quinta-feira, 7 de julho de 2016

SINTRA: CANDIDATURA "INDEPENDENTE" CAUSA PÂNICO?

Sintra, tão rica em nevoeiros

A peça noticiosa do Público, aludindo a eventuais apoios do PSD, CDS, MPT e NÓS Cidadãos a uma candidatura de Marco Almeida para a Presidência da Câmara Municipal de Sintra, parece ter causado algum pânico entre conhecidas figuras do PS.

Devemos dizer, antes de mais, que não nos posicionamos como apoiantes do Movimento de que Marco Almeida é líder, independentemente da consideração pessoal. Do que não gostamos é do combate político assente em "barretes" ou "coerência". 

Marco Almeida foi Vice-Presidente da Câmara. Terá ambições pessoais. Mas de uma faceta da sua actividade política (não falamos partidária) podemos acusá-lo: - Conhece o Concelho de Sintra como ninguém e dedica-lhe a quase totalidade do seu tempo.

Não há associação humanitária ou de reformados e idosos, ou clubes desportivos, até escolas e outras organizações populares que não conheça e não seja estimado.

Esse facto, só por si, deveria merecer certa contenção verbal dos críticos, porque de pedrinhas para se atirarem aos políticos que por cá passam estamos cheios.

Marco Almeida tem o direito de ser ou não independente, de ser ou não apoiado por Partidos ou Movimentos, porque tal passa-se em Sintra com várias candidaturas.

O actual presidente, julga-se que ainda Democrata-Cristão - votou contra a Constituição onde consta o Poder Local - foi eleito como Independente em Listas do PS.

Ainda por cima, Marco Almeida tem um elemento relevante: - Não é sintrense, mas tem uma longa vida de ligação a Sintra e não caiu cá de para-quedas. Conhece-nos.

Não faz da política um roteiro de restaurantes onde se encontra com amigos.

O nosso futuro deve ser acautelado

Torna-se evidente que, numa futura candidatura, Marco Almeida - a ser candidato - talvez tenha de repensar nomes e personalidades que tenham crédito exemplar. 

Nomeadamente, face à experiência decorrida, as suas listas deverão ser compostas por pessoas competentes, firmemente vocacionadas para o bem comum e resolução dos problemas que nos afectam - e ele bem conhece - e a que ninguém liga. 

Nunca fez sentido que incluísse em candidaturas sob o seu nome, pessoas que, ao tempo de serem presidentes de juntas...votaram a favor da lei da sua extinção.

Obviamente que Marco Almeida tem um largo campo onde pode actuar. Nos transportes públicos rodoviários; no Hospital (agora silenciado - pasme-se - graças à existência de uma Viatura Médica de Emergência); na abertura Cultural a jovens; no Turismo. 

O PS não tem razões para pânico

Estamos em crer que o PS nas grandes questões como da poluição do Centro Histórico e trânsito inacreditável, na inimaginável concentração de carros em plena Serra, não tem soluções, agora provado com a aprovação de mais lugares para estacionamento. 

Tudo sugere que o dinheirinho está na primeira linha, fazendo lembrar velhos tempos em que havia muitas barras de ouro no banco e férrea gestão de um só homem. 

O PS tem personalidades sintrenses disponíveis, capazes das soluções, que oiçam os munícipes e façam a inventariação dos problemas, para os resolver.

Se o PS continuar a gestão da propagandinha barata, da cicloviazinha que irá atafulhar a circulação, da promoção em Nova Iorque sem resolver problemas centrais, terá efectivamente todas as razões para estar em pânico...

Mas, apenas, pela sua própria insuficiência. 


terça-feira, 5 de julho de 2016

SINTRA: PARQUE DA LIBERDADE, FALTA ZELO NA MANUTENÇÃO

Já aqui temos salientado algumas e graves deficiências na manutenção cuidada e zelosa do Parque da Liberdade, riquíssimo espaço de boas vindas a quem demanda Sintra.

Dizem-nos - e nem queremos acreditar - a quem pertence a obrigação camarária da sua gestão, ao mesmo tempo que nos chegam pormenores da aparente indiferença. 

No Parque da Liberdade, o nome é belo para quem goste dele pelo peso que encerra. Depois temos plantas e belas árvores, poemas e recantos cheios de romantismo. 

Como imagens como esta nos podem encantar

Ao longo dos anos, os visitantes de Sintra habituaram-se a passeios dentro do Parque da Liberdade (insistimos, da Liberdade), saboreando a água das suas fontes. 

De há poucos anos para cá, começa a tornar-se um sintoma de qualquer oposição à sua manutenção, ou pela ausência de responsáveis ou por notória falta de zelo. 

Vamos dar algumas imagens da indiferença pela manutenção, com fotos de que dispomos há alguns dias e cuja publicação retivemos à espera de atitude responsável. 


