sexta-feira, 1 de julho de 2016

SINTRA: E O HOTEL NETTO? COMO VAI A COISA?

Numa altura em que já surge um cardápio de obras feitas, meio feitas, por fazer e quase virtuais, cujas virtudes militantes ressaltam, outras nos fazem pensar. 

Obviamente coloca-se-nos a dicotomia: - Ao fim de três anos de mandato não deveriam haver obras feitas? Ou o cardápio faz parte de campanha eleitoral em curso?

No meio das dúvidas, perante a louvável iniciativa dos apoiantes, perguntamos porque ainda não foram conseguidas algumas soluções que se arrastam há anos. 

Não vamos falar do grave problema de transportes públicos rodoviários que em Sintra são quase metade dos que são feitos em Cascais. 

Não falaremos de Saúde, vencidos pela militância realizada com a existência de uma Viatura Médica de Emergência no Hospital Fernando da Fonseca, abdicando do Hospital que Sintra precisa...pelo menos para os que moram a 20 ou 30 quilómetros dele.

Voltamos a falar, sim, das ruínas do Hotel Netto

Estava assim ontem o Hotel Netto

Depois de uma abordagem simples sobre o Hotel Netto e sua aquisição por parte da Câmara, ficaram naturais expectativas sobre o seu futuro após a recuperação.

Pessoa autorizada - Basílio Horta, Presidente da Câmara Municipal - após a venda em hasta pública, diria que em Abril iriam começar as obras de recuperação.

Quem se permitiria duvidar, colocar reservas ou questionário tão alto responsável? Perante informação tão firme e, garantidamente, suportada por dados fidedignos. 

Hoje, certamente, o mesmo político sentirá as maiores dificuldades pelo que entretanto sucedeu - melhor não sucedeu - e que alguém erradamente o terá informado. 

Ora, nem se cumpriu Abril, nem Maio, nem Junho, pelo que à boca fechada (às vezes é melhor fechada do que abrir só por abrir) se levantam variadas conjecturas.

Face ao incumprimento do que estaria previsto, que razões existirão ou que satisfação deve ser dada aos munícipes e residentes, para acabarem as conjecturas?

Talvez seja de bom tom que, entre uma ou outra obra a anunciar, se saiba o que se passa com o Hotel Netto, protecção adequada e início das obras. 

Tudo acaba por se tornar estranho quando o dito não se liga ao feito. 

  


sexta-feira, 17 de junho de 2016

SINTRA: 546 DIAS DA ESTRUTURA NO HOTEL CENTRAL

A longa estrutura lá continua (imagem de ontem)

Na nossa cruzada de contar os dias da estrutura montada na frontaria do Hotel Central (por favor clique para rever),  podemos anunciar que se atingiram os 546 dias. É obra.

Foram 546 dias plenos de obras no Facebook: - jogo de matraquilhos, projecto de uma pousada, leitura (em português de 1794) da 1ª. acta de reunião de Câmara, eixo ecológico do Jamor, o palco do "Sintra Mountain Magic Trail", até Chaby Pinheiro.    

Para não faltar o cheirinho eleitoral "também é este o caminho", mostraram-nos as pás de moinhos de vento para energia eólica, do National Geographic, sem nos dizerem se há mais  algum projecto em curso para a montagem de moinhos na Serra de Sintra. 

Tivemos ainda Marcelo a horas mortas e constatámos que a comemorar a Constituição de 1976 estiveram presentes os que estiveram contra ela.

Por acanhamento, não reproduzimos aqui parabéns, louvores à equipa, factos ou imagens fantásticas com ou sem photoshop, até "desabafos" com humildade servil. 

No meio de tais resultados - facilmente se repescariam outros mais volumosos e até de uns milhões de euros - continuará a existir um problema insanável: - A estrutura montada há 546 dias lá continua...sem repor a história do local.

Melhor dizendo, ao que se admite, a Câmara activa, ainda não conseguiu que a Câmara normal exigisse a reposição da frontaria do Hotel no seu aspecto original. 

Ou seja, danificar património protegido parece ser coisa que, ou não causa preocupações de maior ou então se reveste de grande complexidade autárquica. 

O Presidente da Câmara, certamente sem relações especiais com o Hotel Central, já poderia ter esclarecido algumas dúvidas, contribuindo para a transparência.

Mas, enfim, vamos aguardando e, ao menos, lembrando, o que não é mau.

546 dias é muito tempo...mas certamente há razões que se desconhecem.

Esperemos por melhores esclarecimentos.

Vamos continuar a contar...


terça-feira, 14 de junho de 2016

SINTRA: HOTEL NETTO, QUEM PREVINE A SEGURANÇA?

Não nos admiraria se alguém se encarregasse de sugerir ao Presidente da Câmara que nestas páginas (até pessoalizando...) se fazem críticas...mas omitindo sugestões.

Na verdade, se na vida sintrense há situações anómalas, entendemos que o Presidente não pode ver tudo, exigindo-se que lhe sejam transmitidas pelos responsáveis aos mais diversos níveis, quer do Executivo quer de Quadros Camarários.

Hotel Netto, Câmara sem "ver", antes, durante e depois 

No caso do Hotel Netto, para lá da história confusa da compra anunciada em finais de 2013, tivemos o antes, com as ruínas propriedade da cadeia Tivoli.


Depois, entre a compra e a venda em Março de 2016, a Câmara Municipal foi a proprietária das mesmas ruínas. Falava-se na fachada e tecnologias...nada de novo.

Imagem de hoje..."prestigiante" mesmo em frente ao Hotel Tivoli...

Com um novo proprietário em Março de 2016, foi dito que as obras começariam em Abril, situação que não se cumpriu, nem em Maio, nem até meados de Junho.

Acesso disponível 24 horas por dia...como é possível a indiferença camarária?

Destas três fases, entre outras coisas, ressalta a inoperacionalidade da Câmara e seus responsáveis pela interdição de acesso às ruínas por parte de pessoas estranhas. 

As ruínas, com o risco de mais derrocadas e outros perigos, continuam de portas escancaradas, permitindo a entrada de pessoas por vários motivos.

Há dias, sem percepção da gravidade, algumas crianças corriam lá dentro, com entrada à borla, enquanto ao lado - no Palácio - teriam de pagar para aceder à cultura.

Como é possível que nestas três fases da vida das ruínas do Hotel Netto, não tenham sido colocados tapumes ou outras protecções que impeçam as entradas para o perigo?

Não seria a Câmara a primeira a dar o exemplo das preocupações, tomando as medidas adequadas para que, além da má imagem, se eliminassem os perigos?

Depois o que querem que se diga? Que se louve?

Tristemente não se passa da cepa torta...

Sintra não merece disto. 



quinta-feira, 9 de junho de 2016

SINTRA: COISAS "BOAS DE SE VER"...

Duas situações observadas hoje podem classificar-se como boas de se ver.

Uma de recuperação do património sintrense, quando uma equipa da Escola de Recuperação do Património trabalhava no fontanário frente à Câmara Municipal.


Outra, a solução encontrada para a deposição dos vários lixos e recolhas para reciclagem, num investimento dos SMAS que se deve enaltecer.

 
Esperemos que as entidades oficiais, nomeadamente a Polícia Municipal, fiscalizem o cumprimento das regras e horários, para que não seja pela manhã  - como muitas vezes sucede - que os monos se colocam fora dos contentores...e lá ficam o dia todo.

Estas são as coisas "BOAS DE SE VER".

Que se devem saudar.