terça-feira, 26 de julho de 2016

SINTRA, CUIDADOS COM A LEVEZA MILITANTE

Com o aproximar dos 3 anos da actual gestão autárquica, há indícios de entre apoiantes grassar uma onda de entusiasmo pela obra feita, parece que fantástica.

O estranho é partir de pessoas credíveis, com experiência, não carreiristas da política, capazes de avaliar promessas e separar obras reais das com cunho virtual. 

Apenas a pecha de que, opinião que se dê ou se discorde do que se observa no dia a dia, leva a que a tomem como falta de apreço (segundo eles...) pela gestão em curso.

Convenhamos que são precisas cautelas, pois nem sempre o rei vai bem vestido...

Algumas reacções parecem induzir a que se esperava que nada fosse feito...mas não seria suposto que, em três anos, algo o fosse? A militância deve ter isso em conta. 

Panoramas de Sintra

Trânsito

Ao abordar-se o grave problema do trânsito e intermináveis filas, queremos notar as frustrações de quem sonha visitar Sintra e não põe os pés no nosso solo.

E isto é por culpa dos políticos que cá têm passado e por cá passam e não porque queiramos brincar com estas coisas.

Espalhar-se aos quatro ventos que Sintra esteve numa feira de turismo em Nova Iorque (parece que com certa vaidade dizendo que o único destino europeu...) sem cuidar a logística do trânsito não pode merecer créditos de boa obra feita.




Foram estas as imagens de Sintra, aquando da promoção turística em Nova Iorque?

Foi promovido um destino em que o tempo - tão precioso para quem visita locais históricos - acaba esgotado em confusões de trânsito, sinais, falta de estacionamentos?

Nestes três anos (já sabemos que a culpa será dos 12 anos anteriores...), entre dinheiro a rodos e primados de influência, não se conseguiram planear parques periféricos? Ou pensarão, porventura, que um silo na Portela irá resolver o problema?

Património Municipal - Casa do Poeta

Como é possível que se verifique tanto alheamento pela conservação do património camarário, roçando - nalguns casos - a falta de respeito pelas memórias.



Corta-nos o coração ver a Casa do Poeta, que foi de Francisco Costa e agora é Património Municipal, naquele abandono doentio, do desleixo de quem ocupa cargos de responsabilidade e deveria dedicar todo o respeito aos nossos Ilustres.





É tão fácil passar pela Rua Sacadura Cabral...

Património Municipal - Lote de terreno urbano e prevenção na saúde

O terreno urbano que abaixo apresentamos, na Rua Comendador Carlos Kullberg, faz parte do enorme património de que a Câmara Municipal de Sintra é proprietária.

Como pode a Câmara ter autoridade para exigir limpezas de terrenos em zonas urbanas, se a própria edilidade não cumpre as regras que deveria fazer cumprir?





Nestes locais, ameaçando a saúde e a vida das pessoas (há tendência para se falar em pessoas nos discursos...) há espécies quase protegidas: - Carraças, ratos e cobras.

Lembramo-nos que, em tempos, se justificavam umas tantas obras com o facto de serem "onde as pessoas vivem"...e aqui vivem pessoas.  




Em tese, pode convidar-se personalidades de gabarito, pode inventar-se projectos para promoções políticas, mas a realidade encarrega-se de imagens diferentes.

Se, razoavelmente, entendemos a intenção do empenho militante, também nos parece que não é com intervenções de certa leveza que Sintra se irá construir.

Seria preferível - quanto a nós - a procura de uma individualidade prestigiada sintrense para decidir o nosso destino e acabar com o que se arrasta.

Um sintrense com o lema: "NÓS CONHECEMOS, VAMOS RESOLVER". 




domingo, 24 de julho de 2016

PORQUE HOJE É DOMINGO...VENHAM CONNOSCO A AVINHÃO

Gostaríamos de os convidar para uma breve visita a Avinhão, a cidade Papal cujo centro histórico é Património da Humanidade pela UNESCO. 

Começamos por imagens da Câmara Municipal, com espectáculo de ocasião à sua porta, e bandeira onde está escrito: - "Os homens nascem e morrem livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem basear-se no bem geral". 


Que lição registámos. Lembrámo-nos de quantos se incomodam por lutarmos contra a divisão de portugueses em Palácios e Parques de Sintra, onde os residentes entram gratuitamente e os outros portugueses (e jovens) não beneficiam desse direito. 




No Largo passeio fronteiro ao Palácio Papal - estamos a falar de Património da Humanidade classificado pela UNESCO - uma grande esplanada está disponível para os visitantes, situação que em Sintra seria as maiores críticas e oposição.

Interior do Palácio Papal

A lembrança das especiarias portuguesas

Finalmente, fica a homenagem a um artista de Rua que tão bem toca e que nos reteve durante bastante tempo com a sua tão estranha arte de ligar os sons.


Por favor clique sobre a peça


Votos de que passem um bom Domingo.




sexta-feira, 22 de julho de 2016

PRESIDENTE DA REPÚBLICA: - "NÃO DISPÕE DE MEIOS"...


O documento acima reproduzido, talvez mereça constar dos manuais que ajudam a apreciar o vazio institucional e as práticas utilizadas para a bonomia militante.

Depois de lermos e vermos as preocupações de Sua Excelência e palavras de incentivo ao desenvolvimento cultural, decidimos colocar a questão dos preços praticados pela Parques de Sintra e restrições às entradas gratuitas nomeadamente de jovens.

