domingo, 8 de maio de 2016

EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DA II GUERRA MUNDIAL

Pode não existir consenso sobre o dia 8 de Maio de 1945 como do Armistício da II Guerra Mundial, mas convencionou-se celebrá-lo, respeitosamente, neste dia. 

Milhões de mortos, milhões de vítimas inocentes. Nunca poderemos esquecer.

Independentemente da data, que na nossa memória se grave o sofrimento dos povos.

Respeitosamente, flores para Honra das vítimas. 



Hora de estarmos atentos

O nazismo foi derrotado, mas não foi destruído. 

Hoje, quantas vezes, com os mais variados disfarces, com as mais variadas atitudes que a democracia tolerantemente  tolera, aqueles pequenos gestos o fazem lembrar.

A sociedade deve preservar a democracia e estar vigilante perante actos e políticas que, com disfarce, caracterizam o ovo que está para eclodir.  



Que nunca mais a Humanidade passe por tão grande sofrimento.

Em nome da Paz...em nome dos Povos.




quarta-feira, 4 de maio de 2016

SINTRA: QUE ESTRUTURAS DE RESPOSTA TURÍSTICA?

Infelizmente, ano após ano, mandato após mandato, surgem bandeiras em arco, acenando, quiçá para enaltecer o ego de munícipes pouco pensantes ou distraídos.

A Câmara Municipal, na sua página oficial, sob o título de "Monumentos e museus de Sintra registam aumento de número de visitantes" faz-nos viajar numa confusa informação, misturando o que é de outros como se tudo fosse obra da "casa".

Ficam sérias reservas sobre a autoria da peça, mas numa entidade com tanta responsabilidade na informação pública, há regras a respeitar (até de Português).

Aliás, o último parágrafo, desinserido do título, até mete quase a martelo a "orla costeira" e "vários planos de pormenor na zona", mais parecendo uma difusão promocional.

Introdução: Proposta do PSD sobre a Parques de Sintra

Na Sessão de Câmara de 28 de Abril de 2015 foi aprovada a proposta do PSD no "sentido do Município de Sintra passar a deter pelo menos 50% do capital Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A", mandatando "o Sr. Presidente" para se atingir esse fim.

Mais de um ano decorrido, nem são públicas as acções desenvolvidas e empenho, assim como se desconhecem resultados atinentes ao cumprimento da deliberação Camarária.

O exigível rigor informativo

Depois da Introdução, como entender que a Câmara Municipal exiba dados (em número) de visitantes de Palácios e Parques que não gere, para a sua própria imagem?

Até do Museu do Ar (mantido pela Força Aérea) citou número de visitantes.

Ou seja, enquanto exibe números de visitantes de outras entidades, a Câmara omite os dos seus Museus, enovelando-se em percentagens sem referir quantas visitas tiveram.

Só a Quinta da Regaleira mereceu dados de crescimento e número de visitantes.

Nestas coisas, meter tudo no mesmo saco pode ser útil para iludir uns tantos incautos, mas fica muita coisa à mostra e que é impossível de escamotear.

Pode a Câmara Municipal embandeirar em arco...mas não são êxitos próprios.

Será que os responsáveis sabem lidar com o fluxo turístico?

Não pensem os estimados leitores que a pergunta tem objectivos provocatórios...longe disso. As alusões ao turismo sentem-se em todos os poros...

Provavelmente há é distracções pouco aceitáveis depois de se promover um destino turístico em mercados exigentes, embora não pareça que os visitantes sejam de lá.

Quem estuda e aprova a qualidade de circuitos vendidos por cartaz? Quem controla a devassidão com veículos de toda a espécie e fixa regras para segurança dos utentes?

Será que na Câmara - com presença Presidencial - algum responsável já subiu até à Pena num autocarro superlotado, com passageiros de pé aos tombos serra acima?

Como é possível que numa página Camarária se fale em "postos de turismo do município"...um eufemismo caridoso, quando o Turismo de Sintra foi entregue a Lisboa?

Que contradição entre a alusão a milhões de visitantes e a ausência de estruturas para os receber devido à ausência um Pelouro de Turismo, exclusivamente para esse fim.

Se olharmos à volta - e quisermos ver - como corremos o risco de ficarmos chocados.

Muitas mais questões poderiam debater-se, mas Turismo não é para aprendizes.

Imagens que ficam como marcas

Ao ler-se algumas páginas que aludem às maravilhas de Sintra e seu Turismo, começa a pesar na nossa alma sintrense a suspeita de haver a Sintra dos políticos no poder.

Quando a entrada de Sintra, logo na Avenida Conde Sucena, apresenta aos visitantes a imagem degradante que abaixo reproduzimos, é capaz de estar tudo dito.


Que dizer disto? Que vai ser feita uma ciclovia?


Primeiras imagens de Sintra, oferecidas a quem se desloca em viatura

Estas são imagens oferecidas todos os dias, a qualquer hora, aos nossos visitantes que entrem pelo Ramalhão, numa percentagem elevada de viaturas.

Os responsáveis autárquicos que todos os dias por lá passam não se apercebem? 

Depois andamos entusiasmados à espera do futuro...(de quem?)...planos...projectos para 2018...ciclovias...mais projectos e planos...e o presente sempre adiado.

Ano após ano...mandato após mandato...umas réstias de clubismo... 

Sintra vai ficando cansada.


terça-feira, 3 de maio de 2016

SINTRA: PLANO "AGRIDOCE" CONTRA O PRIMEIRO DE MAIO

Com o alheamento de revolucionários e vanguardas, algumas grandes superfícies, aos poucos, vão aumentando a escalada esvaziadora do Dia Primeiro de Maio.

