sexta-feira, 17 de junho de 2016

SINTRA: 546 DIAS DA ESTRUTURA NO HOTEL CENTRAL

A longa estrutura lá continua (imagem de ontem)

Na nossa cruzada de contar os dias da estrutura montada na frontaria do Hotel Central (por favor clique para rever),  podemos anunciar que se atingiram os 546 dias. É obra.

Foram 546 dias plenos de obras no Facebook: - jogo de matraquilhos, projecto de uma pousada, leitura (em português de 1794) da 1ª. acta de reunião de Câmara, eixo ecológico do Jamor, o palco do "Sintra Mountain Magic Trail", até Chaby Pinheiro.    

Para não faltar o cheirinho eleitoral "também é este o caminho", mostraram-nos as pás de moinhos de vento para energia eólica, do National Geographic, sem nos dizerem se há mais  algum projecto em curso para a montagem de moinhos na Serra de Sintra. 

Tivemos ainda Marcelo a horas mortas e constatámos que a comemorar a Constituição de 1976 estiveram presentes os que estiveram contra ela.

Por acanhamento, não reproduzimos aqui parabéns, louvores à equipa, factos ou imagens fantásticas com ou sem photoshop, até "desabafos" com humildade servil. 

No meio de tais resultados - facilmente se repescariam outros mais volumosos e até de uns milhões de euros - continuará a existir um problema insanável: - A estrutura montada há 546 dias lá continua...sem repor a história do local.

Melhor dizendo, ao que se admite, a Câmara activa, ainda não conseguiu que a Câmara normal exigisse a reposição da frontaria do Hotel no seu aspecto original. 

Ou seja, danificar património protegido parece ser coisa que, ou não causa preocupações de maior ou então se reveste de grande complexidade autárquica. 

O Presidente da Câmara, certamente sem relações especiais com o Hotel Central, já poderia ter esclarecido algumas dúvidas, contribuindo para a transparência.

Mas, enfim, vamos aguardando e, ao menos, lembrando, o que não é mau.

546 dias é muito tempo...mas certamente há razões que se desconhecem.

Esperemos por melhores esclarecimentos.

Vamos continuar a contar...


terça-feira, 14 de junho de 2016

SINTRA: HOTEL NETTO, QUEM PREVINE A SEGURANÇA?

Não nos admiraria se alguém se encarregasse de sugerir ao Presidente da Câmara que nestas páginas (até pessoalizando...) se fazem críticas...mas omitindo sugestões.

Na verdade, se na vida sintrense há situações anómalas, entendemos que o Presidente não pode ver tudo, exigindo-se que lhe sejam transmitidas pelos responsáveis aos mais diversos níveis, quer do Executivo quer de Quadros Camarários.

Hotel Netto, Câmara sem "ver", antes, durante e depois 

No caso do Hotel Netto, para lá da história confusa da compra anunciada em finais de 2013, tivemos o antes, com as ruínas propriedade da cadeia Tivoli.


Depois, entre a compra e a venda em Março de 2016, a Câmara Municipal foi a proprietária das mesmas ruínas. Falava-se na fachada e tecnologias...nada de novo.

Imagem de hoje..."prestigiante" mesmo em frente ao Hotel Tivoli...

Com um novo proprietário em Março de 2016, foi dito que as obras começariam em Abril, situação que não se cumpriu, nem em Maio, nem até meados de Junho.

Acesso disponível 24 horas por dia...como é possível a indiferença camarária?

Destas três fases, entre outras coisas, ressalta a inoperacionalidade da Câmara e seus responsáveis pela interdição de acesso às ruínas por parte de pessoas estranhas. 

As ruínas, com o risco de mais derrocadas e outros perigos, continuam de portas escancaradas, permitindo a entrada de pessoas por vários motivos.

Há dias, sem percepção da gravidade, algumas crianças corriam lá dentro, com entrada à borla, enquanto ao lado - no Palácio - teriam de pagar para aceder à cultura.

Como é possível que nestas três fases da vida das ruínas do Hotel Netto, não tenham sido colocados tapumes ou outras protecções que impeçam as entradas para o perigo?

Não seria a Câmara a primeira a dar o exemplo das preocupações, tomando as medidas adequadas para que, além da má imagem, se eliminassem os perigos?

Depois o que querem que se diga? Que se louve?

Tristemente não se passa da cepa torta...

Sintra não merece disto. 



quinta-feira, 9 de junho de 2016

SINTRA: COISAS "BOAS DE SE VER"...

Duas situações observadas hoje podem classificar-se como boas de se ver.

Uma de recuperação do património sintrense, quando uma equipa da Escola de Recuperação do Património trabalhava no fontanário frente à Câmara Municipal.


