sábado, 2 de abril de 2016

SINTRA: CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA E REPOR A VERDADE

40 ANOS DE CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

Não é com estupefacção que constatamos - na página da Câmara de Sintra - a ausência da saudação aos Constituintes que aprovaram a Constituição da República de 1976.

A vida tem destas coisas, principalmente quando dos 250 Deputados houve 235 que a aprovaram e aclamaram e 15 (todos do CDS) votaram contra...entre eles... 

Felizmente na página da Assembleia Municipal há referências à efeméride.

40 anos depois, a nossa Lei Fundamental, das mais bem concebidas e democráticas do mundo, não mereceu da Câmara Municipal e do seu Presidente o devido destaque.

Para que não nos esqueçamos.

REPOR A VERDADE SOBRE A NOSSA PÁGINA DE ONTEM

A nossa página de ontem, foi excepção pelo Primeiro de Abril, uma longa tradição que, no caso de Sintra, gostaríamos de não ter chamado à apreciação dos leitores.

Daí que, esperando compreensão, se peça desculpa por eventuais falsas "alegrias".

Ontem, o Hotel Central, tão bem conhecido do Presidente da Câmara, mantinha a estrutura, causa de conjecturas sobre a ausência de uma decisão camarária.


Também sobre a cúpula do Paris nada de novo nesta Ocidental Autarquia.


As meias-verdades de uma ciclovia

As fotos mostradas são verdadeiras, mas a estória não passou de pura fantasia.

É uma obra estranha, pelo local e características de perigosidade. 

Aguardemos...


Entre outras verdades...aquele tapume misterioso

Quem passe no local, às vezes parece ver alguém a levantar o tapume e entrando lá para dentro. Outras vezes, parece voltar a abrir-se e alguém sai...serão fantasmas?

Há quantos anos isto está assim? Que providências a Câmara Municipal tem tomado para que a imagem degradante, a exposição de Sintra a isso, acabe de vez?

Aliás, é de perguntar se eventuais vídeos sobre Sintra apresentados em fóruns externos, contemplam imagens como esta que qualquer visitante guarda da Torre do Relógio.


Quando acabará a indiferença?

Será entendível que quem fala de Sintra, do seu Turismo e, agora (talvez por moda), em "Município com Crescimento Inclusivo", não tenha tempo para o Centro Histórico?

Há quanto tempo se arrasta a situação inacreditável de um Centro Histórico devassado por carros, sem que o primado da influência funcione para a urgente solução?

Imaginemos - agora que se diz "Município com crescimento inclusivo" - que as sofisticadas palavras preconizam convites às personalidades frequentadoras dos fóruns.

Tais convidados deslumbrar-se-iam perante algumas imagens que se oferecem?

Nestas coisas ressalta sempre ser capaz ou estar de o ser...

Agora que já passaram mais de dois anos sobre a tomada de posse do actual Executivo Camarário, não é tempo de palavras bonitas ou projectos, mas de soluções.

Urgentemente...


sexta-feira, 1 de abril de 2016

SINTRA, FINALMENTE TEMOS OBRAS E...NOVIDADES

Por vezes as histórias acabam bem. Outras estórias arrastam-se sem que a maior parte das pessoas as imagine ou consiga saber os porquês...por vezes debaixo dos olhos.

HOTEL CENTRAL, livre da agressiva estrutura 

Em 19 de Dezembro de 2014 (por favor, para rever clique) este blogue - em primeira e única mão - alertou sobre uma enorme estrutura a ser colocada no Hotel Central.

Ao longo dos tempos, diversas vezes voltámos ao preocupante assunto sem que se vissem as medidas para a reposição na situação anterior e reparação dos azulejos.

Admirava-nos que Património protegido pela UNESCO, não exigisse medidas imediatas de reposição por parte do Presidente Camarário, que conhecerá bem o Hotel Central.

Hoje, mostramos o Hotel Central sem a agressiva estrutura.

Edifício liberto da Estrutura montada em Dezembro de 2014

CÚPULA DO CAFÉ PARIS, recuperação em marcha

O Hotel Central e o Café Paris, situados na zona classificada como Património da Humanidade em 1995, pertencem ao mesmo grupo empresarial.

Há uns anos, também a cúpula do Café Paris foi retirada, surgindo a indicação de que seria substituída por uma nova devidamente respeitadora da que tinha sido removida.

Cúpula do Café Paris faz parte da riqueza histórica e arquitectónica de Sintra 

Sobre a Estrutura e a Cúpula, a Alagamares, associação preocupada com a defesa do património histórico (clique por favor) também manifestou uma posição inequívoca. 

Decorridos tantos anos, também nos dizem que a nova Cúpula está praticamente concluída, sendo colocada uns dias antes das eleições autárquicas de 2017.

MINI-CICLOVIA, a "fantástica" obra urbana

Segundo fontes conhecedoras, a próxima inauguração de uma mini-ciclovia (que seria a segunda...mas chamando-lhe urbana será a primeira) ficará na história de Sintra.

Aqui atravessada pela saída do posto de combustível

Neste ponto a mini-ciclovia é atravessada para se entrar no posto de combustível 

Diz-se que a faixa de rodagem automóvel será reduzida nalgumas zonas 

Será, segundo nos disseram, um novo conceito em ciclovias, permitindo o saudável convívio entre ciclistas que exigem ar puro e o monóxido de carbono dos carros.

Incentivando a cultura ciclística, estarão a ser feitos estudos (a razão do atraso) para se instalarem semáforos em zonas da mini-ciclovia atravessadas por outros acessos.

Aguardam-se manifestações de regozijo por parte de agremiações ligadas ao ciclo-turismo, não excluindo a criação do Prémio "Pedalar...é Bom...é Bom".

