domingo, 9 de outubro de 2016

HOJE É DOMINGO...VAMOS ATÉ SINGAPURA E MALACA

Caros Amigos e Visitantes, 

A nossa visão, desumbilicalmente pensando, leva-nos a, de vez em quando, referirmos outras paragens, porque o mundo está cheio de Retalhos bem preciosos.

Se aceitam um convite, hoje vamos passar por Singapura e fazer uma breve incursão à bela Malaca, onde ainda se consegue cheirar à presença dos portugueses.  

Novembro é bom mês para ir, gastando cerca de 800 euros na viagem aérea de ida e volta, numa fantástica experiência a bordo dos modernos A380-800 da Lufthansa.

Toda a Singapura é limpa. Educada. Respeitada e respeitadora. Fora do centro financeiro, há belos jardins e locais onde nos sentimos bem. A comida é segura.

Vamos passar pelo Bairro Chinês...


...e ver belas janelas...



...e apreciar belos edifícios coloniais...


Depois, passaremos pelo realmente fantástico Jardim Nacional das Orquídeas, onde há centenas de espécies que por cá não se vêem: 



Esta orquídea branca foi especialmente criada para homenagear a Princesa Diana 

À hora do almoço, do alto do restaurante teremos esta visão maravilhosa da cidade e da zona portuária, com os milhares de contentores que diariamente por lá circulam:


Temos tempo para um salto a Malaca? Vamos embora

Já agora, damos um breve salto a Malaca à qual os portugueses estão tão ligados. 

Em pouco mais de duas horas de autocarro, chega-se a Malaca: 

Visitamos as ruínas do forte construído pelos portugueses

O escudo português ainda está lá no cimo 

Vamos passear pelo canal

Para que o dia seja bem aproveitado, perto da praia vamos a um restaurante português onde se comem saborosos pastéis de bacalhau e se ouve cantar o fado. 



Voltamos a Singapura. No seu grande aeroporto (sempre a crescer com o que vai sendo roubado ao mar) o A380-800 está à nossa espera...depois serão 12 horas no ar até Frankfurt e mais 3 horas até Lisboa. 

Foi, certamente, uma boa viagem. 

Bom Domingo.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

SINTRA...E A LIÇÃO DE CULTURA DO MAAT AQUI TÃO PERTO


Estão de parabéns todos aqueles que, portugueses ou não, que desenvolvem ou buscam a Cultura com C grande, que com ela se preocupam e a fomentam.

O Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, também está aberto para ajudar os responsáveis pela anti-cultura a desenvolverem-se e terem outra visão cultural. 

O MAAT abre as portas à Cultura, envergonhando - estamos certos - os paladinos da política do nosso dinheirinho, que a EDP poderia praticar de direito. 

Contra as barreiras selectivas à Cultura

O MAAT tem entradas gratuitas para todos nos 1ºs. Domingos de cada mês. Não há portugueses ou outros visitantes de primeira ou de segunda. 

Os Jovens até aos 18 anos terão sempre entrada gratuita, direito que é extensivo a desempregados, professores e jornalistas além de outras camadas.   


E por cá? Como se passam as coisas em Sintra?

Sentimos que estivemos correctos e continuamos a estar ao criticar a divisão dos portugueses entre sintrenses e não sintrenses praticada pela Parques de Sintra. 

Continuamos a deplorar que os jovens com menos de 18 anos sejam castigados com elevados preços que os impedem de aceder à História dos seus antepassados. 

Não desistimos de dizer que na Administração da Parques de Sintra se senta (e terá grande influência) Basílio Horta, representando a Câmara Municipal de Sintra. 

Ao sabermos que um jovem com menos de 18 anos terá de pagar 12,50€ para visitar o Palácio da Pena; 8,50€ para os Palácios de Sintra e Queluz, não dizemos mais nada. 

Não nos calamos, surjam os entretainers de serviço que surgirem, porque a Cultura de um povo não pode admitir divisionismos como os que se verificam no apontado. 

Busquem nos servidores o que quiserem.

O MAAT - aqui tão perto, é a lição que muitos sintrenses deveriam assimilar. 

Porque políticas Culturais só são possíveis se compreendidas por políticos cultos. 






Nota: 

Permitam que se sugira a reanálise das páginas:


SINTRA: EXEMPLOS DE HONESTIDADE INTELECTUAL


sábado, 1 de outubro de 2016

SINTRA, UMA "BÍBLIA" DO PODER LOCAL DEMOCRÁTICO

Um didáctico documento da Assembleia Municipal 

A propósito dos 40 Anos do Poder Local Democrático, a Assembleia Municipal de Sintra publicou um documento cuja leitura deveria ser obrigatória desde os bancos das escolas até aos candidatos a políticos, bem como de introspecção para muitos.

Um grupo de cidadãos de bem, com varias sensibilidades, convergiram para o prestígio de Sintra e dos Sintrenses, sem que outras intenções e interesses os maculasse.

Visões políticas ou ligações partidárias diferentes? Sim senhor. Mas todos dignos de Sintra, sem precisarem de destacar feitos...por fazer, mas fazendo-os à puridade.  

São hoje lembrados pelas suas obras, respeitados pelas virtudes, sem darem espaço a arautos ou ressonâncias promotoras, porque não eram esses os seus propósitos.

Nessa época, em que ultra direitistas usavam mocas (onde estão hoje?) estes cidadãos - com independência - serviram a comunidade que neles confiou os seus destinos.

Tinham a sabedoria, a rara sabedoria, de falar com os cidadãos, escutar e discernir sobre críticas, resolver os problemas expostos e não as suas carreiras políticas.

Saúda-se o Presidente da Assembleia Municipal - um Sintrense - pela iniciativa dessa peça histórica de que deveriam espalhar-se uns milhares por fora e por dentro.  