Como diria BertolBrecht, primeiro destruíram o pequeno comércio, mas as Associações de Comerciantes, com dirigentes que não eram atingidos, nada disseram...

Aos Domingos estavam abertos até às 13 horas, mas era pouco. Para nos servir, aos Domingos passaram a encerrar às 22 horas e de semana às 23 horas.

Tudo em nome de ajudas aos consumidores, porque nos tempos livres a melhor forma - induzida - de prazer é vivermos em Centros Comerciais e não procurarmos cultura.

Tinham medo de abrir no Primeiro de Maio. Perderam o medo.

Há cinco anos, o patronato, generoso e patriota, começou a combater o Primeiro de Maio pela positiva. Em finais de Abril  prémios a alguns colaboradores (este ano cerca de 400 €). A outros, acenam com trabalho suplementar pago (não em Banco de Horas).

Muitos trabalhadores, vítimas de salários baixos, tornam-se sensíveis aos beneméritos empresários que liquidam produtores nacionais e preferem economias estrangeiras.

Foi o encenar do "Dia do Trabalhador" desta ano. Para o ano, talvez Dia do Patrão.

Existem Autoridades? Quais são elas?

Para lá da ofensiva contra o direito dos Trabalhadores gozarem o seu Dia, inventaram campanhas de vendas agressivas que exigem actuação das Autoridades Económicas.

Milhares de SMS com este texto foram difundidos. Exija-se baixa de preços todo o ano

Ora, se podem fazer preços mais baixos no Dia Primeiro de Maio, devemos exigir que os façam todos os dias, isto é, as Autoridades fazerem o controlo dos preços.

Os consumidores estão totalmente desprotegidos, mais parecendo que existe uma notória cumplicidade por parte das entidades fiscalizadoras e, até, governamentais.

As Autoridades Económicas deveriam investigar e decompor os preços reais na origem, prevenindo eventuais sobre-facturações que levem à exportação de milhões de euros.

Queixamo-nos do défice da balança de pagamentos...mas anda tudo à rédea solta.

Que vergonha para Governantes e Poder Local

O que se passou nos dois últimos Primeiro de Maio envergonha quem legislou e não passa ao lado das Estruturas do Poder Local que deveriam cuidar dos licenciamentos.

Aliás, quando um ex-Primeiro-Ministro, líder de um partido democrático, diz "não ver razões para celebrar o Primeiro de Maio", cai a máscara sobre o boicote em curso.

Compreende-se, assim, a indiferença pelas limitações aos livres acessos culturais, o alheamento pela ausência de convívio dentro das famílias.

Ou será que não são capazes de avaliar a desestruturação das famílias por causa de horários e dias de folga diferenciados, levando a que as famílias não se encontrem?

Alguns, em gestos quase cristãos, até são capazes de bater com a mão no peito nos ofícios dominicais, porque não são eles a debaterem-se com esse problema social.

E os Sindicatos? Ajustaram-se...

No meio deste frontal ataque ao Primeiro de Maio, destas sucessivas arremetidas contra o direito dos trabalhadores e seu Dia, qual é o papel dos Sindicatos?

Dos vários discursos, nem uma só referência ao boicote em curso contra o Primeiro de Maio, nem uma só exigência do total direito dos trabalhadores ao seu Dia Histórico.

Praticamente em toda a Europa (salvo uma ou outra excepção, uma delas a Polónia...) não só o Domingo é dia de descanso como de semana se encerra cerca das 20 horas.

Aos Sindicatos também incumbe a organização de lutas e resistência para que as famílias sejam protegidas nos seus direitos ao convívio, à Cultura e ao Lazer.

Ainda por cima quando os consumidores são trabalhadores, não devendo sacrificar as famílias com a ausência dos seus membros, para bem do patronato.

A bem do futuro do sindicalismo, torna-se necessário acções de sensibilização junto das grandes superfícies, exigindo-se o respeito pelos direitos de quem lá trabalha.

O Primeiro de Maio é um Dia de Celebração Mundial, e em poucos países o patronato mais retrógrado procede como infelizmente tem vindo a fazer em Portugal.

Exija-se respeito pelo Primeiro de Maio, Dia Mundial do Trabalhador.


domingo, 1 de maio de 2016

PRIMEIRO DE MAIO, RESPEITAR O TRABALHADOR

PRIMEIRO DE MAIO, UM DIA SEMPRE FLORIDO...


Em Maio, nós caminhámos,
Juntos, de punho erguido,
Com vontade de vencer.
Foi em Maio que sonhámos
Depois de termos querido
Um dia, acontecer.

Quarenta anos de sonhos,
Mais um até nossos dias,
Com tantas desilusões.
Houve momentos medonhos,
Firmezas tornadas guias:
São assim revoluções.

Isto vai. Vamos vencer,
Leve tempo que levar,
Altos e baixos, talvez.
Novos povos vão nascer,
Para nos continuar
A luta, com lucidez.

Que vergonha, neste Dia
Abutres em voo picado,
Por terem quem os proteja.
Boas Almas, quem diria,
 Fazem do Maio atacado
Um negócio de bandeja.

Voltámos a ver sofrer,
Pessoas a trabalhar
Num Dia que é de Festa.
Patrões a tudo fazer
Para Maio acabar
A quem na Rua protesta.

Não é Dia de Trabalho!
Exige ser respeitado
E vivido com fervor.
Trabalhar é enxovalho,
Ou ao mesmo obrigado:
É SÓ DO TRABALHADOR.



Com Votos de um Bom Dia do Trabalhador.