quarta-feira, 2 de novembro de 2016

SINTRA: POLÍTICOS SINTRENSES? AFINAL TEMOS...

Resposta às nossas preocupações?

Como é sabido, temos defendido "Um sintrense para Sintra" não por uma qualquer birra mas por precisarmos de quem nos conheça, nos oiça e resolva os problemas.

Mal seria se, entre quase 400 mil habitantes, não existissem pessoas capazes de nos governar, de nos escutar, de saberem abrir portas sem esperar que lhas abram.

Sentimos que podemos ter razão, nomeadamente por aparentes distracções que vão surgindo, certamente enquadradas em projectos atinentes às próximas eleições. 

Hoje em dia, as redes sociais, ambicionadas por políticos para propaganda pessoal, são um relevante contributo para aferirmos do estilo e qualidades de muitos políticos.

Tenhamos em conta que a alternância dos chapéus cada vez mais se ajusta às qualidades dos intervenientes, pois as cabeças e caras são imutáveis. 

Para dizer que o regresso de uma feira com tradições gerou tão ampla satisfação política e colectiva que motivou encómios apoiantes da nossa visão de "Um sintrense".

Num texto com 378 palavras, um facebookiano que também é autarca, dá-nos uma lição do que é agradecer, tal como nos deixa "graças" e valores assinalados.

Ficámos a saber que um não sintrense (Basílio Horta) "percebeu que o desenvolvimento de uma terra também pode partir das suas tradições". "Percebeu" e ainda bem. 

Por seu turno, um sintrense (Rui Pereira) "é um homem extraordinário com uma visão única. De energia inquebrantável  e com capacidade de liderança imbatível".

Podemos pensar - pelo escrito - que numa escala de 1 a 10...deveria haver uma pontuação de 11...ajudando a compreender as dificuldades em nomes de igual valia.  

Apesar disso, face à empenhada citação de pessoas cuja gratidão deve ser reconhecida, ficará mal ao nosso futuro político e autárquico se não repescarmos algumas.

Perante um turbilhão de virtudes - arriscaríamos dizer um vulcão expelindo potenciais candidatos - só nos pode regozijar a confiança no futuro com "Um sintrense".

Claro está que, entre um político que "percebeu" e outro, ainda por cima sintrense, "com uma visão única" e "capacidade de liderança imbatível" o que devemos escolher?

E, como nestas coisa da política, devemos ser audazes, não será o autor do texto merecedor do devido apreço e valorização pela coragem de tais palavras?

Já temos nomes. Já temos umas cadeiras com sinais de rotação. Agora esperemos. 

Parece termos resposta: - "Um sintrense para Sintra é mesmo o caminho". 



Em complemento:

A Junta de Freguesia Local, numa feliz realização Institucional, divulgou algumas imagens do evento num vídeo acessível através do seu site.

No vídeo, talvez ajustado às mais modernas técnicas de marketing político, a componente determinante (O Povo) passa muda...sem registo de palavras para história futura.

Ou seja, numa peça Institucional do Poder Local, a peça com 5 minutos e 48 segundos concede ao seu Povo 3 minutos e 31 segundos "fantásticos" sem que a voz nos soe. 

Felizmente, num peculiar assomo de Cultura que alguém agradecerá, "A cabritinha", com voz de Quim  Barreiros, ocupou os últimos 2 minutos e 17 segundos do vídeo.




domingo, 30 de outubro de 2016

HOJE É DOMINGO...PROCURA CULTURA? VAMOS A VARSÓVIA...

O nosso projecto de visita à Polónia era de tal forma extenso que tivemos de optar apenas por Varsóvia. Provavelmente teremos de lá voltar porque dois dias não chegam. 

Venham daí, dêem-nos o prazer da vossa companhia nas andanças pelo mundo.

Precisa de um agasalho porque a temperatura rondará os 8 graus e terá uns chuviscos. 

A viagem hoje é acessível. Por cerca de 250 euros (ida e volta) a Lufthansa leva-nos a Varsóvia onde chegaremos pouco depois do meio-dia local (voo LH1793 de Lisboa). 

Varsóvia é uma belíssima cidade que nos encanta e mostra-nos recantos e imagens que ficarão para sempre na nossa memória.

Passaremos pela casa on de viveu Marie Curie, a primeira mulher a receber o Prémio Nobel duas vezes, um da Física e outro da Química.

Mais à frente, teremos o Centro Histórico (Património da UNESCO) com o Palácio Real que visitaremos e ficaremos deslumbrados com a sua riqueza e obras de arte. 

Palácio Real de Varsóvia

Sala de Audiências do Palácio

Seguiremos para a Praça Municipal, cheia de vida, onde todos se encontram

Praça Municipal

Mais à frente teremos a Barbacã, erguida em 1540 e que fazia parte das fortificações que defendiam a cidade. Hoje é um espaço muito bem recuperado. 

A barbacã foi muito destruída durante a segunda Grande Guerra 

O tempo é curto para tanto que precisamos de ver. 

Para que a memória não esqueça os crimes nazis, faremos um minuto de silêncio junto às casas onde viviam famílias de origem judaica e por isso foram assassinadas.

Fotos de locais onde moravam famílias assassinadas

Não podemos deixar de ver a Catedral para apreciarmos a beleza da imagem da Virgem Negra, motivo de culto e muito respeito por parte dos fiéis. 


Vamos terminar o dia num grande parque: - O Parque Lazienki, onde milhares de pessoas passeiam todos os dias e as famílias passam aos domingos, onde não se paga para entrar, numa abertura permanente ao bem estar colectivo e à Cultura do Povo.. 

