terça-feira, 11 de outubro de 2016

SINTRA: "SINTRENSE" E "INDEPENDENTE" CAUSAM "FRISSONS"

Estamos em crer que um dos incómodos maiores para algumas franjas militantes assenta no facto de se falar num Sintrense para governar Sintra.

Os sinais são evidentes, quaisquer que sejam os temas abordados ou o que se arrasta sem solução, desde que se fale "num sintrense para Sintra" há êxito garantido.

Se não bastasse, também citar-se as virtudes do Poder Local Democrático ao prever Movimentos Independentes faz surgir chorrilhos de conclusões pouco ajustáveis.  

É estranho o frisson que parecem sentir alguns lídimos democratas. Para nós, a sensibilidade lógica de políticos responsáveis seria acabar com imagens destas... 


Entre ciclovias para louvar e passeios onde pessoas não caminham. Que escolha?

...ou considerarem os alertas dos munícipes (a que não ligam) aprofundando a legitimidade das queixas; dos casos; fomentando até a participação publica. 

Essa a responsabilidade do elegido: ouvir, apurar e resolver. As derivações por que optam são a antítese do Poder Local Democrático de proximidade às populações. 

Ainda por cima sabendo que os sintrenses estão fartos de Planos, Projectos e Promessas antes das eleições, como este cartaz em Dezembro de 2001 que garantia o "Início da Obra no 1º. TRIMESTRE DE 2002" e, passados 14 anos...nada feito.


Há boas razões para Um Sintrense em Sintra

Quando subscrevemos em 2009 um manifesto público de apoio a uma Ilustre Senhora Sintrense, militante socialista e internacionalmente prestigiada, estávamos convictos de que seria uma grande Autarca ao serviço de Sintra e dos seus munícipes.

O furor contra alusões a Um Sintrense para Sintra talvez possa contribuir para se compreender porque não saiu vitoriosa uma candidatura - essa sim - de grande valor.  

Éramos tão independentes como somos hoje, e será que nessa altura teve tão activos e empenhados apoios que a pudessem levar ao cargo para o qual concorreu?

Felizmente, no quadro político Sintrense - e em Autarcas eleitos - ainda há pessoas com perfil e qualidades para desempenharem elevados cargos Autárquicos.

É urgente - mesmo inadiável - que Sintra tenha Projectos Sintrenses e não importados, a médio e longo prazo, que em dois ou três mandatos se resolva em vez de anunciar.

É incómodo pedir-se Um Sintrense para Sintra

Mortificados com Independentes

Outra vertente, onde a visão pulítica se mortifica, é falar-se de "Independentes" ou "Movimentos" como forma de aproximação às populações no Poder Local.

Por vezes, até nos parece que no seu afã de entertainers, acabam por esquecer que a história se faz todos os dias e que são precisas cautelas nas emoções.

O teor, pretensamente democrático de certas intervenções permite deduzir - ao que nos apercebemos - que genuinamente independentes os incluídos nos seus partidos.

Enfim...não nos demovem de criticar o que está mal, nem mudamos a linguagem. 

Sintra merece muito mais...


domingo, 9 de outubro de 2016

HOJE É DOMINGO...VAMOS ATÉ SINGAPURA E MALACA

Caros Amigos e Visitantes, 

A nossa visão, desumbilicalmente pensando, leva-nos a, de vez em quando, referirmos outras paragens, porque o mundo está cheio de Retalhos bem preciosos.

Se aceitam um convite, hoje vamos passar por Singapura e fazer uma breve incursão à bela Malaca, onde ainda se consegue cheirar à presença dos portugueses.  

Novembro é bom mês para ir, gastando cerca de 800 euros na viagem aérea de ida e volta, numa fantástica experiência a bordo dos modernos A380-800 da Lufthansa.

Toda a Singapura é limpa. Educada. Respeitada e respeitadora. Fora do centro financeiro, há belos jardins e locais onde nos sentimos bem. A comida é segura.

Vamos passar pelo Bairro Chinês...