A "Pulitica" desviante que mistura alhos com bugalhos

Falemos de Sintra o que realmente não é fácil. Mas, com algum jeito, talvez se consiga que esta formosa terra se liberte de quem a queira usar para satisfazer gostos pessoais.

Sintra é uma paixão. Ama-se sempre muito, mesmo com as desilusões que o amor sempre nos traz. Dá-nos tristezas? Sofrimentos? São coisas que fazem parte do amor.

Por isso, pelas suas gentes mais nobres e modestas, pela sua História riquíssima, pesem amores tão diversos e falsas paixões, é DIGNA DO MAIOR RESPEITO.

São múltiplos os problemas em Sintra? Terão de ser, mas não se resolvem quando os munícipes, ao apontá-los, se sujeitam a intempestivas agressões.

Aborda-se o que está mal e sujeitamo-nos a que pregoeiros substituam os responsáveis e logo perguntem: "E os outros?". Daí a descambar para outros temas é um passo.

Será que os munícipes não têm, na visão de algumas pessoas, o direito a fazer críticas ao que se arrasta sem soluções? Então o que está mal não deve ser apontado?  

Ou a desfiliação partidária, ou independência, retira direitos participativos? "Claro que não", dirão os mentores desviantes; "Mas que digam bem dos nossos" sentimos nós.

Sem Independentes não há Poder Local Democrático

O Poder Local Democrático só pode reforçar-se com o surgimento de Movimentos Independentes, cada vez mais relevantes face ao descrédito de alguns partidos.

Por um lado, a partidarite doentia, de perfil acintoso, às vezes de contornos provocatórios, em vez de prestigiar os partidos afasta os eleitores.

Por outro, é um falsete que pseudo independentes o sejam tão convictamente se incluídos em listas partidárias, mais ainda quando lhes dão a primazia do lugar. Quantas vezes o primeiro lugar não passa do desejo de perpetuação de figuras abaixo. 

Sem dúvida que será mais aceitável apoios Partidários a Movimentos Independentes, se estes configurarem Projectos válidos e vocacionados para o bem das populações.

Fará sentido que grandes forças partidárias, que contam com prestigiados militantes, tendam a arranjar figuras que lhes são alheias e desconhecedoras da vida local?  

E quem paga isso tudo são os munícipes, os sonhos das sociedades locais evoluírem ficam desfeitos...enquanto os passantes criam, muitas vezes, cortes de oportunismos. 

Aquilo que deveria ser uma obrigação de gerir bem, dá lugar a estranhos entusiasmos de cada vez que, mesmo de forma virtual, algo surge como anunciado. 

Não poderá ser este o caminho. 

Como dissemos inicialmente, o documento da Assembleia Municipal de Sintra é uma luva macia e formativa, uma peça ideológica de grande profundidade colectiva. 

Tivessem continuado até aos nossos dias os princípios daqueles Munícipes Sintrenses que integraram a Comissão Administrativa de Sintra e bem diferente seria a nossa vida. 

Um bom fim de semana para todos. 






quarta-feira, 28 de setembro de 2016

SINTRA, 650 DIAS EM QUE "NÃO É ESTE O CAMINHO"

650 dias passados, a estrutura do Central lá continua 

Não é que nos incomodem plágios, mas devemos dizer que ainda dormia muita gente empenhada na defesa patrimonial de Sintra e já aqui se dava a triste notícia. 

Em 19 de Dezembro de 2014 (por favor releia porque é interessante) alertávamos - em primeira mão - que estava a ser montada uma estrutura na frente do Hotel Central.

A Alagamares também contestou (pf clique para rever) a descaracterização do Hotel Central e a fixação da estrutura em "revestimentos azulejares antigos".  

Uns meses antes, foi propagandeada a aprovação de uma Área de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Sintra, nome bonito que encheu de orgulho figurinhas afins

Em 17 de Junho deste ano, assinalámos os 546 dias da Estrutura (insistimos, por favor releia)  ficando duvidas sobre as dificuldades em resolver a agressão ao património.

Hoje, passados 650 dias sobre o início da montagem da estrutura que ofendeu o património, quem não admite que algum mistério rodeia a cobertura instalada?


Lá está a estrutura, bem agarrada aos azulejos

Em Sintra, há quem admita que possa vir a servir para uma futura campanha eleitoral, até para quartel-general, o que certamente confortará e estimulará futuras agressões. 

Passados 650 dias sem a agressão ter sido removida, fica o espelho de como é possível sucederem destas coisas em Sintra, sem que se vejam medidas correctivas.

Recordemos, para que ninguém invoque...

Ninguém venha a alegar que a estrutura agressiva do património tinha qualquer reminiscência como suporte. Antes, as belas paredes com azulejos estavam limpas. 

Poderá mesmo, pelas fotos, apreciar-se a beleza do local, antes, e como passou a ser depois da medonhas estrutura que, logo de início, deveria ter sido suspensa. 

Mas neste reino de coisas esquisitas, porque levou tantos dias a surgir um despacho da Presidência da Câmara que tivesse efeitos preventivos? Não se sabe. 

Sucedeu, sim, que quando surgiu a manifestação camarária...a obre tinha terminado.

A bela frontaria no site que apresentava o Hotel 

A beleza do edifício numa foto nossa de 13 de Fevereiro de 2014

Perante estes factos, continua a nada se saber sobre a remoção da estrutura que ofendeu e ofende património protegido. Que terá a dizer o Presidente da Câmara?

Para nós 650 dias é muito tempo, quase inexplicável...ou imaginável?  

Sintra não merecia disto.

Decididamente "Não é este o caminho" que os sintrenses querem. 

Sintra precisa de um Sintrense QUE A AME. De quem a viva.