domingo, 5 de junho de 2016

DOMINGO: APROVEITE...VISITE O PARQUES DA LIBERDADE

Aproveite este Domingo para passear no Parque da Liberdade...é gratuita a entrada.

O tempo estará agradável, com temperatura amena e apenas uma ligeira aragem que ajudará os seus milhões de alvéolos pulmonares a levar o oxigénio para o sangue.

Aprecie belas flores que jardineiros dedicados conservam sempre bem tratadas, veja as estufas e não perca belas fotografias, verdadeiras, sem necessidade de photoshop.






Certamente ficará contente por saber que os jardineiros cumprem o seu trabalho. Merecem-nos todo o apreço e ficam honrados pelas nossas visitas. Aproveite.

No meio da beleza, os senãos



Estas duas imagens não se relacionam com as funções dos jardineiros. São imagens que o responsável pelo Pelouro (se visitasse o Parques da Liberdade (Liberdade, insistimos), veria e certamente providenciaria pela imediata solução. 

Primeiro, a Câmara Municipal torna-se alimentadora dos pombos, que comem a ração das aves do lago. Já foi sugerida uma rede superior, até oferecida. Mas nada...

Depois, à volta do lago, é preciso cuidar da saúde das crianças, ávidas para se agarrarem à rede e verem mais de perto os "patinhos", um sentimento tão comum.  

Terceiro, com tanta água que corre da serra, como é possível que o responsável não arranje uma solução contra a água estagnada ou suja?

Claro que não estamos perante fantásticas ciclovias, mas caramba, disto NÃO.

Ainda por cima no Parque da Liberdade, veja-se no nome: LIBERDADE.

Só pelo nome mereceria ser mais visitado pelos responsáveis. 

VISITE...O DIA ESTÁ AGRADÁVEL E NO GÉNERO É BOM PARA FOTOS. 

Bom Domingo.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

SINTRA, HISTÓRIAS SOBRE A IMAGEM DE ONTEM...


Esta foi uma imagem de ontem...e do ontem de uma criança 75 anos passados.

Uma imagem que se não esquece, que não poderia ser deturpada nem escondida, que com muito orgulho é mostrada. Uma imagem que não esconde as origens.

A criança triste tinha apenas 23 meses de idade. 

Quem olhar cuidadosamente, pode ver tudo que rodeava uma criança naquele Alentejo profundo, dois anos depois do início da II Grande Guerra e privações havidas.

Não havia tablets, nem médicos, nem psicólogos. À noite havia a lamparina e as manhãs começavam às 5 horas, sem sono, porque se ia cedo para o colchão de palha.

Uma mecha em candeeiro a petróleo alumiava para os deveres escolares, num caderno de duas linhas ou na ardósia riscada com pena rija porque a de leite era cara.

O café eram sopas de pão e, aos Domingos, farinha torrada numa frigideira. Faltava a manteiga que para nós era substituída por banha derretida com colorau para ter cor.

Não havia parques, nem jardins. Eram privados, para filhos de feitores e agrários.

O menino teve a sorte de não morrer como foi sucedendo a muitos outros. 

Hoje, com 77 anos, o menino sente repulsa pelos que falam das crianças mas apoiam quem a elas fecha Parques e Palácios se os pais não puderem pagar as entradas.

O menino com 77 anos sente vergonha dos que se dobram como lacaios, se calam com recompensas, vivem de abraços fraternos ou se rendem à bajulação.

Há quem seja capaz de enaltecer os mesmos que ontem fecharam as portas às nossas crianças, entusiasmados, pela certa, com o aumento do nosso dinheirinho.

Como nos saltaram ao pensamentos tantos fariseus...a podridão das elites. 

Por isso temos estado e continuaremos a estar ao lado das crianças e seu direito de acesso gratuito aos bens culturais, ao Monumentos e Palácios Históricos de Sintra.

E digam lá fora, onde alguns se movimentam e talvez se pavoneiem, que no Dia Mundial da Criança a tal entidade tão votada...votou as Crianças ao ostracismo.  

Porque não podemos esquecer as limitações que tivemos em criança.

Que sintam vergonha...ao menos isso.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

SINTRA: SR. PRESIDENTE, QUE PENA NO DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

O Infomail da Câmara dava a conhecer que os munícipes de Sintra podem agora visitar gratuitamente aos domingos os parques e Palácios geridos pela Parques de Sintra.

Nele se destacava "Basílio Horta refere que "pediu o alargamento do horário para que os munícipes tenham mais possibilidade de ver e usufruir o património do concelho"".

