domingo, 31 de julho de 2016

HOJE É DOMINGO...VAMOS A GORDES, COMUNA DA PROVENCE

Meus Amigos, venham daí...vamos a Gordes...


Gordes, é uma comuna francesa nos Alpes do Sul, no território da Provence, com a área de 48 quilómetros quadrados. Um pouco mais pequena que a Vila de Sintra.



Para um sintrense, habituado à confusão catastrófica do trânsito em pleno Centro Histórico, a primeira grande sensação de alegria é a proibição dos autocarros de turismo estacionarem e apearem passageiros no centro da Vila. 

Somente em parques os autocarros podem estacionar e é aí que os passageiros descem, seguindo uma caminhada a pé em cerca de 300 metros até ao Centro Histórico.

Gordes é uma das mais belas Vilas de França

Dá gosto passear pelas suas estreitas ruas, fazendo-nos imaginar antigos habitantes, romanos, correndo entre as suas pedras brancas.

Possui uma belíssima igreja, infelizmente em mau estado de conservação. 



Miniaturas dos abrigos, sobre os pilares das entradas de residências

Pelo caminho, em bom estado de conservação, podem encontrar-se abrigos que eram utilizados por pastores durante o pastoreio. 

Perto, temos a Abadia de Sénanque

É de uma beleza impressionante vermos a Abadia de Sénanque rodeada de alfazemas. São quilómetros de cor, cheiro intenso a lavanda, abelhas esvoaçando para recolher o precioso nectar de onde será extraído o mel de sabor único. 




Depois...é regressar...

Com votos de que todos passem um bom Domingo. 



sexta-feira, 29 de julho de 2016

SINTRA, PALAVRAS ILUSÓRIAS OU POUCO PRECISAS?

"O concelho não é só a vila histórica, património mundial, mas também é onde as pessoas vivem"

A frase consta de uma entrevista feita ao Presidente da Câmara de Sintra (Económico de 22 de Janeiro deste ano.No Facebook logo surgiram "Parabéns". Valeu por obra.

De qualquer forma, poderá ajudar a compreender algumas feias imagens no Centro Histórico onde são poucos os votos, mas onde está o prestigio de Sintra. 

Como se no Centro Histórico não vivessem sintrenses que fazem parte do mesmo Município que os outros, partilhando Parques, Palácios e direitos.

Meditamos na confusão criada, capaz de introduzir ideias erradas sobre a Vila de Sintra que tem a área de 62,270 quilómetros quadrados e um Centro Histórico lá dentro.


Um Centro Histórico da UNESCO bem poluído e sem respeito pelo espírito do lugar 

Ora, "Mas também é onde as pessoas vivem" pode levar a que, por ignorância, se pense que na que chamam "vila histórica", não vivem pessoas, as quais viverão fora dela.

Não acreditamos que, com a frase, haja a pretensão de desviar as atenções do Centro Histórico onde se arrastam alguns problemas e aumentam outros.


Um Centro Histórico da UNESCO

Cada vez mais devassado por espécies motorizadas (quem controla a segurança dos visitantes?); venda ambulante de turismo; concentração de viaturas e poluição.

Não estamos a citar questões despicientes. Exigem medidas urgentes por contrariarem as regras de protecção do Património Histórico, colidindo com o prestígio de Sintra.

A aparente mensagem subliminar, focalizada "onde as pessoas vivem", parece fugir ao todo sintrense, dividindo-os injustamente, quando a época de votos ainda vem longe...

Não duvidando da bondade das intenções do Presidente Camarário, somos levados a  crer que nem sempre alguns conselheiros transmitirão os dados mais fidedignos. 

Imagens promocionais de Sintra

Com foral desde 1154, o Centro Histórico é intrínseco às referências a Sintra e à sua imagem interna e externa, constituindo património distinguido pela UNESCO. 

Temos, no mínimo, uma frase desajustada, se levados a pensar que no Centro Histórico (a que pretensamente se estará chamando "vila histórica") não viverão pessoas.

A menos que se esteja programando alguma fantástica campanha para zonas densamente povoadas e carentes, onde o acenar de Projectos...faça levantar multidões.

Há sinceridade nisso?

As aparentes preocupações com "onde as pessoas vivem" serão assim tão profundas?

Tem sido incrementado junto dos munícipes o conhecimento de Sintra, sua história e património, sabendo-se que a esmagadora se desloca e faz vida em sentido oposto?  

Que tem feito a Câmara Municipal, além de cobrar impostos, para trazer ao Centro Histórico as populações mais distantes, sem transportes rápidos e adequados?

Nas ditas "Presidências Abertas" prevê-se repartir pelas freguesias, com equidade, os lugares vagos para muitos espectáculos, entre eles os do Olga de Cadaval?  

Em nome da transparência, como se distribuem bilhetes "não pagos"? Ficam na Câmara? Para quem? Para espectadores frequentes? Há gratuitidades preferenciais?

Em Cultura da Juventude, a Câmara - accionista da Parques de Sintra - que tem feito para que jovens entre os 6 e 17 anos entrem gratuitamente nos Parques e Palácios?

Em 11 de Dezembro do anos passado, falávamos aqui dos 800 bilhetes a disponibilizar pela Parques de Sintra. A confirmar-se, como tem sido feita a sua distribuição?


Com tanta coisa por resolver (não se pergunte pelo que foi feito nos últimos 12 anos...) melhor seria contenção nas exuberâncias pelo excesso de entusiasmos.