...e ver belas janelas...



...e apreciar belos edifícios coloniais...


Depois, passaremos pelo realmente fantástico Jardim Nacional das Orquídeas, onde há centenas de espécies que por cá não se vêem: 



Esta orquídea branca foi especialmente criada para homenagear a Princesa Diana 

À hora do almoço, do alto do restaurante teremos esta visão maravilhosa da cidade e da zona portuária, com os milhares de contentores que diariamente por lá circulam:


Temos tempo para um salto a Malaca? Vamos embora

Já agora, damos um breve salto a Malaca à qual os portugueses estão tão ligados. 

Em pouco mais de duas horas de autocarro, chega-se a Malaca: 

Visitamos as ruínas do forte construído pelos portugueses

O escudo português ainda está lá no cimo 

Vamos passear pelo canal

Para que o dia seja bem aproveitado, perto da praia vamos a um restaurante português onde se comem saborosos pastéis de bacalhau e se ouve cantar o fado. 



Voltamos a Singapura. No seu grande aeroporto (sempre a crescer com o que vai sendo roubado ao mar) o A380-800 está à nossa espera...depois serão 12 horas no ar até Frankfurt e mais 3 horas até Lisboa. 

Foi, certamente, uma boa viagem. 

Bom Domingo.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

SINTRA...E A LIÇÃO DE CULTURA DO MAAT AQUI TÃO PERTO


Estão de parabéns todos aqueles que, portugueses ou não, que desenvolvem ou buscam a Cultura com C grande, que com ela se preocupam e a fomentam.

O Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, também está aberto para ajudar os responsáveis pela anti-cultura a desenvolverem-se e terem outra visão cultural. 

O MAAT abre as portas à Cultura, envergonhando - estamos certos - os paladinos da política do nosso dinheirinho, que a EDP poderia praticar de direito. 

Contra as barreiras selectivas à Cultura

O MAAT tem entradas gratuitas para todos nos 1ºs. Domingos de cada mês. Não há portugueses ou outros visitantes de primeira ou de segunda. 

Os Jovens até aos 18 anos terão sempre entrada gratuita, direito que é extensivo a desempregados, professores e jornalistas além de outras camadas.   


E por cá? Como se passam as coisas em Sintra?

Sentimos que estivemos correctos e continuamos a estar ao criticar a divisão dos portugueses entre sintrenses e não sintrenses praticada pela Parques de Sintra. 

Continuamos a deplorar que os jovens com menos de 18 anos sejam castigados com elevados preços que os impedem de aceder à História dos seus antepassados. 

Não desistimos de dizer que na Administração da Parques de Sintra se senta (e terá grande influência) Basílio Horta, representando a Câmara Municipal de Sintra. 

Ao sabermos que um jovem com menos de 18 anos terá de pagar 12,50€ para visitar o Palácio da Pena; 8,50€ para os Palácios de Sintra e Queluz, não dizemos mais nada. 

Não nos calamos, surjam os entretainers de serviço que surgirem, porque a Cultura de um povo não pode admitir divisionismos como os que se verificam no apontado. 

Busquem nos servidores o que quiserem.

O MAAT - aqui tão perto, é a lição que muitos sintrenses deveriam assimilar. 

Porque políticas Culturais só são possíveis se compreendidas por políticos cultos. 






Nota: 

Permitam que se sugira a reanálise das páginas:


SINTRA: EXEMPLOS DE HONESTIDADE INTELECTUAL


sábado, 1 de outubro de 2016

SINTRA, UMA "BÍBLIA" DO PODER LOCAL DEMOCRÁTICO

Um didáctico documento da Assembleia Municipal 

A propósito dos 40 Anos do Poder Local Democrático, a Assembleia Municipal de Sintra publicou um documento cuja leitura deveria ser obrigatória desde os bancos das escolas até aos candidatos a políticos, bem como de introspecção para muitos.

Um grupo de cidadãos de bem, com varias sensibilidades, convergiram para o prestígio de Sintra e dos Sintrenses, sem que outras intenções e interesses os maculasse.

