sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

SINTRA: ERRO GROSSEIRO NA TOPONÍMIA

A preocupação tem alguns anos e, manifestada em reservada conversa, duas horas depois já era exibida publicamente pelo escutante que a apresentava como sua.

Não esquecendo a atitude, esperámos a concretização do empenho...falhado.

Passada a repulsa, perguntamos: - Quem propôs e fundamentou à Câmara a atribuição do nome da Condessa D'Edla a uma Rotunda da antiga Estrada de Sintra?

Figura da nossa História, casada com D. Fernando II e com ele partilhando o Parque da Pena, com honras de Estado quando da sua morte, como foi possível a Câmara Municipal de Sintra dar o seu nome a uma Rotunda completamente desenquadrada?

Numa Zona que, agora, passou a ser nuclear em grandes superfícies para fins diversos, torna-se chocante o nome da Condessa D'Edla no meio delas... tão desadequado.

Deste lado um Hotel, Oficina de pneus e, até, um cartaz da Lotaria Clássica

Nas costas da placa toponímica, materiais de construção, "saldos", Decathlon e outras mais

Alternativas? Sim, há sempre alternativas...

Se o Executivo Camarário ficar chocado, pode corrigir a injustiça feita à memória da Condessa D'Edla, atribuindo o seu nome a um local devidamente adequado.

Obviamente que não poderá ser um local qualquer, tão pouco - como bóia de salvação - sugerir-se algo sem pés nem cabeça, pois há locais a respeitar e com história própria.

Daí que tenhamos optado por um espaço sem implicações administrativas, sem conotações religiosas, sem incómodos para residentes e respeitador da Senhora.

Largo em frente ao portão principal da Pena - um Largo sem Nome

Afigura-se-nos que o Largo fronteiro à entrada principal para o Parque da Pena seria o local ideal e honroso para a atribuição do nome de Condessa D' Edla.

Nesse Largo - sem nome - terminam a Estrada da Pena e a Calçada da Pena.

Para enriquecer o Local, seria instalado um busto da Condessa D'Edla, com uma breve referência à História do Local e ao Parque e Chalet que têm o seu nome.

Tal atribuição, já há largos meses pedida, poderá ser facilmente concretizada.

Estamos certos que a Câmara Municipal de Sintra tomará em consideração.

Aguardemos.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

SINTRA, CAMINHOS DA PENA E POLUIÇÃO AMBIENTAL

Um Novo Ano se iniciou e, com ele, como se transportasse um macaco às costas, o gravíssimo problema de viaturas de todas as espécies que demandam a Serra. 

Para quando medidas que limitem o anárquico acesso à Serra por automóveis e outras espécies em voga, quase todos em busca de um local para estacionar? 

Teoricamente, quem deve suportar o custo de soluções? 

A Câmara Municipal, por si só, não deverá suportar - com o nosso dinheiro - as soluções para o acesso à Serra e seus Monumentos, dos quais outra entidade aufere lucros.

Outra seria a responsabilidade da Câmara se gerisse esse Património, conjugando elevados investimentos com a defesa ambiental de benefício colectivo.

Ora, na Estrada da Pena, pode existir uma sobreposição de poderes, se a exploradora do Património da Serra proceder e decidir como se a Via Municipal fosse sua.

Da fixação de estacionamentos a regras de circulação e sinaléctica própria, tudo se pode observar ao longo de uma Via Municipal que não consta ter deixado de o ser.


Quem permite se indique aos visitantes Parques às vezes quase selvagens no meio de árvores?

A legitimidade de autorizar a circulação em sentido contrário foi transferida para a PSML?

Por detrás do sinal antes mostrado não há comprovante de aprovação/Registo Camarário

A Câmara Municipal, obrigada à defesa do ambiente e segurança no Município, incumbirá fixar as condições de acesso e definir que veículos podem circular na Serra.

Nem faria sentido o nosso dinheirinho suportar custos para garantir acessos ao produto que uma empresa vende e publicita com milhões de visitantes e elevadas receitas.

Digamos que a Parques de Sintra é que deveria investir em veículos para acederem ao património que gere, tomando os passageiros em zonas periféricas e na Vila.

Um problema nunca vem só...

Resolver o problema dos acessos à Serra acaba por resolver outro: - o da concentração de viaturas no Centro Histórico de Sintra cujos ocupantes não pisam o solo da Vila.

