domingo, 20 de março de 2016

SINTRA: PORQUE HOJE É DOMINGO...RECORDEMOS

HAMMERFEST - TURISMO NUMA "KOMUNNA" MARAVILHOSA

No condado de Finnmark encontra-se o município de Hammerfest, o mais Setentrional da Europa, onde a natureza nos deixa sem palavras ao apreciarmos o Cabo Norte.

A visão turística do Cabo Norte já aqui referimos, sugerindo até uma geminação (por favor clique), por ter em comum com o Cabo da Roca estarem em extremos da Europa.

Também, ligando a uma sugestão de geminação, aqui escrevemos em 2011.

Hammerfest é uma bela cidade, de gente próxima e afável, uma porta para o Mar de Barents. Dali partem ferries para localidades só acessíveis pelo mar.




A cidade, pela sua posição estratégica, viria a ser ocupada pelos nazis alemães, acabando por ser praticamente destruída pelas forças soviéticas.

Galhardete de Sintra na Sala das Visitas

Em 2001, um galhardete de Sintra, por nós levado nessa altura, passou a estar na Sala de Visitas da Komunna de Hammerfest, como pode ser visto. 




Nessa altura - já lá vão 15 anos - tornei-me, com muita alegria, membro da Royal and Ancient Polar Bear Society, uma organização para a defesa da vida no Árctico.


Fica a sugestão de uma bela viagem, num país limpo e calmo, onde os Autarcas são quase sempre cidadãos locais prestigiados, que habitualmente só fazem um mandato.

Em muitas sociedades do Norte da Europa, os Autarcas assumem os lugares por obrigação perante os seus concidadãos e...apenas por um mandato. 

Que exemplos...



Uma nota: Por essa altura, convivemos com uma profissional de grande valor - e elegante Senhora Sueca - Ulla, de seu nome. Anos depois, encontrá-mo-la em Sintra acompanhando um grupo de seus compatriotas, o que faz regularmente. Um abraço de grande estima para a Ulla. 

terça-feira, 15 de março de 2016

SINTRA: AUTARCAS E PERIGOS DAS DESILUSÕES

Julga-se que Autarcas são membros de órgãos administrativos locais,  eleitos para o cargo pelos munícipes, devendo ter esse facto em conta nas suas obrigações.

Ao merecerem a confiança dos eleitores para uma correcta gestão - e proximidade - não estão desobrigados de corresponder - e responder - com lhaneza aos representados.

Será essa a atitude? Muitas vezes não. As sugestões ou informações e alertas de interesse público na maior parte das vezes não merecem que acusem a sua recepção.

Será que alguns Autarcas se consideram acima dos munícipes que os elegem? Ou que, por estranhos perfis, se auto-instilam de uma superioridade dissonante do cargo?

Essa atitude - pouco ortodoxa - desobrigará os remetentes da natural reserva, libertando-os para a divulgação pública das matérias expostas cujo seguimento ignoram.

O prestigio do Autarca faz-se na forma como aprecia sugestões ou propostas apresentadas pelos munícipes e que sejam, inequivocamente, para o bem comum.  

Neste campo, José Alfredo da Costa Azevedo, primeiro Presidente após o 25 de Abril, foi um sintrense de que nos orgulhamos, não por notícias que espalhasse mas pelas obras realizadas, cuidados e afabilidade aos mais diversos níveis de intervenção.

José Alfredo tinha, entre outras, duas qualidades: - Conhecia Sintra de lés-a-lés e era particularmente estimado pelos trabalhadores camarários, cujos problemas vivia. 


 
Busto de José Alfredo da Costa Azevedo, Ilustre Sintrense

Existirá Colectivo personalizado?

Depois de ter lido "único e diferente", quantas dúvidas nos assaltam. 

Certamente será uma forma de expressão dizer-se que nos últimos 12 anos nada foi feito e que agora sim. Foi uma mistura de coisas boas, de propaganda e promessas.

