sexta-feira, 16 de setembro de 2016

SINTRA, INÍCIO DAS OBRAS NO HOTEL NETTO


Apraz registar que, já esta semana, constatámos trabalhos em curso que admitimos sejam para a recuperação - finalmente - do Hotel Netto.

Segundo veio a público, as obras estavam previstas para se iniciarem em Abril.

Que influência terá o seu andamento para a concretização do pagamento final não conhecemos, porque não tivemos acesso ao plano de pagamentos negociado.

Esperemos que, para bem de Sintra e como resposta à necessária oferta hoteleira que fixe turistas e outros visitantes, tudo decorra bem, sem entraves pelo meio.


Com muita satisfação damos aqui a notícia, para que fique registado o início. 


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SINTRA, EM BUSCA DE DESVELOS CULTURAIS...

Ter-me-ão dito que Parques e Jardins se incluem no Pelouro Municipal de Ambiente e Gestão do Território, este cometido ao Presidente da Câmara Municipal. 

Não sei se é verdade e, se for, se conhece todos, mas um deles não poderá falhar: 

O PARQUE DA LIBERDADE, A 300 METROS DOS PAÇOS DO CONCELHO

Daí sugerir-se que o Responsável - se ainda o não fez - visite este Parque também de Cultura, acompanhado de alguns professores que disso se têm esquecido.

Uma visita Cultural para professores de vistas curtas e largas, até para membros de Órgãos Municipais que se pretendem destacados defensores da obra realizada.

Ora,Sua Excelência o Responsável, incentivaria as personalidades convidadas - que se exaltam na defesa do indefensável - a declamarem este poema de Nunes Claro:


E Sua Excelência, face à razoável incapacidade dos convidados, poderá - se assim entender por bem - recitá-lo de memória, porque ele é extremamente...Claro.

Perante o emocionante entusiasmo Cultural visível entre alguns convidados, alguém com virtudes histriónicas honraria o doce Poema a Sintra da nossa Oliva Guerra. 


Sua Excelência, depois de três anos de mandato e antes que este acabe, não poderá adiar para depois a leitura de mais Poesias, que são a alma Cultural de um povo.

Justificar-se-à mesmo um Protocolo, ou Plano, para que estas jornadas, eminentemente da cultura indígena, se repitam regularmente até à indispensável recuperação. 


De seguida, um séquito de Senhoras expeditas em "Gostos" apreciaria o monumento de saudação a Carolina Beatriz Ângelo, médica e primeira Mulher que votou em Portugal. 

Será que Carolina Beatriz Ângelo merecia isto?

Poderá Sua Excelência acreditar que fomos muito modestos na apresentação, mas certamente compreenderá a vergonha que sentimos quando lá levamos convidados.

É a Cultura que temos. Que terá faltado a Sua Excelência nestes três anos? Quem é responsável? Ninguém responde por esta ofensa aos da nossa História?

Ou será que estamos perante mais um projecto para resolver no próximo mandato?

Que rufem os tambores e se espalhem as obras.

Compreendem-se os incómodos por se querer "Um Sintrense para Sintra".


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

SINTRA: O DIREITO DEMOCRÁTICO DE OPOSIÇÃO...

Preocupações com a "casa do vizinho"

Como questão prévia, devemos dizer que será abusivo retirar das nossas palavras quaisquer insinuações de apoio à única Oposição existente em Sintra.

Nada nos move a favor da candidatura do Movimento Sintrenses com Marco Almeida, mas acabamos por apreciá-la face a agressões pouco democráticas que vemos por aí.   

Temos defendido um projecto alternativo ligado aos munícipes e que os oiçam, onde o futuro Presidente do Executivo seja uma figura identificada com a realidade sintrense.

Personalidade que tenha mangas de camisa arregaçadas, que avalie prioridades, escute e saiba abrir portas em vez de esperar que lhas abram...

Nesta perspectiva, que desejaríamos fosse comungada pelas forças potencialmente concorrentes, há lugar para Movimentos Independentes sempre úteis no Poder Local.

Parece, no entanto, que em vez de arrumarem as suas casas e cuidarem de estudar projectos amplos a favor das populações, há quem prefira "a casa do vizinho".

Neste quadro, compreende-se que alguns emissários desanquem regularmente no citado Movimento, falando no passado e no presente, em confusos posicionamentos.

Quer gostem, quer não gostem, o Movimento Sintrenses com Marco Almeida surgiu como uma independência séria, tendo o direito de quaisquer apoios partidários. 

Há algum perfil fixado para ser Independente? 

Vejamos. 

Basílio Horta, fundador do CDS, que com Portas teria ambições políticas limitadas, saiu do partido e passou a "Independente", parece que mantendo-se democrata-cristão.

A sua inclusão - votou contra a Constituição que aprovou o Poder Local - em listas do Partido Socialista para Presidente de uma Câmara  foi uma surpresa.

Por seu turno, Marco Almeida, saindo do PSD também por ambições politicas não alterou as suas raízes ideológicas nem abandonou a vida de todo o território de Sintra. . 

A eventualidade de vir a ter apoios do PSD ou de outras formações, decorre de projectos antigos que ficaram pelo caminho e de que o próprio MA foi vítima na altura. 

Quando surgem os desancadores, bom seria que estabelecessem estes paralelos antes de colocarem na estampa visões politicamente nebulosas.

Ou uns "Independentes" (os nossos) são mais Independentes que os outros?

A questão determinante: Perder ou Ganhar 

Lendo o Jornal de Sintra (9.9.2016) sobre as Autárquicas 2017, sorrimos face às palavras de Basílio Horta: Sobre isso...não se tem preocupado...falta um ano...é natural que se candidate...há investimentos a decorrer mas não os vai ver no final do mandato. 

