terça-feira, 5 de julho de 2016

SINTRA: PARQUE DA LIBERDADE, FALTA ZELO NA MANUTENÇÃO

Já aqui temos salientado algumas e graves deficiências na manutenção cuidada e zelosa do Parque da Liberdade, riquíssimo espaço de boas vindas a quem demanda Sintra.

Dizem-nos - e nem queremos acreditar - a quem pertence a obrigação camarária da sua gestão, ao mesmo tempo que nos chegam pormenores da aparente indiferença. 

No Parque da Liberdade, o nome é belo para quem goste dele pelo peso que encerra. Depois temos plantas e belas árvores, poemas e recantos cheios de romantismo. 

Como imagens como esta nos podem encantar

Ao longo dos anos, os visitantes de Sintra habituaram-se a passeios dentro do Parque da Liberdade (insistimos, da Liberdade), saboreando a água das suas fontes. 

De há poucos anos para cá, começa a tornar-se um sintoma de qualquer oposição à sua manutenção, ou pela ausência de responsáveis ou por notória falta de zelo. 

Vamos dar algumas imagens da indiferença pela manutenção, com fotos de que dispomos há alguns dias e cuja publicação retivemos à espera de atitude responsável. 


A foto acima não representa qualquer pintura a óleo, devidamente emoldurada. Trata-se de um aquário num estado de abandono tal que as ervas daninhas brilham...


Fonte dos Plátanos, com a água do tanque tapada por ervas daninhas aquáticas. 


Ao lado da Fonte, a terra amontoa-se pela erosão da cobertura vegetal. Ninguém cuida. Ninguém dá instruções para limpar, ninguém contraria o espírito do desleixo.


As lápides, os poemas, só se conseguem ler pelo...tacto...pelos dedos. 

Será que não há responsáveis ou não são responsabilizados?

Lê-se uma entrevista do Presidente Camarário ao Jornal da Região de 29 de Junho a 5 de Julho e surgem variadas obras: "Parque da Quinta da Fidalga", "Jardins da Ribafria", "Jardins da Quinta Nova da Assunção", "Parque Urbano da Rinchoa-Fitares"..

E o Parque da Liberdade, ali a 200 metros da Câmara Municipal, apresenta esta indiferença quase militante, certamente por não ser conhecido dos responsáveis.

Ou haverá alguma outra razão, além dos sintomas evidentes do desleixo?

Que vergonha, em plena zona nobre de Sintra, na jóia que é o Parque da Liberdade, termos imagens destes e como estas, que se arrastam meses, anos, sem cuidarem.

Um sintrense para Sintra obrigará a que isto não suceda. 

    






































domingo, 3 de julho de 2016

SU NURAXI DE BARUMINI, RICO PATRIMÓNIO DA UNESCO

Porque hoje é Domingo, convido-os a uma curta visita ao sitio arqueológico em Barumini, na Sardenha, uma vila fortificada construída entre 1500 e 1300 Antes de Cristo.

Principal torre nurágica

O complexo nurágico é Património Mundial da Unesco desde 1997, tendo sido descoberto nos anos 50 do século passado, estando nessa época cobertas de poeira.

As visitas, guiadas, levam-nos a percorrer a história dos povos daquela região, os seus hábitos e formas como viviam, nomeadamente com conforto.

Tinham aquecimento de águas para os seus banhos, nomeadamente locais para a prática de sauna em convívio entre os residentes. 

Um dos espaços destinados à sauna

Outra das torres que rodeavam a principal 

Pátio interior da Torre Principal

Com túneis fantásticos no interior da Torre Principal, este complexo justifica uma visita por quantos se interessam pelas civilizações antigas e pela cultura histórica. 

Com votos de um Bom Domingo.




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sexta-feira, 1 de julho de 2016

SINTRA: E O HOTEL NETTO? COMO VAI A COISA?

Numa altura em que já surge um cardápio de obras feitas, meio feitas, por fazer e quase virtuais, cujas virtudes militantes ressaltam, outras nos fazem pensar. 

Obviamente coloca-se-nos a dicotomia: - Ao fim de três anos de mandato não deveriam haver obras feitas? Ou o cardápio faz parte de campanha eleitoral em curso?

