terça-feira, 18 de outubro de 2016

SINTRA...UMA CURIOSA APLICAÇÃO...PARA QUEM?

"Caixinha de queixas": três anos de atraso

Passados três anos da actual gestão e quando caminhamos para eleições, a Câmara (cujo site só pertencerá ao Poder e não à Oposição) resolveu escutar-nos contando com os nossos olhares atentos ao que de mal todos os dias se vê pelo território.

Criando uma Aplicação/Receptáculo para críticas, os munícipes lá depositam queixas e críticas,  que em princípio serão desconhecidas do eleitorado em geral.



E de tal forma a Aplicação é importante, que a sua divulgação foi patrocinada na Facebook, o que quer dizer que teve um pagamento para atingir uma maior comunidade.

Tão importante inovação mereceu notícia com o rosto do Presidente da Câmara em tamanho king size, sobreposto com o título "Câmara lança aplicação Sintra Resolve para melhorar espaço público". Numa grande obra certamente o rosto saltará a página...

Dicotomicamente teremos no Facebook as páginas da Câmara mais a pessoal do seu presidente cheias de coisas boas, obras, desporto e que "é este o caminho". Por seu turno, as queixas ficam arrecadadas na aplicação sem impacto no eleitorado.

Pela nossa parte, não embarcamos na Aplicação. Mostraremos aqui o que não é resolvido e os casos em que os munícipes se confrontam com variados desleixos.

Vejamos um exemplo das preocupações apelativas à colaboração dos munícipes: - No passado dia 11, mostrámos o estado em que estava um passeio. Rapidamente ficou ,limpo como a foto atesta:



No entanto, a 100 metros, junto à farmácia, tudo ficou com estava. É a gestão caso a caso, consoante se reclame, sem existir um plano de actuação generalizado?

Pela Aplicação, imagens destas ficam censuradas do acesso público

Devem ser os munícipes a funcionar como fiscais camarários ou o contrário? Outro exemplo, a foto abaixo foi tirada hoje, mas pode mostrar-se de ontem. 


Claro que a Aplicação - agora politicamente usada - seria bem-vinda se, na prática, víssemos empenhos para que os residentes gozem de qualidade de vida. 

Se os responsáveis autárquicos se empenhassem a visitar a profundidade das localidades, veriam o estado de abandono que se nota um pouco por todo o lado, tomando as medidas a que estão obrigados para a equilibrada gestão do território. 

Aplicação? Isso pode até ser uma distracção interessante para alguns...

Sintra não merece isto. 

Merece um Sintrense empenhado, que conheça o território, que resolva os efectivos problemas que se colocam e não fale desenquadrado deles.











domingo, 16 de outubro de 2016

HOJE É DOMINGO...QUE TAL IRMOS ATÉ À TAILÂNDIA?

Desta vez o nosso desafio é a utilização do Boeing 740-400 da Lufthansa (só viajamos na LH) e o custo da viagem rondará os 1000 euros. Mais uns 300 para voos internos.

Não vamos às luminosas praias, mas sim o Centro e Norte da Tailândia, até à zona do Triângulo Vermelho e, se o desejar, entrar em Myanmar (antiga Birmânia). 

Não se admire, nem se assuste, com imagens como esta:

Está de poleiro...mas não é para arranjar um cargo relevante

Visite o Centro Arqueológico de Sukhotai (Património da Unesco) e notará a grandiosidade das ruínas e seus templos, tudo muito bem estimado e arranjado.

Riqueza arqueológica de Sukhotai

Se ainda lá estiver esta Senhora, vamos dar-lhe um abraço...teve 15 filhos

Seguimos até PHRAE, onde, além de apreciarmos o Buda Reclinado, também teremos riquíssimos Templos que nos deslumbram: 




Sentimos que começa a pensar que valeu a pena. Então vamos adiante... 