Infelizmente, de ano para ano, o crocodilo vai crescendo e, para Autarcas que vão surgindo por Sintra, é mais fácil falarem em ciclovias do que em parques periféricos.

Sintra é exemplo da incapacidade política para resolver tais problemas, porque há tantas experiências conhecidas que algumas poderiam ajudar os técnicos a resolver. 

Alguns exemplos

Em Bayreuth, o Altes Schloss Eremitage, que não é Património da Unesco, tem a sua própria estrada com cancela. O parque de estacionamento é a cerca de 1000 metros. 

Bayreuth: A amarelo o local de estacionamento que serve o Eremitage (cerca de 10.000m2)

Bayreuth: Estacionamento tão diferente do "selvagem" que a PSML indica na Pena

 Em Whitefish, no Glacier National Park (perto de Seattle), há soluções mistas: a esmagadora maioria dos visitantes são transportados em veículos movidos a gás.

Veículo movido a gás propano que transporta os visitantes até ao alto.

No entanto, mediante uma elevada portagem desmobilizadora e com controlo de unidades, é possível a veículos particulares acederem às estruturas existentes.

Sintra com "soluções" velhas, mas falha de decisões novas

De cada vez que se preconiza a eliminação de carros no Centro Histórico, logo surgem vozes que o contestam, como se os carros visitassem as lojas e comércio.

Sucede que, pouco os abonando, há autarcas que se retraem quando algumas figuras contestam as indispensáveis soluções, deixando correr o tempo e crescer o crocodilo.

A construção de parques na periferia (falamos há anos num grande silo no Ramalhão), até um Centro Rodoviário na zona da Abrunheira Norte, seriam determinantes.

Completar-se-ia com apoio rodoviário não poluente, em circulação permanente pelo Centro Histórico e com outro trajecto de saída a partir da Pena, talvez por Sta. Eufémia.

Assim, acabaria a carga rodoviária ao fundo da Calçada da Pena, vendo-se casas destruídas ou não habitadas. Quem gosta de ter milhares de viaturas a passar à porta? 

Calçada da Pena: Aqui passam milhares de carros em certos dias. À direita, nem o 7 escapou...

Aguardemos que, com a devida antecedência, sejam conhecidas medidas efectivas para evitar mais um ano de quilómetros de filas de carro com pessoas angustiadas.

Quando se realça a promoção turística de Sintra em Nova Iorque, será bom saber-se responder aos fluxos turísticos de forma adequada.

Aguardemos...


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

SINTRA: NA VÁRZEA, PROJECTO HOTELEIRO COM 15 ANOS

Segundo a Revista AMBITUR, a Vila Galé Hotéis está a procurar um parceiro na área da Saúde, para desenvolver um projecto de Turismo Médico e de Saúde na zona da Várzea. 


Para aceder à notícia mais completa, aqui fica o endereço:



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

SINTRA, O MATEUS NASCEU...SEM MENSAGENS...

Os estimados visitantes deste blogue recordarão que no passado dia 13 de Novembro (por favor clique) falávamos de Gabriela, em final de gravidez a caminho do trabalho.

Há pouco, procurávamos no site da Câmara a Mensagem Presidencial saudando os Munícipes a propósito do Natal e Ano Novo, quando recebemos a bela notícia:
"O Mateus nasceu no dia 28, às 20,47 com 3.285g". Juntava fotos:
Que sonhos terá o Mateus?

A banhoca de um belo rapagão sintrense

Desistimos da pesquisa por razões óbvias, porque o Mateus estava em primeiro lugar.

Era esperado em Janeiro mas apressou-se e, não sendo apanhado na saudação, não será por isso que deixará de ser um bom sintrense, numa outra sociedade.

Daqui por uns dias, com o mesmo alheamento autárquico, O Mateus irá ao colo da Gabriela muitas centenas de metros para conseguir um transporte. 

Daqui por uns tempos, o Mateus, com uma mochila cheia de livros às costas, fará um quilómetro a pé até chegar à escola, às vezes de noite, como vejo tantos.

Em breve, Gabriela retomará o caminho que lhe ocupará quatro horas diárias (duas em cada sentido), numa complexa teia de transportes e custos que Autarcas não sentem.

A Gabriela está de parabéns pelo seu Mateus e a ambos desejamos longa vida.

Sintra, está muito mais rica pelo Mateus, mais um Munícipe meu estimado vizinho, que...

...não teve Saudação e nem Oficiais Votos de Bom Ano 2016.