Visões políticas ou ligações partidárias diferentes? Sim senhor. Mas todos dignos de Sintra, sem precisarem de destacar feitos...por fazer, mas fazendo-os à puridade.  

São hoje lembrados pelas suas obras, respeitados pelas virtudes, sem darem espaço a arautos ou ressonâncias promotoras, porque não eram esses os seus propósitos.

Nessa época, em que ultra direitistas usavam mocas (onde estão hoje?) estes cidadãos - com independência - serviram a comunidade que neles confiou os seus destinos.

Tinham a sabedoria, a rara sabedoria, de falar com os cidadãos, escutar e discernir sobre críticas, resolver os problemas expostos e não as suas carreiras políticas.

Saúda-se o Presidente da Assembleia Municipal - um Sintrense - pela iniciativa dessa peça histórica de que deveriam espalhar-se uns milhares por fora e por dentro.  

A "Pulitica" desviante que mistura alhos com bugalhos

Falemos de Sintra o que realmente não é fácil. Mas, com algum jeito, talvez se consiga que esta formosa terra se liberte de quem a queira usar para satisfazer gostos pessoais.

Sintra é uma paixão. Ama-se sempre muito, mesmo com as desilusões que o amor sempre nos traz. Dá-nos tristezas? Sofrimentos? São coisas que fazem parte do amor.

Por isso, pelas suas gentes mais nobres e modestas, pela sua História riquíssima, pesem amores tão diversos e falsas paixões, é DIGNA DO MAIOR RESPEITO.

São múltiplos os problemas em Sintra? Terão de ser, mas não se resolvem quando os munícipes, ao apontá-los, se sujeitam a intempestivas agressões.

Aborda-se o que está mal e sujeitamo-nos a que pregoeiros substituam os responsáveis e logo perguntem: "E os outros?". Daí a descambar para outros temas é um passo.

Será que os munícipes não têm, na visão de algumas pessoas, o direito a fazer críticas ao que se arrasta sem soluções? Então o que está mal não deve ser apontado?  

Ou a desfiliação partidária, ou independência, retira direitos participativos? "Claro que não", dirão os mentores desviantes; "Mas que digam bem dos nossos" sentimos nós.

Sem Independentes não há Poder Local Democrático

O Poder Local Democrático só pode reforçar-se com o surgimento de Movimentos Independentes, cada vez mais relevantes face ao descrédito de alguns partidos.

Por um lado, a partidarite doentia, de perfil acintoso, às vezes de contornos provocatórios, em vez de prestigiar os partidos afasta os eleitores.

Por outro, é um falsete que pseudo independentes o sejam tão convictamente se incluídos em listas partidárias, mais ainda quando lhes dão a primazia do lugar. Quantas vezes o primeiro lugar não passa do desejo de perpetuação de figuras abaixo. 

Sem dúvida que será mais aceitável apoios Partidários a Movimentos Independentes, se estes configurarem Projectos válidos e vocacionados para o bem das populações.

Fará sentido que grandes forças partidárias, que contam com prestigiados militantes, tendam a arranjar figuras que lhes são alheias e desconhecedoras da vida local?  

E quem paga isso tudo são os munícipes, os sonhos das sociedades locais evoluírem ficam desfeitos...enquanto os passantes criam, muitas vezes, cortes de oportunismos. 

Aquilo que deveria ser uma obrigação de gerir bem, dá lugar a estranhos entusiasmos de cada vez que, mesmo de forma virtual, algo surge como anunciado. 

Não poderá ser este o caminho. 

Como dissemos inicialmente, o documento da Assembleia Municipal de Sintra é uma luva macia e formativa, uma peça ideológica de grande profundidade colectiva. 

Tivessem continuado até aos nossos dias os princípios daqueles Munícipes Sintrenses que integraram a Comissão Administrativa de Sintra e bem diferente seria a nossa vida. 

Um bom fim de semana para todos.