Não possuindo fontes privilegiadas, chegam-nos rumores de ofertas a fazer aquando da inauguração, abrindo em breve as inscrições segundo regras a divulgar.

Quase prontas para entrega aos felizardos...adultos e crianças. Estejam atentos

Para já, correspondendo ao entusiasmo pela mini-ciclovia, dizem-nos que serão oferecidas bicicletas aos primeiros 50 inscritos, contemplando 30 adultos e 20 crianças.

Segundo especialista em marketing, também não admiraria uma alargada distribuição de camisolas amarelas, com um ou dois rostos azuis estampados para memória futura.

Será o prenúncio de uma escalada de obras até à eleições de 2017?

Pelo menos, por hoje, temos novidades...




quarta-feira, 30 de março de 2016

SINTRA: SERÁ QUE DÁ PARA SE ENTENDER?

Depois de várias vezes termos mostrado neste blogue algumas situações que justificavam as devidas reparações, hoje - finalmente - foi colocado um pilarete numa passagem de peões que alguns automobilistas menos cívicos acharam por bem destruírem.

Destaca-se, pois, a reparação feita:

Lá está o pilarete, acabado de ser colocado, vamos a ver por quantos dias

Ficou-nos o entusiasmo de que não seria essa apenas a reparação já que, a 30 metros, outro pilarete tinha sido arrancado, bem como o sinal de trânsito proibido. 

Infelizmente, se destacamos a satisfação por uma reparação, que havemos de dizer pela continuação da peça adormecida, que não servirá para pisa papéis?

Pilarete "dormindo" do lado de cá...buraco do sinal, do lado de lá

Não seria possível uma reparação conjunta? Até aliviando custos?

Assim, não se consegue entender...





segunda-feira, 28 de março de 2016

SINTRA: INSUSTENTÁVEL INCAPACIDADE TURÍSTICA...

Isto de se falar de Sintra tem que se diga. De Turismo de Sintra, já pouco há a dizer perante as inacreditáveis contradições com que se iludem os potenciais visitantes. 

Um amigo, há dias, acusava-nos de campanha contra as campanhas: Não é verdade!

A campanha é contra um poder incapaz de resolver pequenas e grandes coisas.

Que Turismo de Sintra é vendido?

A ver se nos entendemos. A promoção da presença de Sintra em diversos fóruns estrangeiros ligados ao turismo, cria obrigações para estruturas adequadas. 

Qualquer destino credível estrutura-se para a posterior capacidade de resposta.

Nesta Páscoa, pelo que vimos, ficaram-nos dúvidas: - Ou anda por aí muita distracção ou a solução turística de Sintra é preterida por panfletadas ou ciclísticas diversões.

Insistimos, até, no ponto de não querermos trazer à colação se os anteriores autarcas fizeram ou não, é dos actuais que esperamos soluções e respostas. Ponto final.

Na verdade, enquanto surgem noticiazinhas baratas (até no Facebook), as questões nucleares do Turismo de Sintra não apresentam quaisquer evoluções positivas.

Temos razões para estar envergonhados

Neste fim de semana, milhares de pessoas vieram de comboio ou demandaram Sintra convictas de que iriam usufruir de belos momentos, nomeadamente culturais.

A chegada da esperança...


Contacto com o Turismo de Sintra...com barulho ensurdecedor

Depois de longas esperas em filas, dezenas de autocarros deixavam passageiros e partiam...para voltar - às vezes menos de uma hora depois - a recolher os visitantes.

O logro da visita ao Centro Histórico...tempo ocupado à espera do autocarro de regresso

Em vez de visitas e cultura, a longa espera. Será esta a oferta turística que se faz lá fora?  

Em automóveis, os visitantes (leram promoções de Sintra) depois do tempo perdido para chegar ao Centro Histórico, apenas o atravessaram desejosos de se livrarem dele.

Visitantes que passaram por Sintra...olharam e não puseram pés em Sintra

Trânsito parado

Como é possível tanta incapacidade?

A frequente exaltação (até no Facebook...) de obras menores, entre elas em quintas e ciclovias, convenceu-nos de terem sido resolvidos os problemas do trânsito na Vila.

É certo que não nos apercebemos de terem sido criados parques periféricos adequados, os quais terão de ser cada vez mais afastados face ao trânsito recorrente.

É nestas condições que autocarros "estacionam"...enquanto esperam

A limitação do trânsito no Centro Histórico, com acesso limitado a carreiras de circulação interna que passem pela Serra, é uma exigência que os autarcas têm de considerar.

Parece ser mais fácil a promoção de ciclovias do que resolver este problema concreto, que é nuclear e coloca em causa todo o prestígio de Sintra como destino turístico. 

No quadro actual, podem vir milhões de visitantes que farão chegar a outras pessoas aquilo por que passam ou passaram numa visita que sonharam ser magnífica.

Destino Histórico a prevenir

Se não bastassem as dificuldades logísticas, é chocante a indiferença com que se assiste à proliferação de guias turísticos que apenas são acompanhantes de grupos.

É exigível que cada grupo tenha um guia local, devidamente formado e credenciado para que a História de Sintra seja conhecida e não agredida por desconhecedores.

Assistimos a um grupo chinês (RPC): - Depois de breve dissertação, o acompanhante apontou uma conhecida casa de queijadas e para lá se dirigiu todo o grupo.

O grupo viria a espalhar-se pelas lojas e largo do Palácio, partindo uma hora depois.

É isto que os responsáveis pelo Turismo de Sintra pretendem?

Sintra não merece isto...

Nem "é este o caminho"...