No meio das dúvidas, perante a louvável iniciativa dos apoiantes, perguntamos porque ainda não foram conseguidas algumas soluções que se arrastam há anos. 

Não vamos falar do grave problema de transportes públicos rodoviários que em Sintra são quase metade dos que são feitos em Cascais. 

Não falaremos de Saúde, vencidos pela militância realizada com a existência de uma Viatura Médica de Emergência no Hospital Fernando da Fonseca, abdicando do Hospital que Sintra precisa...pelo menos para os que moram a 20 ou 30 quilómetros dele.

Voltamos a falar, sim, das ruínas do Hotel Netto

Estava assim ontem o Hotel Netto

Depois de uma abordagem simples sobre o Hotel Netto e sua aquisição por parte da Câmara, ficaram naturais expectativas sobre o seu futuro após a recuperação.

Pessoa autorizada - Basílio Horta, Presidente da Câmara Municipal - após a venda em hasta pública, diria que em Abril iriam começar as obras de recuperação.

Quem se permitiria duvidar, colocar reservas ou questionário tão alto responsável? Perante informação tão firme e, garantidamente, suportada por dados fidedignos. 

Hoje, certamente, o mesmo político sentirá as maiores dificuldades pelo que entretanto sucedeu - melhor não sucedeu - e que alguém erradamente o terá informado. 

Ora, nem se cumpriu Abril, nem Maio, nem Junho, pelo que à boca fechada (às vezes é melhor fechada do que abrir só por abrir) se levantam variadas conjecturas.

Face ao incumprimento do que estaria previsto, que razões existirão ou que satisfação deve ser dada aos munícipes e residentes, para acabarem as conjecturas?

Talvez seja de bom tom que, entre uma ou outra obra a anunciar, se saiba o que se passa com o Hotel Netto, protecção adequada e início das obras. 

Tudo acaba por se tornar estranho quando o dito não se liga ao feito. 

  


sexta-feira, 17 de junho de 2016

SINTRA: 546 DIAS DA ESTRUTURA NO HOTEL CENTRAL

A longa estrutura lá continua (imagem de ontem)

Na nossa cruzada de contar os dias da estrutura montada na frontaria do Hotel Central (por favor clique para rever),  podemos anunciar que se atingiram os 546 dias. É obra.

Foram 546 dias plenos de obras no Facebook: - jogo de matraquilhos, projecto de uma pousada, leitura (em português de 1794) da 1ª. acta de reunião de Câmara, eixo ecológico do Jamor, o palco do "Sintra Mountain Magic Trail", até Chaby Pinheiro.    

Para não faltar o cheirinho eleitoral "também é este o caminho", mostraram-nos as pás de moinhos de vento para energia eólica, do National Geographic, sem nos dizerem se há mais  algum projecto em curso para a montagem de moinhos na Serra de Sintra. 

Tivemos ainda Marcelo a horas mortas e constatámos que a comemorar a Constituição de 1976 estiveram presentes os que estiveram contra ela.

Por acanhamento, não reproduzimos aqui parabéns, louvores à equipa, factos ou imagens fantásticas com ou sem photoshop, até "desabafos" com humildade servil. 

No meio de tais resultados - facilmente se repescariam outros mais volumosos e até de uns milhões de euros - continuará a existir um problema insanável: - A estrutura montada há 546 dias lá continua...sem repor a história do local.

Melhor dizendo, ao que se admite, a Câmara activa, ainda não conseguiu que a Câmara normal exigisse a reposição da frontaria do Hotel no seu aspecto original. 

Ou seja, danificar património protegido parece ser coisa que, ou não causa preocupações de maior ou então se reveste de grande complexidade autárquica. 

O Presidente da Câmara, certamente sem relações especiais com o Hotel Central, já poderia ter esclarecido algumas dúvidas, contribuindo para a transparência.

Mas, enfim, vamos aguardando e, ao menos, lembrando, o que não é mau.

546 dias é muito tempo...mas certamente há razões que se desconhecem.

Esperemos por melhores esclarecimentos.

Vamos continuar a contar...