Chopin sob a árvore que representa as mãos e os dedos de um pianista

Veremos o monumento a Chopin e é quase certo que junto dele passearão noivos acabados de casar e fazem do Parque Lazienki um local de passagem obrigatória. 

Daqui a pouco teremos de voltar para as nossas casas. 

Teremos de voltar a Varsóvia e outras cidades da Polónia, todas de grande beleza. 

Esperamos que tenham gostado do passeio.

Bom resto de Domingo.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

SINTRA, ONDE OS CULPADOS PODEMOS SER NÓS...

"Ao CM, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, afirma que a autarquia quer "chamar os munícipes à responsabilidade", in www.tudosobresintra.com.

Aparentemente, as responsabilidades operativas e de execução estão a inverter-se. 

Nós, os munícipes, chamados "à responsabilidades" pelo que autarcas gestores do território parece não verem ou não saberem resolver! Esta é de antologia..

O que quer, realmente, Sua Excelência o presidente da Câmara? Então não é ele o responsável primeiro pelo que se vai vendo e vivendo por estas bandas?

Porventura ainda vive alheio ao conhecimento de tantas situações denunciadas e se arrastam sem que sejam visíveis empenhos na sua resolução? 

Puxamos um exemplo: - O do Parque da Liberdade, que segundo dizem é da gestão de Sua Excelência (penitencio-me desde já, por eventual imprecisão). 

E pode ir já para lá correndo um fotógrafo para a publicação de uma foto bonita...pretensamente para nos desmentir. Esta é a verdade...de ontem. 


Começaremos pelo exemplo de anti-cultura de que este poema é vítima. Sua Excelência precisa ainda mais que os munícipes sejam responsáveis?


O respeito devido a Beatriz Ângelo - essa Ilustre Mulher - primeira a votar em Portugal será compatível com um canto escondido e sujo no Parque? São os munícipes responsáveis? E Sua Excelência fica de fora? Não sabe? Os bloguistas não lhe dizem?


Instalações ao abandono dentro do Parque e que poderiam ser úteis, como já foram. 


O court de ténis foi destruído para honrar um protocolo com Ohmura. Apresenta esta imagem (muito favorecida, diga-se). Se os sensíveis japoneses cá voltassem Sua Excelência iria atribuir responsabilidades aos munícipes?   


E o Lago que existe no Parque? Sua Excelência já mandou analisar, exaustivamente, as condições sanitárias deste local tão frequentado por crianças que se agarram às redes para ver as aves...cuja comida é devorada por pombos e ratos? 

Aquela sujidade toda, a falta de renovação das águas (passa ao lado um forte caudal que vem da serra) é da responsabilidade dos munícipes ou de Sua Excelência? 

Era só o que faltava, agora, em Sintra os políticos responsabilizarem os munícipes por aquilo que os Serviços, dos quais Sua Excelência é presidente, não cuidam.

Um Sintrense para Sintra é cada vez mais uma exigência limpa. 


terça-feira, 25 de outubro de 2016

SINTRA...ESCADAS E ESCADOTES COM GRANDES STOCKS...

As eleições estão distantes, mas a colocação de cartazes e os implícitos ape(trechos) já conta com gente disponível e entusiasmado na gestão de equilibrismos.

"Não se esqueçam de mim" parece ser a pretensão de uma mensagem para chegar lá ao alto, até onde o pincel da submissão (há quem chame ambição) possa esfregar. 

Lendo o aparente manifesto, já se pode antever a estrutura desejada, os quadradinhos a completar para que, pincelando os de baixo, passe a cara do candidato para cima. 

Obviamente que o oportunismo tem nome, mas não deixará de gerar gratidão na secção onde se viva da colagem a um lugarzinho em que as altas qualidades se apreciem. 

Grandes superfícies devidamente apetrechadas


Teria inegáveis efeitos de marketing comercial um slogan positivo: "Um escadote à mercê de Sua Excelência". Claro que alguém apanhava o sentido da mensagem. 

Esta é a época ideal para a adopção de uma boa escada, embora muitas vezes seja preferível um bom escadote, consoante onde se queira chegar. 

Contavam-nos há dias que a falta de apoio de uma escada mais alta, certamente incompatível com o peso de quem a ambicionava subir, tinha redundado numa queda.

De qualquer forma, quem queira arriscar uma escalada a qualquer preço, ainda disporá de escadas com extensões, nem sempre muito seguras mas boas à primeira vista. 

Como se pode ver na foto - que apresentamos a título elucidativo - os escadotes vermelhos são pesados, enquanto que os rosados quase laranja são mais manuseáveis.

"Corram a comprá-los, antes que esgotem" é o nosso incentivo a quem se vai colocando na primeira linha dos cartazes, para a feira recuperável do vale tudo de 4 em 4 anos.

Os "escadotes" no marketing politico

Uma das regras do marketing político implica que as ideias de um candidato sejam valorizadas pelo eleitorado. A ética obriga a que não exista demagogias. 

Sabe-se que o marketing politico não pode reduzir-se à publicidade dos ávidos e gulosos do poder, mostradores da sua imagem, por ser uma grave insuficiência na democracia.

Diga-se que o marketing político, sendo indissociável da opinião pública, deve ser orientado para o bem comum, para que o cidadão confie e corresponda com o seu voto. 

Os escadotes e as (más) práticas a que assistimos, são mais perspectivas oportunistas com subliminares sugestões de subida...reservando para outros os lugares de baixo. 

Infelizmente, quando - segundo as regras do marketing político - se devia mostrar que o político não se está a servir em vez de servir, aparecem texto que o desdizem.

Com a estirpe de políticos-escaladores não admira a cada vez maior abstenção.

"Escadas e escadotes disponíveis?" Ainda há, apenas uma questão de preço.