domingo, 14 de fevereiro de 2016

SINTRA, PARA QUANDO O REPUXO NO LOCAL ORIGINAL?

Ao longo dos anos tem-se aguardado que o Repuxo que existia no largo fronteiro ao Palácio Nacional de Sintra volte ao seu primitivo lugar. 

A gravura mostra como era a vida no Local, estando o Esguicho, também chamado de Repuxo, colocado na zona pública e enquadrado na Praça, por todos acessível.

Numa daquelas situações em que Sintra é fértil, um dia foi retirado do centro da Praça e colocado dentro de um espaço gerido pelo Palácio Nacional de Sintra.

A "prisão" do Esguicho

Esguicho ou Repuxo, "preso" no Jardim da Preta, para onde foi deslocado 

Tirado da Praça, arranjaram um sítio bem escondidinho para o colocarem, no chamado "Jardim da Preta", cujo acesso se faz por uma escadaria lateral ao Palácio.

Após a deslocação, o acesso ao esguicho passou a ser limitado quase a conhecedores, embora nos primeiros tempos nada tivesse que se pagar para aceder ao jardim.

Mais tarde - e agora - para a apreciação daquela peça pública e da nossa história, tem de estar habilitado com aquele bilhetinho que faz parte das receitas da PS-ML.

O Esguicho, que é património público, está preso aos Euros que comandam a Cultura por quase toda a Sintra Histórica, sem intervenção da Autoridade Local: - A Câmara.

O Esguicho tem de ser libertado, não apenas de livre acesso a quem o queira apreciar, mas voltando ao local da sua colocação original, repondo a história.

A Câmara Municipal tem a palavra...


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

SINTRA: OUTRO MISTÉRIO, O SINAL CMS 79/08

Foi uma pena ter sido suspensa a publicação do blogue Abrunheirasintra-aldeiaviva, pois a "Aldeã" trazia, frequentemente, questões locais muito pertinentes.

Imaginem os prezados (e pacientes...) Amigos visitantes deste blogue que, um dia, na vossa rua, era marcado o pavimento e reservado um espaço para deficientes.


Quem pediu este sinal de reserva de espaço para deficientes? 

Em primeiro lugar, estou certo, queriam saber do vizinho que, eventualmente, precisasse de apoio ou solidariedade na partilha de momentos fraternos e convívio.

No entanto, depois de muitas preocupações, viriam a apurar - e ainda bem - que na vizinhança ninguém se enquadra no direito a tal reserva de espaço.

Os moradores, fisicamente, movimentam-se bem. Não há no local qualquer viatura com o dístico previsto no Código da Estrada. Torna-se estranha a colocação do sinal.

É certo que um pouco mais há frente do sinal, há uma Associação de Reformados, mas nem o lugar está reservado ao pé da sua entrada, nem felizmente há quem precise.

Passados quase oito anos sem lá verem - uma única vez - qualquer viatura estacionada, qualquer pessoa ficará a meditar no mistério da colocação do sinal.

Ao contrário do que é frequente, nem consta qualquer matrícula de veículo. 

Mas a Câmara colocou o sinal, sem matrícula. Quem o pediu?

Podemos estar perante uma situação que exija averiguação interna da Câmara, recolha de informações no local e do processo que suportou a colocação do sinal.

Nessa rua, todos os residentes têm garagens onde estacionam as suas viaturas.

O sinal CMS 79/08 passou a enriquecer os mistérios de Sintra, só a Câmara podendo explicar as razões ou apurar da verdade sobre a sua colocação.

Seria interessante saber-se quem pediu e como o mesmo foi justificado.

Obviamente que a Câmara não inventava...


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

TURISMO: DESTINOS “UNICOS E DIFERENTES” (1)

Titulo em português pouco ortodoxo

Não somos especialistas nestas coisas da língua, mas meditamos há uns tempos se, sendo único, qualquer destino turístico não será, implicitamente, diferente.

Apesar das nossas limitações, "único e diferente" será uma nova linguística...que, utilizada ao mais alto nível, deve estar correcta...

Periodicamente, sairemos de Sintra para mostrar outros destinos turísticos únicos (apenas únicos, se nos derem licença) para que se tenha a noção das frases feitas.

Hoje, passemos o Carnaval no Alaska. No Lago Hood, junto a Anchorage, há a maior base de hidroaviões do mundo, com milhares de unidades em constante movimento.

Hidrobase ou Hidroporto de Anchorage

Nesta zona do planeta, o hidroavião constitui muitas vezes o meio de deslocação mais fácil e eficiente...até para se ir às compras, já que as estradas nem sempre servem.

Frequentemente, nas residências construídas junto a linhas de água, há um hidroavião estacionado numa rampa, descaindo facilmente quando é preciso ser usado.

Glaciar perto de Valdez

Fox Island no Golfo do Alaska

Serão atracções turísticas? Pelo menos são destinos Únicos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

SINTRA: TURISMO QUE ESTÁ QUASE TODO INVENTADO

De súbito - e para nós gratificante - surgiram alguns laivos de entusiasmo pelo turismo sintrense, situação que inverte o adormecimento ocorrido, mais desde 2009.

Não podemos deixar de salientar que, sendo Sintra um destino com grande potencial turístico, se torna indispensável a rigorosa adaptação ao seu desenvolvimento.

São bem conhecidas as principais deficiências, muitas apontadas por munícipes mas que os órgãos de poder desvalorizam, permitindo imagens nem sempre adequadas.

No entanto, há muitos anos que há o Plano para o Desenvolvimento Turístico de Sintra, feito por Técnicos qualificados (alguns ainda ao serviço) que daqui saudamos.


Foi elaborado em 1992, quando era Presidente da Câmara o Dr. Rui Silva


Passados quase 24 anos, o Plano está tão actual como à data da sua elaboração, podendo servir de bíblia para a maior parte das soluções de que Sintra precisa.

Digamos, então, que graças a um grupo de Técnicos qualificados, Sintra poderia ter dado grandes passos para o bem estar das populações e dos visitantes.

O Plano perdeu-se com a Parceria prevista no Protocolo celebrado em Dezembro de 2008 entre a CM de Sintra e a Associação Turismo de Lisboa (representada por António Costa) que colocou - em termos práticos - o turismo de Sintra...em Lisboa.



Com o Protocolo, a centralidade do Turismo em Sintra deixou de o ser, os competentes trabalhadores da Câmara que atendiam os visitantes no edifício do Turismo e na Estação da CP foram colocados noutros postos de trabalho e Sintra perdeu.

Fazemos votos para que, desta vez, não se perca muito tempo com mais estudos...antes se aproveite o Plano de Desenvolvimento de 1992...com êxito garantido.

Sintra não pode esperar mais tempo...estão a chegar os norte-americanos...

...Diz-se...



Nota:Ainda a este propósito, no documento da Publituris (Janeiro de 2009) consta um dado relevante: "Esta parceria estratégica contará com as contrapartidas anuais do Casino Estoril para financiamento das actividades de promoção e animação de Sintra".