As palavras dos politicos, no quadro em que são proferidas, exigem sempre uma grande clareza, para que não se prestem a leituras ambíguas que possam ser perniciosas.

No actual quadro, o Concelho de Sintra é indivisível, com ou sem votos.

Precisa, antes de tudo, de um sintrense que nos oiça, que não julgue possuir a verdade absoluta e considere quem possa discordar mas dê sugestões válidas. 

Sintra precisa de um Sintrense a geri-la, com amor à terra. 


terça-feira, 26 de julho de 2016

SINTRA, CUIDADOS COM A LEVEZA MILITANTE

Com o aproximar dos 3 anos da actual gestão autárquica, há indícios de entre apoiantes grassar uma onda de entusiasmo pela obra feita, parece que fantástica.

O estranho é partir de pessoas credíveis, com experiência, não carreiristas da política, capazes de avaliar promessas e separar obras reais das com cunho virtual. 

Apenas a pecha de que, opinião que se dê ou se discorde do que se observa no dia a dia, leva a que a tomem como falta de apreço (segundo eles...) pela gestão em curso.

Convenhamos que são precisas cautelas, pois nem sempre o rei vai bem vestido...

Algumas reacções parecem induzir a que se esperava que nada fosse feito...mas não seria suposto que, em três anos, algo o fosse? A militância deve ter isso em conta. 

Panoramas de Sintra

Trânsito

Ao abordar-se o grave problema do trânsito e intermináveis filas, queremos notar as frustrações de quem sonha visitar Sintra e não põe os pés no nosso solo.

E isto é por culpa dos políticos que cá têm passado e por cá passam e não porque queiramos brincar com estas coisas.

Espalhar-se aos quatro ventos que Sintra esteve numa feira de turismo em Nova Iorque (parece que com certa vaidade dizendo que o único destino europeu...) sem cuidar a logística do trânsito não pode merecer créditos de boa obra feita.




Foram estas as imagens de Sintra, aquando da promoção turística em Nova Iorque?

Foi promovido um destino em que o tempo - tão precioso para quem visita locais históricos - acaba esgotado em confusões de trânsito, sinais, falta de estacionamentos?

Nestes três anos (já sabemos que a culpa será dos 12 anos anteriores...), entre dinheiro a rodos e primados de influência, não se conseguiram planear parques periféricos? Ou pensarão, porventura, que um silo na Portela irá resolver o problema?

Património Municipal - Casa do Poeta

Como é possível que se verifique tanto alheamento pela conservação do património camarário, roçando - nalguns casos - a falta de respeito pelas memórias.



Corta-nos o coração ver a Casa do Poeta, que foi de Francisco Costa e agora é Património Municipal, naquele abandono doentio, do desleixo de quem ocupa cargos de responsabilidade e deveria dedicar todo o respeito aos nossos Ilustres.





É tão fácil passar pela Rua Sacadura Cabral...

Património Municipal - Lote de terreno urbano e prevenção na saúde

O terreno urbano que abaixo apresentamos, na Rua Comendador Carlos Kullberg, faz parte do enorme património de que a Câmara Municipal de Sintra é proprietária.

Como pode a Câmara ter autoridade para exigir limpezas de terrenos em zonas urbanas, se a própria edilidade não cumpre as regras que deveria fazer cumprir?





Nestes locais, ameaçando a saúde e a vida das pessoas (há tendência para se falar em pessoas nos discursos...) há espécies quase protegidas: - Carraças, ratos e cobras.

Lembramo-nos que, em tempos, se justificavam umas tantas obras com o facto de serem "onde as pessoas vivem"...e aqui vivem pessoas.  




Em tese, pode convidar-se personalidades de gabarito, pode inventar-se projectos para promoções políticas, mas a realidade encarrega-se de imagens diferentes.

Se, razoavelmente, entendemos a intenção do empenho militante, também nos parece que não é com intervenções de certa leveza que Sintra se irá construir.

Seria preferível - quanto a nós - a procura de uma individualidade prestigiada sintrense para decidir o nosso destino e acabar com o que se arrasta.

Um sintrense com o lema: "NÓS CONHECEMOS, VAMOS RESOLVER". 




domingo, 24 de julho de 2016

PORQUE HOJE É DOMINGO...VENHAM CONNOSCO A AVINHÃO

Gostaríamos de os convidar para uma breve visita a Avinhão, a cidade Papal cujo centro histórico é Património da Humanidade pela UNESCO. 

Começamos por imagens da Câmara Municipal, com espectáculo de ocasião à sua porta, e bandeira onde está escrito: - "Os homens nascem e morrem livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem basear-se no bem geral". 


Que lição registámos. Lembrámo-nos de quantos se incomodam por lutarmos contra a divisão de portugueses em Palácios e Parques de Sintra, onde os residentes entram gratuitamente e os outros portugueses (e jovens) não beneficiam desse direito. 




No Largo passeio fronteiro ao Palácio Papal - estamos a falar de Património da Humanidade classificado pela UNESCO - uma grande esplanada está disponível para os visitantes, situação que em Sintra seria as maiores críticas e oposição.

Interior do Palácio Papal

A lembrança das especiarias portuguesas

Finalmente, fica a homenagem a um artista de Rua que tão bem toca e que nos reteve durante bastante tempo com a sua tão estranha arte de ligar os sons.


Por favor clique sobre a peça


Votos de que passem um bom Domingo.