domingo, 21 de fevereiro de 2016

TURISMO "ÚNICO E DIFERENTE" na OUTRA SINTRA

Para hoje, tínhamos programado um Turismo externo de Qualidade que, não andando por feiras, sabe cuidar (primeiro) de limpar bem a casa para receber os convidados. 

Mudámos de ideias e optámos por mostrar belas imagens de um local único em Sintra, longe dos que apelam a visitas seleccionadas. Temos destas luxuosas extravagâncias.

A força da água corrente

Do lado direito há uma azenha. Em primeiro plano um casal de patos selvagens

Vista de montante para jusante

Vale a pena escutar o canto da água

Podemos escutar...sonhar...parecer-nos que estamos noutro mundo. 

Esta maravilha não consta de folhetos publicitários...não tem parcerias...não tem custos associados. É a riqueza da simplicidade, do rural, das pessoas simples.

Que belos momentos de prazer...sem entrada paga...

Hoje ficamos por cá. 

Votos de um bom Domingo.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

SINTRA: GRATIDÃO A AUTARCAS? DIFÍCIL PÔR UM GOSTO...

Em cada dia, há sempre más surpresas sobre a falta de cuidados de Autarcas de Sintra para com a população da Abrunheira e sua qualidade de vida.

A população vai sofrendo por tudo, até por presidências abertas, tão fechadas que não mereceram entusiasmo de ninguém, nem geraram gratidão dos residentes.  

Compreende-se. Vive-se de agendas incompletas, adequadas a visitar sem ver, sem olhar, sem conhecer...daí redundando não haver problemas a resolver na UF de Sintra.

Pode dizer-se que o resultado é sempre fantástico, ainda por cima se reconfortado com um almoço no Trilho ou Curral dos Caprinos (restaurantes do mesmo grupo). 

Arrasta-se a falta de estruturas básicas. Transportes deficientes à mercê da operadora que os vai eliminando. Crianças andarão a pé quase um quilómetro até à Estrada.

Gratidão a Autarcas? Já basta que se desloquem em viaturas suportadas pelos impostos pagos pelos munícipes, os mesmos que andam a pé e os vêem passar. 

À chuva, com sacola pesada, sem transporte, este jovem tem de estar grato aos Autarcas? 

Será que os Autarcas, pelo alheamento sentido, pensarão que as nossas crianças se enrijam debaixo da chuva, do vento e do frio? Obrigado não...obrigados somos nós.

Aproximando-se eleições, que promessas fantásticas irão calar os corações mais descrentes? Mais uma rodada mais umas promessas. O vazio cíclico. O nada.

A insustentável entrada da Abrunheira

Desde 2008 que a Câmara, com o envolvimento da Junta de Freguesia de S. Pedro, construiu a mais aberrante solução para os problemas de trânsito na Abrunheira.

A coisa merecia constar do Guiness, tal a panóplia da generalizada falta de respeito.

As imagens que seguem, levam a perguntar porque despendeu a Câmara muitos milhares de euros dos munícipes num projecto que deu os resultados conhecidos.

17.02.2016 (14:32h). à direita na EN249-4. À esquerda, outro estaciona sobre a passadeira

Abençoado sinal, que só pode merecer gratidão pelo desrespeito que fomenta

Na zona, as preocupações com o bem estar da população e gestão do território estão bem expressas, melhor que palavras, nas imagens que se seguem:

Três pinos deitados abaixo, tornam o passeio (des)pinado para "servir" viaturas 

Nem a passadeira dos peões escapa ao "entusiasmo" dos automobilistas (já tem ervas) 

Os anos passam. Os meses correm. Tudo vai piorando. Os bens destruídos levam meses para a sua reparação com custos suportados pelos contribuintes.

Instituiu-se a infracção generalizada, a desobediência ao sinal. Grassa o desrespeito pelos outros cidadãos, peões e automobilistas que precisam de passar nessa via. 

Há quase oito anos que o problema foi avisado, mas a indiferença da Câmara vingou e, progressivamente, agravou-se sem solução. Agora, o fenómeno transcende a razão. 

Num entroncamento, camioneta descarrega na curva...carro entra pela esquerda

Carros deixados à frente de outros.  À direita, um veículo pesado em cima do passeio 

Não são os habitantes da Abrunheira que fazem isto. São vítimas desta má qualidade de vida, pelo serviço da concentração quase monopolista de um negócio.

Os Autarcas (UFSintra e Câmara Municipal) desconhecem?

Não actuando, são administrativa e politicamente culpados desta má qualidade de vida.

Gratidão aos Autarcas? Sim, quando a merecerem...


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

SINTRA: "FANTÁSTICA" IMAGEM DA SEMANA

Sem photoshop...



A linha de água que agora é mais visível e passa junto ao Jumbo. 

Dantes, encoberta pela vegetação (como era tão útil...) as descargas poluidoras só eram notadas pelos curiosos. Agora está mais à vista.

Ainda não há muito tempo, foram vários os camiões que recolheram óleos pesados que para a linha de água tinham sido derramados. 

Esperemos que a Câmara e as autoridades tomem as medidas adequadas para que não se voltem a repetir atentados e agressões ambientais como esta. 


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

SINTRA, A LEVEZA NOS CRITÉRIOS DA TOPONÍMIA...

Espanta que sejam atribuídos nomes a Ruas e Praças sem que se notem preocupações, reservas ou estudos na análise completa das propostas e devido enquadramento.

Há dias, por desadequação da Rotunda com o nome da Condessa D'Edla, sugerimos o nome da Ilustre Senhora para o Largo fronteiro à entrada do Palácio da Pena.

Hoje, apresentamos mais um exemplo notoriamente chocante: A Rua Miguel Torga.

A entrada da Rua Miguel Torga

Admitimos, mesmo, que quem propôs o nome de Miguel Torga a esta via, desconhecia que ambos os nomes eram pseudónimos. Seu nome era Adolfo Correia da Rocha. 

É quase certo que, quem submeteu o nome para aquele via abandonada, nem sabia que ele mereceu o Prémio Camões de 1989, o maior da língua portuguesa.

Talvez soubesse que ele era transmontano, mas que era um Homem do Povo quase se pode garantir que desconhecia...tal como a sua humildade.

Quem propôs e quem aprovou esta atribuição do nome de Miguel Torga?

O meio 

Outra parte

O fim

Que prova de respeito...que exemplo cultural...um caminho no meio da Serra.

Será que a Câmara Municipal de Sintra se revê ou continuará a rever nisto?

Ai, por qualquer aniversário, que belos textos, pode dizer-se que inflamados textos, surgiriam a citá-lo, sabe-se lá se recordando abraços trocados... 

Bem, Ele era um Homem do povo que tratava do povo, humanista, que nunca deu confiança a movimentos políticos ou literários. 

Talvez por isso, este tenha sido o caminho ideal para atribuição do seu Nome.

E tanta aristocracia silenciosa, sem um fervoroso protesto por esta decisão.

Ainda se está a tempo da devida correcção.