Já aqui temos salientado algumas e graves deficiências na manutenção cuidada e zelosa do Parque da Liberdade, riquíssimo espaço de boas vindas a quem demanda Sintra.
Dizem-nos - e nem queremos acreditar - a quem pertence a obrigação camarária da sua gestão, ao mesmo tempo que nos chegam pormenores da aparente indiferença.
No Parque da Liberdade, o nome é belo para quem goste dele pelo peso que encerra. Depois temos plantas e belas árvores, poemas e recantos cheios de romantismo.
Como imagens como esta nos podem encantar
Ao longo dos anos, os visitantes de Sintra habituaram-se a passeios dentro do Parque da Liberdade (insistimos, da Liberdade), saboreando a água das suas fontes.
De há poucos anos para cá, começa a tornar-se um sintoma de qualquer oposição à sua manutenção, ou pela ausência de responsáveis ou por notória falta de zelo.
Vamos dar algumas imagens da indiferença pela manutenção, com fotos de que dispomos há alguns dias e cuja publicação retivemos à espera de atitude responsável.
A foto acima não representa qualquer pintura a óleo, devidamente emoldurada. Trata-se de um aquário num estado de abandono tal que as ervas daninhas brilham...
Fonte dos Plátanos, com a água do tanque tapada por ervas daninhas aquáticas.
Ao lado da Fonte, a terra amontoa-se pela erosão da cobertura vegetal. Ninguém cuida. Ninguém dá instruções para limpar, ninguém contraria o espírito do desleixo.
As lápides, os poemas, só se conseguem ler pelo...tacto...pelos dedos.
Será que não há responsáveis ou não são responsabilizados?
Lê-se uma entrevista do Presidente Camarário ao Jornal da Região de 29 de Junho a 5 de Julho e surgem variadas obras: "Parque da Quinta da Fidalga", "Jardins da Ribafria", "Jardins da Quinta Nova da Assunção", "Parque Urbano da Rinchoa-Fitares"..
E o Parque da Liberdade, ali a 200 metros da Câmara Municipal, apresenta esta indiferença quase militante, certamente por não ser conhecido dos responsáveis.
Ou haverá alguma outra razão, além dos sintomas evidentes do desleixo?
Que vergonha, em plena zona nobre de Sintra, na jóia que é o Parque da Liberdade, termos imagens destes e como estas, que se arrastam meses, anos, sem cuidarem.
Um sintrense para Sintra obrigará a que isto não suceda.