Isto é, há investimentos de quatro anos...que só verá com a graça de novo mandato...

Nós que fomos lendo com frequência o slogan "é este o caminho"...sabemos agora que nada tinha de eleitoralismo...porque o caminho fica visível após a reeleição.

Para já, parece que a candidatura serão favas contadas, pelo que devem ser criadas condições para que o único candidato da Oposição não ganhe as futuras eleições.

Para o PS - com Basílio Horta - ganhar, o Movimento Sintrense com Marco Almeida terá de se confinar ao seu espaço, sem contar com o eleitorado que vota no PSD.

Então será necessário muito trabalho extra, de influências, de pé-de-orelha, fazer chegar às estruturas a opinião de que Marco Almeida não serve. 

Se necessário, indiquemos ao PSD nomes de putativos candidatos, com o perfil adequado à batalha eleitoral, por exemplo Braga de Macedo ou um ou outro amigo. 
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Reclamar-se "Um Sintrense para Sintra" é que se torna incómodo e criticável...

Exemplo de democracia militante 

Parece-nos - as dúvidas que nos assaltam são terríveis - que o site da Câmara Municipal de Sintra é de todos os munícipes. Julgamos nós...nesta infinita ingenuidade.

Salvo qualquer deficiência nossa, o site da Câmara não contempla um espaço destinado à Oposição, o que - a confirmar-se - retira aos Munícipes importantes informações.

Desse facto, dessa omissão, por estar banida a voz municipal da Oposição, não vemos o mesmo frenesim democrático dos críticos do Movimento.

Enquanto isso, Sintra continua a ver os problemas arrastarem-se no tempo. 

Este o Poder Local de excelência...que nada tem a ver com os mais legítimos interesses das populações, com o seu bem-estar, com a vida feliz dos seus membros. 

Queremos, sim, que falem do futuro, que queiram moldar o futuro, para que as gerações não sintam sempre as mesmas frustrações, os desencantos. 

Será que depois de Independentes mais independentes que outros também temos democratas mais democratas? 

E Oposição é Oposição. Deve ser respeitada por isso. 


sábado, 10 de setembro de 2016

SINTRA, QUE TURISMO? CERTAMENTE HÁ QUEM GOSTE...

Para os cidadãos comuns, cada vez será mais difícil inebriarem-se com meia dúzia de coisinhas que aparecem entre planos ou anúncios expectantes.

O munícipe comum já está cansado de ver passar os dias, os meses, os anos, sem que as soluções surjam, de benefício geral. Irrita, desola, desmobiliza. 

De tempos a tempos, chegam novas figuras, tiram e põem cravos consoante o apetite, nomeiam uns tantos, sentam-se nas viaturas com motorista e seguem... 

Não ligar aos munícipes, uma má perspectiva

Os problemas estão inventariados. As soluções é que se tornam complexas...quando poderiam sem estupidamente simples. É a arte de complicar, de não escutar.

Inventem-se mirabolantes soluções (até agora viradas para o dinheirinho dos parqueamentos) mas os Parques Periféricos não surgem enquanto é tempo.

Temos mesmo como certo que o relacionamento com o Poder Central, tantas vezes referido a vários pretextos, proporcionaria mais uma fantástica vitória política.    

Esta a "oferta" assinalada como parque de autocarros e auto-caravanas. Onde deveria ser construído um grande parque periférico, para carros e autocarros


Próximo, na mata, não são raras estas imagens, com cães quase selvagens

Será que nos serviços camarários há ódios patológicos a quem alerta? Ou sugere?  Será que haverá quem julgue que o seu posto se reveste de conhecimentos absolutos? 

Daremos um exemplo, de muitos que poderíamos dar sobre a política de Turismo e as respostas a que a promoção externa obriga (insistimos: OBRIGA) a dar.

Todos os dias, dezenas de autocarros de Grande Turismo nacionais e estrangeiros (não inventamos...)  demandam Sintra. Duplicam as filas de trânsito a caminho do Centro Histórico: - Uma vez...descem com turistas e outra vez...descem para os recolher. 

Durante o tempo estimado para a visita, os autocarros só têm aquela espaço de terra no Ramalhão, poeirenta e com buracos no Verão e lamaçal no Inverno. Claro está que depois procuram espalhar-se por um qualquer sítio que não cause danos às viaturas. 

É a isto que os "especialistas" chamam turismo? É isto, por seu turno, que a Câmara Municipal promove lá por fora? Os técnicos de turismo são indiferentes?

E no Centro Histórico? Enquanto os visitantes se sentam numa dita esplanada, há quantos anos lhes é dada a imagem que em baixo reproduzimos e envergonha os sintrenses, mas que tudo indica não cause preocupações aos promotores do Turismo?

Em pleno coração do Centro Histórico...assim há anos...que vergonha

Evidentemente que não nos admiraríamos que alguém venha a mostrar como é no Burkina Faso, até mesmo no Saará, o que certamente confortará os insuficientes. 

Pessoa nossa conhecida (omitimos o seu nome para evitar eventuais retaliações) dizia-nos que muitos estrangeiros dizem que isto é o terceiro mundo.

Sem instalações sanitárias adequadas, por detrás do murete da Volta do Duche o cheiro incomoda. Até a Fonte Mourisca é o recurso dos mais aflitos.

Por sua vez (que custos importará?) aos visitantes faltam placas indicadoras do caminho para a estação dos caminhos de ferro. Que turismo...que visão...  

Claro que hoje, como munícipes, preferiríamos satisfazer quantos se manifestam contra as nossas críticas, mas não somos candidatos a nada nem temos de agradar a políticos. 

Bom Dia.