A foto acima não representa qualquer pintura a óleo, devidamente emoldurada. Trata-se de um aquário num estado de abandono tal que as ervas daninhas brilham...


Fonte dos Plátanos, com a água do tanque tapada por ervas daninhas aquáticas. 


Ao lado da Fonte, a terra amontoa-se pela erosão da cobertura vegetal. Ninguém cuida. Ninguém dá instruções para limpar, ninguém contraria o espírito do desleixo.


As lápides, os poemas, só se conseguem ler pelo...tacto...pelos dedos. 

Será que não há responsáveis ou não são responsabilizados?

Lê-se uma entrevista do Presidente Camarário ao Jornal da Região de 29 de Junho a 5 de Julho e surgem variadas obras: "Parque da Quinta da Fidalga", "Jardins da Ribafria", "Jardins da Quinta Nova da Assunção", "Parque Urbano da Rinchoa-Fitares"..

E o Parque da Liberdade, ali a 200 metros da Câmara Municipal, apresenta esta indiferença quase militante, certamente por não ser conhecido dos responsáveis.

Ou haverá alguma outra razão, além dos sintomas evidentes do desleixo?

Que vergonha, em plena zona nobre de Sintra, na jóia que é o Parque da Liberdade, termos imagens destes e como estas, que se arrastam meses, anos, sem cuidarem.

Um sintrense para Sintra obrigará a que isto não suceda. 

    






































domingo, 3 de julho de 2016

SU NURAXI DE BARUMINI, RICO PATRIMÓNIO DA UNESCO

Porque hoje é Domingo, convido-os a uma curta visita ao sitio arqueológico em Barumini, na Sardenha, uma vila fortificada construída entre 1500 e 1300 Antes de Cristo.

Principal torre nurágica

O complexo nurágico é Património Mundial da Unesco desde 1997, tendo sido descoberto nos anos 50 do século passado, estando nessa época cobertas de poeira.

As visitas, guiadas, levam-nos a percorrer a história dos povos daquela região, os seus hábitos e formas como viviam, nomeadamente com conforto.

Tinham aquecimento de águas para os seus banhos, nomeadamente locais para a prática de sauna em convívio entre os residentes. 

Um dos espaços destinados à sauna

Outra das torres que rodeavam a principal 

Pátio interior da Torre Principal

Com túneis fantásticos no interior da Torre Principal, este complexo justifica uma visita por quantos se interessam pelas civilizações antigas e pela cultura histórica. 

Com votos de um Bom Domingo.




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sexta-feira, 1 de julho de 2016

SINTRA: E O HOTEL NETTO? COMO VAI A COISA?

Numa altura em que já surge um cardápio de obras feitas, meio feitas, por fazer e quase virtuais, cujas virtudes militantes ressaltam, outras nos fazem pensar. 

Obviamente coloca-se-nos a dicotomia: - Ao fim de três anos de mandato não deveriam haver obras feitas? Ou o cardápio faz parte de campanha eleitoral em curso?

No meio das dúvidas, perante a louvável iniciativa dos apoiantes, perguntamos porque ainda não foram conseguidas algumas soluções que se arrastam há anos. 

Não vamos falar do grave problema de transportes públicos rodoviários que em Sintra são quase metade dos que são feitos em Cascais. 

Não falaremos de Saúde, vencidos pela militância realizada com a existência de uma Viatura Médica de Emergência no Hospital Fernando da Fonseca, abdicando do Hospital que Sintra precisa...pelo menos para os que moram a 20 ou 30 quilómetros dele.

Voltamos a falar, sim, das ruínas do Hotel Netto

Estava assim ontem o Hotel Netto

Depois de uma abordagem simples sobre o Hotel Netto e sua aquisição por parte da Câmara, ficaram naturais expectativas sobre o seu futuro após a recuperação.

Pessoa autorizada - Basílio Horta, Presidente da Câmara Municipal - após a venda em hasta pública, diria que em Abril iriam começar as obras de recuperação.

Quem se permitiria duvidar, colocar reservas ou questionário tão alto responsável? Perante informação tão firme e, garantidamente, suportada por dados fidedignos. 

Hoje, certamente, o mesmo político sentirá as maiores dificuldades pelo que entretanto sucedeu - melhor não sucedeu - e que alguém erradamente o terá informado. 

Ora, nem se cumpriu Abril, nem Maio, nem Junho, pelo que à boca fechada (às vezes é melhor fechada do que abrir só por abrir) se levantam variadas conjecturas.

Face ao incumprimento do que estaria previsto, que razões existirão ou que satisfação deve ser dada aos munícipes e residentes, para acabarem as conjecturas?

Talvez seja de bom tom que, entre uma ou outra obra a anunciar, se saiba o que se passa com o Hotel Netto, protecção adequada e início das obras. 

Tudo acaba por se tornar estranho quando o dito não se liga ao feito.