domingo, 17 de janeiro de 2016

"O FIM dos SEGREDOS", DE LEITURA OBRIGATÓRIA...

"O Fim dos Segredos" dá-nos a conhecer, de forma mesmo reduzida, as sociedades paralelas e invisíveis que nos cercam com interesses marginais à vida colectiva.

livro, bem escrito e organizado de forma a poder compreender-se, assusta-nos na viagem a meandros de organizações que, por algum fito, se pretendem secretas.


Não se trata de estruturas para convívios entre pessoas, digamos que para beber uns copos e conversar, para simples debates ou tertúlias inócuas. O oculto marca-as.

Não se trata de militantes de partidos políticos, estudando e discutindo programas para que os cidadãos possam votar e fazer escolhas para a sua representação institucional.

Somos levados a recordar a série Belphegor que a TV transmitiu nos anos 60, passada no Museu do Louvre e nos deixava sempre inquietos.  

Jogos de influência, células que - mais do que polvos - se multiplicam em esquisitas misturas de políticos, espiões e gente de altos negócios, salvaguardadas em segredo.

Milhões em patrimónios. Fundações. Personalidades que em público parecem guerrear-se mas depois se reúnem debaixo dos mesmos tectos em unidade fraterna.

Nomes conhecidos são pontas de icebergues.  

Que estrutura política se desenha?

Lendo cada página do livro crescem os receios sobre uma sociedade futura dominada por forças ocultas...se não existirem projectos democráticos alternativos.

"O FIM dos SEGREDOS" é uma fonte de desassossego, porque nos alerta para perigos diversos num País onde a maioria dos habitantes quer viver com transparência.

E como é bonito exibir-se ou louvar-se a transparência...consoante os interesses.

A leitura do livro "O FIM dos SEGREDOS" é determinante para nos precavermos.

Parabéns à Catarina Guerreiro pela coragem.

Boa leitura a quem aceitar este convite.




sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

SINTRA: ERRO GROSSEIRO NA TOPONÍMIA

A preocupação tem alguns anos e, manifestada em reservada conversa, duas horas depois já era exibida publicamente pelo escutante que a apresentava como sua.

Não esquecendo a atitude, esperámos a concretização do empenho...falhado.

Passada a repulsa, perguntamos: - Quem propôs e fundamentou à Câmara a atribuição do nome da Condessa D'Edla a uma Rotunda da antiga Estrada de Sintra?

Figura da nossa História, casada com D. Fernando II e com ele partilhando o Parque da Pena, com honras de Estado quando da sua morte, como foi possível a Câmara Municipal de Sintra dar o seu nome a uma Rotunda completamente desenquadrada?

Numa Zona que, agora, passou a ser nuclear em grandes superfícies para fins diversos, torna-se chocante o nome da Condessa D'Edla no meio delas... tão desadequado.

Deste lado um Hotel, Oficina de pneus e, até, um cartaz da Lotaria Clássica

Nas costas da placa toponímica, materiais de construção, "saldos", Decathlon e outras mais

Alternativas? Sim, há sempre alternativas...

Se o Executivo Camarário ficar chocado, pode corrigir a injustiça feita à memória da Condessa D'Edla, atribuindo o seu nome a um local devidamente adequado.

Obviamente que não poderá ser um local qualquer, tão pouco - como bóia de salvação - sugerir-se algo sem pés nem cabeça, pois há locais a respeitar e com história própria.

Daí que tenhamos optado por um espaço sem implicações administrativas, sem conotações religiosas, sem incómodos para residentes e respeitador da Senhora.

Largo em frente ao portão principal da Pena - um Largo sem Nome

Afigura-se-nos que o Largo fronteiro à entrada principal para o Parque da Pena seria o local ideal e honroso para a atribuição do nome de Condessa D' Edla.

Nesse Largo - sem nome - terminam a Estrada da Pena e a Calçada da Pena.

Para enriquecer o Local, seria instalado um busto da Condessa D'Edla, com uma breve referência à História do Local e ao Parque e Chalet que têm o seu nome.

Tal atribuição, já há largos meses pedida, poderá ser facilmente concretizada.

Estamos certos que a Câmara Municipal de Sintra tomará em consideração.

Aguardemos.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

SINTRA, CAMINHOS DA PENA E POLUIÇÃO AMBIENTAL

Um Novo Ano se iniciou e, com ele, como se transportasse um macaco às costas, o gravíssimo problema de viaturas de todas as espécies que demandam a Serra. 

Para quando medidas que limitem o anárquico acesso à Serra por automóveis e outras espécies em voga, quase todos em busca de um local para estacionar? 