Nestas coisas, o Presidente também pode ser alertado para o planeamento anual de eventos e, claro está, a celebração do Dia Mundial da Criança será relevante. 

Foi (opinião nossa), uma pena que o assunto lhe possa ter passado ao largo, propondo também que - hoje - as Crianças entrassem gratuitamente nos mesmos espaços.

Daí que - hoje - nos mesmos Parques e Palácios Nacionais (insistimos: não de Sintra, mas Nacionais) a entrada de crianças esteja prevista como num vulgar dia de exploração.

Na nossa modéstia, deixamos às Crianças esta singela mensagem:

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA - 2016

Nestes dias, ser criança,
É vida dura, talvez,
Porque a vida balança
Entre amor e rudez.

Fácil falar neste dia,
Promessas e citações,
De crianças como guia,
Sem passar de intenções.

Portas que te são fechadas,
Até, hoje, no teu DIA,
São mentiras bem bordadas,
Usadas por quem as cria.

Olha CRIANÇA, em frente,
Vai pela Estrada Larga,
Nas bermas toma cautelas.
Engana-te muita gente,
A vida que te amarga,
É dourada nas lapelas.


É certo que a CM de Sintra, na Biblioteca Municipal (pertence ao Pelouro da Cultura do Vice-Presidente) tem um plano a 30 (trinta) dias inserido no Dia Mundial da Criança.

Mas hoje é que é o Dia, o seu (das Crianças) Dia. 

Para que no seu Dia Mundial, não haja crianças assim...

Votos de Bom Dia Mundial da Criança para todas...especialmente às esquecidas. 








segunda-feira, 30 de maio de 2016

SINTRA: OPÇÃO É ELIMINAR TRÂNSITO OU ESTACIONAR?

Muitos pensávamos - julgando que os responsáveis também - que o grave problema da existência de veículos no Centro Histórico exigiria medidas para urgentes respostas.

Admira, até, que a própria UNESCO não aproveite a sua representação para exigir uma solução que, eliminando a elevada poluição automóvel, proteja o meio ambiente.

Imagem "suave" da poluição consecutiva, agressão ambiental, a partir das 9 horas de cada dia

Mas existirão mesmo preocupações? Se na Volta do Duche ou devassando o Centro Histórico há milhares de viaturas que param e arrancam. Olha-se para o lado?

Não pode ser. Sintra tem obrigações de protecção do património e ambiente.

Monreale, na Sicília, proíbe carros parados com motor a trabalhar

A foto acima é exemplo das preocupações ambientais que, um pouco por esse mundo fora, leva a medidas drásticas sobre a permanência de viaturas em locais protegidos.

Estacionamento: mais lugares e mais caros

Quando se esperava a solução para a monstruosa concentração de viaturas no Centro Histórico, a Câmara prevê criar mais um parque pago enquanto aumenta preços.

Tabela recentemente aprovada e em vigor

Não podemos reproduzir os qualificativos de um comerciante perto dos Paços do Concelho, ao lembrarmos que o Tio Patinhas enriqueceria rapidamente em Sintra.

Bem se pode falar em parques periféricos e limitações de acesso à zona mais nobre da Vila de Sintra, que o dinheirinho e algumas resistências continuam a destacar-se.

Desta forma tão peculiar, pseudo-rotativa, além da nova mina com Sede nos Paços do Concelho, mais carros podem entrar e sair, bastando tempo para uma queijada.

Diga-se, em abono da verdade, que a história do dinheirinho não é nova. Por volta do ano 2000, o estacionamento era gratuito aos Domingos...passando depois a ser pago.

Neste mesmo sinal, em 2000 foi colocada a visível tarjeta "Todos os dias"

É disto que se pretende para Sintra? 

Não seria melhor que na periferia (o anunciado parque na Portela não será solução) se investisse nos necessários silos, ligando-os de modo rápido ao Centro Histórico?

Não seria melhor que, em vez de elevado palavreado e convites de gabarito (a que escondem a realidade com motociclistas batedores) se desse dignidade ao local?

Não se adequaria às responsabilidades turísticas uma Volta do Duche livre de carros, com os visitantes passeando livremente em vez de fugirem entre carros? 

Não ganharia muito mais Sintra e a sua imagem como destino respeitável?

Tudo indica que a pretensão de eliminar carros virou incentivo ao seu aumento, atafulhando Sintra, desrespeitando efeitos negativos no ambiente e no lazer das pessoas.

Certamente estamos é enganados...

Sintra não merece disto.