Clubes e Associações diversas, alfobres de votos, receberam muitos milhões, à custa das carências que se mantiveram para a esmagadora maioria dos munícipes.

"Hospital", "SATU", "Casa das Selecções", "Aeródromo", "Projectos", "Protocolos" e "Medalhagens" toldaram de orgulho muitos munícipes confiantes...tiveram desilusões.

Ao longo de 12 anos, tivemos Vereadores com mérito nos seus pelouros mas sem destaque, ficando na gaveta da História quando os munícipes escolheram outro futuro.

O sentido do "Colectivo" tinha falhado, era um Município quase de uma pessoa só.

Agora, como funciona o novo "Colectivo"?

Dois anos e pouco desde a tomada de posse do actual Executivo, os sintomas e pormenores visíveis fazem recear que a primeira pessoa tenha chegado mais cedo.

Felizmente, temos conhecimento do empenho Autárquico de Vereadores Sintrenses, apesar de serem pouco visíveis nos seus méritos. 

Do que se observa, facilmente qualquer incauto julgaria que é na primeira pessoa que está o êxito, as obras, as acções, as respostas às ansiedades locais. Isso é preocupante.

O exemplo da primeira pessoa, falhou no tal período de 12 anos.

Disfarçada pré-campanha em curso. Um folheto...

Quem acompanhe as páginas da web aperceber-se-à das mais variadas obras em curso, nomeadamente em zonas onde o eleitorado é mais numeroso. 

Mem Martins, o maior núcleo de votos, tem estado na primeira linha: - Entre uma amostra de ciclovia e um Projecto para a Chaby Pinheiro, publicitam-se pavimentações:
Cerca de 150 metros de pavimentação em duas ruas mereceram um panfleto
Para apreciarmos devidamente, esta foto...só para embelezar...é do tempo da palmeira

A foto acima nem corresponde à verdade do local, que ainda ontem estava assim: 

Se o Presidente da Câmara conhecesse o local, certamente veria as diferenças

Ao menos mostremos onde foram os Investimentos tão profusamente espalhados:

Rua dos Bombeiros Voluntários (troço) - 12.375€ + IVA

Rua Ribeiro Reis - 36.225€

Foram estas obras a justificar um Panfleto do Presidente da Câmara? Deveríamos (pela transparência) saber os custos associados à impressão do mesmo e sua distribuição.

E logo na primeira pessoa, levando a que muitos munícipes não soubessem o local exacto, pois a imagem publicada no panfleto há muito está desactualizada.  

Ninguém nos tira do pensamento que o Presidente Camarário foi enganado.

Como ambos os Presidentes - Câmara e Junta - parecem partilhar dos mesmos entusiasmos, juntamos imagens que poderão ser melhoradas para um futuro panfleto:

Linha de água que passa junto à primeira foto 

Passeio junto à Rua Ribeiro Reis

Em tese, por estas amostras, ainda será cedo para pré-campanhas eleitorais...

O território sintrense é vasto e exigirá, certamente, muitos cuidados com os recorrentes de cariz panfletário, porque cada um destapa uma série de problemas a resolver. 

É por isso que, mais uma vez, defendemos que o território sintrense tem de ser conhecido dos seus Autarcas, justificando-se "Um Sintrense para Sintra".




Nota: De súbito, o slogan que parecia ter pernas "É este o caminho", perdeu embalagem, parecendo que "virou" outro: "Construímos um Município Melhor para si". É um novo sinal "espacial", olhamos e vemos uma só "estrela".


sexta-feira, 11 de março de 2016

SINTRA: DA FÁBULA FINANCEIRA À VENDA DO PATRIMÓNIO

Estávamos meditando sobre "A fábula financeira", deliciosa história aos quadradinhos escrita por Carl Barks no ano de 1950, quando chegou a emocionada mensagem: - "Hotel Netto vendido. Única proposta. Um milhão de euros para o cofre"...

Saltou-nos à memória a parte da história em que Tio Patinhas explicava ao sobrinho Donald as leis da oferta e da procura para se fazer dinheiro...muito dinheiro.

