pela coragem de tais palavras?

Já temos nomes. Já temos umas cadeiras com sinais de rotação. Agora esperemos. 

Parece termos resposta: - "Um sintrense para Sintra é mesmo o caminho". 



Em complemento:

A Junta de Freguesia Local, numa feliz realização Institucional, divulgou algumas imagens do evento num vídeo acessível através do seu site.

No vídeo, talvez ajustado às mais modernas técnicas de marketing político, a componente determinante (O Povo) passa muda...sem registo de palavras para história futura.

Ou seja, numa peça Institucional do Poder Local, a peça com 5 minutos e 48 segundos concede ao seu Povo 3 minutos e 31 segundos "fantásticos" sem que a voz nos soe. 

Felizmente, num peculiar assomo de Cultura que alguém agradecerá, "A cabritinha", com voz de Quim  Barreiros, ocupou os últimos 2 minutos e 17 segundos do vídeo.