Em Wat Rong Khun apreciará o que chamam de Palácio de Cristal, uma curiosidade feita para ser visitada, mas que não se inclui no riquíssimo património Tailandês:


Dizem que é neste local que os políticos ajustam contas e pedem auxílio

Depois de uma viagem atribulada, um pequeno avião pousa entre picos de montanhas e chegamos a Mae Hong Son, zona de selva próxima da fronteira com a Birmânia. 

Perto, uma aldeia de refugiados mostra-nos o que é a vida naquelas condições (há um Centro da Unicef) e compreendemos as razões por que devemos ser solidários:

"Centro de Saúde"

"Escola"

"Centro de leitura"

Veremos crianças como esta...insistimos, crianças como esta.

Junto à fronteira com Myanmar a riqueza voltará a ser esfuziante: 


O Buda Feliz, continuará a soltar gargalhadas por cada vez que uma moeda, depositada nas calhas por fiéis, lhe chega à barriga.  


A viagem já está longa, voltamos a Banguecoque. 

Antes de irmos ao Palácio Real vamos assistir à azáfama no mercado flutuante:


Chegámos ao Palácio Real. As fabulosas riquezas, o ouro, as cores. 




Sabemos que foi uma viagem cansativa, mas que valeu a pena. 

Agora, meus Amigos, o 747-400 da Lufthansa está à nossa espera, para nos levar, em 11 horas e meia até Frankfurt...depois só mais 3 horas até Lisboa. 

Depois desta viagem...despedimo-nos até uma próxima. 

Votos de um bom Domingo.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

SINTRA: CONTRA A POLITICA DO FAZ-DE-CONTA...

Com o aproximar de eleições, num exemplo de políticas medianas, começam os sinais enleantes: - "Temos um compromisso com os munícipes", " preparamos o futuro", "planos de milhões" para isto e aquilo, "Desporto para todos" e por aí fora.

Obras a cargo do Poder Central tornam-se vitórias difíceis. Juros baixam pelo mundo mas aproveita-se: - "Sintra poupa, os bancos perdem"; Investidores privados servem para foto de autarcas...que não resolvem os problemas de trânsito a 100 metros.

Arranjam-se umas Discussões Públicas de ARU'S e logo jorram milhões sobre milhões, como se uma varinha mágica se enterrasse no solo e jorrasse petróleo.

Ao mesmo tempo que as virtudes virtuosas, surgem três ou quatro entertainers que, com doentia insistência, entram na vertente de hostilizar potenciais concorrentes.

Em vez de abordarem o futuro sério, objectivos, resolução dos problemas, preferem ir buscar políticas e políticos anteriores que nunca usaram tão diárias práticas. 

É a política do faz-de-conta, num estilo que se torna desmobilizador e desprestigiante, que em vez de incentivar os eleitores a participarem antes os cansa e afasta.

Se julgam que "é este o caminho" das sociedades democráticas estão enganados.

Se os ajuda, em excelente perspectiva política, há pouco António Costa dizia que não quer discutir o passado, mas sim o presente e o futuro...

Contrapor mostrando-se as realidades

Parece-nos justo que perante a organizada campanha onde se misturam cores e outros epítetos sobre os "últimos 12 anos", se mostrem os problemas não resolvidos de hoje. 

Fazê-mo-lo porque somos contra a ilusão política, contra a omissão das realidades que deveriam ser assumidas pelo políticos que exercem o poder, estejam onde estiverem.

Escutar os cidadãos é meio caminho andado

O outro meio caminho é mau. Político que não escuta faz-nos lembrar uma época de triste memória e nem sempre as cadeiras nos ajudam a resolver os problemas...

Mas o que se passa frequentemente? O que os munícipes alertam (quantas vezes antes de ser publicamente divulgado) certamente esbarra em figuras majestáticas. 

Não pode ser outra coisa. As respostas, se consideradas, dariam lugar à melhoria do bem estar dos cidadãos e não só de munícipes, porque Sintra não é território fechado.

As fotos que seguem são de há dois dias, repetindo o escrito há dois meses. Fará sentido que se tapem buracos e outros, bem perto, fiquem por tapar?   