À falta de um martelo que nos despertasse, fomos levados a rever a história da aquisição do Hotel Netto pela Câmara Municipal, que apoiámos, tanto mais que era prometida a reconstrução para pousada ou algo semelhante.

Do que foi dito na altura - tudo tão bonito...- ficou-se pelo caminho. 

Valeu a Restelo Azul estar atenta...nem mais, nem menos. 

Vender em vez de reconstruir

A Câmara Municipal, aos poucos, parece estar tentada a tornar-se não em investidora da recuperação do seu património mas em deixá-lo degradar-se para posterior venda. 

Foi assim no exercício anterior com uma casa no Rio do Porto e agora, além do Netto, parece que outras casas no Rio do Porto e Escadinhas do Hospital.

Esperemos que não se converta em vendedora imobiliária...já que o seu imenso património é digno e exige a devida e atempada conservação, para não se tornar ruínas. 

Casal de S. Domingos que futuro?

Há mais de cinco (5) anos que alertamos (p.f. clique)  para a degradação que se verifica no Casal de S. Domingos, alí às portas da Câmara, sem que alguém ligue.

É um património camarário a respeitar, desde os tempos de Amélia Morais e seus Irmãos, com histórias da vida sintrense naquele época. 

É lamentável que, além da Estufa totalmente degradada e jardim anexo, até as entradas para a antiga garagem sejam espelho dos vários responsáveis autárquicos. 

Ao Presidente da Câmara, que passará no local todos os dias - é certo que talvez só de carro - bastará dar instruções para a viatura parar...e ver estas imagens:






Será que esta degradação - em bens municipais a 100 metros dos Paços do Concelho - é para se manter até à derrocada, com posterior venda em hasta pública?

Ou será que, na visão do Presidente da Câmara, este património é irrelevante?

Sintra não merece disto.


quarta-feira, 9 de março de 2016

RETALHOS DA VIDA: D. EUFRESINDA E AS FARÓFIAS...

Ainda bem. No Vocabulário Ortográfico, Eufresinda não tem definição ou significado, pelo que mais valoriza o nome, por ser único e, dessa forma, privado. 

Foi o nome que lhe dei. Um belo nome de recurso, daqueles nomes que não esquecem e somos capazes de lembrar sem o risco de escorregadela na dicção.

Eufresinda, assim a imaginei numa daquelas situações em que não conhecemos tudo o que vai dentro das pessoas. Baptizei-a para poder contar esta pequena história.

Mulher bonita, de olhar doce, nos seus quarenta e poucos, almoçava acompanhada, mantendo com ele um diálogo certamente interessante porque sorriam com gosto.

- "Que vão comer, D. Eufresinda?", pareceu-me ter dito a empregada do restaurante. "Leitão se estiver bom, da outra vez..."...disse mais qualquer coisa com um sorriso. 

À espera, falavam baixinho, palavras abafadas que dificultavam a audição da conversa que devia ser curiosa, porque sorriam e a felicidade devia estar a encher-lhes as almas.

Assim foi a conversa, talvez de desabafos, de curiosidades respondidas, numa refeição que estava longe de desencontros, de desconversas ou de problemas a resolver. 

- "Desejam sobremesa?" a pergunta que sucedeu ao retirar dos pratos. Imaginei que teria de ser um doce e, de forma audível, D. Eufresinda pediu "duas farófias".



Que bonitas farófias, de fazer crescer água na boca, tão encostadas que pareciam uma só, talvez como eles ali na mesa ao lado. Provocadoramente apetitosas.

A vida tem retalhos de inveja. Gritei: "Por favor, também uma farófia para mim". D. Eufresinda corou, talvez pensando que lhes tinha escutado a conversa. Mas não.

Saíram, não dando tempo para pedir desculpa pela minha indelicadeza, enquanto saboreava um daqueles doces que há muito tempo não apreciava.

Ontem - Dia Internacional da Mulher - devia ter agradecido à D. Eufresinda.