Porque envolve uma empresa de capitais exclusivamente públicos, tutelada pelo Ministério do Ambiente, que divide os portugueses. Concede gratuitidades só aos que residem em Sintra e restringe - pelo custo - o acesso de jovens com menos de 18 anos.

E dissemos: - Por esse Europa fora, para promover o desenvolvimento dos jovens, Palácios e Museus abrem-lhes as portas gratuitamente, porque a história de um povo está na sua cultura de raiz e na ocupação dos seus tempos de aprendizagem. 

A resposta, no mínimo, é desoladora. Mas isso será, certamente, defeito nosso:

"Compreendendo os sérios motivos das sua preocupações, lamento informar V.Exa. que a Presidência da República não dispõe de meios que lhe permitam dar seguimento favorável à sua solicitação". Assim mesmo, como se matéria sem interesse.

Então Sua Excelência, ocupante do mais alto cargo do País, compreende "os sérios motivos" expostos e limita-se a dizer que "não dispõe de meios" para dar seguimento?

Sabendo, pelo nosso texto, que os Ministérios da Cultura e Ambiente se desligam das suas vertentes, não deveria perguntar e fazer chegar ao Senhor Primeiro Ministro as preocupações com o perigo de guetos culturais afectarem os portugueses?

Ainda bem que, entre falta de meios para incentivar a Cultura, Sua Excelência tem possibilidade de apreciar outras vertentes culturais que não obrigam a "meios"...

Esperemos que Sua Excelência, por não dispor de meios, não se venha a converter naquilo a que dantes. na sociedade portugueses, se aludia a "corta-fitas".  

O nosso imaginário...

Estamos a imaginar, da sua Casa Civil, eventuais telefonemas exploratórios. "Que se passa?" e um qualquer amigo - dentro e parte do desaforo -  a responder: "Nada"...mais qualquer coisa que aqui talvez não se pudesse reproduzir...se conhecida.

Veio a resposta da circunstância...como se tivéssemos pedido um empréstimo.

Fica para a história...dos que fecham o acesso à História. 

Depois queixamo-nos. 

Pequenos retalhos...Presidenciais

Felizmente, o mesmo Presidente "sem meios" assegurou que a selecção de hóquei em patins vai ter as mesmas condecorações que as suas similares de futebol e atletismo;

Marcelo Rebelo de Sousa disse que Portugal é o melhor "no futebol, na ciência, nas artes, na cultura, nas empresas, no trabalho".

Inaugurando o NewsMuseum (visitante "número um" sem pagar entrada) isso sim, foi "um triunfo do 25 de Abril e um triunfo do que é Portugal hoje".

Marcelo esteve em Serralves e ficou impressionado num dia "dedicado à cultura e em que distribuiu centenas de autógrafos".  

Infelizmente, para defender o acesso dos jovens à Cultura e exigir igualdade entre portugueses é que não "dispõe de meios".

Não votámos nele...mas também não é Um Presidente de Todos os Portugueses. 


terça-feira, 19 de julho de 2016

SINTRA, CONTINUA A "DOENÇA DO TRÂNSITO"...

Pode dizer-se que as "infecções de trânsito" já começam a tornar-se históricas. Um destes dias, algum autarca fará a exaltação do que é entrar (melhor, passar) por Sintra.

Claro está que, aos soluços, se usam umas doses de acetaminofeno, pretensamente para fazer baixar a febre do descontentamento, mas as "infecções" continuam.

Melhor dizendo, arranjam-se remédios caseiros em vez de se recorrer a especialistas na doença, capazes de a tratarem de forma tecnicamente correcta e definitiva. 

O Executivo Camarário hoje viu...

Parece que a recente colocação de semáforos à entrada do Centro Histórico até foi sugerida pela GNR, tendo em vista disciplinar a travessia das vias por peões.

Mas isso foi uma medida avulsa, bem intencionada e sugerida, devendo os técnicos especialistas fazer algo mais do que seguirem sugestões.

Hoje, ao saírem da Sessão Pública de Câmara, os membros do Executivo Municipal terão visto a situação caótica do trânsito...a menos que a autoridade tenha feito um corte para que as suas viaturas circulassem sem problemas. 

Se isso aconteceu, perderam-se momentos do inegável prazer que é ir descaindo as viaturas aos poucos, enquanto se apreciam as linhas do Palácio Real...


Claro que depois, na Volta do Duche, era o deslumbramento, como que uma anaconda em que os carros se constituíram elos da ondulante marcha lenta...

Como não terão visto, ainda oferecemos mais duas imagens do alto da Rua Visconde de Monserrate, onde a felicidade de estar em Sintra ...ia por aí abaixo.



Consta por aí que há umas ciclovias para inaugurar antes das eleições; coisa do arco da velha a caminho; mais uns tantos mealheiros para encher em estacionamentos.

Continuamos sem capacidade de pensar que os Parques periféricos ligados por viaturas não poluentes ao Centro Histórico são a única solução. É assim lá fora...

Infelizmente o nosso destino é este e, em cada dia, tudo se vai agravando, sem que se encontrem as exigíveis soluções.

Se o falhanço no trânsito é total, ainda pior se pode dizer da inoperância para termos transportes rodoviários ajustados às necessidades das populações, pelo menos dos que residem para cá do Cacém, onde até a bilhética foge das Coroas de Lisboa.

Estamos em crer que os membros do Executivo Municipal hoje viram...

Continuamos sem sair da cepa torta.