Rua Vasco Santana

Rua da Liberdade 

Rua do Centro Social (junto à paragem do autocarro)

Fará sentido que isto possa ser considerado natural, pelo menos para os que ficam rendidos a qualquer promessa deitada para o espaço cibernético?

Isto desgosta as populações, o abandono gritante gera efeitos negativos que nenhuma amostra de ciclovias, de Planos em curso ou de Promessas enviesadas elimina.

Será que as pessoas que falam em "É este o caminho" estão convictas do que dizem? 

Não acreditamos, a menos que nos venham a convencer do contrário. 

É tempo, sim, de um Sintrense para Sintra, que nos oiça e resolva. 




10 de Agosto 2016
http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt/2016/08/sintra-caso-do-sinal-cms-68508-resolvido.html

http://retalhos-de-sintra.blogspot.pt/2016/08/sintra-quando-ate-coisas-simples-correm.html

terça-feira, 11 de outubro de 2016

SINTRA: "SINTRENSE" E "INDEPENDENTE" CAUSAM "FRISSONS"

Estamos em crer que um dos incómodos maiores para algumas franjas militantes assenta no facto de se falar num Sintrense para governar Sintra.

Os sinais são evidentes, quaisquer que sejam os temas abordados ou o que se arrasta sem solução, desde que se fale "num sintrense para Sintra" há êxito garantido.

Se não bastasse, também citar-se as virtudes do Poder Local Democrático ao prever Movimentos Independentes faz surgir chorrilhos de conclusões pouco ajustáveis.  

É estranho o frisson que parecem sentir alguns lídimos democratas. Para nós, a sensibilidade lógica de políticos responsáveis seria acabar com imagens destas... 


Entre ciclovias para louvar e passeios onde pessoas não caminham. Que escolha?

...ou considerarem os alertas dos munícipes (a que não ligam) aprofundando a legitimidade das queixas; dos casos; fomentando até a participação publica. 

Essa a responsabilidade do elegido: ouvir, apurar e resolver. As derivações por que optam são a antítese do Poder Local Democrático de proximidade às populações. 

Ainda por cima sabendo que os sintrenses estão fartos de Planos, Projectos e Promessas antes das eleições, como este cartaz em Dezembro de 2001 que garantia o "Início da Obra no 1º. TRIMESTRE DE 2002" e, passados 14 anos...nada feito.


Há boas razões para Um Sintrense em Sintra

Quando subscrevemos em 2009 um manifesto público de apoio a uma Ilustre Senhora Sintrense, militante socialista e internacionalmente prestigiada, estávamos convictos de que seria uma grande Autarca ao serviço de Sintra e dos seus munícipes.

O furor contra alusões a Um Sintrense para Sintra talvez possa contribuir para se compreender porque não saiu vitoriosa uma candidatura - essa sim - de grande valor.  

Éramos tão independentes como somos hoje, e será que nessa altura teve tão activos e empenhados apoios que a pudessem levar ao cargo para o qual concorreu?

Felizmente, no quadro político Sintrense - e em Autarcas eleitos - ainda há pessoas com perfil e qualidades para desempenharem elevados cargos Autárquicos.

É urgente - mesmo inadiável - que Sintra tenha Projectos Sintrenses e não importados, a médio e longo prazo, que em dois ou três mandatos se resolva em vez de anunciar.

É incómodo pedir-se Um Sintrense para Sintra

Mortificados com Independentes

Outra vertente, onde a visão pulítica se mortifica, é falar-se de "Independentes" ou "Movimentos" como forma de aproximação às populações no Poder Local.

Por vezes, até nos parece que no seu afã de entertainers, acabam por esquecer que a história se faz todos os dias e que são precisas cautelas nas emoções.

O teor, pretensamente democrático de certas intervenções permite deduzir - ao que nos apercebemos - que genuinamente independentes os incluídos nos seus partidos.

Enfim...não nos demovem de criticar o que está mal, nem mudamos a linguagem. 

Sintra merece muito mais...