Outra, a solução encontrada para a deposição dos vários lixos e recolhas para reciclagem, num investimento dos SMAS que se deve enaltecer.

 
Esperemos que as entidades oficiais, nomeadamente a Polícia Municipal, fiscalizem o cumprimento das regras e horários, para que não seja pela manhã  - como muitas vezes sucede - que os monos se colocam fora dos contentores...e lá ficam o dia todo.

Estas são as coisas "BOAS DE SE VER".

Que se devem saudar. 


terça-feira, 7 de junho de 2016

SINTRA, EXEMPLOS DE HONESTIDADE INTELECTUAL...

Confundir a Pena pela pena

Uma senhora (dizem que faz recolhas históricas para escrever) resolveu comparar preços para visitar o Palácio da Pena com os praticados nalguns monumentos europeus.

Alguém teria de mostrar a "desonestidade intelectual" dos que dizem que a política dos Parques de Sintra afastou os portugueses dos seus palácios. E deu exemplos.

Bem precisa a sociedade portuguesa e sintrense da intelectualidade honesta, rigorosa e brilhante, da verdade apurada e aprofundada. Isso merece medalhas...

Às vezes, entre a verdade e a inverdade, entre o rigor e a manipulação, a distância não é muita e, aí, a capacidade intelectual brota, jorrando honestidade em catadupa.  

Há riscos. Défices de raciocínio podem levar à clonagem do escrito para uso em  caixas de ressonância, que se sentem bem acompanhadas...sem apurarem a realidade. 

Comparar o que é incomparável...

A senhora e a caixa de ressonância, certamente impregnados pelo entusiasmo, não terão prevenido a confirmação - e rigor - do que tão solidariamente promoveram. 

Disseram que os turistas na Pena pagam 14€ e nos seus próprios países pagam muito mais. Entre os exemplos: - Em Versalhes 25€ e no Alhambra de Granada 32 euros.

Terão feito confusão nos preços, um pequeno pecado de transmissão, pois do seu gabarito cultural ninguém duvidará que já tenham entrado nos patrimónios referidos.

Sobre Versalhes (clique por favor para aprofundar) a senhora refere um bilhete de 2 (dois) dias (25€) para comparar com o da Pena por um dia (14€]. Boa malha...precisão.


Versalhes - Bilhete para 2 (dois) dias

Versalhes - Bilhete pata 1 (um) dia

Quanto ao Alhambra de Granada (clique por favor para aprofundar) confunde com o custo de 32€, pois na visita normal paga-se o mesmo que na Pena (14€) com mais visitas: Alcabaza, Palácios Nasridas, Generalife, Banhos da Mesquita e Jardins.


Vitória da honestidade intelectual

Ressalta que a honestidade intelectual funciona como um lampadário que nos alumia, que nos abre caminho para que não se viva em azinhagas culturais sombrias. 

É essa a grande virtude dos intelectuais honestos, ditos para-honestos, exibidores de dotes sobre-honestos, são a vanguarda do exemplo, das preocupações culturais.

E manifestam-se...investigam...transmitem...escrevem...

Ao que dizem, 100.000 portugueses visitaram a Pena em 2015 e 280.000 (!!!) insistem em contrariar os desonestos intelectuais, no conjunto dos monumentos.

Para orgulho intelectual, 1,0% dos portugueses (todos diferentes?) visitaram a Pena em 2015 e 1,8% visitaram os outros Monumentos explorados pela Parques de Sintra.  

Que alegria. Que êxito Cultural para os portugueses. A vitória da intelectualidade.

Compreensiva distracção cultural

Pegando na riqueza bem expressa em prosa comparativa, só a falta de tempo, que da de atenção e cuidados já falámos, justificará que não falem em Cultura da Juventude. 

Omitiram (senhora e ressonância) que em Versalhes os jovens com menos de 18 anos e os cidadãos da EU com menos de 26 têm sempre entrada gratuita...e que...

...de Novembro a Março, nos primeiros domingos do mês as entradas são gratuitas.

...ou que no Alhambra, as crianças com menos de 12 anos também não pagam.

Só por distracção se terão esquecido de referir estes acessos dos jovens à Cultura, comparando com a política de portas fechadas da Parques de Sintra.

Como interpretar?

Pela nossa parte, transportar para a escrita deve obedecer ao rigor e à fidelidade na recolha, para que não mostremos a quem lê que lebre é o mesmo que gato.

Obviamente que, quanto a nós, o que a senhora escreveu estaria mal suportado (pouco aceitável em quem parece que investiga a história) mas isso é um problema dela.

Só que, às vezes, os objectivos não ajudam a dissipar a névoa das intenções. 

Quais seriam as intenções?

Pelo menos lutarem contra a "desonestidade intelectual".