Teoricamente, quem deve suportar o custo de soluções? 

A Câmara Municipal, por si só, não deverá suportar - com o nosso dinheiro - as soluções para o acesso à Serra e seus Monumentos, dos quais outra entidade aufere lucros.

Outra seria a responsabilidade da Câmara se gerisse esse Património, conjugando elevados investimentos com a defesa ambiental de benefício colectivo.

Ora, na Estrada da Pena, pode existir uma sobreposição de poderes, se a exploradora do Património da Serra proceder e decidir como se a Via Municipal fosse sua.

Da fixação de estacionamentos a regras de circulação e sinaléctica própria, tudo se pode observar ao longo de uma Via Municipal que não consta ter deixado de o ser.


Quem permite se indique aos visitantes Parques às vezes quase selvagens no meio de árvores?

A legitimidade de autorizar a circulação em sentido contrário foi transferida para a PSML?

Por detrás do sinal antes mostrado não há comprovante de aprovação/Registo Camarário

A Câmara Municipal, obrigada à defesa do ambiente e segurança no Município, incumbirá fixar as condições de acesso e definir que veículos podem circular na Serra.

Nem faria sentido o nosso dinheirinho suportar custos para garantir acessos ao produto que uma empresa vende e publicita com milhões de visitantes e elevadas receitas.

Digamos que a Parques de Sintra é que deveria investir em veículos para acederem ao património que gere, tomando os passageiros em zonas periféricas e na Vila.

Um problema nunca vem só...

Resolver o problema dos acessos à Serra acaba por resolver outro: - o da concentração de viaturas no Centro Histórico de Sintra cujos ocupantes não pisam o solo da Vila.

Infelizmente, de ano para ano, o crocodilo vai crescendo e, para Autarcas que vão surgindo por Sintra, é mais fácil falarem em ciclovias do que em parques periféricos.

Sintra é exemplo da incapacidade política para resolver tais problemas, porque há tantas experiências conhecidas que algumas poderiam ajudar os técnicos a resolver. 

Alguns exemplos

Em Bayreuth, o Altes Schloss Eremitage, que não é Património da Unesco, tem a sua própria estrada com cancela. O parque de estacionamento é a cerca de 1000 metros. 

Bayreuth: A amarelo o local de estacionamento que serve o Eremitage (cerca de 10.000m2)

Bayreuth: Estacionamento tão diferente do "selvagem" que a PSML indica na Pena

 Em Whitefish, no Glacier National Park (perto de Seattle), há soluções mistas: a esmagadora maioria dos visitantes são transportados em veículos movidos a gás.

Veículo movido a gás propano que transporta os visitantes até ao alto.

No entanto, mediante uma elevada portagem desmobilizadora e com controlo de unidades, é possível a veículos particulares acederem às estruturas existentes.

Sintra com "soluções" velhas, mas falha de decisões novas

De cada vez que se preconiza a eliminação de carros no Centro Histórico, logo surgem vozes que o contestam, como se os carros visitassem as lojas e comércio.

Sucede que, pouco os abonando, há autarcas que se retraem quando algumas figuras contestam as indispensáveis soluções, deixando correr o tempo e crescer o crocodilo.

A construção de parques na periferia (falamos há anos num grande silo no Ramalhão), até um Centro Rodoviário na zona da Abrunheira Norte, seriam determinantes.

Completar-se-ia com apoio rodoviário não poluente, em circulação permanente pelo Centro Histórico e com outro trajecto de saída a partir da Pena, talvez por Sta. Eufémia.

Assim, acabaria a carga rodoviária ao fundo da Calçada da Pena, vendo-se casas destruídas ou não habitadas. Quem gosta de ter milhares de viaturas a passar à porta? 

Calçada da Pena: Aqui passam milhares de carros em certos dias. À direita, nem o 7 escapou...

Aguardemos que, com a devida antecedência, sejam conhecidas medidas efectivas para evitar mais um ano de quilómetros de filas de carro com pessoas angustiadas.

Quando se realça a promoção turística de Sintra em Nova Iorque, será bom saber-se responder aos fluxos turísticos de forma adequada.

Aguardemos...


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

SINTRA: NA VÁRZEA, PROJECTO HOTELEIRO COM 15 ANOS

Segundo a Revista AMBITUR, a Vila Galé Hotéis está a procurar um parceiro na área da Saúde, para desenvolver um projecto de Turismo Médico e de Saúde na zona da Várzea. 


Para aceder à notícia mais completa, aqui fica o endereço: